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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015 Isso é Brasil, Olimpíadas, Política esportiva | 12:19

Sete pontos que devem preocupar o COI em nova visita de avaliação ao Rio 2016

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Visão das obras do Centro Nacional de Tênis, localizado no Parque Olímpico da Barra, na última quinta (19/2)

Visão das obras do Centro Nacional de Tênis, no Parque Olímpico da Barra, na última quinta (19/2)

Desde abril do ano passado, quando alarmado pelos inúmeros atrasos, críticas de federações internacionais  e indefinições nos três níveis de governo para acertar a matriz de responsabilidade, o COI (Comitê Olímpico Internacional) resolveu agir para evitar um fiasco na organização dos Jogos Olímpicos do Rio 2016, é inegável o avanço no ritmo das obras. A pouco menos de um ano e meio para a abertura das Olimpíadas, já é possível perceber que as instalações vão rapidamente tomando forma a cada dia que passa. O clima olímpico se aproxima a cada dia.

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>>> Relembre como foi a última visita de avaliação do COI para o Rio 2016

Mas em sua próxima visita de avaliação, a partir de segunda-feira (23), a comissão do COI irá se deparar com ao menos sete pontos preocupantes. Alguns destes problemas não devem interferir diretamente na realização dos Jogos, o que não invalida a preocupação com o legado que ficará para a população do Rio de Janeiro, bem como os recursos mal aplicados em soluções paliativas para sérios problemas.

1 – Ameaça de não cumprir a despoluição da Baia de Guanabara

No dossiê de candidatura apresentado na eleição de 2009, o Rio de Janeiro se comprometia com a ousada meta de coleta e tratamento de esgoto de 80% das águas da Baia de Guanabara, onde será realizada a competição de vela. Hoje, sabe-se que esse número é utópico. No final de janeiro, o secretário de Ambiente do  Estado do Rio, André Corrêa, disse que essa meta não será atingida. Ele chegou a ser desmentido pelo comitê Rio 2016, mas um relatório da UFRJ aponta que a meta de 80% de esgoto tratado só será atingida em 2026, isso se for mantido o ritmo atual. Nem é preciso dizer que a Baia de Guanabara segue sendo alvo constante de críticas de velejadores estrangeiros e também brasileiros. Em entrevista à BBC, Torben Grael, bicampeão olímpico e treinador-chefe da seleção brasileira, disse que o lixo poderá determinar o pódio na vela em 2016.

2 – Atraso nas obras do metrô

Apontado pela própria comissão do COI como um dos projetos com cronograma mais apertado, a construção da linha de metrô ligando Ipanema à Barra da Tijuca, onde está localizado o Parque Olímpico e a Vila Olímpica, deverá ficar pronta apenas em maio de 2016 e não mais no final de 2015, segundo publicou o UOL. O governador Luiz Fernando Pezão admitiu que a folga que existia no calendário foi para o espaço diante das várias interrupções na obra. Um novo atraso pode comprometer o prazo de entrega.

3 – Estádio de remo terá evento-teste em obras

Programado para ocorrer entre os dias 6 e 9 de agosto deste ano, o evento-teste de remo irá acontecer em meio a obras no estádio da Lagoa Rodrigo de Freitas. Durante a competição, ainda estarão ocorrendo intervenções na torre de chegada do estádio e garagem dos barcos, além de outras reformas.

4 – Obra olímpica que resultará em derrubada de árvores em área tombada

Nas reformas da Marina da Glória, ponto de apoio para as embarcações nas competições de vela em 2016, precisarão ser derrubadas 298 árvores no Parque do Flamengo, para modernização do local. O problema é que a área é tombada pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e a intervenção vem despertando a ira de grupos de ambientalistas, que já realizaram protestos e pretendem entrar na Justiça para embargar a obra. O corte das árvores foi autorizado pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente do Rio.

