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Arquivo da Categoria Imagens Olímpicas

segunda-feira, 2 de março de 2015 Imagens Olímpicas, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Vídeos | 18:11

Arena do Futuro começa a tomar forma; veja imagens das obras no Parque da Barra

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Local que receberá as competições do handebol e do golbol nos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio 2016, a Arena do Futuro já começa a ficar com um “jeitão olímpico”. A foto abaixo da obra da instalação, feita no final de fevereiro, já mostra uma visão muito semelhante à que existe no projeto original do ginásio. Veja:

Foto: Divulgação/EOM

Arena do Futuro, sede do handebol (Olimpíadas) e golbol (Paraolímpiadas), tem suas obras em ritmo acelerado

 

Foto: Divulgação/EOM

Veja a projeção de como ficará quando pronta a Arena do Futuro, no Parque Olímpico da Barra

Segundo informa a EOM (Empresa Olímpica Municipal), as fundações e a montagem da estrutura metálica (pilares principais, vigas principais da cobertura e treliças) foram concluídas. Estão em andamento a montagem de diversas áreas, como telhas da cobertura, estrutura metálica da arquibancada, fechamento lateral, entre outras intervenções. A  Arena do Futuro tem previsão para ficar pronta até o quarto trimestre deste ano. Com capacidade para 12 mil lugares, receberá eventos testes para as Olimpíadas em abril (handebol) e maio (golbol) do ano que vem.

Confira as imagens mais recentes das obras do Parque Olímpico da Barra da Tijuca:

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domingo, 21 de dezembro de 2014 Imagens Olímpicas, Olimpíadas, Paraolimpíadas | 12:41

Confira imagens e o balanço das obras do Rio 2016

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Na última sexta-feira, a EOM (Empresa Olímpica Municipal) divulgou um extenso balanço das obras que estão sendo construídas para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio 2016. Na apresentação, conduzida pelo prefeito Eduardo Paes, foram exibidas novas imagens de algumas das arenas em construção no Parque Olímpico da Barra da Tijuca e maquetes virtuais destes mesmos locais para o período das Olimpíadas.

Clique em cada uma das fotos para ver detalhes das obras para os Jogos de 2016

Tudo muito bonitnho, mas…

No mesmo dia 19, o TCU (Tribunal de Contas da União) também aproveitou a data para soltar um balanço próprio das obras olímpicas, e o resultado foi um pouco mais crítico, para dizer o mínimo. Segundo o relatório, foram constatadas falhas e inconsistências na matriz de responsabilidade, além de prazos muito curtos para a conclusão das obras a tempo. “Esta situação representa risco para realização do evento, além de possibilitar aumento nos custos, comprometimento da qualidade e da segurança dessas construções”, disse o ministro Aroldo Cedraz em seu relatório. “A gente vai dar as explicações para o TCU, mas não há qualquer risco de aumento de custo ou de atraso de nenhum desses equipamentos”, rebateu Paes.

Vale lembrar que o próprio COI (Comitê Olímpico Internacional), através de sua comissão de avaliação dos Jogos, já repetiu inúmeras vezes que o Rio de Janeiro não tem mais tempo a perder, embora demonstre confiança com a evolução que as obras tiveram nos últimos meses, especialmente após a crise ocorrida no inicio deste ano, quando se chegou a falar numa espécie de “intervenção” do COI na organização do Rio 2016.

Abaixo, o balanço geral das obras olímpicas para os Jogos de 2016, segundo dados divulgados pela EOM. Vamos anotar direitinho as datas prometidas para a conclusão das obras e poder cobrar depois em caso de atrasos…

PARQUE OLÍMPICO

Arenas Cariocas 1, 2 e 3

Conclusão – Terceiro trimestre de 2015.

