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quinta-feira, 23 de abril de 2015 Jogos de Inverno, Mundiais, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Rola pelo mundo | 19:22

COI prepara o lançamento da TV Olímpica

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Flickr/COI

A ideia da criação de uma TV Olímpica é defendida há tempos por Thomas Bach

Imagine você, fã ardoroso de esportes olímpicos, se tivesse à disposição um canal de televisão que transmita notícias e eventos ligados às Olimpíadas ou de suas respectivas modalidades, 24 horas por dia. Utopia? Bem, saiba que tal canal está muito perto de ser colocado no ar. Nesta semana, o COI (Comitê Olímpico Internacional) confirmou que seu canal olímpico de TV será lançado até abril do ano que vem. O anúncio foi feito por Yiannis Exarchos, chefe executivo do serviço de radiodifusão da entidade, departamento que é responsável pela negociação dos direitos de transmissão para todo o planeta dos eventos olímpicos.

A ideia de se criar uma plataforma permanente para divulgação de seus eventos, sem depender da negociação de direitos ou grades de programação das emissoras de cada país é uma das primeiras plataformas de governo do presidente do COI, Thomas Bach.  Este novo canal era citado como uma das formas de ampliação dos ideais olímpicos durante o lançamento da Agenda 20 + 20, no final de 2014, considerada pelo próprio Bach como fundamental para a renovação do próprio COI.

Não será um canal de TV tradicional, contudo. Num momento inicial, o canal olímpico está disponível somente para dispositivos móveis (tablets e smarthphones) e terá sua estação principal com sede na cidade de Madri (Espanha), enquanto o departamento comercial ficará baseado em Lausanne (Suíça), sede do COI. O projeto vem sendo desenvolvido ao logo dos últimos sete anos e tem um custo estimado de US$ 478 milhões (cerca de R$ 1,4 bilhão).

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Os primeiros testes da TV Olímpica começarão em janeiro do ano que vem e o lançamento deve ficar entre os meses de abril ou maio de 2016, ou seja, às vésperas das Olimpíadas do Rio. A intenção é produzir uma programação de 24h com noticiários, transmissão de eventos qualificatórios olímpicos ou campeonatos mundiais das federações internacionais ligadas ao COI. O novo canal não deverá, contudo, transmitir competições dos Jogos Olímpicos (verão, inverno e da juventude).

Embora o lançamento da TV Olímpica tenha sido aprovada por unanimidade pelos 104 membros da Assembleia Geral do COI no último final de semana, durante a convenção SportAccord, em Sochi, na Rússia, encontra alguma resistência dentro do movimento olímpico. Alguns dirigentes de federações esportivas criticam o investimento na nova plataforma e acham que a verba deveria ser  destinada para o desenvolvimento do esporte.

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sexta-feira, 16 de janeiro de 2015 Histórias do esporte, Jogos de Inverno, Olimpíadas | 21:22

Um herói olímpico que sobreviveu aos horrores da guerra

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O fundista Louis Zamperini, que foi atleta olímpico e herói de guerra nos EUA

O fundista Louis Zamperini, que foi atleta olímpico e herói de guerra nos EUA

Já tornou-se corriqueiro dizer que o universo dos Jogos Olímpicos daria uma dezena de filmes, tal a quantidade incrível de histórias de triunfo e superação, mesmo entre aqueles que jamais chegaram perto de ganhar uma medalha. Uma das incríveis histórias destes heróis desconhecidos chegou às telas nesta semana, com o longa “Invencível”, dirigido por Angelina Jolie.

Descontados alguns exageros típicos de Hollywood e até uma omissão bastante pertinente para que o filme conquistasse ainda mais o coração dos espectadores, a história do ítalo-americano Louis Zamperini, corredor da prova dos 5.000 metros nos Jogos Olímpicos de Berlim 1936, é emocionante. O relato da incrível trajetória do atleta, que tornou-se segundo-tenente de um esquadrão aéreo dos EUA e após um acidente virou prisioneiro de guerra dos japoneses, é impressionante.

