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quinta-feira, 23 de abril de 2015 Jogos de Inverno, Mundiais, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Rola pelo mundo | 19:22

COI prepara o lançamento da TV Olímpica

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Flickr/COI

A ideia da criação de uma TV Olímpica é defendida há tempos por Thomas Bach

Imagine você, fã ardoroso de esportes olímpicos, se tivesse à disposição um canal de televisão que transmita notícias e eventos ligados às Olimpíadas ou de suas respectivas modalidades, 24 horas por dia. Utopia? Bem, saiba que tal canal está muito perto de ser colocado no ar. Nesta semana, o COI (Comitê Olímpico Internacional) confirmou que seu canal olímpico de TV será lançado até abril do ano que vem. O anúncio foi feito por Yiannis Exarchos, chefe executivo do serviço de radiodifusão da entidade, departamento que é responsável pela negociação dos direitos de transmissão para todo o planeta dos eventos olímpicos.

A ideia de se criar uma plataforma permanente para divulgação de seus eventos, sem depender da negociação de direitos ou grades de programação das emissoras de cada país é uma das primeiras plataformas de governo do presidente do COI, Thomas Bach.  Este novo canal era citado como uma das formas de ampliação dos ideais olímpicos durante o lançamento da Agenda 20 + 20, no final de 2014, considerada pelo próprio Bach como fundamental para a renovação do próprio COI.

Não será um canal de TV tradicional, contudo. Num momento inicial, o canal olímpico está disponível somente para dispositivos móveis (tablets e smarthphones) e terá sua estação principal com sede na cidade de Madri (Espanha), enquanto o departamento comercial ficará baseado em Lausanne (Suíça), sede do COI. O projeto vem sendo desenvolvido ao logo dos últimos sete anos e tem um custo estimado de US$ 478 milhões (cerca de R$ 1,4 bilhão).

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Os primeiros testes da TV Olímpica começarão em janeiro do ano que vem e o lançamento deve ficar entre os meses de abril ou maio de 2016, ou seja, às vésperas das Olimpíadas do Rio. A intenção é produzir uma programação de 24h com noticiários, transmissão de eventos qualificatórios olímpicos ou campeonatos mundiais das federações internacionais ligadas ao COI. O novo canal não deverá, contudo, transmitir competições dos Jogos Olímpicos (verão, inverno e da juventude).

Embora o lançamento da TV Olímpica tenha sido aprovada por unanimidade pelos 104 membros da Assembleia Geral do COI no último final de semana, durante a convenção SportAccord, em Sochi, na Rússia, encontra alguma resistência dentro do movimento olímpico. Alguns dirigentes de federações esportivas criticam o investimento na nova plataforma e acham que a verba deveria ser  destinada para o desenvolvimento do esporte.

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quarta-feira, 22 de abril de 2015 Ídolos, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 20:47

Anderson Silva na seletiva do taekwondo é o fim da picada

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CBTKD/Divulgação

Anderson Silva participa da entrevista coletiva ao lado do presidente da CBTKD, Carlos Fernandes

Tudo foi muito bem ensaiado, milimetricamente estudado, como mandam os bons manuais dos magos do marketing corporativo. A entrevista coletiva de Anderson Silva, astro do MMA que pleiteia um lugar na equipe olímpica do Brasil de taekwondo para as Olimpíadas do Rio 2016, bem poderia ser um destes “cases” de eventos de sucesso para qualquer empresa de assessoria de imprensa ou relações públicas. Mas foi na verdade um soco na cara do movimento olímpico e também um grande golpe de marketing.

Tudo que cercou a coletiva desta quarta-feira parecia ser antecipadamente estudado. Primeiro, a entrada no auditório com uma hora de atraso, ao lado de várias crianças, todas trajando quimonos brancos. Depois, as palavras escolhidas com cuidado (“Não estou aqui para desagregar, mas para unir forças” e “É um desafio que estou disposto a enfrentar e não estou com medo de passar vergonha”), para não causar maiores embaraços com seus futuros companheiros e rivais por uma vaga olímpica. Houve até mesmo vetos antecipados para perguntas incômodas, a respeito do mal explicado caso duplo de doping do lutador brasileiro no período de sua luta contra o americano Nick Diaz. Afinal, aquele era um evento de celebração, não cabia dar voz a questionamentos aborrecidos, não é mesmo?

