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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 21:05

O doping burro de Fabíola Molina, parte 2

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Fabíola Molina só poderá voltar a competir em abril. Vaga olímpica ficou mais difícil

E o currículo nada exemplar do esporte brasileiro em relação ao doping já dá o ar da graça em 2012, com a notícia da suspensão da nadadora Fabíola Molina, que nesta quinta-feira pegou seis meses de gancho após julgamento da CAS (Corte Arbitral do Esporte). O caso era referente ao exame positivo da nadadora, ocorrido em maio de 2011, durante a prova dos 100 m costa realizada na Tentativa de Índice do Mundial de Xangai.

A inspiração para o título deste post veio graças  a um outro publicado na época em que o caso explodiu, quando comentei a grande burrada cometida por Fabíola, uma nadadora experiente, de 36 anos, que por um descuido infantil tomou um suplemento alimentar contaminado e viu seu índice olímpico de Londres 2012 e vaga para o Mundial de Xangai irem para o lixo.

A burrice do doping de Fabíola – que acredito sinceramente não ter tomado o suplemento contaminado com a intenção de obter um ganho esportivo em relação às adversárias – ficou ainda maior com esta  decisão da CAS. Na época, a CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos), em sua política de “passar a mão” na cabeça dos nadadores que lhe interessam, deu uma suspensão bem leve para ela, somente dois meses. Com isso, em julho ela já estava livre para representar o Brasil nos  “incríveis” Jogos Mundiais Militares e também no Pan de Guadalajara.

Veja também: Até quando o doping vai levar a melhor sobre o esporte?

Porém, se tivesse recebido uma pena decente logo de cara, talvez a mesma aplicada no tribunal da Suíça nesta quinta-feira, Fabíola teria ficado de fora dos Jogos Mundiais (não iria perder nada, diga-se de passagem) e do Pan-Americano. Com isso, chegaria em dezembro com sua pena já cumprida e estaria livre para se preparar para buscar a vaga olímpica em Londres nos vários eventos que a CBDA irá promover nos próximos meses.

Agora, como a CAS considerou como data inicial da suspensão a partir de 20 de dezembro de 2011, Fabíola Molina só estará liberada para competir em 20 de abril, quando terá somente duas competições para cravar o índice olímpico: o Troféu Maria Lenk (a partir de 24/4) e a Tentativa Olímpica (em maio).

Foi ou não um doping burro, este da nossa estimada Fabíola Molina?

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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 09:11

A estranha "meritocracia" do COB

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O boxeador brasileiro Everton Lopes (de vermelho) foi campeão mundial em 2011

Embora tenha sido anunciada na última quarta-feira, ainda vale comentar a divisão da verba das loterias  para as confederações esportivas olímpicas do Brasil, através da Lei Agnelo/Piva, em anúncio feito pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro). Trata-se de um dinheiro fundamental para a maioria das entidades por dois motivos: em primeiro lugar, por se tratar de um valor vital para a sobrevivência destas próprias confederações, especialmente daquelas menos badaladas no universo esportivo brasileiro. Em segundo lugar, este é um ano olímpico e qualquer dinheiro a mais ajuda demais na preparação para as Olimpíadas.

Veja também: COB premia Confederações com mais classificados para Londres 2012

Justamente por estarmos a pouco mais de seis meses da abertura dos Jogos de Londres 2012, confesso não entender (e aceitar) o critério adotado pelo COB na distribuição deste dinheiro, chamado por dirigentes da própria entidade de “meritocracia”. Acho injusto, por exemplo, a despeito de toda a competência, que confederações que já contam com milionários patrocínios estatais (vôlei, esportes aquáticos e atletismo, por exemplo) recebam uma parcela do bolo tão superior aos demais.

Para as próximas Olimpíadas, o COB justificou a divisão do bolo analisando os resultados obtidos em campeonatos mundiais e copas do mundo, além de classificação de atletas nos rankins das modalidades. Foi também usada uma fórmula “matemática” para dividir a verba das loterias: privilegiar quem tem mais atletas já classificados para os Jogos.

Por fim, o que me pareceu mais distorcido no critério de divisão da Lei Agnelo/Piva de 2012, foi que algumas confederações que integram o Projeto Petrobrás e que conseguiram brilhantes resultados em 2011, receberão menos dinheiro do que outras entidades sem o mesmo desempenho técnico. Foi o caso do boxe e do remo, que viram no ano passado títulos mundiais inéditos com Éverton Lopes e Fabiana Beltrame, respectivamente.

