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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013 Ídolos, Isso é Brasil, Seleção brasileira | 14:03

As redes sociais invadiram o esporte. Para o bem e para o mal

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Poliana Okimoto e Jorge Zarif exibem os prêmios de melhores do ano

Poliana Okimoto e Jorge Zarif exibem os prêmios de melhores do ano

Em 2000, na pré-história da internet, a Fifa realizou uma eleição em seu site para incentivar a participação dos internautas em seu site, perguntando qual havia sido o maior jogador do século 20. Eis que a entidade acabou sendo pega de surpresa com o resultado da enquete, que apontou o argentino Diego Maradona – notório desafeto dos dirigentes da Fifa – como o eleito, e não Pelé, que era quem os cartolas queriam eleger. Para não jogar a credibilidade de seu site na lata do lixo, usaram uma esperta solução: Maradona ficou com o título de jogador escolhido pela internet, enquanto Pelé foi eleito após a votação de um juri especializado.

Puxo esse caso da memória para comentar o resultado da eleição do Prêmio Brasil Olímpico, que escolhe os melhores atletas do esporte do país, e cuja festa foi realizada nesta terça-feira, em São Paulo. Embora normalmente seja uma premiação sem surpresas, o evento de ontem causou um certo alvoroço ao ver o jovem velejador Jorge Zarif, que foi campeão mundial da classe Finn este ano, desbancar os favoritíssimos Cesar Cielo (natação) e Arthur Zanetti (ginástica artística), igualmente campeões do mundo em 2013. O que me deixou mais estarrecido, porém, foi a declaração de Zarif admitindo ter feito um pesado lobby entre colegas de faculdade, familiares, amigos e seguidores em suas redes sociais, para que votassem nele.

Nada contra quem faça campanha em causa própria. Se Zanetti ou Cielo não se preocuparam com isso, Zarif não tem nada a ver com isso. E  que fique claro, não há neste texto qualquer crítica ou tentativa de desmerecer o brilhante feito do velejador, o primeiro brasileiro campeão mundial da Finn desde 1972. Mas não consigo engolir uma eleição que não aponte Cielo ou Zanetti como melhor atleta olímpico do Brasil em 2013. Por isso, é de se questionar a validade do uso do voto pela internet para se apontar o melhor atleta do Brasil, como foi o caso.

Lembro também outra polêmica participação do “amigo internauta” neste mesmo Brasil Olímpico, quando a judoca Sarah Menezes – que havia sido bicampeã mundial junior na época – foi eleita a melhor atleta do ano, desbancando Poliana Okimoto (com justiça eleita campeã de 2013) e Natalia Falavigna, do taekwondo. Na época, o governo do Piauí fez um pesado lobby atrás de votos para Sarah, que levou o prêmio na ocasião. Mas será que merecia na época?

Não dá para ignorar a importância das redes sociais no esporte mundial, em particular no esporte olímpico. Hoje, o COI tem um canal dedicado exclusivamente às redes sociais, um aplicativo chamado “Olympic Athletes Hub”, onde o fã pode acompanhar simplesmente tudo sobre seu ídolo.É bacana, vale a pena conferir.

Usada com sabedoria, as redes sociais podem ajudar muito na divulgação dos esportes olímpicos. O contrário, contudom pode ter um efeito nocivo.

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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 17:19

Crise põe em risco projeto olímpico da Petrobras

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A remadora brasileira Fabiana Beltrame comemora no pódio, ao lado da filha, a medalha de ouro no Mundial de 2011, na Eslovênia

A remadora Fabiana Beltrame comemora, ao lado da filha, a medalha de ouro no Mundial de 2011, na Eslovênia

Quem acompanha este blog com alguma atenção certamente já leu posts com referência ao Projeto Petrobras de apoio ao esporte olímpico brasileiro, lançado em 2011. A ideia era fantástica: até 2016, data das Olimpíadas do Rio de Janeiro, a empresa de capital misto iria investir R$ 256 milhões em cinco modalidades pouco desenvolvidas no universo esportivo do Brasil: boxe, esgrima, levantamento de peso, remo e taekwondo. O objetivo final seria o de colocar o maior número de atletas em condições de brigar por medalhas nos próximos Jogos Olímpicos.

