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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014 Ídolos, Isso é Brasil | 18:32

O drama de Maurren e a “vida real” do esporte brasileiro

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Maurren Maggi está buscando uma forma de arrecadar fundos para continuar treinando

Maurren está buscando uma forma de arrecadar fundos para continuar treinando

Ignore o fato de que o efeito inexorável do tempo é cruel. Deixe de lado que, aos 37 anos, ela já vive o ocaso de sua carreira esportiva. Mas não dá para conceber que a saltadora Maurren Maggi, que  foi a primeira mulher brasileira do atletismo a conquistar uma medalha de ouro (em Pequim 2008, no salto em distância), precise apelar para uma “vaquinha virtual” para conseguir se manter na ativa.

Nesta sexta-feira, todos os portais de internet noticiaram com destaque a campanha iniciada pela atleta, através do sistema de “crowdfunding”, para arrecadar R$ 100.000,00 nos próximos cem dias. Para isso, basta o torcedor ou empresário entrar no site da campanha e escolher a quantia com a qual deseja participar. Até às 18h desta sexta-feira (28/2), Maurren já havia arrecadado R$ 6.182,00.

Maurren alega que está sem patrocínio desde 2013 e que precisa deste valor para financiar toda sua fase de treinamentos nesta temporada, pois os valores que recebe da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) e de um patrocinador não conseguem bancar estas despesas. A atleta diz que ainda sonha com a chance de representar o Brasil nas Olimpíadas do Rio, em 2016.

Esse triste caso de Maurren Maggi represente o “Brasil real” do esporte brasileiro, bem distante daqueles dos planos Bolsa Pódio, Lei Agnelo/Piva e todos os outros programas de ajuda oficial aos atletas de ponta, que se preparam para os Jogos Olímpicos. E estamos falando de alguém que tem no currículo uma medalha de ouro olímpica, além de três ouros em Jogos Pan-Americanos. Mas vem se tornando comum outros casos de “vaquinhas ” pela internet para apoio a atletas do Brasil.

No ano passado, o iG Esporte contou a história de Élora Pattaro, que chegou a disputar as Olimpíadas de Atenas 2004 e foi apontada como uma das promessas da esgrima do Brasil, criando um programa de “crowdfunding” para pagar um estágio de treinos na Europa. Mas existem outras ações semelhantes, como a do movimento “Apoie um Atleta“, para auxiliar atletas a se classificarem aos Jogos de 2016, e o “SalveSport“, para financiar atletas e projetos esportivos, como o da professora Katia Rúbio, que está produzindo o “Memórias Olímpicas por atletas Olímpicos Brasileiros”, traçando o perfil de TODOS os brasileiros que disputaram os Jogos Olímpicos.

A vida no “Brasil real” do esporte é muito mais difícil do que querem nos fazer engolir.

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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014 Isso é Brasil, Seleção brasileira | 22:32

Erros acumulados de 25 anos explicam a crise do basquete

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Carlos Nunes deverá anunciar mudanças na CBB nesta quarta

Nunes deverá anunciar mudanças na CBB nesta quarta

Acuada pelas duras cobranças  da Fiba (Federação Internacional de Basquete) e Ministério do Esporte, atolada em dívidas e sem perspectivas a curto prazo, a CBB (Confederação Brasileira de Basquete) não teve outra alternativa a não ser capitular. Conforme relatou ao iG o secretário de alto rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser, nesta quarta-feira o presidente da entidade que comanda o basquete brasileiro, Carlos Nunes, deverá anunciar profundas mudanças na gestão da modalidade. Um profissional de mercado para atuar na administração da CBB será apenas uma das novidades prometidas.

Porém, quem acompanhou o basquete brasileiro com um pouco mais de atenção nos últimos 25 anos, não deve ficar nada surpreso com tudo o que está acontecendo.

Em pouco mais de duas décadas, o que mais se viu foram gestões atrapalhadas na CBB, desde o períoodo em que Renato Brito Cunha foi o presidente, entre 1989 e 97, passando pelos 13 anos de mandato de Gerasime Boziks, o Grego, até desembocar no complicado período de Carlos Nunes, que está no poder desde 2009. Com raras exceções, marcadas por conquistas importantes e históricas – o título mundial de 1994, a medalha de prata em Atlanta 1996 da seleção feminina, além do bom quinto lugar da seleção masculina em Londres 2012 -, o basquete brasileiro vem sendo sinônimo de incompetência gerencial, dentro e fora das quadras.