Depois de ter terminado em oitavo lugar na final olímpica de 1936 (fato que foi espertamente ignorado por Jolie e os irmãos Joel e Ethan Coen, que assinaram o roteiro), com direito a uma última volta espetacular, completada em menos de um minuto, Zamperini mostrava que poderia brilhar nos próximos Jogos, previstos para Tóquio, em 1940. Só que esta edição das Olimpíadas nunca aconteceu, por causa da Segunda Guerra Mundial. Convocado, o fundista passou a integrar um esquadrão de bombardeiros.

É aí que o filme ganha de vez o coração de quemestá na plateia, ao mostrar o drama de Zamperini  preso exército japonês, após ter ficado à deriva no mar por 45 dias, tomando apenas água da chuva e comendo peixe cru. No campo de prisioneiros de soldados aliados, as cenas de tortura ao atleta olímpico, e a forma com a qual ele conseguiu mostrar uma incrível força interna e de superação, são impressionantes.

Zamperini nunca mais competiu em uma Olimpíada, mas conseguiu cumprir uma promessa pessoal e correu sim no Japão, carregando a tocha olímpica durante a cerimônia de abertura dos Jogos de Inverno de Nagano 1998. O ex-atleta olímpico e aviador morreu em julho do ano passado, aos 97 anos.

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Fico imaginando quantas histórias incríveis e emocionantes entre tantos atletas olímpicos que já disputaram os Jogos não existem perdidas por aí, mesmo entre aqueles que jamais tiveram a sorte de ganhar uma medalha. Isso só torna ainda mais especial este evento incrível e que daqui a pouco mais de 500 dias irá acontecer tão perto de nós, no Rio de Janeiro.

E me dá um pouco mais de fé que a semente olímpica poderá dar frutos por aqui quando vejo meus filhos animadíssimos com o início do cadastramento para a compra de ingressos para os Jogos de 2016 e vê-los fazendo planos de quais modalidades eles gostariam de ver ao vivo.

Isso sim é legado olímpico!

Obs: O blog está de férias até o início de fevereiro, podendo voltar em alguma edição extraordinária. Como sugestão, fica a dica para ir ao cinema e conhecer a incrível história de um herói olímpico, Louis Zamperini.

Até a volta.

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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014 Isso é Brasil, Jogos de Inverno, Mundiais, Olimpíadas | 23:04

Pacotão do dia: decisões históricas do COI, a natação brasileira e doping no atletismo

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O presidente do COI, Thomas Bach, fala durante a 127ª Assembleia Geral da entidade (Foto: Flickr/COI)

Thomas Bach discursa durante a 127ª Assembleia Geral do COI (Foto: Flickr/COI)

Segunda-feira agitada essa que já está quase no fim, para os esportes olímpicos. Em Monaco, o COI aprova de forma unânime as propostas para modernização das Olimpíadas; no Catar, a natação brasileira ainda comemora a campanha inédita no Mundial de piscina curta, que lhe deu o primeiro lugar no quadro geral de medalhas (pelo número de ouros); e por estas bandas, a triste notícia de maia uma atleta flagrada no doping. O post de hoje faz um balanço geral do dia olímpico.

A revolução do COI aprovada

Confesso que não esperava que fosse com tanta facilidade que o presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), Thomas Bach, conseguisse emplacar as 40 propostas da chamada “Agenda 20 + 20”, cujo objetivo é o de modernizar e tornar mais viáveis (financeiramente falando) os Jogos Olímpicos. Pois todas passaram pelo crivo do COI por unanimidade.

Para mim, o que fica de mais relevante são justamente a decisão de baratear o processo de candidatura das cidades, para atrair novos interessados em receber os Jogos de Verão e Inverno, e a flexibilização do programa esportivo. Este segundo ponto permitiria, por exemplo, a quase certa inclusão do beisebol e softbol, bastante populares no Japão, no cardápio de competições das Olimpíadas de 2020. Já a possibilidade aberta para que outras cidades ou mesmo países possam sediar um evento olímpico de uma outra sede, tem como único objetivo evitar gastos milionários e elefantes brancos. Especula-se que nos Jogos de Inverno de Pyeongchang (Coreia do Sul), em 2018, as provas de bobslead e luge aconteceriam em Nakano (Japão), que tem uma pista permanente da modalidade, evitando-se gastar milhões de dólares com uma estrutura que depois mal seria utilizada.

