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Arquivo da Categoria Olimpíadas

sexta-feira, 9 de agosto de 2013 Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Política esportiva | 18:45

Suspensão do Ladetec é uma desmoralização para o combate ao doping no Brasil

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Imagem do projeto final do Ladetec, laboratório no Rio de Janeiro que realizará todos os exames antidoping das Olimpíadas

A Wada (sigla em inglês para Agência Mundial Antidoping) acaba de emitir um comunicado em seu site que representa mais uma desmoralização ao controle de doping do Brasil. A entidade anunciou que está suspendendo o credenciamento do Ladetec, no Rio de Janeiro, único laboratório credenciado internacionalmente no país para fazer exames de controle antidopagem. Pela nota, o Ladetec não pode fazer qualquer exame desde este quinta-feira (8). O laboratório brasileiro tem até 21 dias para recorrer da decisão da Wada, na CAS (Corte Arbitral do Esporte).

Trata-se de uma verdadeira esculhambação para o país que receberá as Olimpíadas de 2016.

Não bastasse ser o único laboratório com chancela internacional da Wada, o Ladetec foi escolhido para fazer os exames antidoping das Olimpíadas e Paraolimpíadas do Rio. Aí, recebe de “presente” uma suspensão de suas atividades, provavelmente por conta de diversos problemas ocorridos atualmente, como no erro do exame que causou a suspensão provisória do jogador de vôlei de praia Pedro Solberg e na polêmica envolvendo a campeã olímpica de vôlei Natália, cujo resultado positivo apontado pelo Ladetec foi contestado na Justiça esportiva, mas teve o diagnóstico defendido pela ABCD (Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem).

Talvez tenha pesado também o vergonhoso levantamento feito pela ABCD com 5 mil inscritos no programa Bolsa Atleta, do Ministério do Esporte, segundo o qual de cada dez atletas, apenas DOIS passaram por algum exame antidoping na vida. Isso para um país que será sede dos próximos Jogos Olímpicos é inadmissível.

E como desgraça pouca é bobagem, o Ladetec se viu envolvido recentemente em uma polêmica em razão dos custos de sua reforça para 2016, após relatório do TCU (Tribunal de Contas de União) apontar indícios de sobrepreço em suas planilhas orçamentárias e atraso considerável nas obras.

Diante disso tudo, até demorou para que a Wada aplicasse esta suspensão no Ladetec, vamos reconhecer…

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terça-feira, 6 de agosto de 2013 Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Política esportiva | 13:58

Três anos para o Rio 2016. Temos motivos para festejar?

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Integrantes do Comitê Rio 2016 comemoram a data de três anos para o início dos Jogos

Nesta última segunda-feira, passou meio despercebida uma efeméride importante:  atingiu-se a marca de exatos três anos para o início dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, que terá sua abertura oficial ocorrendo em 5 de agosto de 2016. No dia 22 do mesmo mês, haverá a abertura dos Jogos Paraolímpicos. Ou seja, o relógio anda correndo rápido demais para os organizadores. Só que uma sensação incômoda de que muita coisa ainda está para ser feita é permanente. Será que temos momentos para festejar?

>>> Veja também: TCU aponta irregularidades em obras para os Jogos de 2016

Se duvida disso, acompanhe:

1) Como festejar os três anos para 2016 se simplesmente o orçamento final do evento ainda não foi anunciado pelo comitê Rio 2016? Inicialmente, previa-se um custo de R$ 7 bilhões, mas essa conta é da época do dossiê de candidatura. O que devemos esperar até o final deste ano?

2) Como festejar se  o TCU (Tribunal de Contas da União) aponta indícios de sobrepreço (no popular, superfaturamento) nas planilhas orçamentárias da reforma do Ladetec, o laboratório que será responsável por todos os exames antidoping dos Jogos de 2016?

3) Como festejar se o mesmo TCU divulgou relatório demonstrando extrema preocupação com os atrasos “injustificáveis”, nas palavras do órgão fiscalizador, do início das obras do Complexo de Deodoro e que nem foram licitadas ainda? Lá serão realizadas competições de tiro, canoagem, hóquei sobre grama, ciclismo e pentatlo moderno. Os atrasos, segundo o TCU, podem afetar até mesmo a realização de eventos-testes para 2016.