Arena Carioca 1

Capacidade: 16.000 lugares

Modalidades: Basquete, basquete em cadeira de rodas e rúgbi em cadeira de rodas

Eventos-teste – Janeiro de 2016 (basquete e rúgbi em cadeira de rodas)

Arena Carioca 2

Capacidade: 10.000 lugares

Modalidades: Judô, luta greco-romana, luta livre e bocha paralímpica

Eventos-teste – Janeiro de 2016 (judô, taekwondo e luta livre)

Arena Carioca 3

Capacidade: 10.000 lugares

Modalidades: Esgrima, taekwondo e judô paralímpico

Eventos-teste – Abril de 2016 (levantamento de peso e esgrima)

Centro de Tênis

Conclusão – Quarto trimestre de 2015.

Capacidade: 19.750 lugares

Quadra principal: 10.000 lugares

Quadra 2: 5.000 lugares

Quadra 3: 3.000 lugares

Treze quadras de treino e aquecimento: 250 lugares cada

Modalidades: Tênis, tênis em cadeira de rodas e futebol de 5

Evento-teste – Dezembro de 2015 (tênis)

Velódromo

Conclusão – Quarto trimestre de 2015.

Capacidade: 5.000 lugares

Modalidades: Ciclismo (pista) e paraciclismo de pista

Evento-teste – Março de 2016 (ciclismo pista)

Arena do Futuro

Conclusão – Quarto trimestre de 2015.

Capacidade: 12.000 lugares

Modalidades: Handebol e golbol

Eventos-teste: Abril (handebol) e maio (golbol) de 2016

Estádio Aquático

Conclusão – Primeiro trimestre de 2016.

Capacidade: 18.000 lugares

Modalidades: Natação, polo aquático e natação paralímpica

Evento-teste: Maio de 2016 (natação olímpica e paralímpica)

Parque Aquático Maria Lenk

Conclusão (adequação) –  Primeiro trimestre de 2016.

Capacidade: 5.000 lugares

Modalidades: Saltos ornamentais e nado sincronizado

Evento-teste: Fevereiro (saltos ornamentais) e março (nado sincronizado) de 2016

Arena Rio

Conclusão (adequação) – Quarto trimestre de 2015

Capacidade: 12.000 lugares

Modalidades: Ginástica artística, ginástica de trampolim, ginástica rítmica e basquete em cadeira de rodas

Evento-teste: Abril de 2016 (ginástica artística)

Centro Internacional de Transmissão (IBC)

Conclusão – Terceiro trimestre de 2015

Centro Principal de Mídia (MPC)

Conclusão – Quarto trimestre de 2015

CAMPO DE GOLFE

Conclusão: Segundo trimestre de 2016

Capacidade: 15 mil lugares

Modalidade: Golfe

Evento-teste: Novembro de 2015

RIOCENTRO

Conclusão (adequação): Segundo trimestre de 2016

Capacidade:

Pavilhão 2: 6.500 lugares

Pavilhão 3: 6.500 lugares

Pavilhão 4: 6.500 lugares

Modalidades:

Pavilhão 2: levantamento de peso olímpico e levantamento de peso paralímpico

Pavilhão 3: tênis de mesa olímpico e tênis de mesa paralímpico

Pavilhão 4: badminton

Pavilhão 6: boxe e vôlei sentado

Eventos-teste: Novembro de 2015 (bocha, tênis de mesa, badminton e boxe)

VILA DOS ATLETAS

Conclusão: Dezembro de 2015.

COMPLEXO ESPORTIVO DE DEODORO

Existentes:

Centro de Tiro – Os sete estandes passarão por adequações. Será construído um estande temporário para as finais (tiro e carabina), com 2.000 lugares

Conclusão: Quarto trimestre de 2015

Capacidade total: 7.250 lugares

Evento-teste: Abril de 2016

Piscina do pentatlo moderno – A piscina será reformada e terá uma arquibancada com 2 mil lugares temporários.

Conclusão: Quarto trimestre de 2015

Capacidade: 2 mil lugares

Centro de Hipismo

Situação atual: A pista da arena do CCE existente está sendo adaptada, com a implantação de sistema de irrigação e controle de vetores.