A real importância da campanha da natação no Catar

Em primeiro lugar, sempre é bom vencer, não importa qual competição. faz bem para o ego do atleta, do treinador, do dirigente, da imprensa, do torcedor. Além disso, as vitórias sempre trazem consigo uma ótima oportunidade para balizar o trabalho dos vencedores com os dos adversários vencidos, mostrando onde está a evolução de um e em que ponto o derrotado precisa evoluir.

O Brasil jamais terminou um campeonato internacional de natação em primeiro lugar no quadro geral de medalhas e por isso que o feito do torneio encerrado em Doha (Catar), neste domingo, no Mundial de piscina curta (25 metros) precisa ser enaltecido. Afinal, foram dez medalhas (sete de ouro, uma de prata e duas de bronze). Enaltecido sim, mas com ressalvas!

A realidade da piscina curta em nada tem a ver com a da piscina convencional, de 50 metros, na distância olímpica. São mundos completamente diferentes, não se pode simplesmente pegar a realidade que vimos na semana que passou em Doha e transportar para a natação mundial. O Brasil não irá virar uma potência da natação porque ganhou o Mundial de piscina curta. O companheiro Marcelo Romano, que edita o ótimo blog Esporte Olímpico Brasileiro, lembrou bem: no Mundial de piscina curta de 2010, o Brasil terminou com três ouros, uma prata e quatro bronzes. Em Londres 2012, foram somente uma prata e um bronze.

É preciso destacar, porém, dois feitos enormes: a primeira medalha (e de ouro) da natação feminina do Brasil, com Etiene Medeiros, nos 50 m costa feminino, ainda com direito a um recorde mundial, e o renascimento de Felipe França, que depois de decepcionar nas Olimpíadas de 2012, mostrou que pode repetir a dose em 2016, nos Jogos do Rio, ao terminar o Mundial com cinco medalhas de ouro, duas em provas individuais, os 50 e 100 m peito, sua especialidade, e as demais em três revezamentos. Estes foram de fato os resultados mais significativos deste campeonato para o Brasil.

O triste doping de Vanda Gomes

Lamentável o desfecho que tomou conta da carreira da velocista Vanda Gomes. Depois do incrível erro cometido no Mundial de Atletismo de 2013, em Moscou, quando deixou cair o bastão na última passagem do revezamento 4 x 100 m rasos feminino, jogando no lixo uma chance quase certa de medalha para o Brasil, a carreira de Vanda entrou em um inferno astral sem fim. Logo depois da prova, ela sai falando cobras e lagartos, reclamando do técnico, da preparação, da falta de treinos, da comida…Deu a maior confusão e na chegada da delegação ao Brasil ela tentou desmentir o que disse diante das câmeras da TV, mas não deu certo. Acabou punida e afastada da seleção.

Pois em setembro, em um antidoping realizado fora de competição, ela testou positivo para a substância proibida Anastrozole (Hormônio e Modulador Metabólico – S4), que é um inibidor de aromatase, medicamento criado para o tratamento do câncer de mama, e utilizado, por atletas para inibir a transformação do hormônio sexual masculino, a testosterona, no hormônio feminino, o estrogênio. Em 11 de novembro ela foi informada do resultado positivo e na última sexta-feira a CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) informou que não aceitou suas justificativas. O caso foi encaminhado para o STJD da entidade, que provavelmente aplicará uma pena padrão de dois anos. Ou seja, jogou no lixo as chances que ainda tinha de participar das Olimpíadas de 2016. Lamentável.