E logo no primeiro ano, dois excelentes resultados: as medalhas de ouro conquistadas por Fabiana Beltrame, no Mundial de remo, e a de Everton Lopes, no Mundial de boxe. Duas conquistas inéditas para o esporte olímpico brasileiro, que só reforçavam que o caminho do projeto estava certo. Ainda por cima, quem quem estava por trás na coordenação era Maria Paula Gonçalves, a Magic Paula, uma das maiores jogadoras da história do basquete brasileiro e mundial.

No comando do Instituto Passe de Mágica, ela se encarregava da distribuição direta dos recursos para os atletas destas cinco modalidades, seja para competições ou períodos de treinamento, sem que o dinheiro tivesse que passar pelos dirigentes. Um verdadeiro sentimento de independência financeira, pois a maioria absoluta das confederações dependia quase que exclusivamente na época de recursos oriundos da Lei Agnelo/Piva, com dinheiro das loterias, que é distribuída pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro).

Mas eis que esse projeto, que representava uma ajuda importantíssima e estes primos pobres do esporte brasileiro, está ameaçado de ver seu investimento diminuir drasticamente. Reportagem do jornal Folha de S. Paulo desta quarta-feira destacou que a Petrobras estuda diminuir a verba do projeto para 2014 de forma drástica. Inclusive tanto Paula quanto as cinco confederações envolvidas já teriam sido informadas. Na delegação brasileira que competiu nas Olimpíadas de Londres 2012, 21 atletas eram contemplados com verbas do programa.

>>> Relembre: Ouro inédito no boxe mostra que há vida além do COB

Procurada pelo blog, a Petrobras, em nota, negou que haverá corte no patrocínio às cinco modalidades em relação aos valores pagos neste ano, que chegam a um total de R$ 8,2 milhões. Ainda segundo a gerência de comunicação da empresa, o planejamento técnico das confederações para 2014 foi recebido pela companhia e pelo Instituto Passe de Mágica no último dia 29 de novembro. “Somente após esta etapa serão definidos os valores dos patrocínios, que podem, inclusive, ser maiores que os valores contratados em 2013”, concluí a nota.

O que a nota não explica é como que o mesmo investimento deste ano (R$ 8,2 milhões) , previsto para 2014, não pode ser considerado menor do que tudo o que foi investido nos três primeiros anos, cerca de R$ 40 milhões. E mais: ainda segundo a Folha, a própria Paula deu um número diferente da Petrobras contratado em 2013, que seria de R$ 15 milhões. E uma rápida passagem pelo noticiário econômico já mostra que a situação da Petrobras está longe de ser a mais confortável, com redução de 15% do lucro em comparação com 2012 e queda nas ações após o reajuste no preço dos combustíveis.

Pelo visto, os primos pobres do esporte olímpico brasileiro voltarão aos temos de menos fartura, justamente na fase decisiva da preparação para os Jogos Olímpicos de 2016.

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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013 Ídolos, Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Política esportiva, Seleção brasileira | 23:24

Uma reflexão sobre o desabafo de Esquiva Falcão

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Crédito: Daniel Ramalho/AGIF/COB

Esquiva Falcão comemora a conquista da medalha de prata nas Olimpíadas de Londres

Nesta última terça-feira, o boxeador Esquiva Falcão convocou uma entrevista coletiva em São Paulo, onde falou sobre sua estreia no boxe profissional. Após assinar contrato com a empresa Top Rank, a mesma que gerencia a carreria do peso médio filipino Manny Pacquiao, um dos ídolos da modalidade, ele já se prepara para fazer sua estreia no profissionalismo, entre janeiro e fevereiro de 2014, em combate que deve ser realizado nos EUA ou China.

Entre tantas incertezas, só se sabe de uma coisa: ao optar por tornar-se profissional, Esquiva Falcão abriu mão automaticamente de disputar as Olimpíadas de 2016, no Rio. Em Londres 2012, ele foi prata entre os médios.

