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Arquivo da Categoria Isso é Brasil

quarta-feira, 25 de maio de 2011 Isso é Brasil | 23:04

Nada justifica o "bullying" do judô

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Jigoro Kano teria ficado indignado com as barbaridades feitas contra Lucas Ribeiro

Se você der uma busca no santo Google, descobrirá que a definição de judô é “modo suave” ou “caminho da suavidade”. Pois nada disso parece significar alguma coisa para alguns integrantes do Projeto Futuro, agora chamado Centro de Excelência Esportiva, no complexo esportivo do Ibirapuera. Com certeza o criador do judô, Jigoro Kano, ficaria horrorizado com as atrocidades cometidas contra o garoto Lucas Gongora Ribeiro, de apenas 16 anos, que relatou ter sido vítima de trotes e humilhações pelos atletas veteranos que também integram o Centro de Excelência.

Ninguém aqui é ingênuo a ponto de achar que não existe trote no esporte. Isso é normal, até natural, em equipes de diversas modalidades. No vôlei, por exemplo, um dos castigos “publicáveis”, por assim dizer, é fazer com que os novatos na seleção brasileira sejam os responsáveis em carregar o carrinho com as bolas, para o aquecimento da equipe, em treinos e jogos. Mas estes “rituais de passagem” existem em todo lugar. O que não dá é extrapolar todos os limites do bom senso.

O diretor do Conjunto Constâncio Vaz Guimarães, o coronel Luiz Flaviano Furtado, apresentou alguns argumentos que quase me fizeram cair da cadeira, para justificar atitudes “normais”, como lavar o quimono de todos os demais judocas, agressão com ripas de madeira e depilação à força.  “Em qualquer atividade militar, sempre existe a hierarquia. O mais antigo tem certa precedência sobre os mais novos. Ele falou de lavar quimono. Entre os militares, os mais novos geralmente engraxam os coturnos dos mais antigos”, explicou o coronel Furtado.

Engraçado, achei que o Centro de Excelência preparava atletas e não sobreviventes de deploráveis cenas de bullying esportivo. Lá foram formados alguns dos grandes ídolos olímpicos brasileiros, como Aurélio Miguel, Maurren Maggi, Thiago Camilo e Henrique Guimarães.

Tomara que o jovem Lucas Ribeiro consiga esquecer o que estes pseudo-judocas fizeram com ele. Do contrário, o esporte brasileiro corre o risco de perder um talento, por pura imbecilidade alheia.

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Imprensa, Isso é Brasil | 12:22

Basquete brasileiro pode trocar tradição por dinheiro

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Jogadores do Brasília comemoram o bi do NBB. A partir de 2012, só um jogo na final

Muito bacana a final da terceira edição do NBB (Novo Basquete Brasil), encerrada nesta terça-feira com a vitória do Brasília sobre o Franca, que fechou a série decisiva em 3 a 1, marcando 77 a 68 no jogo realizado no ginásio Nilson Nelson. Mais de 18 mil pessoas fizeram a festa do time da casa, que com justiça comemorou o bicampeonato.

Em busca do ressurgimento, após anos amargando o limbo, com três ausências seguidas dos Jogos Olímpicos, o basquete masculino brasileiro caminha razoavelmente bem. Só que os dirigentes da Liga Nacional de Basquete, que organizam o NBB, podem atrapalhar bastante esta caminhada se realmente colocarem pra valer a intenção de fazer a decisão do campeonato em jogo único, a exemplo do que já faz a Superliga de vôlei. Uma estupidez, que contraria toda a tradição do basquete, além de ser tecnicamente uma aberração.

A respeito desta ideia idiota, motivada apenas pelos trocados que a televisão paga ao descapitalizado basquete brasileiro, escrevi a respeito em janeiro deste ano, em meu antigo blog, que reproduzo abaixo:

“A Liga Nacional de Basquete (LNB) acaba de assumir que o que importa mesmo é o dinheiro. Sim, a grana, bufunfa, pois foi por causa dele que a próxima edição do Novo Basquete Brasil, o NBB (aliás, o campeonato vai pra quarta edição e os caras ainda querem chamar de “Novo”) será decidido em um jogo único, atendendo a um pedido da TV Globo, que detém os direitos de transmissão do campeonato.