Ou alguém já se esqueceu que a seleção masculina ficou 15 anos sem conseguir uma classificação olímpica? Ou sobre as inúmeras deserções em convocações no masculino, independentemente do técnico no comando? E a recusa de um jogador mediano, como o armador Nezinho, em entrar em quadra em pleno Pré-Olímpico de 2007, deixando o técnico Lula com cara de bobo? E ainda a recusa de uma jogadora talentosa, porém extremamente individualista como Iziane em voltar à quadra no Pré-Olímpico de 2008, peitando Paulo Bassul? E a máquina de moer técnicos na seleção que ocorreu na passagem de Hortência como diretora do basquete feminino?

Isso para falar apenas de ALGUNS dos problemas de quadra. Porque fora delas  vimos patrocinadores (de clubes e da seleção brasileira) fugirem para outras modalidades (vôlei e atletismo), dívidas se acumularem ao longo de anos e mesmo com uma quantidade de recursos públicos como nunca se viu, a CBB chegou a uma situação em que mal consegue se manter ativa. A Fiba deu o sinal de alerta – com um certo atraso, diga-se de passagem – no útimo final de semana, tendo o Ministério do Esporte como parceiro nas reclamações. O resultado disso foi o constrangedor encontro desta terça-feira, no qual até mesmo o ministro Aldo Rebelo participou.

Se quiser manter as chances de cumprir uma bela campanha e – porque não? – sonhar em subir ao pódio daqui a pouco mais de dois anos, nas Olimpíadas do Rio, é bom que Carlos Nunes tenha compreendido perfeitamente o que lhe foi passado em Brasília nesta terça-feira. Ou coloca sua entidade nos eixos ou entrará para a história da mesma forma que seus antecessores, como um dos responsáveis em manchar a história rica e vencedora do basquete brasileiro.

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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014 Isso é Brasil | 19:44

O que se deve (ou não) festejar no novo estatuto do COB

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Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB

Nuzman, foi reeleito em 2012 para mais um mandato no COB, mas não se sabe quando deixará a entidade

Na última terça-feira, o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) anunciou por meio de comunicado à imprensa mudanças no estatuto da entidade, realizado durante sua  Assembleia Geral. O texto do comunicado dizia que “o novo Estatuto do COB é uma evolução natural do desenvolvimento dos esportes olímpicos no Brasil e permitirá maior dinamismo no gerenciamento do esporte”.

Eufemismos à parte, o COB está chegando com relativo atraso à nova regulamentação do esporte olímpico do Brasil. No dia 17 de setembro, foi aprovado pelo Senado a MP 620/2013, que limita a apenas uma reeleição sem sair do cargo o mandato dos dirigentes de entidades esportivas que recebem verbas públicas. No dia 18 de outubro, a presidente Dilma Rousseff sancionou a MP, que altera a Lei Pelé. A aprovação da lei contou com um intenso trabalho da entidade Atletas pelo Brasil, que tem o apoio de vários ídolos do esporte do país e é comandada pela ex-jogadora de vôlei Ana Moser.

Este fato, o mais importante do esporte brasileiro em 2013, na opinião do blogueiro, tem como principal objetivo terminar com os verdadeiros feudos que se instalaram em algumas confederações esportivas, COB incluso, que tem como presidente Carlos Arthur Nuzman desde 1995 e reeleito para mais quatro anos em 2012.

Entre as alterações no estatuto, o COB está limitando o mandato do presidente a quatro anos, com apenas uma reeleição e incluiu o presidente da Comissão de Atletas Olímpicos na Assembleia Geral. E o que isso significa? Muito pouco, para não dizer nada.

Primeiro, porque o próprio COB não sabe dizer se a última reeleição de Nuzman já se enquadra de acordo com a nova lei. Há divergências até mesmo entre juristas. Por isso, o atual dirigente que teoricamente deveria deixar o cargo em 2020, poderá permanecer no poder até 2024. Segundo ponto que mostra a pouca utilidade destas mudanças é dizer que os atletas terão poder de voto, como afirma a entidade em seu comunicado. Apenas o presidente da Comissão de Atletas poderá votar (atualmente este cargo é de Emanuel Rego, do vôlei de praia) e duvido que este atleta, que foi colocado no cargo por influência do COB, irá votar contra qualquer interesse da atual diretoria.