4) Como encontrar motivos para fazer festa se o Ginásio do Maracanãzinho está ameaçado de não receber os jogos de vôlei, por conta da suspensão da demolição do estádio de atletismo Célio de Barros e do Parque Aquático Júlio Delamare, segundo revelou o jornal Lance! nesta terça-feira? A suspensão, extremamente positiva para o esporte brasileiro, irá atrapalhar exigências do COI (Comitê Olímpico Internacional), que pede a instalação de quadras de aquecimento ao lado ginásio.

E para que ninguém pense que se tratam apenas de críticas vazias. O ex-nadador russo Alexander Popov, membro do COI, disse em Barcelona, durante a disputa do último Mundial de esportes aquáticos, em entrevista ao Lance!, que o sinal vermelho está ligado para o Rio. “A principal preocupação é sobre quando as pessoas começarão a fazer alguma coisa”.

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sexta-feira, 2 de agosto de 2013 Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Política esportiva | 19:10

O que salvou o Célio de Barros: a "reflexão" de Sérgio Cabral ou as pesquisas eleitorais?

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Em coletiva, Sérgio Cabral anunciou que o Célio de Barros também será mantido. Aleluia

Há três dias, o blogueiro sabichão aqui disse, com todas as letras, que ao menos que ocorrer uma reviravolta de última hora, o apelo da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) para que o Célio de Barros não fosse demolido seria em vão. Como jamais dá para confiar em um político (nesse caso, felizmente), não é que nesta sexta-feira o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB-RJ) resolveu me contrariar e decidiu que o mais tradicional estádio do atletismo brasileiro será preservado.

Foi a notícia mais importante do dia para o esporte olímpico brasileiro. Não havia nenhuma explicação que pudesse justificar a demolição tanto do Célio de Barros quanto do Parque Aquático Júlio Delamare, que foi poupado pelo mesmo Cabral no início da semana. Foi feita a justiça e ponto final.

>>> Veja também: Carta de Joaquim Cruz é a última esperança do Célio de Barros

Mas algo precisa ser analisado com calma em cima de todo este episódio, a despeito da alegria em ver a memória do esporte brasileiro mantida. Ao evitar que os dois estádios fossem colocados abaixo e dessem espaço a estacionamentos e lojas que seriam erguidas pelo consórcio que administra o complexo do Maracanã, fico imaginando os motivos que levaram Cabral a tomar esta sensata decisão.

>>> Leia ainda: O que restou do Célio de Barros

Teria o nobre governador ficado comovido com as declarações de amor ao Célio de Barros contidas na carta enviada pelo campeão olímpico Joaquim Cruz? Ou então ele levou em consideração as avaliações das últimas pesquisas de intenção de voto e os diversos protestos realizados debaixo de sua janela, contra todo o processo de privatização do Maracanã?

A estranha velocidade com a qual decidiu revisar os processos de demolição dos dois equipamentos esportivos deixam evidente a aposta na segunda opção. Agora, ele que se vire com o consórcio do Maracanã sobre a questão de estacionamentos, lojas etc. O mais importante está feito: o Célio de Barros será mantido.

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quinta-feira, 1 de agosto de 2013 Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Política esportiva | 19:41

Carta de Joaquim Cruz é a última esperança do Célio de Barros

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Getty Images

O brasileiro Joaquim Cruz comemora a conquista da medalha de ouro dos 800m nas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984. De longe, ele tenta ajudar a salvar o Célio de Barros

Uma emocionada carta do campeão olímpico Joaquim Cruz, ouro nos 800 m nas Olimpíadas de Los Angeles 1984, pode ser a chance derradeira de sobrevivência do Estádio Célio de Barros, condenado à demolição para que seja erguido em seu terreno estacionamentos e lojas que farão parte do complexo do Maracanã.