De acordo com Kouros Monadjemi, presidente da LNB e diga-se de passagem, um homem sério e dedicado na função de comandar a Liga, a decisão é puramente financeira. “Os clubes estão com dificuldades financeiras, dependem das prefeituras e de patrocinadores. Se tivermos que comprometer um pouco a parte técnica para isso, nós iremos fazer isso”. O dirigente ainda disse que a Globo não aceitaria transmitir as finais em TV aberta se a decisão continuasse ocorrendo em melhor de cinco jogos.

O maior absurdo desta decisão é que se optou em dar um bico na tradição e coerência técnica, em troca de uma exposição que não resolverá os problemas do basquete brasileiro. Esta modalidade, que já foi a segunda na preferência do torcedor do país, está pagando por anos de incompetência da CBB (Confederação Brasileira de Basquete). Não me parece que mudando a fórmula de disputa a situação irá mudar, nem mesmo a médio prazo.

E cá entre nós: este dinheiro tão comemorado por Monadjemi para os falidos clubes brasileiros ainda é muito pouco. A Globo, que passa competições esdrúxulas na sua programação dominical pela manhã, teria a a obrigação de passar ao menos um jogo por semana. Mas como hoje o basquete brasileiro é um produto de segunda categoria e que nem mesmo consegue se classificar para as Olimpíadas, paga e oferece o que tem. Falido,o basquete aceita sem pestanejar.

E para provar a burrice e estupidez desta decisão da LNB, lembro aqui que as principais ligas de basquete do mundo fazem suas decisões em playoffs com cinco jogos ou mais. A ACB, da Espanha, é em melhor de cinco; a Lega Basket, da Itália, em melhor de sete; a Liga Nacional de Basquet, da Argentina, em melhor de sete; e a NBA, nos EUA define seu campeão em melhor de sete partidas.

Será que todo mundo está errado e só o basquete brasileiro, com seus cofres vazios, está certo? Eu acho que não.”

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terça-feira, 24 de maio de 2011 Com a palavra, Isso é Brasil, Olimpíadas, Pré-Olímpico | 21:36

Competência do Japão assegurou a Copa do Mundo de vôlei

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O Yoyogi National Stadium, durante a Copa do Mundo de vôlei de 2007

“Sempre tivemos confiança no povo japonês e na família do vôlei japonês para superar as dificuldades causadas pelos desastres naturais e pela lamentável radiação nuclear”


Trecho do comunicado da FIVB (Federação Internacional de Vôlei), assinado pelo presidente da entidade, Jizhong Wei, confirmando a realização da Copa do Mundo de vôlei no Japão, entre os dias 4 de novembro e 4 de dezembro deste ano, em evento que será classificatório para as Olimpíadas de Londres de 2012.

Uma grande prova de confiança da FIVB na capacidade de organização japonesa em poder receber mais uma vez a competição, repetindo o que já faz desde 1977. Isso para um país devastado por um terremoto, seguido de um tsunami, além de sofrer um desastre nuclear.

Trata-se de um tapa na cara dos dirigentes brasileiros, que não conseguem erguer suas arenas ou ginásios para a Copa do Mundo de 2014 ou para as Olimpíadas de 2016 sem a sombra de superfaturamentos ou desorganização habitual destas bandas.

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segunda-feira, 16 de maio de 2011 Isso é Brasil, Pan-Americano | 22:43

E as confusões envolvendo o Pan-2007 não acabam…

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Cerimônia de abertura do Pan 2007. Evento ainda é alvo de ações na Justiça

Incrível como não se coloca um fim às polêmicas envolvendo os Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007. Ainda bem que tem gente que não deixa que se esqueçam os absurdos com o dinheiro público cometidos naquele Pan. E vem aí uma Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos de 2016. Olho aberto, gente!

MPF processa ex-ministro por aluguel superfaturado da Vila do Pan

Agnelo Queiroz, Co-Rio, construtora e dirigentes da Caixa e do COB são réus

Da asssessoria de comunicação social da Procuradoria da República no Rio de Janeiro

O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro moveu ação contra o ex-ministro do Esporte, Agnelo Queiroz (atual governador do DF) e o vice-presidente do Comitê Organizador do Jogos Rio-2007 (Co-Rio) e Comitê Olímpico Brasileiro (COB), André Gustavo Richer, e outros quatro réus por superfaturamento no aluguel antecipado da Vila do Pan por dez meses. Também respondem à ação civil pública e de improbidade administrativa o ex-presidente da Caixa, Jorge Eduardo Mattoso, o ex-secretário de Esporte de Alto Rendimento, André Almeida Cunha Arantes, o Co-Rio e a construtora Agenco (em nome da coligada Pan 2007 S.A.).