Resumo da ópera: comemore as mudanças no estatuto do COB, mas com moderação.

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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014 Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 22:42

Novela entre CBBoxe e Adriana Araújo tem novo capítulo

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Adiana Araújo comemora vitória em luta que lhe garantiu o bronze em Londres

Adiana Araújo comemora vitória em luta que lhe garantiu o bronze em Londres

Será nesta quarta-feira, na sede do Ministério do Esporte, em Brasília, a reunião em que poderá ser sacramentada a paz entre a CBBoxe e a lutadora Adriana Araújo, primeira brasileira a conquistar uma medalha (bronze na categoria até 60 kg) no boxe feminino olímpico, em Londres 2012. Desde o ano passado, o Ministério tenta articular um acerto entre a entidade e Adriana, que entraram em rota de colisão ainda nas Olimpíadas.

Mesmo tendo conquistado um resultado inédito e histórico, Adriana Araújo não economizou nas críticas ao presidente da CBBoxe, Mauro José da Silva, acusando-o de ter tentado tirá-la da seleção feminina antes do Pré-Olímpico. Em abril do ano passado, a lutadora foi excluída da equipe feminina, sob alegação de estar acima do peso e demonstrar indisciplina com os treinadores.

SAIBA MAIS SOBRE O BOXE OLÍMPICO DO BRASIL

>>> Boxe feminino brasileiro vive clima de guerra
>>> Ministério do Esporte tenta acordo de paz entre CBBoxe e Adriana Araújo
>>> Esquiva também se torna profissional e abre crise no boxe

A reunião desta quarta-feira, que deverá começar por volta das 15h, no gabinete do secretário de alto rendimento do Ministério, Ricardo Leyser, será a terceira desde que a crise começou. Desta vez, parece que Adriana Araújo está disposta a ceder em algumas posições que antes pareciam irredutíveis. Ela, por exemplo, exigia treinar em Salvador, sob o comando de Luiz Carlos Dórea, e não treinar com o restante da equipe, em São Paulo.

Resta saber se o presidente da CBBoxe também irá recuar de sua decisão de não mais aceitar Adriana na seleção. Para o ministério, a presença da lutadora é importante no projeto brasileiro de conquistar o maior número de medalhas possíveis nos Jogos Olímpicos do Rio 2016 e terminar no top 10 do quadro de medalhas.

Importante lembrar que mesmo fora da seleção brasileira feminina há quase um ano, Adriana Araújo ainda é a terceira colocada no ranking mundial da Aiba (Associação Internacional de Boxe Amador) na categoria até 60 kg.

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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014 Isso é Brasil, Jogos de Inverno, Olimpíadas | 13:54

Polêmica dos trenós do bobslead do Brasil não foi inútil

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Um dos trenós do Brasil para os Jogos de Sochi, já com a pintura pronta

Um dos trenós do bobslead do Brasil para os Jogos de Sochi, já com a pintura pronta

Eis que nesta quinta-feira apareceu a imagem dos trenós da equipe brasileira de bobslead que irão competir nas Olimpíadas de inverno de Sochi 2014 pintados e prontos para entrar na pista. Ficou bonito, vamos reconhecer! Os próprios atletas se encarregaram de “envelopar”, como eles mesmos se referem à tarefa de pintar e preparar os trenós para a competição, terminando com a péssima imagem deixada pela equipe brasileira ao fazer o reconhecimento da pista, quando ainda usou o trenó com as cores de Mônaco (de quem foram comprados) e com parte da pintura descascada. Um péssimo cartão de visitas, em minha opinião.

Assim como vários internautas, que deixaram comentários raivosos em um post anterior no qual critiquei a atitude da equipe em entrar na pista em Sochi com o trenós naquelas condições – embora compreenda as dificuldades de um país sem tradição alguma neste esporte em chegar para um evento de alto nível como os Jogos Olímpicos -, integrantes da delegação brasileira também ficaram indignados.

Integrantes da equipe do Brasil "envelopam" um dos dois trenós que serão usados em Sochi

Integrantes da equipe do Brasil “envelopam” um dos dois trenós que serão usados em Sochi

Em entrevistas ao canal Sportv, dadas em dias diferentes, o presidente da CBDG (Confederação Brasileira de Desportos no Gelo), Emílio Strapasson, e o piloto do bobslead masculino, Edson Bindilati, demonstraram revolta com as críticas que surgiram. “A gente conhece muito trenó bonito que não está aqui”, afirmou Strapasson. “A gente não veio pra mostrar trenó bonito desde o começo. Viemos primeiro para reconhecer a pista e nem sabíamos se estávamos classificados até três semanas atrás. E demora para pintar o trenó, não é de um dia para o outro”, justificou Bindilati.