O detalhe importante na entrevista coletiva, registrada pelo companheiro Maurício Nadal, do iG Esporte, foi a mágoa que Falcão demonstrou das autoridades brasileiras. Ele mostrou-se inconformado com a demora na liberação do Bolsa Pódio, programa criado pelo Ministério do Esporte e que auxilia na preparação dos atletas brasileiros para os Jogos de 2016, podendo pagar até R$ 15 mil/mês, de acordo com a classificação do atleta. “Não sei porque demorou tanto, gostaria de saber essa resposta”, afirmou o boxeador, que ainda acusou o Ministério de privilegiar outras modalidades, como atletismo, vôlei, basquete e judô, chamando-as de “queridinhas”.

Bem, a resposta que o boxeador brasileiro queria veio menos de 24 horas depois. Em longa nota (que pode ser conferida aqui), publicada em seu site, o Ministério do Esporte rebateu todas as reclamações do boxeador. De forma resumida, disse que o Bolsa Pódio segue um cronograma administrativo, com planos esportivos que precisam ser aprovados antes da liberação de verbas, disse que não privilegia nenhuma modalidade e que todos os planos esportivos do boxe (desde julçho deste ano) precisaram ser refeitos.

Isto posto, cabem algumas reflexões sobre o assunto:

1) Esquiva Falcão tem razão em reclamar na demora da liberação do Bolsa Pódio. É BUROCRACIA DEMAIS. Uma vez, ao comentar sobre isso com um funcionário do Ministério, escutei a seguinte reclamação: “Se não criamos as regras, vocês [jornalistas] dizem que não fiscalizamos o uso do dinheiro público. Quando criamos, dizem que é burocracia”. Eu respondi que a fiscalização precisa existir, óbvio, mas os recursos deveriam chegar aos atletas de forma mais rápida. Lembrem-se, faltam menos de três anos para o Rio 2016…E o programa foi lançado em setembro de 2012, pela presidenta Dilma Rousseff;

2) O Ministério do Esporte tem razão em boa parte de suas justificativas. Burocracia à parte, se as regras existem, precisam ser cumpridas. E se outras confederações as cumprem, por que seria diferente com o boxe? A lei precisa ser igual para todos (por mais que eu discorde dos critérios e demora para a liberação dos recursos);

3) A CBBoxe (Confederação Brasileira de Boxe) precisa se organizar melhor. Boa parte dos erros apontados nos projetos esportivos foram cometidos pela entidade. Além disso, integrantes do Ministério do Esporte tentaram por um bom tempo promover a paz entre a entidade e a boxeadora Adriana Araújo, cortada da seleção feminina no começo do ano, após desentendimentos com o presidente Mauro José da Silva. Por enquanto, nada feito.

O resultado de toda essa confusão é um belo prejuízo nas chances de conquista de medalhas para o boxe brasileiro nos Jogos de 2016.

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sábado, 30 de novembro de 2013 Ídolos, Isso é Brasil, Política esportiva | 15:10

‘Atletas pelo Brasil’ lança portal e leilão online

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Movimento "Atletas pelo Brasil agora terá um portal na internet

Movimento “Atletas pelo Brasil agora terá um portal na internet

Após ter tido participação fundamental na maior conquista esportiva do país neste ano (em minha modesta opinião), a assinatura da Medida Provisória 620/2013 (que entre outras coisas limita a somente uma reeleição o mandato de dirigentes de entidades esportivas que recebem verbas públicas), o movimento “Atletas pelo Brasil” irá lançar um portal de internet com o objetivo de se tornar a principal referência do esporte brasileiro.

Na próxima terça-feira, a partir das 10h, a presidente da entidade, a ex-jogadora de vôlei Ana Moser participará de uma entrevista coletiva no Esporte Clube Pinheiros, para explicar como será o funcionamento do portal Esporte pelo Brasil, que reunirá informações sobre as modalidades esportivas, atletas, eventos e pesquisas.

O portal também pretende fazer um monitoramento de indicadores e políticas públicas de esporte realizados no Brasil, o “Cidade do Esporte”. E os primeiros números divulgados fazem parte de um estudo com as 12 cidades-sede da Copa do Mundo 2014.

Além disso, o evento também marcará o início do “Lance pelo Esporte – Leilão Online”, com o objetivo de arrecadar recursos financeiros para o “Atletas pelo Brasil”, comercializando peças autografadas e experiências ao lado de grandes ídolos do esporte brasileiro, como Paulo André, Raí e Cafu (futebol), Ana Moser e Ida (vôlei), Cesar Cielo, Thiago Pereira e Gustavo Borges (natação), Hortência, Paula e Oscar (basquete), Rubens Barrichello (automobilismo) e Lars e Torben Grael (vela).