Na ação, o MPF relata que o custo do aluguel de 1.490 apartamentos da Vila do Pan cresceu 62% sobre o orçamento inicial (de R$15,4 milhões, pelo valor de mercado, para R$ 25 milhões), como demonstra relatório do Tribunal de Contas da União (TCU). Os réus estão sujeitos às penas fixadas na lei de improbidade administrativa: ressarcimento do dano, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos, pagamento de multa e proibição de contratar temporariamente com o poder público.

A ação, proposta pelo procurador da República Édson Abdon Filho, tramita na 21ª Vara Federal do Rio de Janeiro (processo 0006132-212011.4.02.5101). Queiroz, Arantes, Richer e o Co-Rio cometeram improbidade ao se omitirem na fiscalização do uso de verbas públicas e Mattoso não tinha justificativa legal para permitir o pagamento de R$ 25 milhões à Pan 2007, beneficiada por enriquecimento ilítico.

“Não se pode aceitar que um ex-ministro e um ex-secretário nacional validem o custo de um objeto, que foi estipulado por empresa coligada da beneficiária do repasse, sem, ao menos, verificarem outras avaliações, mais condizentes com os reais valores de mercado. E quando essa avaliação é corroborada pelo ex-presidente da Caixa, contrariando um laudo de análise de engenharia feito por servidores da própria empresa pública federal da qual ele é o chefe, fica clara a intenção de lesar os cofres públicos em benefício de terceiro”, afirma o procurador da República Edson Abdon Filho.

De acordo com a Caixa, o aluguel mensal foi fixado entre R$1.100 (apto. de 41m2) e R$ 3.300 (147m2). Um laudo do próprio banco, citado no relatório do TCU, alerta, porém, que “todas as metodologias utilizadas, a da Caixa, do Cofeci, da Ademi/RJ e a de remuneração de capitais sinalizam um valor de aluguel médio inferior ao efetivamente pago mediante o Convênio”. O TCU assinala ainda que foi de 82% a maior taxa de ocupação, ocorrida entre 3 de julho e 21 de agosto.

Veja também:

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quinta-feira, 12 de maio de 2011 Isso é Brasil, Olimpíadas | 13:15

Que moleza para o COI, hein?

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Incrível o revelado na edição da última quarta-feira de “O Estado de S. Paulo”, em reportagem assinada por Wilson Tosta, a respeito do contrato assinado entre o COI (Comitê Olímpico Internacional) e a cidade do Rio de Janeiro, para a organização dos Jogos Olímpicos de 2016. Em poucas palavras, o COI tem todas as vantagens, enquanto os governantes cariocas e o comitê organizador só tem deveres.

Entre os pontos abordados pela reportagem do “Estadão”, o que chama mais a atenção é sobre a cláusula em que fica claro que o COI ficará isento até de possíveis ações na Justiça. “A Cidade, o CON  [denominação do COB, Comitê Olímpico Brasileiro ] e o COJ [o Co-Rio] abdicam aqui a aplicação de qualquer provisão legal sob as quais possam reivindicar imunidade contra ações legais, arbitragem ou outros procedimentos legais (I) introduzidos pelo COI, (II) introduzidos por terceiros contra o COI… Essa renúncia se aplica não apenas à jurisdição, mas também ao reconhecimento e aplicação de qualquer julgamento, decisão ou concessão de arbitragem”, diz a cláusula 79.

O contrato, assinado em Copenhague pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes, em 2/10/2009 – data em que a cidade carioca ganhou o direito de sediar as Olimpíadas de 2016 – tem outras cláusulas “leoninas”, como dar ao COI o direito de cancelar os Jogos unilateralmente, sem que nem mesmo o governo brasileiro possa recorrer judicialmente da decisão.

Por mais que este seja um contrato padrão utilizado, não deixa de assustar que se aceite tudo, sem nada questionar, pelo fato de estarmos  sendo “honrados” com a  escolha para organizar um megaevento esportivo. Nem sempre os fins justificam os meios.