A confirmação de que o “Spider” poderá disputar a seletiva dos pesos pesados (acima de 80 kg) para a seleção brasileira de taekwondo precisa ser encarada de duas formas. A primeira, trata-se de uma esperta estratégia de marketing que atende aos interesses dos dois lados, CBTDK (Confederação Brasileira de Taekwondo) e do próprio lutador. O presidente da entidade, Carlos Fernandes, admitiu que o interesse do lutador em voltar ao esporte que o colocou nas artes marciais equivaleria a um ‘bilhete premiado da Mega Sena”.

E mais: Anderson Silva no Rio 2016 é marketing e nada mais

Para Anderson Silva, o assunto não poderia vir em melhor hora. Seu julgamento pela Comissão Atlética de Nevada sobre o doping na luta contra Diaz deve ocorrer no próximo mês de maio. E nada melhor do que criar uma nova história de superação para atuar como cortina de fumaça do ponto mais baixo da carreira de um atleta que não se dá o direito de mostrar qualquer faceta negativa.

A outra forma de ver o que foi sacramentado nesta quarta-feira é uma facada profunda nos princípios do esporte olímpico. Em primeiro lugar, a confederação ‘rasgou’ seu regulamento, sem dó nem piedade. Por mais que Fernandes diga (como o fez na coletiva) que o ranking olímpico – classificação criada pela federação internacional para cada país poder ter um parâmetro de formação de suas equipes – não contará para a seletiva e que Anderson Silva “não entrará pela janela”, ou seja, terá que lutar para conseguir sua vaga, na prática a coisa é bem diferente. Anderson Silva, que não participou de nada do último ciclo olímpico do taekwondo, já terá oportunidade de participar das seletivas.

Certamente alguém, que batalhou nos últimos quatro anos sonhando com a possibilidade de defender o Brasil nas Olimpíadas do Rio, ficará de fora. Isso é óbvio.

Há ainda o aspecto moral, o do doping. Estamos falando de um mega evento esportivo que luta há anos para tentar limpar sua imagem de atletas trapaceiros, como os alemães orientais, como Ben Johnson, como Marion Jones. Anderson Silva testou positivo para duas substâncias anabolizantes. Se o UFC fosse signatário da Wada (Agência Mundial Antidoping), o brasileiro já teria seu “sonho olímpico” enfiado no buraco. Mas como o UFC é uma terra de ninguém no que diz respeito ao doping, o Brasil poderá ter em 2016 um atleta que se dopou e não foi punido adequadamente brigando por uma medalha de ouro.

Ainda muita água irá rolar até janeiro do ano que vem, data prevista para a seletiva. Muito também irá se discutir se a presença de Anderson Silva é válida ou não, é eticamente aceitável ou não. Se ele for aos Jogos, os organizadores vão esfregar as mãos de satisfação, com o retorno de imagem e de venda de ingressos que a presença do brasileiro irá trazer.

Por enquanto, vejo tudo como uma grande derrota do esporte.

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domingo, 19 de abril de 2015 Ídolos, Isso é Brasil, Olimpíadas, Pan-Americano, Seleção brasileira | 12:52

Um adeus sem pompas para Maurren Maggi

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Maurren anunciou seu adeus do atletismo, mas tem índice para brigar pelo tetra no Pan de Toronto

Maurren anunciou seu adeus do atletismo, mas tem índice para brigar pelo tetra no Pan de Toronto

A notícia veio assim, de repente, no meio da transmissão da TV Globo do evento “Mano a Mano”, que contou com a presença do superstro Usain Bolt: o narrador Alex Escobar chamou a saltadora Maurreen Maggi, campeã olímpica em Pequim 2008, para fazer um comentário específico a respeito de atletas com mais de 30 anos e deu a deixa. Foi então que Maurren disse com todas as letras que “esse é o último ano da minha carreira (…), Esse ano é o último meu, e ano que vem é só a Rede Globo, e a gente trabalha com qualidade, um time campeão com a gente”.