 

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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014 Jogos de Inverno, Olimpíadas | 18:41

Começa encontro que mudará a história das Olimpíadas

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Integrantes do comitê executivo do COI discutem os pontos que serão abordados na 127ª Assembleia Geral (Foto: Flickr/COI)

Integrantes do comitê executivo do COI discutem os pontos que serão abordados na 127ª Assembleia Geral (Foto: Flickr/COI)

A partir desta final de semana, com a abertura da 127ª Assembleia Geral do COI (Comitê Olímpico Internacional), em Monaco, a história das Olimpíadas irá começar a mudar. Os cartolas tradicionalistas que comandam o movimento olímpico mundial começarão a colocar em votação as 40 propostas apresentadas mês passado pelo presidente da entidade, o alemão Thomas Bach, que compõe a chamada “Agenda 20+20”,.

Na prática, o que Bach pretende com o seu “pacotão olímpico” é modernizar os Jogos de verão e inverno e torná-los um evento mais próximo do interesse do grande público e também da realidade econômica de todos os países que sonham organizá-los. O COI percebeu, com a queda no interesse de cidades em se candidatarem a receber o mega-evento, que é preciso criar alternativas que não impliquem apenas em gastar bilhões de dólares para organizar uma competição esportiva, sem qualquer preocupação com o chamado legado olímpico.

Não se engane: “pacotão” do COI veio para salvar os Jogos

Como explicou um integrante da Assembleia do COI ao blog, os primeiros dias do congresso serão reservados a reuniões do comitê executivo da entidade, que começou nesta sexta-feira, onde serão alinhavados entre os integrantes da cúpula olímpica os detalhes da agenda do evento, que tem a votação das novas propostas como ponto principal.

Só a partir da próxima segunda, dia 8, é que os membros do COI poderão de fato debater e votar os itens da “Agenda 20+20”. E logo no primeiro dia, serão votodos os pontos mais importantes: a proposta de tornar as candidaturas olímpicas mais simples (propostas 1, 2 e 3), as alterações no programa esportivo olímpico, de forma a torná-lo mais flexível (o que interessa particularmente aos organizadores de Tóquio 2020, para a inclusão do beisebol e softbol) e também a cláusula do princípio da não discriminação para as cidades que receberão os Jogos Olímpicos, com a inclusão da referência à preferência sexual.

COI sinaliza mudanças para modernizar as Olimpíadas

Mas como bem me lembrou o integrante da Assembleia do COI, alguns dos itens da “Agenda 20+20” correm até o risco de não serem aprovados em Monaco, caso não se chegue a um consenso.

 

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terça-feira, 18 de novembro de 2014 Jogos de Inverno, Olimpíadas | 17:46

Não se engane: “pacotão” do COI veio para salvar os Jogos

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Thomas Bach conversa com um grupo de atletas olímpicos na sede do museu olímpico (Foto: Reuters)

Thomas Bach conversa com um grupo de atletas na sede do museu olímpico (Foto: Reuters)

A imagem despojada e simpática de Thomas Bach, presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), conversando ao lado de diversos atletas nesta terça-feira na sede do Museu Olímpico, antes de anunciar as propostas de mudança para a organização dos Jogos Olímpicos, é emblemática. Por trás deste ar de bate-papo em um café suíço estava a preocupação de Bach em mostrar ao seus interlocutores  a necessidade de aprovar boa parte das 40 mudanças propostas para a chamada “Agenda 20+20”, que visa modernizar e tornar mais sustentáveis os próximos Jogos Olímpicos, de verão e inverno.

Pelo teor apresentado nas propostas, o recado foi claro: ou o COI muda ou corre o sério risco de ver sua joia da coroa (as Olimpíadas) ser destruída.