Conclusão: Quarto trimestre de 2015

Capacidade total: 35.200 lugares

Evento-teste: Agosto de 2015

Centro de Hóquei Sobre Grama – Os dois campos existentes serão adaptados. Serão construídos vestiários, uma arquibancada permanente com 2.500 lugares na quadra principal e um centro de administração. Durante os Jogos, o Centro de Hóquei terá 5.000 assentos temporários na quadra secundária e 10.000 lugares na quadra principal, sendo 2.500 permanentes.

Situação atual – As obras estão em fase de terraplenagem

Conclusão: Quarto trimestre de 2015

Capacidade total: 15 mil lugares

Evento-teste: Novembro de 2015

Novas instalações permanentes:

Arena da Juventude – O ginásio, que abrigará as partidas da primeira fase de basquete feminino e a disputa de esgrima do pentatlo moderno, terá 2.000 lugares permanentes e 3.000 temporários

Conclusão: Quarto trimestre de 2015

Capacidade: 5.000 lugares

Evento-teste: Março de 2016

Pista de BMX

Conclusão: Terceiro trimestre de 2015

Capacidade: 7.500 lugares temporários

Evento-teste: Outubro de 2015

Circuito de canoagem slalom

Conclusão: Quarto trimestre de 2015

Capacidade: 8.000 lugares temporários

Evento-teste: Novembro de 2015

Instalações provisórias

Pista de Mountain Bike

Conclusão: Terceiro trimestre de 2015

Capacidade: 27.500 lugares, sendo 2.500 temporários e 25.000 em pé

Evento-teste: Outubro de 2015

Estádio de Deodoro – A arena receberá as disputas de rúgbi, hipismo do pentatlo moderno e combinado do pentatlo moderno (corrida e tiro) e futebol de 7

Conclusão: Quarto trimestre de 2015

Capacidade: 15.000 lugares

Evento-teste: Março de 2016

MARINA DA GLÓRIA

Situação atual: Os trabalhos de adaptação para os Jogos Olímpicos foram iniciados com a instalação de tapumes instalados e montagem de canteiros de apoio. Foram estabelecidos parâmetros de ocupação para a área da Marina da Glória que visam a valorizar a paisagem cultural do Parque do Flamengo.

Conclusão: Quarto trimestre de 2015

Capacidade: 10.000 lugares

Evento-teste: Agosto de 2015

SAMBÓDROMO

Situação atual: A reforma necessária para os Jogos foi finalizada em fevereiro de 2012

Modalidades: Largada e chegada da maratona, tiro com arco e tiro com arco paralímpico

Capacidade: 30.000 lugares (maratona), 6.000 lugares (tiro com arco).

Evento-teste: Julho (maratona) e setembro (tiro com arco) de 2015

ESTÁDIO OLÍMPICO JOÃO HAVELANGE

A ampliação temporária do Estádio Olímpico João Havelange – de 45 mil para 60 mil lugares – será realizada no primeiro semestre de 2016. A licitação para as obras de adequação do estádio aos requisitos olímpicos foi lançada em outubro de 2014. As obras começarão no primeiro trimestre de 2015.

Modalidade: Atletismo

Capacidade: 60.000 lugares (sendo 45.000 permanentes)

Evento-teste: Maio de 2016

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quinta-feira, 13 de novembro de 2014 Imagens Olímpicas, Olimpíadas | 10:24

Você conhece a história das mascotes das Olimpíadas?

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Até o final de novembro deverá ser anunciado qual será a mascote dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, que sempre é uma das grandes atrações de cada edição olímpica e objeto de desejo de colecionadores. Mas enquanto ela não é divulgada pelo comitê organizador, que tal conhecer um pouco mais da história das mascotes das Olimpíadas?

