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Arquivo da Categoria Isso é Brasil

quinta-feira, 28 de abril de 2011 Isso é Brasil, Olimpíadas | 23:38

E se acabar a luz na cerimônia de abertura?

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Estádio do Engenhão quase às escuras, atrasando o início de Fluminense x Libertad

O jogo do Fluminense contra o Libertad pela Copa Libertadores, nesta quinta-feira, começou com mais de uma hora de atraso. Motivo: falta de luz no estádio João Havelange, o Engenhão, no Rio de Janeiro. Em menos de uma semana, foi a segunda vez que a arena ficou sem energia elétrica e atrasou o andamento de uma partida. A outra foi o jogo semifinal da Taça Rio, entre Fluminense e Flamengo, no último domingo.

O Engenhão será um dos equipamentos esportivos que serão utilizados nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio.

Ainda nesta quinta-feira, o Jornal Nacional, da “TV Globo”, mostrou imagens impressionantes da entrada do Maracanã completamente alagada pelas fortes chuvas que atingiram a cidade na terça-feira. O setor das bilheterias estava com água quase na altura dos guichês.

O Maracanã será palco das cerimônias e abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio.

Não se trata aqui de fazer um discurso contrário à organização das Olimpíadas do Brasil. Por mim, os Jogos não aconteceriam aqui, pois praticamente as mesmas pessoas que organizaram o superfaturado Pan de 2007 estão na organização da Rio-16. Mas com a decisão do COI (Comitê Olímpico Internacional) em tornar o Rio a primeira cidade da América do Sul a receber as Olimpíadas, resta colocar mãos à obra e trabalhar. A sensação, contudo, é que não se está trabalhando tão bem assim.

Uma comissão do COI está na cidade para vistoriar o andamento das obras de estrutura que o Rio está fazendo. E todos ficaram preocupados com a consequência da chuvarada. As autoridades cariocas logo fizeram discursos tranquilizadores, afirmando que todas as intervenções urbanas necessárias serão feitas a tempo.

O problema é esse: é muito discursinho, muita conversinha, muita ação demagógica dos políticos e pouca solução prática. E digo isso em relação a todas as esferas governamentais (Federal, Estadual e Municipal). Os políticos brasileiros não se deram conta do tamanho da responsabilidade em organizar eventos do porte de uma Olimpíada ou de uma Copa do Mundo, que ocorrerá antes, em 2014.

Organizar os Jogos Olímpicos é, sem dúvida, a maior glória alcançada pelo Brasil, um país no qual só o futebol importa, esportivamente falando, para a grande maioria das pessoas. Não se pode desperdiçar a oportunidade de fazer desta grande festa um exemplo que será lembrado por gerações de torcedores. Mas já pensou se a lembrança que ficará para a eternidade for a falta de luz no Maracanã em plena cerimônia de abertura dos Jogos?

Já passou da hora dos políticos ficarem fazendo discursos demagógicos. Eles precisam botar a mão na massa, e rápido. Ninguém quer ver o Brasil pagando mico diante dos olhos do mundo. Mas que as chuvas e falta de luz dos últimos dias no Rio de Janeiro são preocupantes, ah, isso são!

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terça-feira, 19 de abril de 2011 Isso é Brasil, Pan-Americano, Seleção brasileira | 22:43

Chegou, mas não levou

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Samuel de Bona ficou com a segunda vaga brasileira no Pan e no Mundial

O post abaixo, que tratava sobre a participação dos brasileiros na Maratona Aquática Internacional de Santos, está quase 100% correto. De fato, Victor Colonese teve uma chegada emocionante e decidida apenas no videoteipe, que lhe rendeu o 19º lugar. Mas ao contrário do que foi informado anteriormente, Colonese não está classificado para os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara.