Leia também:  Ministério do Esporte ajuda a encher os cofres do vôlei

Só como comparação, o ciclismo receberá em 2012 um total de R$ 2,5 milhões, contra R$ 2,1 milhões do remo e R$ 2 milhões do boxe. E justamente o ciclismo, envolvido em um escândalo de doping mal explicado pela CBC (Confederação Brasileira de Ciclismo) em 2011.

Vale lembrar que o taekwondo, esgrima e levantamento de peso, que também integram o Projeto Petrobrás, ganharão menos do que o já citado ciclismo. É importante citar que neste projeto, as confederações recebem o patrocínio diretamente, sem que o dinheiro passe por outras entidades, entre elas o COB.

Se isso foi levado em consideração na hora de fazer a distribuição das verbas da Lei Agnelo/Piva, não posso afirmar. Torço para que este absurdo não tenha sido nem cogitado.

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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas | 11:32

Cartola do tênis de mesa pode ser a solução para Nuzman

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Alaor de Azevedo discursa antes de um campeonato colegial, em São Bernardo do Campo

Ainda repercute bastante a notícia de que Carlos Arthur Nuzman deverá deixar a presidência do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), publicada no blog do jornalista Juca Kfouri. O COI (Comitê Olímpico Internacional), de acordo com o blog de Kfouri, não aceita que Nuzman acumule tanto a presidência do COB como a do Co-Rio, o comitê organizador das Olimpíadas do Rio 2016, e estaria pressionando o dirigente brasileiro a optar por um dos cargos.

Mas o próprio Nuzman já articula uma forma de tentar abafar o movimento de oposição dentro do COB, onde algumas confederações já manifestaram (de forma tímida, é verdade) descontentamento com a atual gestão da entidade. Se a saída de Nuzman for confirmada, o dirigente já sabe como tentar impedir o crescimento do movimento dos descontentes: colocar um deles na futura chapa para as eleições de outubro. E o nome seria de Alaor de Azevedo, presidente da CBTM (Confederação Brasileira de Tênis de Mesa), que já fez críticas públicas à forma com que o dinheiro da lei das loterias é distribuído pelo COB.

Veja também: E se acabar a luz na cerimônia de abertura?

“As Confederações hesitam, mesmo aquelas que estão descontentes com o Nuzman. Mas Nuzman também não quer correr riscos. Então a possibilidade de entregar a vice-presidência ao Alaor, que tem feito críticas públicas ao Nuzman”, afirma o advogado Alberto Murray Neto, ex-membro da Assembleia Geral do COB, neto do ex-presidente do COB Sylvio de Magalhães Padilha e que se tornou um crítico permanente à atual gestão de Carlos Nuzman. Murray fez uma bela análise da situação atual da entidade em seu blog.

O candidato de Nuzman para o caso de sucessão compulsória seria Ary Graça, presidente da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei), mas como ele concorre à presidência da FIVB (Federação Internacional de Vôlei), pode não aceitar a indicação. E Murray entende que Nuzman não terá alternativa que não seja deixar um dos dois cargos que ocupa atualmente. “A possibilidade é real. Há tempos eu também tenho a informação de que o COI o pressionava para optar entre o COB e o Co-Rio. Não é comum e nem recomendável o acumulo dos cargos. Para Nuzman permanecer em ambos os cargos, teria que peitar o COI. E acho que ele não fará isso”.

Por isso, argumenta Murray, a indicação de Alaor de Azevedo pode servir como uma espécie de “tábua de salvação” e não deixar crescer o movimento oposicionista. Até porque Nuzman está impedido pelo próprio estatuto do COB de colocar o seu candidato preferido, Marcus Vinícius Freire, que não é membro da Assembleia Geral (condição obrigatória para ser presidente), mas funcionário remunerado (ele é o superintendente executivo de esportes da entidade).

Leia também: Ouro inédito no boxe mostra que há vida além do COB

“A chapa com o Alaor neutralizaria completamente a oposição. Se vingar a chapa Ary e Alaor, isso significa que será porque o estatuto não mudou (senão o candidato seria o Marcus Vinicius). E se o estatuto não mudar, somente pode ser candidato a presidente e vice quem estiver em um poderes do COB por pelo menos cinco anos. Então os candidatos ficam restritos a um grupo muito pequeno”, analisa Murray.