Veja tembém:

E se acabar a luz na cerimônia de abertura?

Aprovação da Autoridade Pública Olímpica para a Rio-16: uma boa e uma má notícia

E as confusões envolvendo o Pan-2007 não acabam…

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quarta-feira, 11 de maio de 2011 Isso é Brasil | 13:21

Marcelinho Machado é um grande chorão

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Marcelinho Machado discute com Fernando Penna: reclamação esdrúxula e sem sentido

Sem querer invadir a praia do colega Fábio Sormani, não dá para não comentar o lance ocorrido no final da partida desta terça-feira entre Franca e Flamengo, pela semifinal do NBB (Novo Basquete Brasil). No final do jogo, vencido por Franca por 91 a 78, resultado que garantiu a equipe paulista na decisão do torneio, o armador francano Fernando Penna protagonizou um lance inusitado e de pura habilidade: para escapar da marcação cerrada dos flamenguistas, jogou a bola no meio das pernas do rival David Teague.

Foi então que começou a baixaria. Irritado com aquilo que chamou de “falta de ética”, o armador Marcelinho Machado, do Flamengo, grande estrela da equipe carioca e uma das referências no basquete nacional, partiu como um touro bravo para fazer falta em Fernando e depois tomou satisfações com o jogador. Foi o estopim para uma grande confusão, com direito a invasão de seguranças em quadra (o que foi lamentável), bate-boca entre os atletas, mas no final a partida terminou com relativa calma.

Foi então que, ao ser entrevistado pelo “Sportv”, Marcelinho disparou a metralhadora contra o jogador francano, acusando-o de ter sido antiético e de ter faltado com respeito. “Qualquer um que já jogou basquete sabe que isso não se faz”, afirmou o flamenguista.

Menos, Marcelinho, menos…

Tudo bem que não me lembro de ter visto cena semelhante num jogo de quadra – só em streetbasket e olhe lá! Mas isso não significa que Fernando Penna tenha que ser colocado na fogueira, como Joanna D’Arc. Aliás, o mesmo acontece no nosso futebol de cada dia. Quando pinta um Neymar dando pedaladas ou Valdívia chutando o vácuo, e um zagueiro brucutu chegar soltando botinadas, logo virá um monte de gente saindo em defesa do craque.

A verdade é que Marcelinho Machado, um jogador extremamente habilidoso, não se conformou em ver o seu Flamengo triturado e eliminado por Franca do NBB. Choro de perdedor, puro e simples.

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sexta-feira, 6 de maio de 2011 Imprensa, Isso é Brasil | 21:29

E a CBC se manifesta…

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Nesta sexta-feira, em nota divulgada por sua assessoria de imprensa, a CBC (Confederação Brasileira de Ciclismo) resolveu se manifestar a respeito do escândalo de doping de oito ciclistas, que teria sido acobertado pela entidade, de acordo com reportagem que será exibida pelo programa “Histórias do Esporte”, da ESPN Brasil, no próximo dia 28 de maio.

Abaixo, a posição oficial da CBC a respeito do caso:

Nota de esclarecimento

A Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) foi surpreendida nos últimos dois dias com matérias veiculadas por parte da imprensa com afirmações inverídicas sobre a postura da entidade frente a casos de doping. De forma absolutamente irresponsável, as reportagens ousaram dizer, sem ao menos nos consultar oficialmente ou acessar o nosso site, que a CBC estaria escondendo e engavetando casos de doping de atletas brasileiros.

Inicialmente é preciso registrar que todas, isso mesmo, TODAS as decisões ou atos processuais relativos a matéria disciplinar, inclusive de doping, estão publicadas aonde deveriam estar, ou seja no link do STJD na página da CBC na internet: http://www.cbc.esp.br/stjd/editais.html

Como se denota, com um simples click, o interessado poderia acessar informações sobre os órgãos da Justiça Desportiva (STJD e Comissão Disciplinar) e Comissão Antidoping da CBC, instâncias desportivas compostas por renomados juristas em Direito Desportivo ou profissionais de nomeada em Medicina do Esporte. Em outras palavras, a totalidade dos casos de atletas brasileiros com controle positivo em provas internacionais realizadas no Brasil e enviadas pela UCI através de processo regular de coleta e controle de doping, ou já foram julgados pela Comissão Nacional Antidoping da CBC e as decisões estão publicadas (inclusive de alguns atletas citados nas matérias que repita-se, encontra-se no nosso site), ou estão em tramitação, ou simplesmente a CBC não recebeu qualquer comunicado oficial da UCI a respeito. Já os casos de controle positivo de atletas brasileiros em provas fora do Brasil são julgados diretamente pelas entidades internacionais, não cabendo a CBC julgar ou divulgar as decisões.