Para quem não sabe, Maurren é uma das integrantes da badalada equipe de comentaristas que a emissora montou para a cobertura dos Jogos do Rio 2016, que conta com nomes como Guga (tênis), Giba (vôlei), Daiane dos Santos (ginástica artística), Gustavo Borges (natação), entre outros.

Nada contra a opção de um atleta decidir quando é a hora de abandonar a carreira. Isso é algo de cunho pessoal, cada um sabe o momento certo de parar. O que fica de questionamento é sobre a forma abrupta e porque não dizer um tanto inesperada que o fato ocorreu.

Na prática, o atletismo já vinha ensaiando o adeus a Maurren Maggi desde o final das Olimpíadas de Londres 2012, quando não conseguiu passar pelas eliminatórias do salto em distância, prova na qual ela tornou-se a primeira mulher campeã olímpica do Brasil no atletismo. De lá para cá, passou por problemas físicos, encarou dificuldades de patrocínio e até mesmo encarou uma vaquinha virtual para custear seus treinamentos. Tudo por conta do sonho de fazer uma despedida em alto estilo, nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016.

+ Relembre: O drama de Maurren e a “vida real” do esporte brasileiro

Em todas as suas entrevistas nos últimos tempos, Maurren sempre repetia que desejava fazer sua retirada do esporte diante da torcida. Começou a temporada 2015 e ela obteve o índice para os Jogos Pan-Americanos de Toronto, ao saltar 6m51 em uma competição na cidade de Campinas. Ainda tentava alcançar a marca para o Mundial de Pequim, que será realizado no mesmo Ninho do Pássaro, de tão doces lembranças para ela.

Só que talvez o bom senso tenha falado mais alto e a própria Maurren viu que o sonho para fazer seu adeus diante da torcida brasileira estava longe demais. E a confirmação veio no meio de uma transmissão de TV, quase como um pronunciamento um tanto perdido, no meio do belo evento feito neste domingo, no Jockey Club Brasileiro, no Rio, e cuja estrela maior obviamente era Bolt.

O certo seria que ela fosse levada para o meio da pista, e de microfone em punho, diante do público, anunciasse sua decisão, para receber os merecidos aplausos que uma campeã olímpica merece. A forma como o anúncio ocorreu, sem pompas, foi frustante.

Maurren Maggi poderá marcar sua despedida com um tetracampeonato pan-americano em Toronto, coincidentemente no mesmo país que viu seu primeiro ouro no salto em distância na competição, em Winnipeg 1999. Depois, venceu no Rio 2007 e em Guadalajara 2011. Só não brigará pelo penta por conta do caso de doping às vésperas de Santo Domingo 2003, que a deixou dois anos fora das competições. Uma carreira brilhante, coroada pelo ouro olímpico em Pequim 2008 e que merece muitas homenagens.

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sexta-feira, 17 de abril de 2015 Olimpíadas, Paraolimpíadas | 13:29

Lançado novo lote de moedas comemorativas para o Rio 2016

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O Banco Central anunciou que chegou ao mercado um novo lote de moedas comemorativas para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio 2016. Desta vez, será um conjunto de nove moedas, sendo uma de ouro, quatro de prata e quatro de circulação comum. A de ouro homenageia o salto com vara, uma das modalidades do atletismo, e o Cristo Redentor, o mais emblemático ponto turístico do Rio de Janeiro. Ela será colocada à venda no mercado ao preço de R$ 1. 180,00.