Em uma confusão que envolveu desconhecimento dos atletas com regulamentos e falha na comunicação da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos), a Maratona de Santos, que integra o circuito da Copa do Mundo de maratonas aquáticas, serviu somente para confirmar as vagas do Brasil no Pan de Guadalajara. Segundo a supervisora técnica de maratona aquática da entidade, Christiane Fanzeres, já estava definido desde o final do ano passado as mudanças de critérios.

“A CBDA publicou de forma urgente um boletim no final de 2010 (nº 398/10) explicando que a Maratona de Santos teria sua data modificada e com isso modificaríamos também os critérios para a convocação do Mundial de Xangai e, por tabela, do Pan de Guadalajara”, explicou Fanzeres. Segundo a supervisora da CBDA, ficou acertado que no feminino, Poliana Okimoto e Ana Marcella Cunha estavam previamente classificadas para as duas competições, em razão de seus desempenhos na última temporada. Já as vagas no masculino seriam definidas após uma competição realizada em São Bernardo do Campo, no final de janeiro deste ano.

Aí que toda a confusão começou. Os atletas alegam que disputaram a prova do último domingo achando que valia vaga para o Pan, o que não era verdade. Christiane Fanzeres diz que explicou a situação para Victor Colonese ao final da Maratona de Santos. “Falei que o boletim de dezembro de 2010 já mostrava as mudanças nas regras das seletivas e que não poderíamos fazer nada”, afirmou.

Para complicar ainda mais, o dono da segunda vaga na equipe brasileira em Xangai e em Guadalajara (a primeira ficou com Allan do Carmo) é Samuel de Bona, que no final de 2010 foi punido por doping e pegou dois meses de suspensão. Bem a tempo de disputar a polêmica prova de São Bernardo, que classificou os atletas masculinos. Em Santos, Bona ficou bem atrás de Colonese na classificação.

Legalmente, a CBDA está correta, publicou um boletim em seu site explicando os critérios de convocação para duas importantes competições em 2011 com um bom período de antecedência. Não dá para contestar. Contudo, isso não diminuí sua falha ao não saber transmitir todas estas modificações de forma clara e precisa para todos os atletas. A confusão deste último domingo comprova isso.

Clareza nas regras. Um dia os dirigentes brasileiros irão entender o real significado desta frase.

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quinta-feira, 7 de abril de 2011 Imprensa, Isso é Brasil, Seleção brasileira | 08:27

Vitória contra o preconceito. Mas a luta só começou…

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Michael sofreu com as ofensas homofóbicas da torcida em Minas Gerais

Um golaço a reportagem da colega Aretha Martins com o central Michael, do Vôlei Futuro, que admitiu ao iG Esporte ser homossexual, após ouvir insultos homofóbicos da torcida do Sada/Cruzeiro, válida pelas semifinais da Superliga masculina de vôlei.

A coragem de Michael foi notável, ainda mais pelo fato do esporte ser um meio ainda muito preconceituoso, tal qual a sociedade como um todo. Mas, sinal dos tempos, a revelação do jogador do Vôlei Futuro causou menos barulho do que a feita pelo falecido Lilico, em 1999 assumiu ser gay e que por causa disso acreditava que não era convocado pelo então técnico da seleção brasileira, Radamés Lattari.

Aí é que mora o perigo do corajoso gesto de Michael. Ser discriminado não por sua condição sexual (o que por si só seria o fim da picada), mas por ficar marcado como um atleta que não tem medo de se posicionar. Que o vôlei brasileiro saiba reconhecer isso como uma qualidade em Michael e não como um problema.

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quarta-feira, 6 de abril de 2011 Isso é Brasil, Olimpíadas, Pan-Americano, Seleção brasileira | 17:06

Hóquei brasileiro precisa mais do que acordos

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Presidente do COB, Carlos Nuzman, comemora acordo de cooperação com a FIH. Mas será que isso basta?