1) El Tigre Rojo de Chichen-Itza – Cidade do México 1968

El Tigre Rojo de Chichen-Itza, mascote extra-oficial dos Jogos de 1968, na Cidade do México

El Tigre Rojo de Chichen-Itza, mascote extra-oficial dos Jogos de 1968, na Cidade do México

A primeiro mascote conhecida da história das Olimpíadas na verdade não é reconhecida de forma oficial. Ela era baseada em um trono da pirâmide ´El Castillo´, em Chichen-Itza, feito no formato de um jaguar vermelho

2) Waldi, o cachorro dachshund – Munique 1972

Waldi, o cachorro dachshund dos Jogos de Munique

Waldi, o cachorro dachshund dos Jogos de Munique

De forma oficial, a primeira vez que uma mascote foi usada nas Olimpíadas de verão aconteceu nos Jogos de Munique. O mascote, criado pelo designer gráfico alemão Otl Aicher, mostra um cão dachshund, raça popular na região.

3) Amik, o castor – Montreal 1976

Amik, o castor de Montreal 1976

Amik, o castor de Montreal 1976

Nos Jogos de Montreal, foi escolhida como mascote o castor, um dos símbolos nacionais do Canadá.

4) Misha, o urso – Moscou 1980

O ursinho Misha, dos Jogos de Moscou, a mais carismática mascote olímpica

O urso Misha, dos Jogos de Moscou, a mais carismática mascote olímpica

Talvez a mais popular mascote da história das Olimpíadas. Nos Jogos que ficaram marcados pelo boicote dos Estados Unidos e seus aliados, a União Soviética caprichou e o simpático ursinho ficou marcado na memória de todos, especialmente por causa da cerimônia de encerramento, quando um boneco gigante subiu aos céus dando adeus ao público no Estádio Olímpico de Moscou.

5) Sam, a águia – Los Angeles 1984

Sam, a águia, foi a mascote dos Jogos de 84, em Los Angeles

Sam, a águia, foi a mascote dos Jogos de 84, em Los Angeles

Animal-símbolo dos Estados Unidos, a águia Sam foi desenhada por Robert Moore, que trabalhava para os estúdios Disney. Pena que os Jogos de Los Angeles também sofreram com o boicote, desta vez liderado pela União Soviética.

6) Hodori, o tigre – Seul 1988

Hodori, o tigre, foi a mascote de Seul 1988

Hodori, o tigre, foi a mascote de Seul 1988

Nos Jogos de Seul, existiam duas mascotes, Hodori e Hosuni, mas o tigre Hodori se tornou muito mais popular, talvez pelo fato de aparecer em diversas lendas coreanas

7) Cobi, o cachorro sheepdog estilizado – Barcelona 1992

O cão estilizado Cobi e seu criador, o cartunista Javier Mariscal

O cão estilizado Cobi, dos Jogos de Barcelona 1992 e seu criador, o cartunista Javier Mariscal

O cão pastor estilizado não empolgou muito em Barcelona 1992, ao contrário dos Jogos, que foram sensacionais.

8) Izzy, a figura abstrata – Atlanta 1996

O esquisito Izzy, mascote de Atlanta 1996

O esquisito Izzy, mascote de Atlanta 1996

A pior mascote desde que elas começaram a aparecer em Jogos Olímpicos. Uma figura abstrata, que ninguém conseguia explicar o que representava de fato. Tudo a ver com a própria edição das Olimpíadas de Atlanta, sem carisma e com inúmeros problemas de organização.

9) Ollie, Syd e Millie, a kookaburra, o ornitorrinco e a equidna – Sydney 2000

As mascotes Ollie, Syd e Millie, de Sydney 2000

As mascotes Ollie, Syd e Millie, de Sydney 2000

Os três mascotes criados por Matthew Hatton representavam animais típicos da Austrália: Olly, uma ave kookaburra; Syd, um ornitorrinco; e Millie, a equidna, uma espécie de tamanduá espinhoso.