A decisão do destino do Célio de Barros será tomada de forma definitiva nesta sexta-feira pelo governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB-RJ), querecebeu das mãos do presidente da Federação de Atletismo do Rio, Carlos Alberto Lancetta, uma carta de Cruz pedindo que a decisão de demolir o estádio seja revista. Atualmente, Joaquim Cruz mora nos EUA, onde trabalha como técnico da equipe paraolímpica de atletismo americana.

Após Cabral afirmar esta semana que o Parque Aquático Júlio Delamare não será mais demolido, a comunidade do atletismo voltou a ter esperança que o mesmo possa acontecer com o Célio de Barros, embora o próprio governo do Rio tenha oferecido como alternativa a construção de um novo estádio em um terreno próximo.

Será que as palavras de um campeão olímpico como Joaquim Cruz terão mesmo influência sobre Sérgio Cabral? Vamos aguardar…

Confira a íntegra da carta de Joaquim Cruz

Senhor Governador Sergio Cabral,

É com muita tristeza que acompanho de longe as noticias sobre a decisão da cidade do Rio de Janeiro demolir o Estádio de atletismo Célio de Barros. Eu tinha 15 anos quando competi no Rio de Janeiro pela primeira vez. Apesar de ter nascido em Brasilia, cresci acreditando que o Rio de Janeiro era a cidade maravilhosa, o nosso simbolo de orgulho nacional. Durante os 19 anos de carreira a pista de atletismo foi o meu palco de competições. Corri vários recordes brasileiros inclusive o recorde mundial na categoria Juvenil nos 800 metros durante o Troféu Brasil de Atletismo em 1981.

Em 1997 decidi aposentar do atletismo no Rio de Janeiro porque achei que a minha contribuição no esporte nacional e internacional fosse ser preservada e eternizada no Estádio.

Senhor Governador, um pais sem histórias não tem memórias. Não permita que apaguem a minha e a história de muitos outros atletas que competiram na pista de atletismo do Estádio Célio de Barros.

Joaquim Cruz

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quarta-feira, 31 de julho de 2013 Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas | 18:33

TCU indica irregularidades em obras para os Jogos de 2016

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Imagem do projeto final do Ladetec, laboratório no Rio de Janeiro que realizará todos os exames antidoping das Olimpíadas e Paraolimpíadas de 2016

Muito se fala sobre gastos excessivos e problemas para a Copa do Mundo de 2014, mas tem gente de olho aberto na organização dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. O TCU (Tribunal de Contas da União) publicou em seu site dois comunicados que expressam de forma preocuopante como as coisas estão caminhando na organização das próximas Olimpíadas.

Em uma das notas à imprensa, a fiscalização do TCU identificou encontrou irregularidades no orçamento e contrato das obras na reforma do Ladetec, laboratório oficial que será usado durante o evento e que fará todos os controles antidopagem das Olimpíadas e Paraolimpíadas. Entre os problemas encontrados, a análise do TCU mostrou “quantitativos subestimados na planilha orçamentária em comparação com o projeto executivo, além de execução da obra em dois turnos ao invés de três, como previsto em contrato”. Segundo o TCU, a diferença nestes quantitativos permitiria a solicitação de aditivos no contrato, o que poderia ocasionar sobrepreço (em bom português, superfaturamento).

>>> Veja também: Parque Olímpico 2016, presente e futuro

Para o relator do processo, ministro Raimundo Carneiro, a isso chama-se de “jogo de planilha”, que diminui o desconto global obtido inicialmente na licitação da obra.

A outra reclamação do TCU tem como alvo as obras no Complexo Esportivo de Deodoro, que abrigará as modalidades de hipismo, tiro, esgrima, pentatlo moderno, canoagem, ciclismo e hóquei sobre grama. Para o órgão fiscalizador, os atrasos nas obras são injustificáveis.

>>> Leia também: Rio 2016 já tem prejuízo acumulado de R$ 149 milhões

Se os prazos iniciais forem mantidos, de acordo com a análise do TCU, algumas destas obras terão conclusão posterior a da realização dos eventos-testes previstos pelo COI (Comitê Olímpico Internacional). Para o ministro Raimundo Carneiro, “os riscos potenciais identificados nas atividades de implantação do complexo esportivo são deveras danosos à administração, podendo levar a práticas emergenciais que resultam em majoração dos gastos públicos, a fim de concluir as obras no prazo necessário”.