O COB (Comitê Olímpico Brasileiro) anunciou nesta terça-feira um acordo de cooperação com a FIH (Federação Internacional de Hóquei) para o desenvolvimento da modalidade no Brasil. Segundo nota divulgada pelo COB, um planejamento elaborado entre a entidade, a FIH e a CBHG (Confederação Brasileira de Hóquei na Grama) tem como principal objetivo “inserir o hóquei sobre grama do Brasil nas principais competições internacionais a fim de proporcionar maior experiência para a modalidade”.

Muito bem. É claro que se deve louvar a intenção do COB em tentar desenvolver um esporte que praticamente não existe no país, especialmente se levarmos em conta que todos os países que organizam competições poliesportivas (como Olimpíadas e Pan-Americanos) participam de todas as modalidades. E se tem algo que o Brasil necessita urgentemente é aprender a jogar hóquei na grama.

Só assim, com muito aprendizado, a seleção brasileira da modalidade irá escapar de vexames como os protagonizados no Pan-Americano do Rio, em 2007. Na ocasião, a seleção masculina cumpriu uma campanha bisonha, com cinco derrotas em cinco partidas disputadas, sofrendo 57 gols e marcando somente um. E ainda conseguiu levar um 8 a 0 das Antilhas Holandesas, que pasmem, estão atrás do Brasil no ranking mundial (46º na última lista, enquanto os brasileiros ocupam “orgulhosamente” a 38ª).

É muito bonito políticos e cartolas ficarem alardeando aos quatro ventos que o Brasil está caminhando para se transformar numa potência olímpica. Eu não acho isso, muito pelo contrário. E a própria situação de penúria do hóquei de grama nacional confirma isso. Há muito trabalho pela frente.

Não será apenas assinando um simpático acordo de cooperação com a FIH que irá mudar esta situação a curto prazo. E se bobear, nem a médio prazo.

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domingo, 3 de abril de 2011 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 20:22

Final feliz na ginástica artística

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Reunião entre representantes do governo do Paraná e do grupo empresarial que salvou o Cegin de fechar as portas


Depois de estar ameaçado de fechar as portas
, por conta do final de repasse de verba de patrocínio da Caixa Econômica Federal pela CBG (Confederação Brasileira de Ginástica), houve um final feliz para as meninas que treinam no Centro de Excelência de Ginástica (Cegin), em Curitiba. O local, que durante o último ciclo olímpico foi base para a preparação da seleção brasileira permanente da modalidade, e que acabou tendo fundamental importância nos resultados internacionais obtidos por Daniele Hypólito e Daiane dos Santos, entre outras ginastas, estava ameaçado de fechar, por não contar mais com os cerca de R$ 400 mil necessários para sua manutenção. Mas uma reunião na última semana conseguiu evitar o pior.

De acordo com reportagem publicada pelo jornal “Gazeta do Povo”, de Curitiba, um acordo firmado entre o governo do Paraná e o grupo privado LiveWright, que tem o empresário João Paulo Diniz como um de seus sócios, acertaram a parceria, cujos valores não foram divulgados, mas que devem girar em torno de pelo menos R$ 400 mil anuais, tomando-se por base os valores que os dirigentes do Cegin divulgaram para a manutenção do centro de treinamento.

Vale lembrar que treinam em Curitiba quatro integrantes da seleção brasileira: Harumy de Freitas, Priscila Coelho, Bruna Leal e Ethiene Franco, que estariam seriamente prejudicadas para manter sua carreira em alto nível no caso de fechamento do Cegin.

O objetivo, além de manter o que já existe, é investir pesado na formação de novos atletas, de olho nas Olimpíadas de 2020, ainda sem local definido. Enquanto o governo estadual se comprometeu a melhorar a atual estrutura do Cegin, o grupo LiveWright irá investir na contratação de profissionais especializados para o desenvolvimento da ginástica artística e criar novos centros de excelência para descobrir talentos. Há planos de investir também em outras modalidades, como ciclismo e canoagem. O projeto completo será anunciado em maio.