VEJA M AIS SOBRE SOCHI 2014

>>> No estilo “Jamaica Abaixo de Zero”, Brasil paga mico em Sochi
>>> Começou a briga por medalhas do esporte mais bacana das Olimpíadas de Sochi
>>> Conheça os locais de competição de Sochi 2014

Compreensível a indignação dos dois, mas a polêmica em torno do “trenó detonado” do Brasil está muito longe de ser inútil. Mesmo se tratando de uma equipe sem qualquer tradição ou chance de brigar por medalhas, os brasileiros jamais deveriam fazer sua primeira aparição pública com um trenó sem as cores do país e com uma aparência tão ruim. Não é uma preocupação somente com a estética, mas tem a ver com a própria organização do esporte brasileiro. E se a equipe ainda precisava garantir classificação para competir nas Olimpíadas, mais um motivo para que o tal trenó tivesse sido adquirido com mais antecedência e surgisse em condições mais apresentáveis.

Do contrário, a chance de virar motivo de chacota internacional é grande demais.

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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014 Isso é Brasil, Jogos de Inverno, Olimpíadas | 15:56

No estilo “Jamaica Abaixo de Zero”, Brasil paga mico em Sochi

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Atletas brasileiros treinam com o trenó "detonado" na pista em Sochi

Atletas brasileiros treinam com o trenó “detonado” na pista em Sochi

Oficialmente, os Jogos Olímpicos de inverno de Sochi começarão amanhã, sexta-feira – embora algumas provas eliminatórias de patinação artística, snowboard slopestyle e esqui freestylle feminino tenham sido realizadas ainda nesta quinta-feira. E antes mesmo da chama olímpica ser acesa no Fisht Olympic Stadium, local das cerimônias de abertura e encerramento das Olimpíadas, já se sabe que o Brasil protagonizou um belo vexame em terras russas.

Na quarta-feira, os atletas brasileiros do bobslead realizaram o primeiro treino na pista do Sanki Sliding Center, local que receberá as provas da modalidade a partir do próximo dia 16. E qual não foi a surpresa quando treinaram com um trenó ainda com as cores de Mônaco (de onde foram comprados três deles, a R$ 52 mil cada um), mas com uma péssima aparência, tendo inclusive a pintura descascada em vários pontos.

VEJA MAIS SOBRE SOCHI 2014:

>>> Empresa faz homenagem às mães dos atletas de Sochi 2014
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Ninguém aqui está cobrando que o Brasil tenha equipamentos de primeiro mundo para competir no bobslead nas Olimpíadas de inverno. Mal temos neve por aqui, vale lembrar. Um trenó de primeiro nível, que pode ser comparado a um carro de Fórmula 1, chega a custar o equivalente a R$ 260 mil. Até os Jogos de Turim 2006, os brasileiros competiam com trenós alugados. Estes que foram comprados de Mônaco, têm quatro anos de uso. Ainda assim, é no mínimo bizarro que os integrantes da CBDG (Confederação Brasileira de Desportos no Gelo) tenham permitido a entrada do time brasileiro na pista para fazer um treino de reconhecimento com um trenó “detonado” daquele jeito.

Infelizmente, a primeira impressão é a que fica em muitas ocasiões. Nesta quarta-feira, o Brasil lembrou mais os integrantes do filme “Jamaica Abaixo de Zero, sucesso na década de 90, que contou a história de uma inusitada equipe jamaicana de bobslead, que chegou para as Olimpíadas de inverno de 1988, em Calgary (Canadá) esbanjando simpatia e também muito amadorismo.