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terça-feira, 26 de novembro de 2013 Isso é Brasil, Olimpíadas, Política esportiva | 13:18

Reativação do Célio de Barros esbarra na burocracia

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O que restou do Célio de Barros, antes de ser poupado da destuição total pelo governador Sergio Cabral

O que restou do Célio de Barros, antes de ser poupado da destuição total pelo governador Sergio Cabral

Salvo de virar um belo estacionamento para os “reis dos camarotes” do remodelado Maracanã, muito por causa do temor do governador Sérgio Cabral diante dos protestos de junho, o estádio de atletismo Célio de Barros ainda não sabe quando voltará à ativa. Na verdade, sua reconstrução esbarra na velha e boa burocracia da máquina pública.

Ao contrário do vizinho Parque Aquático Júlio Delamare, que também escapou de ser demolido e tornou-se uma das sedes dos esportes aquáticos para os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio – o local receberá as competições da fase preliminar do polo aquático -, o Célio de Barros servirá, no máximo, como pista auxiliar de treinamento para os atletas durante as Olimpíadas. Mas independentemente de virar ou não um equipamento olímpico, a CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) conta com sua completa reforma para utilizá-lo em competições nacionais ou internacionais.

Relembre: Foi a ‘reflexão’  de Sérgio Cabral ou as pesquisas eleitorais que salvaram o Célio de Barros?

“Será necessário reconstruir o Célio de Barros. Só não derrubaram a arquibancada”, afirmou ao blog o presidente da CBAt, José Antonio Martins Fernandes, o Toninho. Segundo ele, o cenário atual do mais tradicional estádio do atletismo brasileiro é desolador. A reconstrução do Célio de Barros, porém, depende da liberação de verbas. De acordo com o secretário de esportes do Rio, André Lazaroni, o custo da reforma seria de R$ 10 milhões. O governo carioca solicitou uma ajuda ao Ministério do Esporte, que mostrou interesse em ajudar na reforma.

A liberação desta verba, contudo, depende do envio do projeto da reforma do estádio por parte do governo do Rio, para as devidas análises de engenharia e orçamento. Só então os recursos para a reconstrução do Célio de Barros estarão disponíveis. O prazo inicial previsto para a obra é de seis meses.

Enquanto a burocracia não termina, o Célio de Barros fica ali, quietinho em seu canto, esperando voltar a funcionar. Sabe-se lá quando.

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terça-feira, 19 de novembro de 2013 Ídolos, Isso é Brasil, Olimpíadas | 21:21

CBAt ainda sonha com etapa da Liga de Diamante no Brasil

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José Antonio Fernandes enviou pedido oficial à Oaaf para realizar a Liga Diamente no Brasil

José Antonio Fernandes enviou pedido oficial à Oaaf para realizar a Liga Diamente no Brasil

Segue muito vivo o sonho brasileiro de receber uma etapa da Liga de Diamante, o mais badalado e milionário torneio do atletismo mundial. Nesta terça-feira, o presidente da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo), José Antonio Martins Fernandes, o Toninho, confirmou que enviou uma carta à Iaaf (Associação das Federações Internacionais de Atletismo) solicitando que o Brasil receba uma das etapas da competição e ver de perto algumas das estrelas do atletismo mundial, como, por exemplo, o jamaicano Usain Bolt.

Se o pedido for aceito, a etapa da competição aconteceria apenas em 2015. A Liga e a Iaaf irão reformular o calendário no próximo ano, o que abriria a possibilidade de incluir uma nova prova, Mas a etapa brasileira, caso aconteça, iria substituir alguma já existente.

Duas ameaças aparecem para atrapalhar o sonho de Fernandes: a concorrência dos países árabes, que têm interesse em levar novas etapas para a região, e o local onde a prova aconteceria. Impossibilitado de usar o Engenhão, que está em reforma para as Olimpíadas do Rio, restaria ao Brasil organizar a etapa em São Paulo, no Estádio Ícaro de Castro Mello, no Ibirapuera.