>>> E mais: A “cidade olímpica” e o choro de Monica

Para quem quiser mais detalhes sobre o processo, basta clicar aqui.

Com a palavra, o Comitê Rio 2016…

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terça-feira, 30 de julho de 2013 Isso é Brasil, Olimpíadas | 22:08

Apesar de apelo, Celio de Barros deverá ser demolido

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Toninho Fernandes, da CBAt, sonha com a salvação do Celio de Barros. Missão impossível?

A não ser que ocorra uma reviravolta de última hora, será inútil a reunião desta quarta-feira entre o governador Sérgio Cabral ( PMDB-RJ) e o presidente da CBAt, Toninho Fernandes.  Embora tenha declarado que espera uma revisão no processo de demolição do Estádio Celio de Barros,  o dirigente deverá deixar o encontro consciente de que se trata de uma batalha perdida

O atletismo não receberá o mesmo tratamento dado à natação,  conforme o próprio Toninho pediu na coletiva desta terça-feira,  na sede da CBAt, em São Paulo.  E o motivo é simples: Cabral está atrelado ao acordo da cidade com o consórcio que administra o complexo do Maracanã.

Ao reconsiderar a decisão de demolir o Julio Delamare – causada em boa parte pelos fortes protestos dos últimos meses e da queda brusca nos índices de popularidade – Cabral acabou sem ter “moeda de troca” com os administradores do Maracanã. Afinal,  para que manter um estádio velho (na visão dos burocratas,  é claro) se no lugar dele é possível erguer estacionamentos e lojas?

Com o Julio Delamare salvo, o destino Célio de Barros ficou praticamente selado. E de forma inconsciente (ou não), o próprio Toninho Fernandes já deixava claro que um plano B não estava descartado. “O Rio de Janeiro, por ser a cidade olímpica, tem que oferecer o melhor equipamento possível. Ou seja, o Célio de Barros ou algo equivalente”, disse o dirigente na coletiva desta terça.  Para bom entendedor…

Só uma coisa me intriga em toda esta história: se a CBAt dizia ter o apoio “incondicional” do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e de seu presidente, Carlos Arthur Nuzman em toda essa briga, creio que faltou um pouco mais de empennho da entidade que comanda o esporte brasileiro e do comitê organizador dos Jogos de 2016 para tentar salvar o mais tradicional palco do atletismo do Brasil.

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quarta-feira, 24 de julho de 2013 Olimpíadas, Paraolimpíadas, Política esportiva | 13:06

Parque Olímpico de 2016, presente e futuro

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Primeiros blocos de estacas são instalados no terreno onde será erguido o Parque Olímpico de 2016

Com pouco mais de três anos para a cerimônia de abertura, os primeiros blocos dos três pavilhões esportivos começaram a ser instalados no Parque Olímpico do Rio de Janeiro, que receberá boa parte das competições das Olimpíadas e Paraolimpíadas de 2016. Os primeiros trabalhos nas fundações começaram no último dia 1º de julho e 310 estacas foram concretadas, sendo 237 no pavilhão 3 e 73 no pavilhão 2. Esses números representam 16,85% de um total de 1.839 estacas. Todos estes números foram divulgados pela Empresa Olímpico Municipal, do Rio.

LEIA MAIS SOBRE AS OLIMPÍADAS DE 2016

>>> As lições que os protestos no Brasil deixam para 2016
>>> Rio 2016 já tem prejuízo acumulado de R$ 149 milhões
>>> Confira as novas imagens do Parque Olímpico de 2016

Os pavilhões esportivos do Parque Olímpico receberão as competições de basquete, taekwondo, judô (olímpico e paraolímpico), luta greco-romana, luta livre, basquete em cadeira de rodas, bocha paraolímpica, vôlei sentado e rúgbi em cadeira de rodas.

Abaixo, a imagem projetada do Parque Olímpico de 2016, quando ficar pronto. Muito bonito, em teoria. Mas cabe a todos nós ficarmos de olho e fiscalizarmos atentamente como serão os gastos destas obras, tendo como base os astronômicos custos da Copa do Mundo de 2014.