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sábado, 18 de janeiro de 2014 Isso é Brasil, Jogos Sul-Americanos, Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 22:04

Mesmo sem estrelas do Mundial, handebol acerta ao trazer seleção para o Brasil

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A central Mayara estará na fase de treinamentos no final do mês, em São Bernardo do Campo

A central Mayara, campeã mundial em dezembro, na Sérvia, estará na fase de treinamentos no final do mês, em São Bernardo do Campo

O handebol feminino do Brasil começa 2014 disposto a surfar na onda das glórias do inédito título mundial, obtido em dezembro do ano passado, na Sérvia, e acerta na mosca na iniciativa. Para não deixar a modalidade cair no esquecimento do torcedor, a CBHb (Confederação Brasileira de Handebol) decidiu fazer uma fase de treinamentos a partir do próximo dia 26, em São Bernardo do Campo (SP). O período de treinamentos irá se encerrar com um amistoso contra a República Dominicana, no dia 2 de fevereiro, na mesma cidade. Apenas quatro das 16 jogadoras campeãs do mundo estarão presentes e nem o técnico dinamarquês Morten Soudbak estará presente, mas este é o menor dos problemas, pode ter certeza.

Esporte que ainda está longe de ser considerado popular no país, o handebol precisa aproveitar todas as oportunidades para conseguir reforçar sua marca. E fará isso justamente na cidade onde será inaugurado um centro de treinamento de alto rendimento, provavelmente ainda este ano. Além disso, aproveitará o período de treinos para observar novas jogadoras e iniciar a preparação para os Jogos Sul-Americanos de Santiago (CHI), em março.

Lembrem-se que o time campeão do mundo tem uma média de quase 27 anos, mas as principais jogadoras, como Alexandra Nascimento, Deonise e Dani Piedade, já passaram dos 30 anos. O processo de renovação precisa começar logo, de olho não nos Jogos de 2016, no Rio de Janeiro, mas em 2020, em Tóquio.

Por isso, se você vibrou e comemorou o título da seleção feminina diante da Sérvia, naquele histórico 22 de dezembro de 2013, pode aproveitar a oportunidade para prestigiar a nova geração do handebol do Brasil. As campeãs mundiais que estarão nesta fase de treinamento são Mayara, Amanda, Deborah Hannah e Elaine. O time será comandado pelo assistente técnico Alex Aprile.

Confira abaixo as convocadas para o período de treinos em São Bernardo do Campo:

Goleiras: Ariadne Tomaz Moreira (Metodista/São Bernardo-SP), Flávia Vidal (Santo André-SP) e Jéssica Silva de Oliveira (Supergasbras/UNC/Concórdia-SC).

Armadoras: Amanda de Andrade (Supergasbras/UNC/Concórdia-SC), Juliana Malta Varela de Araújo (MKS Zaglebie Lubin – Polônia), Patricia Batista da Silva (Toulon Saint-Cyr Var Handball-França) e Patricia Diane de Jesus (FADENP/São José dos Campos-SP).

Centrais: Deborah Hannah Pontes Nunes (Metodista/São Bernardo-SP), Isabella Ansolin (Supergasbras/UNC/Concórdia-SC), Mayara Fier de Moura, Patricia Matieli Machado (Liga Itapeviense de Handebol-SP).

Pontas: Agda Gonçalves Pereira (Supergasbras/UNC/Concórdia-SC), Célia Costa Coppi (Metodista/São Bernardo-SP), Daise de Oliveira Souza (Associação de Handebol de Umuarama-PR), Dayane Pires da Rocha (Esporte Clube Pinheiros-SP) e Fernanda Barbosa Vaz (Santo André-SP).

Pivôs: Elaine Gomes Barbosa (Associação Cultural e Esportiva Força Atlética-GO), Fernanda Rigo Marques (Associação de Handebol de Umuarama-PR), Regiane dos Santos Silva (Metodista/São Bernardo-SP) e Tamires Morena Lima de Araújo (Supergasbras/UNC/Concórdia-SC).

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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014 Isso é Brasil | 19:17

Com o Laureus, já são cinco os eventos esportivos que o Rio abriu mão nos últimos meses

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Michael Phelps foi um dos vencedores do Laureus 2013, realizado no Rio

Michael Phelps foi um dos vencedores do Laureus 2013, realizado no Rio

Pegou muito mal para a imagem do Rio de Janeiro a notícia de que a cidade abriu mão de organizar a edição 2014 do prêmio Laureus, considerado o “Oscar” do esporte mundial e que tinha sido realizado na capital fluminense em 2013 (saiba mais aqui). Pior ainda foi saber que a Fundação Laureus – que ajuda crianças carentes em todo o planeta através do esporte – cobra da cidade uma dívida de quase R$ 26 milhões pelo evento do ano passado. A confirmação da desistência foi feita pelo governo do estado do Rio, via Diário Oficial.