5 – Atraso nas obras do velódromo

No final do ano passado, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, admitiu sua preocupação com o ritmo das obras para a construção do novo velódromo, segundo ele atrasado em três semanas. O próprio Paes, contudo, disse que “três semanas de atraso não são nada demais. Não é atraso algum, numa obra deste tamanho”, afirmou. A previsão de conclusão desta obra é para o quarto trimestre deste ano.

6 – Reformas do Julio Delamare e Maracanãzinho nem começaram

Sedes das competições de polo aquático e vôlei em 2016, respectivamente, o Parque Aquático Julio Delamare e o ginásio do Maracanãzinho precisam passar de obras de readequação para os Jogos Olímpicos. Porém, a Maracanã S/A, concessionária que administra o Complexo Esportivo do Maracanã, ainda não deu início às obras, que deveriam ter começado no ano passado.

7 – Troca no comando da APO

O único “problema” que não diz respeito a obras que a comissão do COI irá se debruçar em sua nova visita ao Rio de Janeiro é político. Responsável pelo comando da APO (Autoridade Pública Olímpica) desde outubro de 2013, o general Fernando Azevedo e Silva teve papel fundamental no momento de maior crise na organização dos Jogos, especialmente para costurar os acertos necessários entre os três poderes envolvidos no evento (Federal, Estadual e Municipal), além da publicação da Matriz de Responsabilidade. No começo do ano, ele pediu demissão e deverá ser substituído pelo deputado estadual Edinho Silva (PT-SP), que foi o tesoureiro da campanha da presidente Dilma Rousseff. Como os integrantes do COI irão encarar uma importante troca na cadeia de comando da organização praticamente às vésperas dos Jogos, é um mistério.

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quinta-feira, 2 de outubro de 2014 Olimpíadas, Política esportiva | 19:37

Uma análise sobre a visita da comissão do COI

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Comssão do COI concede entrevista coletiva após o final de mais uma visita de avaliação dos Jogos de 2016

Comssão do COI concede entrevista ao final de nova visita de avaliação dos Jogos de 2016

Encerrada na última quarta-feira (1º), a sétima visita da comissão de coordenação do COI (Comitê Olímpico Internacional) ao Rio de Janeiro, para acompanhar os preparativos da cidade para as Olimpíadas de 2016, deixou algumas impressões bastante claras. Pode-se analisar a passagem dos dirigentes do COI sob as óticas do “copo meio cheio” e do “copo meio vazio”. Vamos à elas:

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1)  Copo meio cheio
– Depois de colocar os organizadores e governo brasileiros na parede por conta dos atrasos em obras e definição da Matriz de Responsabilidades – promovendo praticamente uma espécie de intervenção no comitê organizador – o COI teceu vários elogios à preparação dos Jogos do Rio. Em comparação ao que houve na visita do final de março, a marroquina Nawal El Moutawakel, presidente da comissão, foi clara: “Podemos ver que as obras principais estão progredindo a toda velocidade, em particular a construção das instalações, sobre as quais temos recebido relatórios de desenvolvimento bastante sólidos”.

Os dirigentes também demonstraram satisfação com  o lançamento do programa de vendas de ingressos, lançamento da mascote olímpica (ainda em outubro) e o calendário de eventos-testes.

2) Copo meio vazio – A comissão do COI continua com um pé atrás em relação ao apertado calendário de obras. El Moutawakel escolheu bem as palavras, mas “embora o cronograma continue apertado, a equipe do Rio demonstrou claramente que a situação está sob controle, e que vem obtendo um bom progresso. Também foram discutidos seus esforços contínuos para reforçar o diálogo com as Federações Internacionais para o desenvolvimento das instalações”.

Eles alertaram ainda para a questão do “alto número de hotéis que devem ser construídos antes dos Jogos, porém, a Comissão recebeu informações muito claras e animadoras de que os 68 novos hotéis em construção estão em andamento”. Vale lembrar que na questão de hotelaria, os organizadores contavam com a revitalização do tradicional Hotel Glória por parte do empresário Eike Batista, que no entanto, com os conhecidos problemas enfrentados em seus negócios, acabou não ocorrendo.