Imagem do projeto final do Parque Olímpico do Rio de Janeiro. Será que vai ficar assim mesmo?

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quinta-feira, 20 de junho de 2013 Histórias do esporte, Isso é Brasil, Olimpíadas | 15:17

As lições que os protestos no Brasil deixam para 2016

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A "Plaza de las Tres Culturas", onde ocorreu o Massacre de Tlatelolco, na Cidade do México, em 68

Em primeiro lugar, uma explicação do blogueiro: a ausência de posts nos últimos dias tem como principal razão o intenso trabalho aqui na redação do iG na cobertura da Copa das Confederações. Por sinal, convido o leitor a acompanhar o ótimo material que tem sido produzido por nossos enviados especiais e pela turma aqui em São Paulo.

Mas a falta de atualizações também serviu para uma reflexão profunda sobre os momentos históricos que o Brasil viveu nos últimos 15 dias, com a série de protestos que levaram milhares de pessoas às ruas, reclamando primeiro sobre o aumento das passagens no transporte público e depois contra uma série de problemas e mazelas que atingem o País. Sobrou até (de forma absolutamente correta) para a explosão nos custos da organização da Copa do Mundo de 2014.

E justamente a parte mais tensa dos protestos, quando ocorreram os enfrentamentos entre manifestantes e polícia, merece um olhar mais atento. Não apenas para o que certamente continuará acontecendo no Mundial de futebol, mas também nas Olimpíadas do Rio, em 2016. E a história olímpica mostra que protestos podem terminar em tragédia quando há falta de bom senso.

O tema foi levantado pela psicóloga e pesquisadora esportiva Kátia Rubio no Facebook, logo após as cenas de violência protagonizadas pela polícia militar em uma das passeatas em São Paulo, que deixou inúmeros feridos. Em 1968, pouco antes do início das Olimpíadas da Cidade do México, centenas de pessoas (a maioria estudantes) morreram após confronto com policiais, naquele que ficou conhecido como o “Massacre de Thlatelolco”.

Na época, estudantes foram às ruas, inspirados por protestos semelhantes que ocorriam em outras partes do mundo. Os mexicanos reclamavam a respeito de denúncias de corrupção não apuradas, inclusive na organização dos Jogos, e pretendiam atrair a atenção do mundo por causa do megaevento.  No dia 2 de outubro, dez dias antes da abertura das Olimpíadas, mais de 15 mil pessoas estavam reunidas na “Plaza de las Tres Culturas”, em Tlatelolco, na Cidade do México, para uma manifestação pacífica. Mas policiais decidiram acabar com o protesto, abrindo fogo contra a multidão. Oficialmente, morreram quatro pessoas, mas estima-se que os mortos tenham ficado entre 200 e 300.

A história, como se percebe acima, pode trazer importantes ensinamentos. O principal deles é que o bom senso deve prevalecer sempre. Que as autoridades e os próprios manifestantes saibam lidar com maturidade, caso protestos apareçam em 2016.

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quarta-feira, 5 de junho de 2013 Olimpíadas, Política esportiva | 09:46

Clima político não desanima turcos de olho em 2020

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Diversos protestos continuaram agitando Istambul nesta terça-feira

A onda de protestos na Turquia, que começou na última sexta-feira, com manifestantes pedindo a renúncia do premiê Recep Tayyip Erdogan, pode trazer como efeito colateral um prejuízo esportivo ao país. No dia 7 de  setembro, será escolhida a sede das Olimpíadas de 2020, na Assembleia Geral do COI (Comitê Olímpico Internacional), marcado para a cidade de Buenos Aires. E entre os candidatos, está Istambul, a principal cidade da Turquia.

Ao lado de Tóquio, Istambul aparece como uma das fortes candidatas a vencer o pleito de setembro – Madri, capital da Espanha, aparece como a terceira força na disputa. A briga entre as cidades japonesa e turca vem se acirrando nos últimos tempos. Segundo o site especializado no movimento olímpico Gamebids.com, que tem uma classificação própria para avaliar as candidaturas das cidades, o “Bidindex“, Tóquio passa por um período de “alta”, graças ao crescente apoio da população japonesa, enquanto Istambul vive uma fase de “baixa”. A avaliação foi feita após a reunião do comitê executivo do COI, em São Petersburgo, na semana passada.