O Laureus não é um prêmio qualquer. Em 2013, por exemplo, o nadador Michael Phelps foi um dos premiados. Além do lamentável calote, o Rio trouxe ainda uma dor de cabeça extra à Fundação Laureus, que precisa correr para descolar um local para a edição deste ano, que inclusive corre o risco de ser cancelada. Que beleza!

Com a decisão de não organizar o prêmio Laureus, o Rio de Janeiro alcança a marca de cinco eventos esportivos internacionais que a cidade abriu mão. Antes, a “Cidade Olímpica” desistiu de abrigar as etapas das Copas do Mundo de tiro esportivo e pentatlo moderno, o Athina Onassis de hipismo e a Soccerex, uma feira internacional de futebol.

Trata-se de um “case de sucesso” de imagem, só que não!

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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014 Histórias do esporte, Ídolos, Isso é Brasil, Listas, Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 19:03

Uma breve reflexão sobre números e medalhas

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Seleção feminina de handebol comemora a conquista do inédito título mundial na Sérvia

Seleção feminina de handebol comemora o inédito título mundial na Sérvia

Neste primeiro post de 2014, creio ser ainda ser necessário comentar sobre um fato que acabou passando batido por aqui no final do ano recém-encerrado: a campanha dos esportes olímpicos do Brasil em 2013, que cravaram o melhor desempenho do país no primeiro ano pós-olímpico desde 2000. Graças aos diversos mundiais que estiveram em disputa na última temporada, o Brasil conseguiu um total de 27 medalhas em modalidades presentes no programa olímpico, feito nunca antes alcançado. Antes disso, a melhor marca havia sido alcançada em 2005, um ano após as Olimpíadas de Atenas 2004, com 11 medalhas.

Destas 27 medalhas, oito delas foram de ouro, a última delas conquistada de forma brilhante pela seleção feminina de handebol, campeã mundial diante da Sérvia, em dezembro. Os demais ouros de 2013 vieram com César Cielo (natação – 50 m livre); Arthur Zanetti (ginástica artística – argolas); Rafaela Silva (judô – 57 kg); Jorge Zarif (vela – classe Finn); Robert Scheidt (vela – classe Laser); Poliana Okimoto (maratonas aquáticas – 10 km); e vôlei feminino (Grand Prix).

Diante do ótimo resultado, tanto o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) quanto o Ministério do Esporte – um dos principais financiadores do esporte olímpico nacional, através do Bolsa Atleta e Bolsa Pódio, entre outros convênios – trataram de enaltecer o feito, lembrando em comunicados à imprensa que o Brasil terminou 2013 no oitavo lugar em um hipotético quadro de medalhas envolvendo as competições olímpicas no ano passado. Coincidentemente, o resultado está dentro da meta estabelecida, tanto pelo COB como pelo Ministério, para as Olimpíadas de 2016, no Rio, quando se espera que o país termine os Jogos entre os dez primeiros.

>>> Leia ainda: O dia em que o handebol deixou de ser ‘pé de página’ no Brasil

Mas por uma questão de padronização, esse 8º lugar deveria ser tratado como um 10º lugar. Antes da minha justificativa, uma rápida historinha olímpica…

A extinta União Soviética fez sua estreia em Olimpíadas nos Jogos de Helsinque, em 1952. Em plena Guerra Fria com os Estados Unidos, os soviéticos queriam aproveitar sua primeira participação olímpica para também fazer propaganda do regime comunista. E em sua Vila Olímpica particular (a delegação não quis se misturar com os demais atletas) os dirigentes da URSS instalaram na entrada um quadro onde computava as medalhas que eram conquistadas por seus atletas, em comparação às dos americanos. Era o primeiro quadro de medalhas da história das Olimpíadas. A partir de então, a imprensa passou a publicar listas com o total de medalhas conquistadas a cada edição dos Jogos. Mas essa é uma classificação extra-oficial.

Se você procurar no site do COI (Comitê Olímpico Internacional), não irá encontrar qualquer quadro de medalhas, pois a entidade considera apenas os campeões olímpicos de cada prova. Não sou hipocritamente purista como os nobres membros do COI e considero natural que a imprensa crie uma forma de classificar os ganhadores de medalhas nos Jogos Olímpicos. Porém, é bom deixar claro que oficialmente essa classificação não existe.