As moedas de prata representarão o remo, ciclismo, corrida, vôlei de praia, ao preço de venda de R$ 195,00, enquanto que as moedas comuns terão como modalidades representadas o basquete, a vela, o rúgbi e a paracanoagem. O preço para os colecionadores interessados em adquiri-las será de R$ 13,00 a cartela com as quatro. O site do Banco Central informa os locais onde estas moedas podem ser compradas.

Confira abaixo a galeria com as imagens no novo lote de moedas comemorativas do Rio 2016

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segunda-feira, 13 de abril de 2015 Ídolos, Olimpíadas | 20:29

Anderson Silva no Rio 2016? Marketing e nada mais

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O presidente da CBTKD, Carlos Fernandes e o lutador de UFC Anderson Silva, em encontro recente na entidade

O presidente da CBTKD, Carlos Fernandes e o lutador de UFC Anderson Silva, em encontro recente na entidade

A notícia que bombou o universo olímpico brasileiro nesta segunda-feira foi a declaração de Anderson Silva, o ex-campeão do UFC que está preventivamente suspenso por uso de doping, de pretender um lugar na equipe olímpica do taekwondo do Brasil que disputará as Olimpíadas do Rio 2016. A intenção foi registrada em carta enviada ao presidente da CBTKD (Confederação Brasileira de Taekwondo), Carlos Fernandes, publicada no site da entidade.  Na página da entidade, Fernandes diz que ainda pretende se reunir com o lutador para conversar com mais detalhes a respeito desta intenção.

Tudo muito bonito, se não fosse uma clara estratégia de marketing, provavelmente dos dois lados.

É bem verdade que Anderson Silva não é um completo ET no universo do taekwondo. Foi essa a modalidade que o introduziu no mundo das artes marciais. Só que existem alguns fatores que complicam os restringem a intenção do lutador em tornar realidade o seu desejo (se é que isso representa mesmo sua vontade).

O iG Esporte demonstrou em reportagem nesta segunda-feira que alguns aspectos barram a intenção do lutador, o primeiro deles a própria indefinição da situação esportiva do Spider, atualmente suspenso de forma preventiva pela Comissão Atlética de Nevada, em razão dos dois casos de doping antes e depois da luta contra Nick Diaz. Primeiro, é necessário saber qual será a punição que ele irá receber por estas infrações e, mais importante, se o brasileiro será julgado de acordo com as normas da Wada (Agência Mundial Antidoping). Se isso ocorrer e ele for considerado culpado, um abraço, pois as novas determinações da entidade proíbem que qualquer atleta que tenha sido considerado dopado no ciclo olímpico participe das Olimpíadas em questão.

Depois, as regras da CBTKD são claras: uma das exigências para integrar a seleção brasileira é que o lutador esteja entre os 20 primeiros do ranking olímpico. Este ranking é computado graças aos resultados dos lutadores em diversas competições internacionais, ao longo do ciclo olímpico. Isso já vale para a formação do time que vai ao Pan-Americano de Toronto 2015 e só não valerá para o Rio 2016 se houver uma virada radical de mesa.

Por fim, está a indefinição do próprio Anderson, que em 2012 chegou a declarar que desejaria defender o Brasil no Rio 2016, mas em 2013, antes da fatídica luta contra Chris Weidman, quando fraturou a perna esquerda, disse que não tinha tempo hábil para assegurar a vaga e nem autorização de Dana White, chefão do UFC.

Assim, enquanto não ocorrer um movimento explícito da confederação brasileira, admitindo que rasgará suas regras para encaixar Anderson Silva na equipe olímpica – o que representaria sem dúvida uma bela sacada de marketing no Rio 2016 -, tudo o que se falar sobre este tema não passará exatamente disso: uma manjada ação marqueteira e nada mais.

 

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quinta-feira, 9 de abril de 2015 Olimpíadas, Paraolimpíadas | 18:53

Rio 2016 terá centro de formação de voluntários em SP

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A cidade de São Paulo também terá um centro de formação dos voluntários que irão trabalhar nas Olimpíadas e Paraolimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. Está previsto para o mês de junho a inauguração da sede paulista, após a abertura do primeiro centro, no campus Tom Jobim da Universidade Estácio de Sá, na Barra (RJ), no final do mês de março. O novo centro deverá funcionar no campus da Estácio na capital paulista, no bairro do Jabaquara, zona Sul de São Paulo.