10) Athena e Phevos, bonecos antigos – Atenas 2004

Athena e Phevos, as mascotes de Atenas 2004

Athena e Phevos, as mascotes de Atenas 2004

As duas mascotes foram feitas por Spyros Gogos e representavam bonecos que imitam crianças. As mascotes tiveram o design baseado em um antigo boneco grego de terracota.

11) Fuwa, peixe, panda gigante, Chama Olímpica, chiru e andorinha – Pequim 2008

"Fuwa", as cinco mascotes dos Jogos de Pequim 2008

“Fuwa”, as cinco mascotes dos Jogos de Pequim 2008

Chamados respectivamente de Beibei, Jingjing, Huanhuan, Yingying e Nini, as mascotes vieram da frase chinesa que signifca “Pequim te dá boas-vindas”.

12) Wenlock e Mandeville, gotas de aço com câmera para os olhos – Londres 2012

Wenlock e Mandeville, as estranhas mascotes de Londres 2012

Wenlock e Mandeville, as estranhas mascotes de Londres 2012

As duas mascotes dos Jogos de Londres 2012 (Wenlock era a mascote das Olimpíadas, enquanto Mandeville representava as Paraolimpíadas) eram gotas de aço com câmeras no lugar dos olhos. Eles representavam o começo da Revolução Industrial, ocorrida no Reino Unido. Mas olhando a foto, é meio difícil de enxergar tudo isso.

 

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terça-feira, 21 de outubro de 2014 Almanaque, Histórias do esporte, Ídolos, Imagens Olímpicas, Olimpíadas, Vídeos | 14:46

Os 50 anos do bi inédito de Bikila na maratona

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O etíope Abebe Bikila cruza a linha de chegada da maratona nas Olimpíadas de Tóquio, em 64

O etíope Abebe Bikila cruza a linha de chegada da maratona nas Olimpíadas de Tóquio, em 64

O mês de outubro tem sido rico em efemérides olímpicas. E o mais bacana de revirar o baú é poder contar para uma geração mais nova parte da história de alguns dos maiores ídolos do esporte em todos os tempos. É o caso do fundista etíope Abebe Bikila, que no dia 21 de outubro de 1964 faturou o bicampeonato olímpico da maratona, feito inédito até então.

Bikila, para quem não sabe, entrou para a história do esporte olímpico ao conquistar de forma surpreendente a maratona nos Jogos de Roma 1960. E o mais surpreendente ainda, correndo descalço! Depois do ouro inesperado, Bikila, que era um cabo da guarda do imperador Haile Selassie, venceu três maratonas consecutivas em 1961, mas ficou mais de um ano parado e só voltou a competir em 1963. Seis meses antes das Olimpíadas de Tóquio, teve uma crise de apendicite e precisou ser operado. Ainda assim, confirmou que lutaria pelo bicampeonato.

E eis que naquele 21 de outubro, ele novamente largou sem estar entre os favoritos, desta vez usando tênis, por exigência dos organizadores. O calor infernal que fazia em Tóquio naquele dia, somado ao fato de a largada ter ocorrido às 13h, tornou a prova ainda mais difícil. Os competidores, um a um, iam sucumbindo ao longo dos 42,195 km do percurso.

Menos Abebe Bikila, que chegou com passadas firmes e estabelecendo a melhor marca do mundo para a maratona (2h12min11seg). O mais surreal para os japoneses que lotavam o Estádio Nacional de Tóquio foi vê-lo saltando e fazendo exercícios de alongamento, mostrando que teria condições de correr mais dez quilômetros se precisasse.

As imagens abaixo da maratona dos Jogos de 1964 mostram que Abebe Bikila, morto em 1973, foi um gênio do esporte olímpico.