E se Ary Graça não quiser concorrer ao cargo? “Aí será um grande problema para o Nuzman. Acho que o Roberto Gesta de Melo [presidente da Confederação Brasileira de Atletismo] seria uma opção para o Nuzman, mas ele não é bem aceito dentro do COB. Aí o Alaor tentaria sair como presidente. Outro que tem pretensões no COB, modestas é verdade, é o Coaracy Nunes [presidente da Confederação de Desportos Aquáticos]”, disse Murray.

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domingo, 18 de dezembro de 2011 Isso é Brasil, Mundiais, Seleção brasileira | 20:49

Acertos e erros do Mundial feminino de handebol

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Jogadoras da Noruega comemoram a entrega do troféu de campeãs mundiais no Ibirapuera

O encerramento do 20º Mundial feminino de handebol neste domingo, que viu a consagração da Noruega, ao faturar no Ginásio do Ibirapuera seu segundo título da história (o primeiro veio em 1999), traz consigo o momento ideal para se fazer um balanço sobre o que de bom e ruim aconteceu durante o evento, que nos últimos 16 dias movimentou ginásios em São Paulo, Barueri, São Bernardo do Campo e Santos.

A) A melhor coisa, sem dúvida, foi a participação da seleção brasileira. Se no continente americano a equipe é soberana – conquistou o tetracampeonato pan-americano em Guadalajara no mês de outubro -, o mesmo não ocorre no cenário mundial, quando ainda está longe das grandes forças. Por isso, o quinto lugar conquistado neste domingo, com uma incrível vitória por 36 a 20 sobre a Rússia, bicampeã mundial, precisa ser muito festejado. Foi o melhor resultado do Brasil na história;

B) Da mesma forma que fez história ao derrotar as desmotivadas russas (isso não importa, diga-se de passagem, se elas jogaram de freio de mão puxado é problema delas), o Brasil conquistou três resultados altamente expressivos ao longo do torneio: uma vitória de virada sobre a vice-campeã mundial França, depois de estar perdendo por seis gols de diferença, e triunfos sobre tradicionais escolas europeias, Romênia e Croácia. Ainda fez um jogo parelho com a Espanha (medalha de bronze no torneio) nas quartas de final, sendo eliminada somente após sofrer um gol nos 15 segundos finais;

Chana Masson foi eleita a melhor goleira do Mundial de handebol

C) O torneio ainda viu o Brasil terminar com a melhor goleira (a incansável e carismática Chana Masson) e a artilheira do Mundial (Alexandra Nascimento, com 57 gols);

D) Agora, vamos aos problemas. O principal deles foi a falta de divulgação. Além da imprensa e dos vizinhos dos ginásios onde os jogos foram disputados, praticamente ninguém sabia que um Mundial de handebol estava acontecendo em São Paulo. Ginásios às moscas em todos os jogos, mesmo os do Brasil, recebendo um pouco mais de público nas partidas que reuniam países tradicionais da modalidade, como Suécia, Dinamarca, Noruega. A partida final foi a que teve o melhor público (cerca de 6 mil pessoas);

E) A venda de ingressos foi uma tremenda confusão, com funcionários dando informações desencontradas ao público. Este problema gerou uma bela crise entre os cartolas da IHF (Federação Internacional de Handebol) e o comitê organizador do torneio;

F) O Brasil quase foi protagonista de um vexame internacional, porque o evento deveria ter ocorrido originalmente em Santa Catarina. Mas divergências políticas entre o governo catarinense e a CBHD (C0nfederação Brasileira de Handebol) fez o estado desistir de sediar a competição. Por sorte, São Paulo aceitou receber o evento, mas isso também não impediu de ocorrer problemas. Na sexta-feira, dia 2/12, horas antes da abertura do Mundial, com o jogo entre Brasil e Japão, funcionários ainda arrumavam as instalações do Ibirapuera, acertavam detalhes da quadra e estrutura para a imprensa. Lamentável;

G) Apenas um canal, o Esporte Interativo, que é transmitido em UHF, na internet e em algumas operadoras de TV a cabo, transmitiu os jogos. Faltou competência à CBHd (Confederação Brasileira de Handebol) tentar negociar os direitos com mais uma emissora. Para um esporte que ainda luta para deixar de ser desconhecido, este tipo de divulgação era fundamental;

H) Falta de coerência e também de força política do Brasil, ao deixar que a definição do 5º lugar, contra a Rússia, neste domingo, fosse disputado às 9h da manhã deste domingo, antes do jogo que decidiria o 7º lugar, entre Angola e Croácia. Isso sem esquecer que neste mesmo horário, jogavam Barcelona e Santos, pelo Mundial de Clubes da Fifa. Nem 1.000 pessoas estavam no Ibirapuera naquele horário;

O Mundial feminino de handebol foi um torneio muito bacana. Pena que pouca gente ficou sabendo. Que os dirigentes brasileiros aprendam com os erros cometidos, para que a lista de acertos em um próximo evento fique muito maior.