Centro de formação de voluntários para o Rio 2016, já em funcionamento, na Barra (RJ)

Centro de formação de voluntários para o Rio 2016, já em funcionamento, na Barra (RJ)

Após receber 242 mil inscrições de interessados em trabalhar como voluntários nos Jogos do ano que vem, o comitê Rio 2016 iniciou o trabalho de seleção dos 70 mil que serão recrutados para atuar nas mais diversas funções, dentro das arenas de competição, áreas de acesso do público, Vila Olímpica e centro de imprensa. Nesta etapa, os inscritos estão sendo chamados para entrevistas e dinâmicas de grupo pelos voluntários selecionadores, que irão escolher os que estão aptos a atuar nos Jogos.

Além de dois centros de formação no Rio e o de São Paulo, ainda haverá mais um centro fixo em Belo Horizonte, com inauguração provavelmente ocorrendo em outubro. Além destes,  outros 12 centros itinerantes passarão pelos estados brasileiros onde há inscritos. Os estrangeiros passarão por entrevistas online.

O comitê organizador planeja começar a enviar as cartas de aprovação aos selecionados a partir de novembro deste ano e espera concluir o processo de seleção até no máximo em maio de 2016, chamando todos os 70 mil voluntários que irão atuar nos Jogos.

 

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terça-feira, 7 de abril de 2015 Pan-Americano, Seleção brasileira | 08:43

Brasil já tem 460 vagas asseguradas no Pan de Toronto 2015

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Toronto 2015O assunto do momento são as Olimpíadas de 2016, certo? Menos de 500 dias para a abertura dos Jogos, ingressos já colocados à venda (inclusive o comitê organizador promete para esta terça-feira um novo balanço da venda de bilhetes), vários atletas e modalidades em ritmo intenso de preparação para que cheguem no ano que vem prontos para brigarem pelas medalhas…enfim, respira-se o clima olímpico.

Mas não é bem assim. Antes das Olimpíadas, vem o Pan-Americano. Embora combalidos e um tanto desprestigiados em relação a outros tempos mais gloriosos, os Jogos Pan-Americanos de Toronto estão aí, na nossa cara. Faltam apenas 94 dias para que o evento poliesportivo mais importante das Américas comece, no dia 10 de julho. Para o Brasil, o Pan terá ainda um papel especial, pois deve ser um ótimo parâmetro para as chances da equipe nos Jogos Olímpicos.

A importância é tanta que o COB (Comitê Olímpico do Brasil) pretende mandar ao Canadá sua maior delegação para um evento poliesporttivo fora do país, aproximadamente 600 atletas. No Pan do Rio 2007, o Brasil participou com 660 competidores. Na última edição do evento, em Guadalajara 2011, o  Brasil contou com 515. E as metas são ousadas também: terminar no top 3 e superar o número de pódios de 2011 (foram 141 medalhas há quatro anos, no México, 48 delas de ouro).

Atualmente, o Brasil já tem 460 vagas para o Pan de Toronto em 41 modalidades. Confira abaixo:

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terça-feira, 31 de março de 2015 Olimpíadas | 23:45

Na comparação com a Copa 2014, venda de ingressos para o Rio 2016 começa bem melhor

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Mapa com as instalações esportivas dos Jogos Olímpicos do Rio 2016, cujos ingressos estão à venda desde a última terça-feira

Mapa com as instalações esportivas dos Jogos Olímpicos do Rio 2016, cujos ingressos estão à venda desde a última terça-feira

Tudo bem que foi apenas o primeiro dia e como todo jornalista é chato e desconfiado, uma boa dose de cautela nunca é demais. Porém, mesmo o mais pessimista há de admitir que o início do processo de venda de ingressos para os Jogos Olímpicos Rio 2016 foi bastante animador. Tanto isso é verdade que os organizadores abriram o acesso de reservas de ingressos para os torcedores já cadastrados duas horas antes do que estava programado, a partir do meio-dia desta terça. O resultado é que em menos de seis horas desde que o sistema foi liberado, quase meio milhão de pedidos de ingressos já tinham sido feitos para esta primeira fase, cuja reserva ocorre até abril e o sorteio está marcado para junho deste ano.