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segunda-feira, 20 de outubro de 2014 Almanaque, Histórias do esporte, Imagens Olímpicas, Olimpíadas, Vídeos | 17:36

Um salto para a história do atletismo

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Dick Fosbury executa um de seus saltos na final do salto em altura das Olimpíadas de 1968

Dick Fosbury executa um de seus saltos na final do salto em altura das Olimpíadas de 68

Bela dica do amigo e jornalista Luís Augusto Simon, o popular Menon, colega de tantas outras redações esportivas por aí: neste 20 de outubro, completam-se exatos 46 anos de um salto que mudou a história do atletismo mundial.

A imagem acima registra o americano Dick Fosbury na prova do salto em altura, em que ele levou a medalha de ouro nas Olimpíadas da Cidade do México 1968. O detalhe importante é justamente a forma com que ele executou seu salto. O que parece natural aos olhos de hoje foi revolucionário em 20/10/1968. Ele foi o primeiro atleta a ganhar um ouro olímpico saltando de costas para o sarrafo, em um estilo que foi batizado com seu nome.

O normal, até então, era que o atleta projetasse o corpo de frente para o sarrafo, o que já era uma evolução dos primeiros saltos, no início do século 20, o chamado estilo “tesoura”.

A final do salto em altura dos Jogos de 1968 não foi especial somente pelo revolucionário salto de Fosbury. A disputa entre ele, seu compatriota Ed Caruthers e o soviético Valentin Gavrilov (justamente os três que dividiram o pódio) foi extremamente apertada, sendo que Fosbury só assegurou o ouro com a marca de 2,24 m na última tentativa, após Caruthers ter queimado seus três saltos. E pensar que o inventor do salto que é adotadop por todos os atuais atletas na atualidade nem era considerado o favorito, após ter ficado em terceiro lugar na seletiva americana.

Abaixo, um breve filme que mostra a evolução do estilo do salto em altura na história dos Jogos Olímpicos.

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quarta-feira, 15 de outubro de 2014 Almanaque, Histórias do esporte, Ídolos, Imagens Olímpicas, Olimpíadas, Seleção brasileira, Vídeos | 09:00

Aída dos Santos, a heroína sem medalha

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Aída dos Santos completa mais um de seus saltos na final do salto em altura

Aída dos Santos completa mais um de seus saltos na final do salto em altura em Tóquio 1964

Nesta quarta-feira completam-se 50 anos de uma das passagens mais emocionantes e também emblemáticas do esporte brasileiro. Foi num mesmo 15 de outubro que Aída dos Santos, uma atleta de origem pobre, nascida em um favela de Niterói (RJ), negra e dona de um talento impressionante, entrou para a história do olimpismo do Brasil ao conseguir nos Jogos de Tóquio 1964 um feito que nenhuma mulher do país jamais havia chegado perto, ao terminar em quarto lugar a prova final do salto em altura, e por muito pouco não ficou com uma medalha. Sob a ótica de hoje, na qual o esporte feminino brasileiro é cada vez mais forte, parece algo banal. Mas há 50 anos, o resultado de Aída foi gigantesco.

Um dos capítulos do livro “100 anos de Olimpíadas – de Atenas a Atlanta”, do jornalista Maurício Cardoso (editora Scritta), retrata bem como foi extremamente complicada a heróica participação de Aída do Santos nos Jogos de Tóquio. Única mulher na delegação, única representante no atletismo, ela não tinha técnico, médico, massagista, nada. Nem mesmo uniforme de competição recebeu dos dirigentes, tendo que utilizar um antigo de sua participação no Campeonato Sul-Americano. Para os treinos, usava um de seu clube, o Botafogo. Também não tinha sapatilha e treinava com um tênis comum. Em Tóquio, ficou sabendo que em um estande na Adidas na Vila Olímpica conseguia uma sapatilha de graça, mas só conseguiu um calçado para correr a prova dos 100 metros.

O desprezo e pouco caso com Aída dos Santos dentro da delegação brasileira era tanto que na manhã daquele 15 de outubro, quando deixava a Vila para se dirigir ao Estádio Nacional, onde seriam realizadas as eliminatórias do salto em altura, foi saudada desta maneira por um cartola [segundo a descrição do livro de Cardoso]: “Te esperamos para o almoço, Aída”, disse o dirigente, contando que a atleta não passaria para as 12 finalistas entre as 27 concorrentes.. Só que ele se enganou redondamente.