Como vem sendo a postura do blog em relação às obras olímpicas para 2016, repete-se aqui um mantra já adotado em outras ocasiões: para a Rio 2016, a hora é de trabalhar e não de festejar, mesmo que sejam os sinceros elogios dos dirigentes do COI.

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terça-feira, 9 de setembro de 2014 Imagens Paraolímpicas, Paraolimpíadas, Política esportiva | 18:41

Exemplo de legado esportivo

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Se existe uma entidade que pode ser chamada de exemplo de eficiência no esporte brasileiro é o CPB (Comitê Paraolímpico Brasileiro). O desempenho nos Jogos de Londres 2012, quando o Brasil terminou na sétima colocação geral no quadro de medalhas (43 no total, sendo 21 de ouro) comprovam a afirmação da frase anterior.

Mas o que já é bom, tem tudo para ficar ainda melhor. Pelo menos é a expectativa que fica em relação ao Centro Paraolímpico Brasileiro, cujas obras estão a todo vapor e deverão ser concluídas até o segundo semestre do ano que vem. O total de investimentos para a obra é de R$ 288,7 milhões.

>>> Você leu aqui no Espírito Olímpico: Brasil, potência paralímpica

Localizado no terreno que abrigava a antiga Febem Imigrantes, na Zona Sul de São Paulo, o Centro Paraolímpico será a base de preparação da equipe brasileira para as Paraolimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Além disso, ficará como legado esportivo para futuras competições paraolímpicas e olímpicas também. Especialistas asseguram que nenhuma outra instalação esportiva pode abrigar 15 modalidades como prevê o projeto da instalação brasileira.

Alguns números que resumem um pouco o que será o Centro Paraolímpico:

  • Início das obras: dezembro de 2013
  • Previsão de conclusão: em 2015
  • Total do investimento: R$ 264.700.000,00 (obras) + R$ 24.000.000,00 (equipamentos)
  • Financiamento do governo federal: R$ 145.000.000,00 (obras) + R$ 20.000.000,00 (equipamentos e materiais esportivos)
  • Financiamento do governo estadual: R$ 119.700.000,00 (obras) + R$ 4.000.000,00 (equipamentos)
  • Número de trabalhadores em agosto de 2014: aproximadamente 1.350

15 Modalidades serão atendidas no local

Atletismo
Basquete em cadeira de rodas
Bocha
Esgrima em cadeira de rodas
Futebol de 5
Futebol de 7
Golbol
Halterofilismo
Judô
Natação
Rúgbi
Tênis
Tênis em cadeira de rodas
Triatlo
Voleibol sentado

Fonte: Ministério do Esporte

Confira algumas imagens das obras do Centro Paraolímpico de São Paulo

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segunda-feira, 28 de julho de 2014 Olimpíadas, Política esportiva, Seleção brasileira | 18:30

Meta do Brasil precisa ser a de não virar a ‘Grécia de 2020’

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O judoca Ilias Iliadis, uma das seis medalhas de ouro da Grécia em 2004; Brasil precisa se organizar para nã repetir o exemplo greego em 2020

O judoca Ilias Iliadis, uma das seis medalhas da Grécia em 2004; Brasil precisa se cuidar para não repetir o exemplo greego em 2020

No post anterior, tratei de passagem do tema principal da entrevista coletiva promovida pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro), na última quarta-feira (23), sobre o planejamento da entidade visando os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016. E os dirigentes voltaram a reafirmar a meta já anunciada ao final das Olimpíadas de Londres, em 2012, na qual vislumbram deixar o Brasil entre os dez primeiros do quadro final de medalhas, somando entre 27 e 30 pódios.