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Para quem acha que isso é uma previsão exageradamente catastrofista, pego como exemplo apenas uma das recomendações anunciadas por Bach e que serão votadas na próxima Asssembleia Geral do COI, em dezembro, em Monaco: a das sedes dos Jogos compartilhadas. “Se você tem um país menor que não tem um lago para provas de vela, por que não ir a um país vizinho? Continuaria a ser uma candidatura da cidade, mas poderia ser complementada com parceiros”, disse Bach. Mais detalhes sobre as recomendações do COI você pode checar aqui e aqui (em inglês)

O sinal dado pelo COI foi claro. É preciso reduzir custos, tornar os Jogos mais sustentáveis, porque a situação caminha para ficar inviável a futuras cidades que desejem receber as Olimpíadas. Uma das frases de Thomas Bach na entrevista coletiva desta terça-feira comprova isso. “Agora chegou a hora das mudanças”.

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sábado, 15 de novembro de 2014 Imprensa, Jogos de Inverno, Olimpíadas | 09:00

COI deve anunciar pacotão das Olimpíadas nesta terça

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Thomas Bach deve anunciar importantes mudanças no movimento olímpico na próxima terça-feira

Thomas Bach deve anunciar mudanças para as próximas Olimpíadas nesta terça-feira

Ao que tudo indica, a próxima terça-feira tem tudo para ser um dia que entrará na história do movimento olímpico. Conforme o blog já havia antecipado no final de outubro, neste dia 18 de novembro o presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), Thomas Bach, deverá anunciar um “pacotão” de medidas que visam modernizar e até mesmo salvar as Olimpíadas de se tornarem um grande mico para a entidade.  O dirigente deverá anunciar pelo menos 40 recomendações em cerimônia prevista para ocorrer no Museu Olímpico, em Lausane (SUI), que se aprovadas na Assembleia Geral do COI, em dezembro, representarão as mais significativas mudanças nas Olimpíadas em décadas.

Segundo informa a agência Reuters, Bach pretende sugerir principalmente mudanças que alcancem o processo de candidaturas das cidades para receberem os Jogos Olímpicos, atualmente com custos cada vez mais elevados. A ideia do COI seria tornar o processo mais barato e mais adaptável às necessidades das cidades. Ainda causa preocupação entre os cartolas olímpicos a desistência praticamente em massa das cidades interessadas em concorrer à sede das Olimpíadas de inverno de 2022. Das seis que iniciaram a corrida eleitoral, apenas Pequim, na China, e Almaty, no Cazaquistão, seguem na disputa. Há 40 anos o COI não via tão poucos interessados em sediar uma de suas edições dos Jogos, seja de inverno ou de verão.

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“Com relação ao processo de candidatura, o propósito das recomendações é tornar o procedimento em um convite para discussões e parcerias com o COI em vez de apenas ser uma candidatura a uma concorrência”, disse Bach a jornalistas, dias atrás. Ele também pretende que as mudanças facilitem a entrada de novos esportes no programa esportivo, uma medida que para o COI poderá ser vital para atrair novos torcedores (e de quebra aumentando o mercado consumidor para seus diversos patrocinadores). Por isso, uma das propostas é a da implantação de um canal de TV do próprio COI, no qual a entidade poderia “apresentar sua experiência olímpica” anualmente e não a cada edição dos Jogos.

Nenhuma das mudanças que serão votadas na próxima Assembleia Geral do COI, em Montecarlo, no mês de dezembro, serão aplicadas aos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Em compensação, mudanças poderão ocorrer nas Olimpíadas de 2020, na cidade de Tóquio, entre elas a entrada de novas modalidades que sejam populares entre os japoneses, como o beisebol e o softbol.

 

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terça-feira, 11 de novembro de 2014 Ídolos, Isso é Brasil, Jogos de Inverno | 18:53

Uma grande vitória de Lais Souza

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Laís Souza tem contado com apóio permanente de sua família no processo de recuperação do acidente que a deixou tetraplégica

Laís Souza tem contado com apoio permanente de sua família no processo de recuperação do acidente que a deixou tetraplégica

Enquanto segue em Miami na batalha diária de sua recuperação, após o gravíssimo acidente de que a deixou tetraplégica no início deste ano, a ex-ginasta e esquiadora Laís Souza conquistou nesta terça-feira uma vitória que irá lhe trazer um pouco mais de tranquilidade para retomar sua vida. Foi aprovada pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal o projeto que prevê o pagamento de pensão vitalícia para Laís.