Cada vez mais me convenço que o caminho para o desenvolvimento do esporte brasileiro de base – e como consequência de alto rendimento -passa pela necessidade da criação de projetos como este, sem a tutela de confederações, onde os interesses políticos falam mais alto do que os esportivos, na grande maioria dos casos.

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sábado, 2 de abril de 2011 Isso é Brasil, Seleção brasileira | 14:49

O que acontece com o tribunal da CBAt?

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Maria Zeferia Baldaia: apesar do doping, recebeu apenas uma "advertência" da CBAt

Falta bom senso, para não dizer coisa pior, aos nobres juristas que comandam a CDN (Comissão Disciplinar Nacional), órgão de primeira instância da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo). Depois de surpreendentemente apenas advertir a revelação Geisa Arcanjo, campeã mundial juvenil do arremesso do peso em 2010, eis que repetiram a polêmica decisão nesta semana e “premiaram” a fundista Maria Zeferina Baldaia, campeã da São Silvestre de 2001, também com uma advertência.

Como tem sido padrão nestes casos, a atleta – que tem uma linda história de superação, por ter sido boia-fria durante uma parte de sua vida – alegou que usou um medicamento que continha a substância acetazolamida para tratar de um inchaço no joelho. Disse inclusive que tudo não passou de uma fatalidade. E talvez sensibilizados, os legisladores da CBAt lhe deram somente uma advertência.

Menos mal que também nesta última semana, o tribunal penalizou José Alessandro Bagio, corredor de marcha atlética, em dois anos de suspensão, por uso de anabolizante.

Não me consta que casos de doping combinem com a complacência dos tribunais e tem ficado evidente que a CBAt adota dois pesos e duas medidas nestas situações, como aliás já comentei em um post anterior. Até por conta do escândalo vergonhoso da equipe Rede, em 2009, quando vários atletas foram flagrados, a CBAt tinha a obrigação de ser implacável em sua decisão.

Doping é doping, não importa se de uma grande revelação ou de uma atleta que já caminha para o final de sua carreira. A punição é a maior arma ao combate ao doping.

E para provar que as decisões da CBAt são, pelo menos, contestáveis, a Anad (Agência Nacional Antidoping) recorreu da decisão do caso Geisa Arcanjo, exigindo uma pena mais dura.

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sexta-feira, 1 de abril de 2011 Isso é Brasil | 17:57

A TV no esporte: o lado bom e o lado ruim

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Antes de mais nada, já aviso que não quero invadir a praia da colega Aretha Martins, que cobre com competência o dia a dia do vôlei aqui no iG Esporte e em seu blog, o Mundo do Vôlei. Mas não dá pra passar incólume o verdadeiro absurdo cometido nesta quinta-feira, em uma partida válida pela Superliga Feminina. O Vôlei Futuro sofreu, mas derrotou o Macaé por 3 sets a 1 e se classificou para a semifinal. O problema é que, por exigência da televisão, a partida começou às 21h45 e terminou, pasmem, a 0h18min de sexta-feira!

Fico imaginando o que o público – por sinal muito bom, diga-se de passagem – que compareceu ao ginásio do Macaé deve ter pensando ao ver que a partida avançava para o começo da madrugada e nada de terminar. E quem tinha trabalho ou faculdade no dia seguinte? Certamente esta pessoa irá pensar duas vezes em comparecer a uma partida de vôlei. E o pior é que estes horários esdrúxulos, sempre por exigência do Sportv, que detém os direitos de transmissão do campeonato, se repetiram frequentemente ao longo do campeonato.

Ninguém aqui é louco para questionar a importância da parceria da televisão no esporte olímpico do Brasil. Ainda mais em um país onde impera a monocultura esportiva e que represa a maioria absoluta dos recursos de verbas de publicidade para o futebol. Mas tudo tem um limite e como os dirigentes são incompetentes para obter outras fontes de recurso, acabam fechando os olhos para situações ridículas como a de um jogo de vôlei terminando quase meia-noite e meia, em pleno dia de semana.