Considero esta uma meta muito ousada, especialmente para um país que somente agora parece estar começando a construir uma cultura poliesportiva (mas só começando!) e que em Londres 2012 alcançou seu melhor desempenho olímpico, com um total de 17 medalhas (apenas três de ouro).

Parte deste otimismo da cartolagem do COB  e do governo federal – principal mecenas do esporte brasileiro na última década, graças a leis de incentivo e financiamento de projetos esportivos – tem muito a ver com o ótimo resultado de diversas modalidades olímpicas na temporada de 2013, que viu a realização de vários campeonatos mundiais ou competições de primeiro nível renderem 27 medalhas.

Foi a melhor largada do Brasil em um ciclo olímpico, que compreende o período que vai do primeiro ano após uma olimpíada até a realização da edição seguinte. Que há uma evolução, isso é inegável, só tendo muita má vontade para não admitir isso. Mas bom senso não pode se confundido com pachequismo: parece-me improvável que os principais rivais do Brasil a um lugar no top 10 das medalhas em 2016 não irão evoluir tecnicamente nos próximos dois anos. É preciso aguardar um pouco mais antes de sair festejando.

Mas vamos fazer um exercício de imaginação otimista e admitir que, sim, o Brasil conseguirá alcançar a tal meta de 27-30 medalhas e ficar no top 10 ao final de 2016. Com isso resolveremos todos os problemas do esporte brasileiro? De forma alguma! A minha maior preocupação não é com o resultado do Brasil ao final do Rio 2016, mas sim com Tóquio 2020!

O maior desafio do COB e do ministério do Esporte será transformar os resultados esportivos positivos que serão obtidos daqui a dois anos em algo que se possa transformar num legado palpável para as próximas Olimpíadas. Sim, porque o próprio governo deverá tirar o pé nos investimentos oficiais após 2016 e caberá ao Comitê Olímpico Brasileiro o papel fundamental de não deixar a peteca cair.

O que o Brasil não pode, na verdade, é se transformar na “Grécia de 2020”. O país-sede dos Jogos de Atenas 2004 não é referência negativa apenas em relação à forma desorganizada que recebeu a competição, mas também do total despreparo em relação ao que faria com seus atletas quatro anos depois.

O levantamento abaixo reúne os quatro países que não estão entre os gigantes olímpicos, como EUA, Rússia, China e Alemanha, mas que organizaram edições dos Jogos nos últimos 26 anos: Coréia do Sul (Seul 1988), Espanha (Barcelona 1992), Austrália (Sydney 2000) e Grécia (Atenas 2004).

Os dados reúnem os desempenhos destes países em três edições (anterior, posterior e a dos próprios Jogos) olímpicas. Se por um lado fica claro ser quase impossível ao Brasil alcançar o padrão australiano em Tóquio 2020, me parece que com um mínimo de organização passará longe de ser transformar em uma nova Grécia. Confira:

Coreia do Sul

Los Angeles 1984
Colocação final e total de medalhas: 10º lugar, com 19 (6 Ouro/ 6 Prata/ 7 Bronze)

Seul 1988
Colocação final e total de medalhas: 4º lugar, com 33 (12 O/ 10 P/ 11B)

Barcelona 1992
Colocação final e total de medalhas: 7º lugar, com 29 (12 O/ 5 P/ 12B)

Espanha

Seul 1988
Colocação final e total de medalhas: 25º lugar, com 4 (1 O/ 1 P/ 2B)

Barcelona 1992
Colocação final e total de medalhas: 6º lugar, com 22 (13 O/ 7 P/ 2B)

Atlanta 1996
Colocação final e total de medalhas: 13º lugar, com 17 (5 O/ 6 P/ 6B)

Austrália

Atlanta 1996
Colocação final e total de medalhas: 7º lugar, com 34 (9 O/ 9 P/ 23 B)

Sydney 2000
Colocação final e total de medalhas: 4º lugar, com 58 (16 O/ 25 P/ 17 B)

Atenas 2004
Colocação final e total de medalhas: 4º lugar, com 50 (17 O/ 16 P/ 17 B)