>>> Veja também: Nem Lei Pelé pode assegurar amparo futuro a Laís Souza

O projeto, de autoria da deputada federal Mara Gabrili (PSDB-SP), prevê o pagamento de uma pensão vitalíciaà ex-ginasta e esquiadora, no teto máximo da Previdência Social, que é de R$ 4.390,24. A proposta seguirá para votação em plenário em regime de urgência. O valor proposto para a pensão segue a mesma regra aplicada ao benefício pago aos atletas que foram tricampeões mundiais de futebol, nas Copas de 1958, 1962 e 1970.

>>> Relembre: Lais Souza merecia mais do que uma “vaquinha virtual”

Laís Souza sofreu um acidente no dia 27 de janeiro, nos EUA, enquanto se preparava para disputar as Olimpíadas de inverno de Sochi (RUS), onde disputaria a prova de ski aerials. No acidente, ela se chocou contra uma árvore, lesionou a coluna e acabou perdendo todos os movimentos do ombro para baixo. Laís já havia participado de duas edições dos Jogos Olímpicos de verão, como ginasta, em Atenas 2004 e Pequim 2008.

>>> E mais: Atletas pedem esporte profissional no Brasil após o drama de Laís Souza

Enquanto as entidades que comandam o esporte brasileiro – leia-se COB (Comitê Olímpico do Brasil) e Ministério do Esporte – ainda não conseguem criar mecanismos que protejam dentro da lei atletas que sofrem acidentes que interrompam suas carreiras, a conquista desta terça-feira é mais uma grande vitória na dura batalha que Laís Souza vem travando em sua longa recuperação.

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quinta-feira, 23 de outubro de 2014 Candidaturas, Jogos de Inverno, Olimpíadas | 17:58

COI sinaliza mudanças para modernizar as Olimpíadas

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O alemão Thomaz Bach, presidente do COI, duiscursa durante o encerramento das Olimpíadas da Juventude, em Nanquim (CHN)

O alemão Thomas Bach, presidente do COI, discursa durante o encerramento das Olimpíadas da Juventude, em Nanquim (CHN)

Há quase um mês, este blog publicou um post trazendo declaração do presidente da CBBS (Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol), Jorge Otsuka, sobre o seu otimismo a respeito da volta das duas modalidades ao programa esportivo olímpico já nos Jogos de 2020, em Tóquio. “Em dezembro haverá uma assembleia do COI e é quase certo que será confirmado o retorno do beisebol e softbol. Os organizadores dos Jogos de 2020 estão muito confiantes quanto a isso”, disse Otsuka no dia 30 de setembro.

A tomar como base o que disse o próprio presidente do COI, o alemão Thomas Bach, em entrevista coletiva nesta quinta-feira, eu diria que o dirigente brasileiro já pode começar o planejamento para voltar às Olimpíadas. O presidente do COI anunciou algumas das decisões do comitê executivo do Comitê Olímpico Internacional, que serão levadas à votação na próxima Assembleia Geral do COI, marcadas para os dias 8 e 9 de dezembro. E entre várias recomendações, estão as de mudar o processo de candidaturas das cidades para receberem os mega-eventos olímpicos e o de flexibilizar o programa esportivo.

A sinalização do COI é clara: realizar mudanças profundas e relevantes para modernizar e salvar os Jogos Olímpicos, pensando no futuro.

A recente desistência de Oslo para brigar pela sede das Olimpíadas de Inverno de 2022, deixando somente duas cidades (Almaty, no Cazaquistão, e Pequim, na China) na disputa, fato que não ocorria há 40 anos nas corridas eleitorais olímpicas, acendeu o sinal de alerta no COI. Outras cidades já tinham pulado fora do barco para 2022, Está cada vez mais caro e complicado para uma cidade ser candidata e depois organizar uma edição de Jogos Olímpicos, seja de verão ou inverno. As exigências e cadrnos de encargo são enormes, os custos estão cada vez mais proibitivos,  até por conta da necessidade de segurança extrema e de fornecer a melhor tecnologia possível ao evento. Virou uma brincadeira muito cara e antes que ninguém queira mais brincar, o COI pretender criar opções para candidaturas mais baratas.