>>>Em julho, CBAt já falava sobre a possibilidade do Brasil receber a Liga de Diamante. Confira

O custo para organizar o evento, segundo Toninho, seria entre US$ 3, 5 e US$ 4 milhões. Segundo o dirigente, as garantias finaceiras já estão asseguradas, graças aso patrocinadores da CBAt, além do apoio da TV Globo, que detém os direitos de transmissão das competições de atletismo no Brasil.

Enquanto não sabe se irá ou não receber a Liga de Diamante, a CBAt já tem confirmadas as realizações de duas etapas do Campeoanto Ibero-Americano de atletismo. Uma em São Paulo, em 2015, e outra em 2016, como evento-teste das Olimpíadas do Rio, no Engenhão. “Tem que ser no Engenhão, não há nem o que discutir”, disse Toninho.

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sexta-feira, 15 de novembro de 2013 Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 14:37

Esquiva também se torna profissional e abre crise no boxe

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Crédito: Daniel Ramalho/AGIF/COB

Esquiva Falcão comemora a conquista da medalha de prata nas Olimpíadas de Londres

Pelo jeito, não há Bolsa Pódio que sossegue o boxe olímpico brasileiro. Nesta sexta-feira, a seleção brasileira da modalidade sofreu mais um duro golpe, com a decisão de Esquiva Falcão em se tornar lutador profissional. Ele assinou contrato com a empresa Top Rank, a mesma que gerencia a carreira do peso médio filipino Manny Pacquiao, um dos maiores boxeadores da atualidade e que já foi campeão mundial em seis categorias diferentes. Há a possibilidade de Esquiva fazer sua estreia (provavelmente na categoria peso médio) já no começo de 2014.

A profissionalização de Esquiva, medalha de prata nas Olimpíadas de Londres 2012, é a terceira grande baixa na equipe olímpica do Brasil, que já perdeu outro representante da família Falcão, Yamaguchi, bronze em Londres e que também se profissionalizou, e Adriana Araújo, essa excluída da seleção feminina por problemas de relacionamento com Mauro José da Silva, presidente da CBBoxe (Confederação Brasileira de Boxe).

Simplesmente os três medalhistas do boxe do Brasil nas últimas Olimpíadas não disputarão os Jogos de 2016, no Rio de Janeiro. Não se trata de uma infeliz coincidência.

>>> VEJA TAMBÉM: Ministério do Esporte tenta acordo de paz entre CBBoxe e Adriana Araújo

O mais irônico é que Esquiva Falcão acabou de ganhar medalha (bronze) no último Campeonato Mundial e  estava incluído na relação dos três atletas que receberiam o Bolsa Pódio do Ministério do Esporte (ao lado de Everton Lopes e Robenilson de Jesus) a partir de 2014. Yamaguchi também fazia parte da lista, assim como Adriana também, se ainda estivesse na seleção. Se o caminho da profissionalização no boxe precisa ser encarado até com certa naturalidade entre os amadores, a saída dos principais boxeadores brasileiros da seleção merece ser vista com alguma atenção.

Seria bom que a CBBoxe sobre tudo isso, em pleno início de ciclo olímpico para os Jogos do Rio de Janeiro, para tentar proteger seus melhores talentos da tentação (mais do justa) de passarem a competir como profissionais. Ou então resolver seus problemas internos rapidamente.

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sábado, 9 de novembro de 2013 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas | 15:39

A 1.000 dias da abertura, Rio 2016 precisa de mais trabalho e menos festa

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Número 1.000 formado no Estádio Mangueirão, em Belém (PA),  por atletas que disputam os Jogos Escolares da Juventude

Número 1.000. referente aos dias que faltam parao Rio 2016, no Estádio Mangueirão, em Belém (PA), formado por atletas que disputam os Jogos Escolares da Juventude

Todo mundo adora uma efeméride. Se for com data redonda, então, aí é que a festa fica completa. Isto posto, é natural todo o barulho que está sendo feito neste sábado, quando faltam exatos 1.000 dias para a abertura das Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. Mas, a despeito da bonita foto comemorativa divulgada pelo comitê organizador dos Jogos (só não entendi direito o fato de ter sido feita no Mangueirão, em Belém, e não no Maracanã, por exemplo), o momento atual pede mais trabalho e menos festa.