Grécia

Sydney 2000
Colocação final e total de medalhas: 17º lugar, com 13 (4 O/ 6 P/ 3 B)

Atenas 2004
Colocação final e total de medalhas: 15º lugar, com 16 (6 O/ 6 P/ 4 B)

Pequim 2008
Colocação final e total de medalhas: 58º lugar, com 4 ( 2 P/ 2 B)

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quinta-feira, 10 de julho de 2014 Isso é Brasil, Olimpíadas, Política esportiva | 23:38

Estacionamento “padrão Fifa” enterra um pouco da história do atletismo brasileiro

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Você aí que está se preparando para acompanhar a final da Copa do Mundo neste domingo, no Maracanã, entre Alemanha e Argentina, saiba que se for de carro e estacioná-lo na área ao lado do estádio, estará deixando seu veículo sobre parte da história do atletismo brasileiro. Um absurdo feito com a conivência dos governantes da cidade do Rio de Janeiro, simplesmente a sede das Olimpíadas de 2016.

Visão do estacionamento criado na pista do Célio de Barros

Visão geral do estacionamento criado na pista do Célio de Barros para atender o Maracanã

 

Por outro ângulo, veja o que se tornou o Célio de Barros

Por outro ângulo, veja o que se tornou o Célio de Barros. Ao fundo, a velha arquibancada, ainda de pé

As fotos acima, feitas pelo companheiro Levi Guimarães, do iG Esporte, no dia da partida válida pelas quartas de final entre Alemanha e França, mostram o “estacionamento padrão Fifa” que foi criado para receber os caminhões de transmissão de tevê e  atender aos torcedores Vips e autoridades ligadas à organização do evento dentro do estádio que viu alguns dos grandes nomes do atletismo nacional. Até a inauguração do Estádio João Havelange, o Engenhão, era no Célio de Barros que ocorriam as principais competições estaduais e mesmo nacionais de atletismo. Adhemar Ferreira da Silva, Aída dos Santos, Nélson Prudêncio e João do Pulo foram só algumas das estrelas brasileiras que competiram nesta pista.

A decretada morte do equipamento, no processo de privatização e reforma do Maracanã para a Copa, só não foi completado 100% graças em parte às manifestações populares do ano passado, que deixaram o prefeito Eduardo Paes e o ex-governador Sérgio Cabral em uma encruzilhada sem fim. E a demolição tanto do estádio de atletismo quanto do Parque Aquático Júlio Delamare, também localizado no complexo do maracanã, foi cancelada.

>>> Leia mais posts sobre a situação do Estádio Célio de Barros 

O Júlio Delamare sofreu menos com as intervenções, mas o Célio de Barros praticamente foi posto abaixo. Só sobrou mesmo a antiga arquibancada, que ainda resiste. Em um de meus últimos encontros com o presidente da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo), José Antonio Martins Fernandes, no início deste ano, ele preferia não fazer qualquer previsão de quando o estádio voltará a ser utilizado. Em novembro do ano passado, o governo do Rio ainda dependia de uma aprovação de um projeto de recuperação do Célio de Barros por parte do Ministério do Esporte.

Enquanto isso, para permitir o conforto de convidados vips, o esporte brasileiro vê parte de sua história asfaltada e recebendo apenas a borracha dos pneus de carros de luxo.

É isto que querem que seja considerado um país olímpico?

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sexta-feira, 4 de julho de 2014 Olimpíadas, Paraolimpíadas, Política esportiva | 14:49

Aleluia: as obras de Deodoro começaram!