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A flexibilização no programa esportivo também tem a ver com um processo de modernização que Bach pretende impor aos próximos Jogos Olímpicos. Algo a ver com a experiência que vem ocorrendo nos Jogos da Juventude, cujo programa esportivo conta até com provas mistas e também de modalidades que não são olímpicas hoje em dia, como o wushu (kung-fu), escalada esportiva e até no basquete 3 x 3.

A luta olímpica, que no ano passado chegou a ser excluída do programa olímpico e depois recolocada em setembro,  após a escolho de Tóquio como sede dos Jogos de verão de 2020, precisou assumir um compromisso de modernizar suas regras e aumentar o número de categorias femininas. Se a flexibilização do programa esportivo for mesmo aprovada em dezembro, é certo que o beisebol (e por tabela o softbol) retornarão nas Olimpíadas de Tóquio, tal a popularidade da modalidade entre os japoneses.

Até mesmo a criação de um canal próprio de TV do COI, para melhor divulgar seus eventos e ideais olímpicos, estará na pauta da próxima Assembleia Geral. Tudo isso caminha na mesma direção de tornar a cara da entidade moderna e antenada com os tempos atuais, com presença cada vez mais constante do COI em redes sociais como YouTube, Flickr, Instagram, Twitter e Facebook.

Enfim, o aviso dado por Thomas Bach nesta quinta-feira foi claro: virão mudanças por aí, embora não seja possível prever qual o resultado delas para o futuro do movimento olímpico.

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sexta-feira, 3 de outubro de 2014 Jogos de Inverno, Olimpíadas | 22:45

O bom senso da Noruega e a ira do COI

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Fogos de artifício enfeitam o céu de Sochi, durante a cerimônia de abertura dos Jogos de Inverno deste ano

Fogos de artifício enfeitam o céu de Sochi, durante a abertura dos Jogos de Inverno deste ano

Não fosse a Suíça um país conhecido por sua famosa postura de neutralidade em conflitos internacionais, já se estaria  iniciando a partir de Lausanne, na sede do COI (Comitê Olímpico Internacional), um movimento para invadir a Noruega. O motivo que vem despertando tanta revolta nos corredores da entidade que comanda o esporte olímpico mundial foi a decisão da capital norueguesa Oslo em abrir mão da candidatura para receber os Jogos de Inverno de 2022.

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A desistência foi confirmada nesta última quarta-feira (1º), após o parlamento norueguês negar as garantias econômicas necessárias para prosseguir na corrida olímpica. Os políticos também contavam com uma pesquisa que apontava 55 % de contrariedade da população de Oslo para receber o mega-evento. Com isso, somente duas cidades seguem na briga pela sede olímpica: Almaty, no Cazaquistão, e Pequim, na China.

Só para refrescar a memória, Cracóvia (Polônia), Estocolmo (Suécia) e Lviv (Ucrânia) já tinha também pulado do barco olímpico para 2022 bem antes. Há muitos anos – mais precisamente desde 1974, quando Moscou e Los Angeles brigaram sozinhas pela condição de receber as Olimpíadas de verão de 1980 – que o COI não via tamanha falta de concorrência para escolher as sedes de seus Jogos.

O motivo é muito simples: a brincadeira ficou cara demais!

Os custos dos Jogos de Sochi 2014 foram assustadores, nada menos do que US$ 51 bilhões. Por mais que o COI argumente que a maior parte deste investimento tenha sido em infra-estrutura que a cidade teria que gastar de qualquer maneira, os números das planilhas de gastos olímpicos dos países-sedes nos últimos anos só aumentam. E para evitar que esse sonho olímpico se transformasse num pesadelo de dívidas, a Noruega decidiu abrir mão da candidatura.