Há um outro fator que também serve para mostrar que ao menos na largada, o sistema de venda de bilhetes para as Olimpíadas não decepcionou. Em comparação com o que ocorreu na venda para a Copa do Mundo de 2014, houve muito menos problemas no primeiro dia de vendas. Com exceção de alguns casos de pessoas que não conseguiram concluir o pedido, principalmente por causa da opção pelo uso de um cartão de crédito virtual – para usuários que não têm o cartão do patrocinador dos Jogos (Visa) -, no geral o sistema funcionou sem problemas. O que convenhamos, já se trata de um avanço espetacular quando se lembra que há cerca de um ano, milhares de pessoas reclamavam que ficavam esquecidas numa tal “fila virtual” no site da Fifa, e quando conseguiam acesso, já não havia mais ingressos disponíveis.

Veja ainda: Como comprar, quanto pagar, onde retirar: o que saber dos ingressos do Rio 2016

Mas, como foi dito no primeiro parágrafo, é melhor aguardar mais um pouco antes de conclusões otimistas demais.

Neste primeiro dia, os “campeões de procura” pelos torcedores foram a cerimônia de abertura, no dia 5 de agosto de 2016, além das finais do vôlei masculino e feminino.

O iG Esporte preparou um pequeno guia para o torcedor comprar seus ingressos com tranquilidade. Clique aqui e saiba de todas as exigências para poder ver de perto algum dos eventos dos Jogos do Rio 2016.

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Olimpíadas, Pré-Olímpico | 08:37

País sem medalhas garante vaga no tiro no Rio 2016

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O checo David Kostelecky comemora o ouro e a classificação do seu país para o Rio 2016 (Foto: ISSF/Nicolo Zangirolami)

O checo David Kostelecky comemora a classificação do seu país para o Rio 2016 (Foto: ISSF)

O último final de semana marcou a definição de mais dez países classificados no tiro esportivo, na disputa da Copa do Mundo de tiro rápido, que foi encerrada domingo na cidade de Al Ain, nos Emirados Árabes Unidos. Só que entre os classificados, um deles tem um motivo a mais para festejar: San Marino assegurou uma vaga nos Jogos Olímpicos do Rio 2016 e  terá assim mais uma chance para que consiga finalmente conquistar a primeira medalha olímpica de sua história. Itália (quatro classificados), Chipre, Croácia, Dinamarca, República Checa e Rússia ficaram com as demais vagas nos Emirados Árabes.

O feito obtido neste domingo foi graças ao desempenho de Alessandra Perilli, na prova da fossa doublê feminina, ao ficar em segundo lugar na etapa de Al Ain da Copa do Mundo. O tiro é de longe o esporte mais atletas San Marino enviou aos Jogos Olímpicos, 27 no total, desde a primeira participação do país, nas Olimpíadas de 1960, em Roma. Mesmo assim, em 13 participações olímpicas, San Marino jamais ganhou uma mísera medalha olímpica.

Será que vai acabar com o jejum no Rio de Janeiro?