Como bem lembrado por ótima reportagem do jornal Folha de S. Paulo neste sábado, o orçamento final dos Jogos de 2016 ainda não foi definido! Orçados em R$ 28 bilhões quando a candidatura brasileira venceu a eleição, em 2009, ele ainda não teve seus números definitivos anunciados. Só como comparação, os organizadores das Olimpíadas de Londres 2012 anunciaram o orçamento definitivo (R$ 37 bilhões) em 2007, dois anos antes do tal prazo dos 1.000 dias.

O Rio 2016 precisa ainda no tempo que resta para a abertura oficial acelerar (e muito) obras importantes. O ponto mais delicado nesta operação olímpico é o Complexo de Deodoro, que receberá uma quantidade significativa de m0dalidades, como esgrima, pentatlo moderno, hipismo (saltos, CCE e adestramento), ciclismo BMX e mountain bike, tiro esportivo e canoagem slalom. A licitação das obras nem foi feita ainda e a inauguração será somente no primeiro semestre de 2016.

E no próprio Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, há importantes instalações cujas obras nem saíram do papel, como a arena de handebol (que está em fase de licitação), que deve ficar pronta apenas no segundo semestre de 2015, e o centro aquático (com licitação prevista para ocorrer em 2014), que precisa estar erguido até o primeiro trimestre de 2016.

É muita coisa pra pouco tempo, convenhamos.

Isso tudo só torna as tolas bravatas de Eduardo Paes, ao dizer que o Rio deixará Barcelona 1992 no chinelo, ainda mais patéticas.

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sexta-feira, 8 de novembro de 2013 Com a palavra, Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Seleção brasileira | 16:36

¿Por qué no te callas, Paes?

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“Vamos deixar Barcelona no chinelo”

Peguei emprestado um comentário feito pelo colega Fábio Aleixo, do Lance!, para dar título ao post que trata da (mais uma) pérola disparada pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, durante cerimônia nesta sexta-feira, na inauguração do Mirante do Parque Olímpico. Talvez empolgado pela cerimônia ou pela data comemorativa deste sábado, quando irão faltar exatos 1.000 dias para a abertura dos Jogos Olímpicos de 2016, Paes mais uma vez atacou os que colocam em dúvida o sucesso do evento e ainda se superou, ao menosprezar simplesmente as Olimpíadas de Barcelona 1992.

O prefeito Eduardo Paes é só otimismo para os Jogos de 2016

Eduardo Paes é só otimismo para os Jogos de 2016

Ao dizer que o Rio de Janeiro irá “deixar Barcelona no chinelo”, Eduardo Paes primeiro comete uma indelicadeza imperdoável com uma cidade que foi sede olímpica; em segundo, demonstra ignorância total da própria história das Olimpíadas da Era Moderna. Sob todos os aspectos, os Jogos de Barcelona podem ser considerados insuperáveis e a partir desse paradigma, é preciso muito cuidado para não criar falsas esperanças ou erros crassos de análise.

Esportivamente falando, Barcelona 1992 foi um sucesso. Para início de conversa, foi a primeira edição olímpica, desde Moscou 1980, sem que ocorresse qualquer boicote por motivos políticos. Todas as nações convidadas pelo COI (Comitê Olímpico Internacional) compareceram. Além disso, foi a edição olímpica em que o COI abriu suas portas ao profissionalismo. Assim, a maior equipe em esportes coletivos de todos os tempos, o time de basquete dos EUA, deu um show, com Michael Jordan, Magic Johnson, Larry Bird & Cia.

Foi em Barcelona que vimos brilhar o fenômeno russo da natação Alexander Popov, ouro nos 100 e 200 m livre, bem como foi na capital da Catalunha que a primeira negra africana ganhou um ouro no atletismo, a etíope Deratu Tulu, nos 10.000 m. Também em Barcelona que o ginasta bielorusso Vitaly Scherbo, então competindo pela CEI (Comunidade dos Estados Independentes), ganhou nada menos do que seis medalhas de ouro, quatro no mesmo dia! Para o esporte brasileiro, foram os Jogos em que brilharam a seleção masculina de vôlei e o judoca Rogério Sampaio, ambos campeões olímpicos, e o nadador Gustavo Borges, com sua medalha de prata nos 100 m livre.