Aída não apenas se classificou como na final esteve na disputa por medalhas até o último momento. Salto a salto, a brasileira sem técnico, sem apoio e que competia machucada (ela havia se contundido nas eliminatórias) resistia bravamente. Quando alcançou a marca de 1,74 m, chegou a liderar a prova. Até que quando o sarrafo chegou a 1,76 m, ela queimou as três tentativas e foi eliminada. Iolanda Balas, da Romênia, acabou levando o ouro.

A linda história de Aída dos Santos está retratada em um belíssimo documentário lançado ás vésperas dos Jogos de Londres 2012, pelo projeto Memória do Esporte Olímpico Brasileiro. “Aída dos Santos – Uma Mulher de Garra”, levou a atleta de volta ao Estádio Nacional, quase cinco décadas depois daquele 15 de outubro. Para quem não viu, vale muito a pena.

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sexta-feira, 10 de outubro de 2014 Almanaque, Histórias do esporte, Imagens Olímpicas, Olimpíadas, Vídeos | 15:28

O dia em que o Japão renasceu para o esporte mundial

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O jovem Yoshinori Sakai, que nasceu no dia em que a bomba nuclear destruiu Hiroshima, sobe a arquibancada para acender a pira olímpica em 1964

Yoshinori Sakai, que nasceu no dia em que a bomba nuclear destruiu Hiroshima, sobe para acender a pira olímpica

O dia 10 de outubro tem uma importância especial para o povo japonês. Há exatos 50 anos, menos de duas décadas após ter sido praticamente destruído por duas bombas atômicas que definiram o final da Segunda Guerra Mundial, a cidade de Tóquio celebrava em festa a cerimônia de abertura da 18ª edição dos Jogos Olímpicos. Se existe uma Olimpíada que merece  ser lembrada para sempre, a de Tóquio 1964 sem dúvida é a minha preferida. Simplesmente pelo fato de um país que havia sido efetivamente reconstruído ter conseguido fazer os Jogos de forma irretocável.

O renascimento do Japão para o esporte mundial também trouxe fatos marcantes na história olímpica. Foi nos Jogos de Tóquio que o judô e o vôlei passaram a integrar o programa esportivo; Tóquio recebeu a primeira edição das Olimpíadas na Ásia; as ruas da capital japonesa viram também o primeiro bicampeão olímpico da maratona, o etíope Abebe Bikila; e a ginasta soviética Larysa Latynina tornou-se a maior ganhadora individual de medalhas, 12 no total (incluindo as que havia conquistado em Roma 1960).

Mas talvez nada tenha sido mais marcante nos Jogos de 1964 do que a cerimônia de abertura e o momento em que a pira olímpica foi acesa. Diante de um Estádio Nacional lotado e com muitos torcedores chorando, o jovem Yoshinori Sakai, nascido exatamente no dia em que a bomba destruiu a cidade de Hiroshima, entrou correndo na pista de atletismo, carregando a tocha olímpica. Com aquele gesto, ele homenageava às vítimas do holocausto nuclear e um apelo à paz mundial.

A foto que abre o post e o vídeo abaixo ajudam a explicar porque aquele 10 de outubro de 1964 foi tão especial:

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segunda-feira, 19 de maio de 2014 Imagens Olímpicas | 22:45

Exposição em SP traz duas mil peças ligadas ao esporte

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Tocha das Olimpíadas de Moscou 1980, que estará exposta na mostra "Esporte Movimento"

Tocha das Olimpíadas de Moscou 1980

Começa nesta terça-feira, na sede da Caixa Cultural São Paulo, na capital paulista, a exposição “Esporte Movimento”. A mostra é um prato cheio para quem é fanático por esportes, trazendo mais de duas mil peças ligadas às mais variadas competições e modalidades esportivas.