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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011 Isso é Brasil, Mundiais, Seleção brasileira | 22:30

Handebol brasileiro fez uma campanha brilhante no Mundial. Isso precisa ser valorizado

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A brasileira Fernanda vibra após marcar um de seus cinco gols diante da Croácia

Na última quarta-feira, logo depois da sofrida eliminação do Brasil para a Espanha no Mundial feminino de handebol, acompanhei pelo Twitter várias manifestações a respeito do resultado, que tirava a seleção brasileira da briga por medalhas. E algumas delas (de gente que eu respeito demais) variavam entre a chacota com o nome da goleira e críticas à forma como veio a eliminação, levando um gol a 15s do fim e com uma jogadora a menos.

Sinceramente, e sem nenhuma dose de pachequice (todos que me conhecem, sabem como eu abomino os tolos pachecos), são opiniões equivocadas.

É necessário que seja feita uma análise bem distinta entre o que estas meninas do Brasil fizeram até agora no Mundial de handebol com aquele manjado discurso-padrão de atletas brasileiros que fracassam em torneios de ponta.

Não estamos aqui falando de uma modalidade que conta com milhões de estatais patrocinando as respectivas confederações. Trata-se de um esporte que ainda luta para criar raízes mais profundas no universo esportivo brasileiro e deixar de ser uma modalidade para poucos. O que não deixa de ser irônico, pois é o handebol o esporte mais praticado nas escolas do Brasil.

Nesta sexta-feira, ao derrotarem a Croácia por 32 a 31 e se classificarem para decidir o quinto lugar com a Rússia no próximo domingo, as meninas do Brasil fizeram mais do que recuperar o moral depois de uma derrota sofrida. Garantiram antecipadamente o melhor resultado na história da modalidade, superando o sétimo lugar do Mundial de 2005.

Ah, e só mais uma coisinha: o tão badalado e vitorioso vôlei não passava de um simples coadjuvante no final dos anos 70. Em 1980, ficou em quinto lugar nas Olimpíadas de Moscou; em, 1982, vice-campeão mundial; em 1984, garantiu a primeira medalha olímpica, a de prata, em Los Angeles 1984. Com paciência, organização e talento, os resultados apareceram. Quem pode garantir que o mesmo não ocorrerá com o handebol feminino?

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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011 Almanaque, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 22:49

CBF não aprende com seus erros no futebol olímpico

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Mano e os jogadores da seleção terão hotel exclusivo à disposição, longe da Vila Olímpica

Há um ditado que diz o seguinte: errar é humano, persistir no erro é burrice. Pois a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) parece não conseguir aprender em cima dos erros cometidos ao longo da história da participação da seleção brasileira nos torneios olímpicos de futebol. E pode estar cometendo uma nova burrada nos Jogos de Londres 2012.

Nesta sexta-feira, a CBF divulgou em seu site que a seleção comandada por Mano Menezes não ficará concentrada na Vila Olímpica no ano que vem, ao lado de todos os outros atletas. Ao invés disso, a entidade anunciou que a equipe ficará concentrada na Sopwell House Hotel & Spa, localizado em St. Albans, a cerca de 35 quilômetros de Londres, com diárias mínimas de R$ 340,00, segundo apurou o iG.

Inacreditável que na busca pela inédita medalha de ouro olímpica, único título que falta ao futebol brasileiro, a CBF mais uma vez esteja apelando para a arrogância e, por que não dizer, falta de espírito olímpico. Exatamente como há 15 anos, nos Jogos de Atlanta (EUA).

Naquela ocasião, um esquema profissional foi montado para que a seleção conquistasse o ouro nos EUA. Com Zagallo (que também er ao treinador do time principal) no comando, o Brasil levou o que tinha de melhor, com jovens craques como Ronaldo (antes de ser Fenômeno) e Roberto Carlos, além de jogadores já consagrados, como Bebeto e Rivaldo.