>>> Veja também: Mundial de Barcelona coinsagra Cielo, Thiago e Poliana, mas também merece uma reflexão

Os quadros de medalha olímpicos têm em geral sua classificação feita pelo tipo de medalha conquistada: primeiro, ouro, depois a prata, em seguida o bronze e por fim o total de medalhas. Mas é claro que os critérios mudam de acordo com o gosto do freguês. Assim ocorreu com vários veículos de comunicação dos EUA, que começaram a fazer a classificação de seus quadros pelo total de medalhas de Pequim 2008, justamente quando os ouros chineses deixaram as conquistas americanas para trás. No final, a China teve 51 ouros (100 no total) e os EUA faturaram 36 ouros (e 110 no total).

Volto a reforçar: para o COI, essa classificação não tem a menor importância!

No quadro de medalhas olímpicas de 2013 do COB, o critério usado é pelo total de medalhas obtidas. Assim, Japão (dez ouros), Coréia do Sul e Hungria (nove ouros cada um) aparecem atrás do Brasil, que levando em conta a classificação habitualmente adotada pela mídia, ficaria atrás destes três países, mas ainda assim estaria à frente da Austrália ( sete ouros no ano passado), que no quadro original ficou à frente do Brasil.

>>> E mais: O esporte do Brasil merece um campeão como Arthur Zanetti?

Como diz o título do post, o objetivo foi fazer com que uma pequena reflexão seja feita diante dos excelentes resultados obtidos pelos atletas brasileiros no ano que passou. Estamos no caminho certo, mas muito longe ainda de poder apontar o país como uma “potência olímpica”, como alguns mais fanáticos podem pensar.

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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013 Imprensa, Isso é Brasil, Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 20:23

Após a festa, o handebol precisa olhar para o futuro

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O técnico dinamarquês Morten Soubak está bem preocupado com o futuro do handebol brasileiro

O dinamarquês Morten Soubak (esq.) está bem preocupado com o futuro do handebol brasileiro

Passada a emoção da conquista histórica e a primeira leva de homenagens (mais do que merecidas, diga-se de passagem), é necessário que o handebol brasileiro tenha a tranquilidade necessária para avaliar o resultado efetivo da conquista do título mundial feminino neste domingo, na Sérvia. E nada melhor do que iniciar essa reflexão tomando como base uma declaração do competente e consciente dinamarquês Morten Soubak, treinador da equipe brasileira, publicada pelo portal AHE! nesta segunda-feira.

“Do jeito que está, não vai mudar nada. Estamos totalmente dependentes das meninas que estão na Europa. Não é por causa do que é feito no Brasil que estamos aqui. Nem um pouco. Se o Brasil daqui a três anos produzir cinco, oito jogadoras, beleza. Mas eu quero ver o Brasil produzir um time inteiro que vá para a seleção adulta”

Fala com muita propriedade o dinamarquês, que dirige a seleção feminina desde 2009, mas que chegou para trabalhar no Brasil em 2001. Ou seja, com 12 anos “de casa”, ele sabe muito bem como a banda toca por aqui. Se hoje exaltamos (com justiça) os feitos das heroínas do handebol, é bom não esquecer que boa parte deles devem-se ao importante intercâmbio que quase a totalidade das jogadoras (13 das 16 convocadas) adquiriram atuando na Europa. A própria presença de Soubak é fruto deste intercâmbio vitorioso.

Por aqui, os jogos das ligas nacionais (masculina e feminina) são vistos por uma minoria (familiares e amigos), com pouquíssima exposição nos canais de esporte e nos jornais e sites esportivos. Será que isso vai mudar com este título mundial?

A outra parte da declaração de Soubak também merece ser analisada com cuidado. A média de idade da seleção campeã mundial não é elevada demais, 26,3 anos. Mas as principais jogadoras da seleção estão longe de serem consideradas novatas: a capitã Fabiana, a Dara, tem 32 anos; Alexandra, a melhor do mundo em 2012, também tem 32; Dani Piedade está com 34 anos; a goleira Mayssa Pessoa está com 29; Deonise completou 30 anos. A melhor do Mundial, a armadora Duda Amorim, tem 27, mesma idade da central Mayara.

Ou seja, se não fizer um trabalho urgente de renovação, essa geração vitoriosa que emocionou o Brasil no último domingo certamente viverá seu canto do cisne nas Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

Que as pessoas que comandam o handebol brasileiro estejam cientes de que a hora de olhar para o futuro da modalidade, é agora.

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