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Tudo bem que o título do post poderia se referir também ao foto do blogueiro ter criado vergonha na cara e atualizado o blog, mas a maratona futebolística iniciada no último dia 12 de junho serve para explicar a ausência. O fato é que nesta quinta-feira, dia 3 de julho, em meio às emoções da Copa do Mundo, foi anunciado pela EOM (Empresa Olímpica Municipal) o início oficial das obras do Complexo Esportivo de Deodoro, um dos pontos que mais causava preocupação no COI (Comitê Olímpico Internacional) em relação à organização dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

Caminhões posicionados para o início das obras em Deodoro

Caminhões posicionados para o início das obras em Deodoro

O local receberá 11 modalidades olímpicas e quatro paraolímpicas para o evento que será realizada daqui a pouco mais de dois anos. Os atrasos para o começo das obras de Deodoro detonaram uma série de reclamações das federações esportivas internacionais e obrigaram o COI a fazer uma espécie de intervenção na organização dos Jogos, com a presença de uma espécie de interventor junto ao comitê Rio 2016.

A região Norte de Deodoro, que inclui o circuito de canoagem slalom, a pista de mountain bike, a pista de BMX, o Centro de Tiro, a Arena de Rúgbi e Combinado do Pentatlo Moderno, a Arena Deodoro (esgrima do pentatlo moderno e preliminares do basquete feminino), o Centro de Hóquei sobre Grama e a piscina do pentatlo moderno, terão suas obras realizadas pelo consórcio das construtoras Queiroz Galvão S/A e OAS S/A, vencedor da licitação com proposta no valor de R$ 643.707.225,70.

Até agosto está previsto o início das obras da Região Sul, que contempla o Centro Nacional de Hipismo, onde acontecerão as competições de concurso completo de equitação (CCE), saltos e adestramento. O responsável é o consórcio IBEG Engenharia e Construções Ltda, com proposta no valor de R$ 157.132.192,92. Segundo a EOM, as obras estão previstas para serem concluídas até o primeiro semestre de 2016.

Veja imagens de como ficarão as principais instalações de Deodoro

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segunda-feira, 2 de junho de 2014 Olimpíadas, Política esportiva | 23:04

Sai a primeira licitação de Deodoro. Agora vai?

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Projeção da arena de hóquei sobre grama que será construída em Deodoro para o Rio 2016

Projeção da arena de hóquei sobre grama que será construída em Deodoro para o Rio 2016

Nesta segunda-feira, a EOM (Empresa Olímpica Municipal), responsável pela coordenação das obras das arenas dos Jogos Olímpicos do Rio 2016, divulgou um comunicado que poderá aliviar parte das pressões que os organizadores estavam sofrendo das mais variadas entidades esportivas internacionais, por conta dos atrasos nas obras olímpicas. Segundo a EOM, foi definida a primeira licitação do Complexo Esportivo de Deodoro, justamente o mais atrasado no cronograma de construção das arenas para 2016.

Um consórcio formado pelas construtoras Queiroz Galvão e OAS foi o único a apresentar proposta para tocar as obras da Região Norte do Complexo de Deodoro. O valor da licitação foi de R$ 643.707.225,70. O local receberá o circuito de canoagem slalom, a pista de ciclismo mountain bike, a pista de ciclismo BMX, o Centro Nacional de Tiro Esportivo, a Arena de Rúgbi e Combinado do Pentatlo Moderno, a Arena Deodoro (esgrima do pentatlo moderno e preliminares do basquete feminino), o Centro de Hóquei sobre Grama e a piscina do pentatlo moderno.

Veja ainda: Começa a corrida de vagas para o Rio 2016

As obras das instalações estão programadas para começar no segundo semestre deste ano e a conclusão será em cima da hora, no primeiro semestre de 2016. Além das obras de construção e reforma, o contrato prevê 10 meses de operação e, após os Jogos, seis meses para desmontagem das estruturas temporárias e adequações das instalações existentes.

A licitação da Região Sul, onde está localizado o Centro Nacional de Hipismo e que receberá as competições de hipismo CCE, saltos e adestramento, tem previsão de ser definida nos próximos dias, segundo a prefeitura do Rio.

Enfim uma boa notícia envolvendo o Complexo de Deodoro. Mas como um pouco de cautela não faz mal a ninguém, fica a dúvida: será que agora vai?