Estas análises, contudo, não estão levando em consideração o aspecto político pelo qual passa a Turquia. E foi justamente pensando nas consequências que os fortes protestos terão junto ao conservador colégio eleitoral do COI que os integrantes da candidatura de Istambul trataram de se apressar e divulgar um comunicado para dizer que os turcos continuam unidos em torno do sonho olímpico.

“Apesar destes últimos acontecimentos, todos os setores da Turquia permanecer unidos em nosso sonho de sediar primeira olímpica da nossa nação e Paraolímpicos em 2020”, diz um trecho do comunicado. O comitê de candidatura de Istambul anunciou ainda que acompanha as manifestações “com muito cuidado e que por enquanto elas estão voltadas para um espírito coletivo de comunidade”. Até mesmo um dos candidatos à presidência do COI, o suíço Denis Oswald, presidente da IRF (Federação Internacional de Remo), deu uma declaração, dizendo que não acha que o processo político na Turquia irá afetar a decisão da Assembleia do COI.

A candidatura de Istambul para receber os Jogos de 2020 – que tem o orçamento previsto de US$ 19,2 bilhões, o mais alto entre as três cidades postulantes – tem como ponto forte em sua campanha reforçar que as Olimpíadas, caso sejam disputadas lá, ocorrerão pela primeira vez em dois continentes, Europa e Ásia.

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sábado, 1 de junho de 2013 Histórias do esporte, Imagens Olímpicas, Olimpíadas | 18:34

Aproveite o feriado em SP e e conheça um pouco das Olimpíadas

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Em abril, havia postado aqui sobre a abertura da exposição “Jogos Olímpicos: Esporte, Cultura e Arte”, na galeria do Sesi, em São Paulo, com peças que fazem parte do acervo do COI (Comitê Olímpico Internacional). Bem, desde então não havia encontrado uma brecha na agenda para ver a mostra. De folga neste feriado, aproveitei para pegar os filhos e me mandar para o Sesi e ver de perto sobre aquilo que tinha escrito. E não me arrependi.

Para quem gosta de acompanhar o movimento olímpico, é uma viagem no tempo. Confesso que não tinha muita expectativa em relação à exposição, mesmo com as fotos de divulgação. Porém, ao vivo a história é completamente diferente. Os que estão começando a aprender agora sobre as Olimpíadas, como era o caso dos meus filhos, ou aos que já acompanham os Jogos há anos , a exposição agrada do início ao fim.

Peças raras, como uma bengala usada pelo Barão de Coubertin, primeiro presidente do COI e criador dos Jogos Olímpicos da Era Moderna, fazem parte do acervo. Também estão lá todas as tochas olímpicas utilizadas desde Berlim 1936, chegando até a última edição das Olimpíadas, em Londres 2012.

Uniformes ou equipamentos usados por atletas consagrados e campeões olímpicos também estão na mostra, como uma das luvas (autografada) que o boxeador Sugar Ray Leonard utilizou para ganhar o ouro nos Jogos de Montreal, em 1976. A arma usada por Guilherme Paraense para ganhar a primeira medalha dourada do Brasil em Olimpíadas, em Antuérpia 1920, também está lá, assim como o quimono da brava Sarah Menezes, primeiro ouro no judô feminino, em Londres 2012. Há ainda um setor interativo, que faz a alegria das crianças, brincando com algumas marcas históricas nos Jogos.

A exposição vai até o próximo dia 30 de junho, no Centro Cultural FIESP Ruth Cardoso, na sede do Sesi, em São Paulo (Av. Paulista, 1313, São Paulo). Se puder, não perca. É uma pequena aula sobre Olimpíadas.

Os horários são os seguintes:

Segunda-feira, das 11h às 20h
Terça a sábado, das 10h às 20h
Domingo, das 10h às 19h
Entrada gratuita

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