O COI não perdoou a desistência. “Esta é uma oportunidade perdida para a cidade de Oslo e para todo o povo da Noruega que são conhecidos em todo o mundo por ser grandes fãs de esportes de inverno. E é sobretudo uma oportunidade perdida para os atletas noruegueses que não serão capaz de alcançar novos patamares olímpicos em seu país natal”, disse a entidade, em comunicado.

Mas é bem capaz que a decisão dos políticos noruegueses também tenha sido estimulada por uma “pequena” lista de exigências do COI, caso Oslo fosse a escolhida, em um documento de 7.000 páginas, revelado pelo jornal VG. Algumas são surreais:

1) Os principais dirigentes do COI deverão ser recebidos pelo rei da Noruega, em recepção paga pelo governo antes da cerimônia de abertura dos Jogos;

2) O presidente do COI, Thomaz Bach, deverá ser recebido em cerimônia na pista do aeroporto e que os principais membros do COI passem pela alfândega em um portão especial;

3) Uma pista especial nas estradas e ruas deverá ser reservada para que os membros do COI possam se deslocar de carro em Oslo durante os Jogos Olímpicos;

4) Todos os dirigentes do COI deverão receber um telefone celular da marca Samsung (patrocinadora do COI), com uma assinatura de uma companhia telefônica norueguesa;

5) Os organizadores deverão assumir as despesas de carros e motoristas para todos os integrantes do comitê executivo do COI durante o período dos Jogos.

Sorto do povo norueguês que o bom senso ainda prevalece entre algumas de suas lideranças políticas…

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segunda-feira, 7 de julho de 2014 Candidaturas, Jogos de Inverno, Olimpíadas | 13:23

Será que acabou o glamour olímpico?

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Nesta segunda-feira, o COI (Comitê Olímpico Internacional) anunciou em sua sede, na cidade suíça de Lausanne, as cidades que são candidatas a organizar as Olimpíadas de Inverno de 2022. E comprovando uma tese levantada pelo próprio blog no final de maio, parece que o glamour de organizar uma edição dos Jogos Olímpicos está bem longe de outros tempos. Somente TRÊS cidades irão concorrer na disputa, que definirá a vencedora no dia 31 de julho de 2015, durante a sessão da Assembleia Geral do COI, em Kuala Lumpur, na Malásia.

Integrantes das candidaturas de Pequim, Oslo e Almaty, após o anúncio para a corrida aos Jogos de Inverno de 2022

Integrantes das candidaturas de Pequim (China), Oslo (Noruega) e Almaty (Cazaquistão), após o anúncio para a corrida aos Jogos de Inverno de 2022

Estão na briga as cidades de Oslo (Noruega), Almaty (Cazaquistão) e Pequim (China), que acabaram sobrevivendo a uma lista inicial de seis candidatos para receber os Jogos de 2022. Em janeiro, Estocolmo decidiu retirar a candidatura, após o governo da Suécia não ter aprovado as garantias financeiras para organizar o evento. Depois, um referendo popular optou por dizer não ao sonho de Cracóvia, na Polônia, em receber o evento. Por fim, na última semana, foi a vez de Lviv, na Ucrânia, abrir mão de concorrer aos Jogos, em razão dos diversos problemas políticos e sociais pelos quais passam o país.

E mesmo entre as sobreviventes há quem veja de forma negativa a possibilidade de receber um mega-evento como as Olimpíadas de Inverno. Pesquisa realizada pela comissão de avaliação do COI disse que 36% da população de Oslo e de cidades próximas apoiam a candidatura, enquanto 50% se mostram contrários à possibilidade da cidade ser escolhida. Só a título de comparação, o índice de apoio às candidaturas de Pequim e |Almaty são, respectivamente, 77% e 66%.

Pelo visto, a conversa do tal “legado”, aliado ao fato dos custos altíssimos para organizar os Jogos, não anda comovendo os países mais desenvolvidos, restando somente ao chamado “bloco emergente mundial” embarcar na aventura olímpica. Custe (muito) o que custar.

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