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quarta-feira, 28 de maio de 2014 Candidaturas, Olimpíadas, Política esportiva | 23:24

Vale tanto a pena assim organizar as Olimpíadas?

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É claro que  o clima no Brasil já é de Copa do Mundo, nada mais natural que só se fale em futebol. Mas mudando rapidamente a pauta, nesta quinta-feira será alcançada uma destas marcas que fazem a alegria de todo jornalista, ainda mais quando aparece uma data redonda: neste 29/5/2014, faltarão exatamente 800 dias para a abertura das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

O prefeito de Nova York nem quis pensar em brigar para receber as Olimpíadas de 2024

O prefeito de Nova York nem quis pensar em brigar para receber as Olimpíadas de 2024

E enquanto a primeira edição dos Jogos realizada na América do Sul vai lutando contra o tempo e os atrasos nas obras – recebendo por conta disso seguidas críticas da comunidade esportiva internacional, é bom lembrar -, alguns fatos ocorridos recentemente em outros países servem de gancho para fazer uma reflexão sobre o quanto vale a pena organizar uma edição dos Jogos Olímpicos. Vamos aos tais fatos:

1) Nesta terça-feira (27), o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, descartou a possibilidade de a cidade levar adiante sua candidatura para organizar os Jogos de 2024. Após analisar os prós e contras, Blasio disse aos responsáveis pela possível candidatura que sua administração tem um número enorme de outras prioridades no momento;

2) Já nesta quarta (28), foi a vez de outra cidade americana, Filadélfia, abrir mão de concorrer a ser sede em 2024. Segundo o prefeito Michael Nutter, após estudos que demoraram um ano, ele chegou a concluisão que a cidade para concorrer aos Jogos. “Talvez no futuro”, afirmou;

3) Na segunda (26), foi a vez da polonesa Cracóvia dizer não para a possibilidade de brigar pela sede dos Jogos de Inverno de 2022. Neste caso, houve um plebiscito na cidade no qual 69,7% dos que compareceram às urnas se mostraram contrários à permanência na disputa, cujo vencedor sairá no segundo semestre de 2015;

4) Por falar em Olimpíadas de Inverno, em janeiro deste ano Estocolmo decidiu que não iria mais concorrer para receber os Jogos de 2022.   O governo sueco achou que nçao teria cabimento gastar rios de dinheiro para organizar a competição e eventuais prejuízos precisariam ser cobertos com dinheiro dos contribuintes;

5) Após sofrer a terceira derrota consecutiva, desta vez para Tóquio na briga pelos Jogos de 2020 – já havia sido preterida para 2012 e 2016 – a prefeita de Madri, Ana Botella, anunciou que não irá lançar candidatura para 2024. Para ela, a corrida olímpica já deu à cidades “todos os benefícios que poderíamos esperar”, afirmou.

Cinco cidades, algumas com mais apelo esportivo, outras em países com economias mais consolidadas, uma outra cujo país está saindo de uma grave crise econômica e ainda outra de um paíse em desenvolvimento e certamente com outras prioridades. Todas elas disseram NÃO aos Jogos Olímpicos.

É um caso para se pensar com muita atenção.

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domingo, 18 de maio de 2014 Imagens Olímpicas, Olimpíadas, Política esportiva | 13:04

Londres 2010 x Rio 2014: semelhanças e diferenças

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Um dos pontos abordados pela polêmica reportagem do diário londrino London Evening Standard no último dia 9, quando trouxe a informação de que o COI (Comitê Olímpico Internacional) estudava levar os Jogos de 2016 de volta a Londres, era a questão dos atrasos em várias obras de arenas esportivas do Rio de Janeiro para receber as Olimpíadas. Negada pelo próprio COI, a reportagem do jornal afirmava que a entidade mostrava temor pelo fato de apenas 10% da infraestrutura dos Jogos do Rio estaria pronta, faltando dois anos para o evento. Como comparação, o London Evenig Standard citava que Londres tinha a marca de 60% de obras finalizadas no mesmo período anterior às Olimpíadas de 2012.