Além disso, outra informação veiculada seria a de que atletas punidos estariam competindo normalmente. Trata-se de outro equívoco, pois apesar de não poder impedir a participação de atletas irregulares, devendo relatar o feito ao STJD, a CBC não tem nenhuma notícia de atuação de atletas em cumprimento de qualquer suspensão em provas da CBC.

A política da CBC em matéria de doping e infrações em geral, diga-se, é de cumprimento irrestrito da legislação desportiva nacional e internacional, em especial ao Código Mundial Antidoping, Regulamentos UCI e Código Brasileiro de Justiça Desportiva. Nesse contexto, em absoluto respeito a normas de divulgação pública e confidencialidade previstas na codificação mundial, e harmonizadas com o ordenamento jurídico brasileiro que garante o sagrado direito a ampla defesa, estamos autorizados a divulgar informações sobre processos de dopagem somente após a notificação dos atletas envolvidos comunicando de sua suspensão “provisória”. E ainda respeitado o prazo para exercerem o direito de solicitação da amostra “B” e defesa prévia, seguidos de intimação para julgamento pela Comissão Antidoping da CBC, cujas decisões são submetidas a homologação da União Ciclística Internacional. Mesmo porque vale registrar que a sanção provisória imposta pela UCI pode ser descontada / comutada em caso de condenação definitiva, ou mesmo dependendo das circunstâncias especiais, substâncias especificadas ou involuntariedade, as penas podem ser parcial ou totalmente suspensas ou canceladas. Tais peculiaridades jurídicas são altamente relevantes para serem pura e simplesmente ignoradas e de forma açodada e precipitada, como anotado de forma mendaz nas matérias jornalísticas em referência, poderem ser divulgadas com muita antecedência aos julgamentos.

Em suma, a única verdade que deveria ser amplamente divulgada e estampada pela mídia é a de que a CBC não tolera, omite, engaveta ou esconde casos de doping. Muito pelo contrário, apenas para se ter uma idéia, nos últimos três anos investimos R$ 278.400,00 tão-somente para viabilizar a realização de 181 exames de controle de dopagem, montante que daria por si só para realizar vários eventos de ciclismo no nosso país. No entanto, conseguimos nesses anos quase que triplicar a chancela de pontuação internacional nos eventos existentes ou para novas competições do nosso calendário, e para tanto foi necessário a adequação de exigências da UCI, inclusive em matéria de doping. E se fosse para “esconder ou engavetar”, certamente os resultados e penas aplicadas não seriam as que estão divulgadas no site da CBC, que novamente convidamos a visita de quem tenha interesse.

A CBC é uma instituição séria, conduzida por pessoas sérias, mas que infelizmente não foi tratada com a seriedade necessária por determinados profissionais da mídia, que na ansiedade por holofotes, palcos ou furos de reportagens, descuidaram de premissas básicas da ética jornalística, qual seja de ouvir o outro lado, ou simplesmente apertar o botão do mouse para se informar para não “desinformar a sociedade”.

Finalmente, ressaltamos que a CBC se reserva o direito de adotar as medidas judiciais necessárias contra aqueles que de forma irresponsável e equivocada mentiram em troca de audiência às custas da dignidade e moralidade da CBC, seus dirigentes e colaboradores.

Londrina, 6 de maio de 2011
Paulo M. Schmitt
vice-presidente no exercício da Presidência da Confederação Brasileira de Ciclismo


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Isso é Brasil | 13:43

Desculpa esfarrapada da CBC

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Totalmente sem fundamento a desculpa dada pela CBC (Confederação Brasileira de Ciclismo) ao jornal “Folha de S. Paulo” desta sexta-feira, sobre o caso do doping de oito ciclistas anunciado em comunicado da UCI (União de Ciclismo Internacional) e que não foi divulgado pela entidade brasileira.

Segundo reportagem da “Folha”, a CBC disse que não divulgou o nome dos ciclistas para preservá-los, seguindo padrão da UCI.