Com itens do acervo particular do ex-presidente da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo), Roberto Gesta de Melo, a exposição mostrará selos, moedas, troféus, tochas, fotografias, vídeos, medalhas e demais objetos ligados ao esporte. Uma das tochas utilizadas no revezamento da tocha das Olimpíadas de Moscou faz parte da mostra.

Nesta terça, apenas para convidados, a exposição estará aberta entre 11h e 13h30. Depois, irá funcionar de terça a domingo, das 9h às 19h, até o dia 20 de julho. A Caixa Cultural São Paulo fica na Praça da Sé 111, centro de São Paulo.

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domingo, 18 de maio de 2014 Imagens Olímpicas, Olimpíadas, Política esportiva | 13:04

Londres 2010 x Rio 2014: semelhanças e diferenças

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Um dos pontos abordados pela polêmica reportagem do diário londrino London Evening Standard no último dia 9, quando trouxe a informação de que o COI (Comitê Olímpico Internacional) estudava levar os Jogos de 2016 de volta a Londres, era a questão dos atrasos em várias obras de arenas esportivas do Rio de Janeiro para receber as Olimpíadas. Negada pelo próprio COI, a reportagem do jornal afirmava que a entidade mostrava temor pelo fato de apenas 10% da infraestrutura dos Jogos do Rio estaria pronta, faltando dois anos para o evento. Como comparação, o London Evenig Standard citava que Londres tinha a marca de 60% de obras finalizadas no mesmo período anterior às Olimpíadas de 2012.

Duas fotos abaixo retratam bem o momento do estágio de obras em Londres, em 2010, e no Rio, em 2014. É claro que apenas duas fotos não servem como parâmetro total de comparação – vale lembrar que a infraestrutura de transporte londrina ganha de goleada da que existe no Rio, e isso não é mostrado nas fotos. Da mesma forma, não é exibido o maior gargalo das Olimpíadas de 2016, o Complexo de Deodoro, que receberá nove modalidades e com licitações em andamento, mas cujas obras só deverão começar até o final do ano. Não foi à toa, portanto, a reclamação dos presidentes de federações internacionais e que motivaram uma espécie de intervenção do COI no comitê do Rio 2016.

De qualquer forma, a título de curiosidade, vale o registro: como estava o Parque Olímpico de Londres em 2010 e como está o Parque Olímpico do Rio de Janeiro, em 2014? Veja e tire suas conclusões.

Parque Olímpico de Londres – julho de 2010

 

Parte do Parque Olímpico de Londres, ainda em obras, há exatos dois anos antes das Olimpíadas

Parte do Parque Olímpico de Londres, ainda em obras, há exatos dois anos antes das Olimpíadas

Parque Olímpico do Rio de Janeiro – maio de 2014

 

Visão aéra do Parque Olímpico do Rio, em Jacarepaguá, feita em maio

Visão aéra do Parque Olímpico do Rio, em Jacarepaguá, em maio deste ano. Há muito o que fazer

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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014 Imagens Olímpicas, Jogos de Inverno, Olimpíadas, Vídeos | 14:37

Empresa faz homenagem às mães dos atletas de Sochi 2014

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A exemplo do que já tinha feito antes dos Jogos de Londres 2012, a P&G acaba de lançar uma campanha publicitária para as Olimpíadas de inverno, que serão realizadas em Sochi, na Rússia, a partir do próximo dia 7 de fevereiro. E novamente a empresa (uma das patrocinadoras oficiais do evento) teve as mães como o foco do comercial. O filme retrata a ajuda que estas mães deram aos atletas, desde bebês, passando por todo o processo de aprendizado que eles tiveram ao longo da carreira, com muitas quedas e machucados, culminando com a vitória em Sochi.

Assim como o comercial de 2012, o resultado foi emocionante. Vejam:

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