A TV faz o papel dela. Comprou o evento e pode colocá-lo no horário que lhe for mais conveniente. A audiência estará lá, quem gosta de vôlei, basquete ou tênis (só para citar três modalidades que têm eventos transmitidos pelo Sportv) irá assistir, não importa se o jogo começar às 17h, 20h ou 23h. Mas não se pode dizer que os executivos da TV possuam bom senso. Ninguém de bom senso marca um jogo de vôlei para começar às 21h45. Da mesma forma que os cartolas que comandam as modalidades não podem deixar de reconhecer sua fraqueza e dependência total ao dinheiro pago pelas emissoras. Sem esta grana, muitas destas modalidades estariam na pior.

Para um país que vai organizar as Olimpíadas daqui a cinco anos, o aspecto educacional esportivo é algo que não pode ser deixado de lado. E que tal começarmos a educar as pessoas a gostar de esporte, marcando os eventos para um horário em que todos possam acompanhá-lo, sem com isso atrapalhe suas vidas?

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sábado, 26 de março de 2011 Isso é Brasil, Seleção brasileira | 07:38

Dois pesos e duas medidas

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Lourival do Nascimento Libaneo disputou em 15 de agosto de 2010 a prova “10 Milhas Garoto”, na cidade de Vila Velha, no Espírito Santo. Só que ele não competiu “limpo’, ou seja, estava dopado, tanto que foi flagrado pelo exame antidoping, pelo uso da substância Menfertamina.

Suspenso preventivamente pela CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo), Libaneo apresentou suas justificativas, que não foram aceitas pela entidade.  O atleta abriu mão do direito de fazer a análise da contraprova (Amostra B). Na última quinta-feira, foi julgado pela Comissão Disciplinar Nacional da CBAt e pegou dois anos de suspensão.

Geisa Arcanjo, no Mundial Juvenil de 2010, quando foi pega no doping

Agora, vejamos o caso de Geisa Arcanjo. A arremessadora de peso paulista, de apenas 18 anos, ganhou as manchetes duas vezes em 2010: a primeira, por ter conquistado uma inédita medalha ouro feminina para o Brasil no Mundial juvenil, realizado no Canadá; a segunda, por ter sido flagrada no exame antidoping, feito no dia da prova, pelo uso da substância Hidroclorotiazida.

Geisa perdeu a medalha de ouro e foi suspensa preventivamente. Só que ao contrário de Lourival Libaneo, teve um final feliz. Seu caso foi julgado dois dias antes pelo tribunal da CBAt e a atleta levou a pena mínima e recebeu apenas uma advertência. Sim, levou uma bela bronca e está liberada para competir, possivelmente até mesmo nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em outubro.

O atletismo brasileiro vem sofrendo com os inúmeros casos de doping há anos. O seu pior momento foi em 2009, às vésperas do Mundial de Berlim, quando um escândalo envolvendo a equipe de velocistas da equipe Rede, de Bragança Paulista, que culminou com a suspensão de cinco atletas e a eliminação dos técnicos Jayme Netto e Inaldo Sena do esporte. Outros vários casos vem ocorrendo, boa parte em provas de rua, o que mostra que a entidade está muito longe de vencer a guerra contra o doping.

Aí, eis que surgem dois casos como os de Geisa e Lourival Libaneo, com decisões opostas. A CBAt usou critérios diferentes e fez uma grande lambança. Doping é doping! Não importa que a atleta utilizou uma substância para emagrecer e garantiu que não tinha a intenção de melhorar sua performance.

Como diz o advogado e blogueiro Alberto Murray, ex-integrante da assembleia geral do COB e do CAS (Corte Arbitral do Esporte), os dirigentes da CBAt preferiram passar a mão na cabeça de Geisa Arcanjo, ao invés de aplicar a punição devida (dois anos de gancho), e assim poupar um dos raros talentos que surgiram nos últimos anos.

Neste caso, a CBAt pisou na bola. E feio.

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