Em termos de legado, Barcelona 1992 foi um completo sucesso, pois contou com apoio maciço da população, não teve incidentes, construiu lindas instalações e serviu para revitalizar áreas da cidade que estavam degradadas e que se tornaram importantes pontos turísticos depois dos Jogos.

E qual o contexto do Rio 2016 com tudo isso e a tola bravata de Paes?

Bem, seria loucura de minha parte dizer que o Rio de Janeiro não poderá superar Barcelona em termos de organização, até porque não tenho bola de cristal. Até mesmo os avanços de tecnologia que o mundo terá entre os 24 anos que irão separar as duas edições podem contribuir para isso. Sempre gosto de lembrar que em Barcelona houve um incrível erro na final dos 100 m de Gustavo Borges, que mesmo tendo tocado na placa ao completar a prova não teve o tempo registrado. Todo mundo no Parque Aquático Bernart Picornell tinha visto que o brasileiro havia sido o segundo colocado. Depois de muita tensão e discussão, a medalha de prata foi confirmada.

RELEMBRE: Três anos para o Rio 2016. Temos motivos para festejar?

Muita coisa joga a favor do Rio, como a própria experiência que será adquirida (para o bem e para o mal) na organização da Copa do Mundo de 2014. Porém, seria de bom tom que o nobre prefeito admitisse que existe ainda MUITA COISA a ser feita na cidade, tanto nas obras esportivas, de infraestrutura (Vila Olímpica) e também de mobilidade urbana, essa sim o grande perigo que pode ameaçar o sucesso dos Jogos de 2016. Sem contar outros “pequenos problemas”, como o descredenciamento do Ladetec, único laboratório do Brasil apto para realizar controle de dopagem pela Agência Mundial Antidoping ou o atraso preocupante nas obras do Complexo Esportivo de Deodoro, que já despertou inclusive relatórios secretos do próprio COI cheios de “pontos vermelhos” ao comitê organizador brasileiro.

Em resumo, uma boa dose de humildade não faria mal a ninguém, caro Eduardo Paes.

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terça-feira, 5 de novembro de 2013 Ídolos, Isso é Brasil, Seleção brasileira | 18:06

Ministério do Esporte tenta acordo de paz entre CBBoxe e Adriana Araújo

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Adiana Araújo comemora vitória em luta que lhe garantiu o bronze em Londres

Adiana Araújo comemora vitória em luta que lhe garantiu o bronze em Londres

Às vésperas do anúncio dos atletas do boxe que serão contemplados pelo programa Bolsa Pódio neste ano – Everton Lopes, Esquiva Falcão e Robenílson de Jesus – o Ministério do Esporte tenta, em outra trincheira, evitar um desfalque importante na equipe brasileira que irá competir nas Olimpíadas do Rio, em 2016. Desligada oficialmente desde abril da seleção brasileira, Adriana Araújo, que foi medalha de bronze na categoria até 60 kg nos Jogos de Londres 2012 (a primeira do país na modalidade desde os Jogos da Cidade do México, em 1968) está em guerra aberta com o presidente da CBBoxe (Confederação Brasileira de Boxe), Mauro José da Silva.

Pessoas dentro do Ministério tentam de qualquer forma promover uma espécie de “cachimbo da paz” entre a CBBoxe e Adriana. O objetivo é não enfraquecer a equipe feminina que se prepara para os Jogos de 2016, especialmente com uma atleta que é considerada uma das melhores do mundo na modalidade. Mas está difícil que uma das partes dê o primeiro passo em direção a algum tipo de reconciliação. Várias reuniões foram realizadas, em São Paulo e Brasília, porém todas sem resultado positivo.

>>> RELEMBRE: Boxe feminino brasileiro vive clima de guerra

Após os Jogos de Londres, Adriana fez pesadas críticas a Mauro, acusando-o de ter tentado tirá-la da seleção antes do Pré-Olímpico. Já o dirigente argumentou que a atleta foi displicente ao se reapresentar acima do peso no início desta temporada e se recusar a treinar em São Paulo, preferindo treinar em Salvador, com seu técnico Luiz Carlos Dórea.

A intransigência pode tirar do boxe brasileiro uma de suas maiores chances de medalha nas Olimpíadas do Rio.

 

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