Só que isso é mentira.

O site oficial da UCI tem um link para a seção “antidoping”, onde se abre uma nova página e com um pouco de atenção, é possível encontrar a lista de sanções desde 2006 e são listados todos os ciclistas punidos por doping. Além disso, a atitude da CBC contraria as próprias normas da Wada (Agência Mundial Antidoping), que orienta que sejam divulgadas todas as punições.

O programa “Histórias do Esporte”, da “ESPN Brasil”, que irá ao ar no próximo dia 28, trará a história de um caso de doping coletivo que foi acobertado pela CBC. Leia mais aqui para entender o caso, uma grande vergonha para o esporte nacional.

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quarta-feira, 4 de maio de 2011 Isso é Brasil, Olimpíadas | 23:42

Doping volta a envergonhar o esporte brasileiro

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E o doping continua fazendo estragos na reputação esportiva do Brasil. Sede das Olimpíadas de 2016, no Rio, o país ainda se ressente do escândalo da equipe Rede de atletismo, em 2009, quando surge um novo caso, denunciado pelos ótimos repórteres Roberto Salim e Marcelo Gomes, do programa “Histórias do Esporte”, da “ESPN Brasil”. Os dois descobriram um megacaso de doping anunciado no ano passado pela UCI (União Internacional de Ciclismo), mas que estranhamente a CBC (Confederação Brasileira de Ciclismo) não fez a menor questão de divulgar.

O programa, que irá ao ar no próximo dia 28 de maio, revelará que foram flagrados no antidoping Herman Trezza de Paiva, Pedro Nicácio, João Paulo de Oliveira, Lucas Onesco. Jair Fernando dos Santos, Fábio Ribeiro Jr., Rogério dos Reis e Edson Marcos de Carvalho. A UCI chegou a soltar uma nota anunciando os resultados positivos, mas a CBC nada falou.

De acordo com a reportagem, os ciclistas estão cumprindo a punição normalmente, mas nada seria divulgado para não atrapalhar no contrato da CBC com o Banco do Brasil. E mais estarrecedor ainda é que um ex-ciclista, Anderson Echeverria, revela que havia até apoio de dirigentes e alguns treinadores para que os ciclistas usassem os medicamentos e assim conseguir os resultados.

Uma vergonha. O mínimo que se pode falar de tudo isso.

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terça-feira, 3 de maio de 2011 Ídolos, Isso é Brasil, Seleção brasileira | 12:12

Troféu Maria Lenk: E o bloco do Cielo estava fora do lugar…

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Cena inusitada nesta terça-feira, no primeiro dia de finais do Troféu Maria Lenk, o Campeonato Brasileiro absoluto de natação, que está sendo realizado no Conjunto Aquático Julio Delamare, no Rio. Momentos antes da largada da prova do revezamento 4 x 50m livre masculino, a última do programa, o presidente da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos), Coaracy Nunes, entrou na área de competição e adiou a largada. Motivo: ele observou que o bloco de largada da raia 5 estava solto. Detalhe importante é que nesta raia estava preparado para largar o campeão olímpico e mundial Cesar Cielo.

Funcionário tenta arrumar correndo o bloco de largada de Cesar Cielo

O que se viu nos quase cinco minutos seguintes foi um corre-corre danado de funcionários da CBDA, tentando ajustar a base do bloco de largada, local onde o nadador apoia o pé antes de saltar na piscina. Enquanto isso, com cara de poucos amigos, Cielo, já vestido de agasalho para não perder o aquecimento, esperava sentando que o problema fosse resolvido.

Aparentemente, o mico dos organizadores não tirou a concentração de Cielo, que ajudou a equipe do Flamengo a ficar com a medalha de ouro na prova e ainda por cima fez o melhor tempo do ano na distância (21s73). Nem por isso, contudo, Cielo deixou de dar uma cornetada sobre o ocorrido, em entrevista após a prova. “É, uma coisa dessas sempre atrapalha a concentração. Amanhã [quarta] vamos tentar um tempo melhor.”

O Troféu Maria Lenk servirá como última seletiva para definir a equipe brasileira que vai ao Campeonato Mundial de Xangai (China), em julho. Seria de bom tom que todos os blocos do Julio Delamare estivessem devidamente ajustados antes de uma competição tão importante, né CBDA?

*Colaborou Francisco de Laurentis

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