Duas fotos abaixo retratam bem o momento do estágio de obras em Londres, em 2010, e no Rio, em 2014. É claro que apenas duas fotos não servem como parâmetro total de comparação – vale lembrar que a infraestrutura de transporte londrina ganha de goleada da que existe no Rio, e isso não é mostrado nas fotos. Da mesma forma, não é exibido o maior gargalo das Olimpíadas de 2016, o Complexo de Deodoro, que receberá nove modalidades e com licitações em andamento, mas cujas obras só deverão começar até o final do ano. Não foi à toa, portanto, a reclamação dos presidentes de federações internacionais e que motivaram uma espécie de intervenção do COI no comitê do Rio 2016.

De qualquer forma, a título de curiosidade, vale o registro: como estava o Parque Olímpico de Londres em 2010 e como está o Parque Olímpico do Rio de Janeiro, em 2014? Veja e tire suas conclusões.

Parque Olímpico de Londres – julho de 2010

 

Parte do Parque Olímpico de Londres, ainda em obras, há exatos dois anos antes das Olimpíadas

Parte do Parque Olímpico de Londres, ainda em obras, há exatos dois anos antes das Olimpíadas

Parque Olímpico do Rio de Janeiro – maio de 2014

 

Visão aéra do Parque Olímpico do Rio, em Jacarepaguá, feita em maio

Visão aéra do Parque Olímpico do Rio, em Jacarepaguá, em maio deste ano. Há muito o que fazer

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sexta-feira, 16 de maio de 2014 Com a palavra, Isso é Brasil, Olimpíadas, Política esportiva | 16:22

O ‘inesperado’ elogio da federação de hóquei ao Rio 2016

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“No geral, a mensagem que estamos passando é bastante positiva. Vimos um senso de urgência e uma dinâmica aqui, o que é bastante reconfortante. Acredito que nos foi demonstrado muito progresso e isso foi realmente positivo para nós”



Diante da enxurrada de críticas e cornetadas públicas que vários dirigentes de federações internacionais têm feito nas últimas semanas aos atrasos nas obras das Olimpíadas do Rio 2016 – a ponto de obrigar o COI a fazer uma espécie de intervenção no comitê organizador, colocando uma pessoa de sua confiança praticamente morando na capital carioca – causa espanto um comunicado emitido nesta sexta-feira pelo comitê Rio 2016 trazendo elogios dos representantes da IHF (sigla em inglês para Federação Internacional de Hóquei), elogiando os preparativos para as próximas Olimpíadas.

Projeção da arena de hóquei sobre grama que será construída em Deodoro para o Rio 2016

Projeção da arena de hóquei sobre grama que será construída em Deodoro para o Rio 2016

De acordo com o comunicado, o executivo-chefe da IHF, Kelly Fairweather, disse ter ficado bastante aliviado a respeito de uma atualização de informações a respeito das obras no Complexo de Deodoro, principal ponto de atraso nas obras para 2016 e que receberá as competições de hóquei durante os Jogos. “Tínhamos muitas perguntas, abordamos uma a uma e 95% delas foram respondidas, então eu considero que avançamos bem”, afirmou o dirigente.

É de fato espantoso que justamente o hóquei sobre grama, uma das modalidades que integra o complexo esportivo mais atraso para as Olimpíadas – a ponto de atrapalhar a programação de eventos-testes destes esportes – tenha feito tantos elogios a Deodoro. Mas justiça seja feita, após a definição das licitações no local, a tendência é que as obras comecem a correr de fato a partir de agora.

Só que dando uma pesquisada nos arquivos do blog, desconfio ter encontrado aqui uma das razões para que a IHF fizesse elogios às atrasadas obras olímpicas.

 

 

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