Confira aqui todos os países já classificados para os Jogos Olímpicos do Rio 2016

 

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terça-feira, 24 de março de 2015 Olimpíadas, Paraolimpíadas | 09:20

Faltam 500 dias para o Rio 2016: ansiedade pelos Jogos não pode tirar de vista os problemas

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Mascote olímpico Vinícius sobe o bondinho do Pão de Açúcar para comemorar os 500 dias para o Rio 2016

Mascote olímpico Vinícius sobe o bondinho do Pão de Açúcar para comemorar os 500 dias para o Rio 2016

É mais do que evidente que para qualquer brasileiro que adora esportes, a data desta terça-feira tem um significado especial. A marca de 500 dias para a abertura dos Jogos Olímpicos do Rio, prevista para 5 de agosto de 2016, é recebida com inegável ansiedade. Dê uma rápida busca com a hashtag #Rio2016 pelas redes sociais e poderá constatar o sentimento de alegria com o significado deste 24 de março no calendário olímpico. Quem já teve a oportunidade (e já tive esse privilégio três vezes) de ver uma edição das Olimpíadas de perto, sabe o quanto esse evento é fantástico. Não tenho a menor dúvida de que o Rio irá proporcionar um espetáculo inesquecível a quem estiver presente em algumas das diversas arenas espalhadas pelo Parque Olímpico da Barra, Deodoro, Copacabana, Engenhão etc, ou mesmo pela televisão.

Da mesma forma, é natural que se aguarde com grande expectativa a participação dos atletas brasileiros na competição. Será uma oportunidade única de torcedores poderem apoiar de perto seus ídolos em busca de vitórias que possam fazer com que o país cumpra a meta (ousada demais, em minha modesta opinião) de terminar os Jogos entre os dez primeiros na classificação final, pelo total de medalhas.

Mas (sempre tem um mas….)

A marca de 500 dias para o Rio 2016 não pode tirar o foco de que os organizadores trabalham em cima do laço para deixar tudo pronto a tempo. A ironia do presidente do COI, Thomas Bach, em visita ao Brasil no último mês de fevereiro, ao dizer que estará cumprimentando os funcionários responsáveis pelas obras no dia da abertura dos Jogos, não pode ser desprezada. O Rio perdeu tempo demais para conseguir colocar no eixo as obras das principais arenas, em parte pela desconexão entre os três poderes envolvidos na organização (Federal, Estadual e Municipal). Houve uma demora inconcebível para a definição da Matriz de Responsabilidade dos Jogos e o resultado de tudo isso foram atrasos e mais atrasos. A ponto de o próprio COI dar uma bronca monumental nos brasileiros em abril do ano passado, ameaçando até com uma espécie de intervenção. No final, as coisas acabaram entrando no ritmo.

Veja ainda: A 500 dias dos Jogos, Rio 2016 ganha elogios mas tem promessas não cumpridas

Também não pode ser ignorado, a despeito desta data festiva, o fracasso do governo do Rio na meta de despoluir 80% das águas da Baia de Guanabara, que fazia parte do dossiê da vitoriosa candidatura de 2009. Agora, o governador Luiz Fernando Pezão diz que no cenário mais otimista, este índice chegará a 49%, para desespero dos velejadores, que terão duas preocupações: os treinos normais e a sujeira que pode tirar a chance deles em conquistar uma medalha.

Outro fato que precisa ser lembrado neste marco dos 500 dias são os protestos de vários grupos sociais. A remoção de moradores da Vila do Autódromo, comunidade carente localizada ao lado do Parque Olímpico, o chamado coração dos Jogos, está longe de ser um processo tranquilo, muito pelo contrário. Muitos são obrigados a sair, mesmo sem ter qualquer indenização assegurada pelo poder público, para não correr risco de vida. Da mesma forma que não podem ser ignorada as manifestações do grupo que contesta a construção do campo de golfe, o Ocupa Golfe, na Reserva de Marapendi. O grupo contesta a forma com que o prefeito Eduardo Paes, ignorando relatórios ambientalistas e jurídicos, cedeu uma área avaliada em R$ 300 milhões e com restrições ambientais, para a construção de um campo teoricamente aberto ao público, embora faça parte de um futuro condomínio fechado.

Há todos os motivos do mundo para você festejar a marca de 500 dias para o Rio 2016, eu também não vejo a hora dos Jogos começarem. Mas não se deve perder o foco de que há um lado problemático que não pode ser ignorado na festa olímpica do ano que vem.

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