Acompanhei de perto esta campanha. E com a empáfia habitual do presidente da entidade, Ricardo Teixeira, o time brasileiro primeiro hospedou-se num hotel luxuoso na região de Coral Gables, em Miami, durante a primeira fase do torneio.

Depois, antes da disputa da semifinal contra a Nigéria, em Athens, a seleção brasileira ficou num resort de luxo e treinou em um campo de golfe, às vésperas da partida. Já os nigerianos ficaram hospedados em um motel de estrada, bem perto de onde eu estava hospedado.

O resultado do confronto todo mundo já está careca de saber: Nigéria 4 x 3, na morte súbita, gol de Kanu.

Sinceramente, não vejo nenhum problema em que os jogadores brasileiros ficassem na Vila Olímpica. Várias estrelas do esporte mundial se hospedam na Vila e não reclamam. Por que os jogadores brasileiros precisam de tratamento vip?

Será tão difícil assim a CBF aprender com suas próprias burradas?

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terça-feira, 29 de novembro de 2011 Isso é Brasil | 21:40

Brasília perdeu a sede da Universíade? Ainda bem!

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Integrantes da delegação de Taipei comemoram a vitória na escolha da sede para a Universíade de 2017. Sorte de Brasília

Após um período ausente, graças à combinação bastante agitada de plantão + reta final de Brasileirão + preparação de reportagens para o Mundial feminino de handebol (que começa na próxima sexta-feira, em São Paulo e terá especial atenção deste blog), estamos de volta para comentar um fato que passou meio despercebido na imprensa, de modo geral, mas que tem efeitos altamente positivos para a imagem do esporte brasileiro: nesta terça-feira, a cidade de Brasília perdeu para Taipei (Taiwan) a sede da Universíade de verão de 2017, as Olimpíadas do esporte universitário.

Eis que este blogueiro comemora e por pouco não vai pra Av. Paulista festejar!

*** Observação aos leitores de fora de São Paulo: a Paulista ainda é, apesar da polícia proibir, o grande ponto de comemoração das torcidas de futebol nas conquistas de títulos na capital paulista.

Retomando o tema do post, não se trata de qualquer sentimento mesquinho ou bairrista, nem tampouco tenho algo contra os amigos do Planalto Central. Mas se existe um lugar neste país no qual qualquer tentativa de lançamento de candidatura esportiva precisa ser vista com extremo cuidado, este é Brasília.

Primeiro, pelo verdadeiro elefante branco que será erguido para receber meia dúzia de jogos da Copa do Mundo de 2014 e depois ficará às moscas, graças ao anêmico futebol local. Um elefante branco que custará quase R$ 1 bilhão; depois, o vexame protagonizado pela cidade ao “organizar” o Mundial de patinação artística, que teve várias provas adiadas ou canceladas devido às goteiras no Ginásio Nilson Nélson, que não conseguiam suportar as chuvas que caíram na cidade; por fim, o simples fato de o governador de Brasília ser Agnelo Queiroz.

Este cidadão, para quem tem fraca memória, foi um dos responsáveis pela farra feita na organização do Pan de 2007, no Rio, aquele que custou quase R$ 4 bilhões, para ter “padrão olímpico” e que vê seus equipamentos milionários serem subutilizados.  Agnelo Queiroz é o mesmo cidadão que ganhou dos jogadores da seleção brasileira de futebol o nada  edificante apelido de “medalhão”, após subir ao pódio para festejar a conquista (e receber a medalha) da Copa América de 2004. Agnelo Queiroz é o mesmo que viajou para os Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo 2003 com despesas pagas pelo COB (Comitê Olímpico Brasileir0) e com diárias recebidas do próprio Ministério do Esporte, pasta à qual era o titular.

Por tudo isso, os cidadãos de Brasília não precisam lamentar a derrota de 13 a 9 para Taipei, durante o congresso da Fisu (Federação Internacional de Esporte Universitário). Muito pelo contrário. Afinal, só a candidatura da cidade, conforme informou o ótimo blog do jornalista José Cruz, custou mais de R$ 3 milhões. O próprio Cruz estimou que a Universíade de 2017 não custaria menos do que R$ 4 bilhões, graças à carência absoluta da cidade em infraestrutura esportiva. O vexame seria inevitável.

Por tudo isso, repito o título do post: ainda bem que Brasília não foi escolhida para sede da Universíade de 2017!

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sábado, 5 de novembro de 2011 Imprensa, Isso é Brasil | 14:07

Por que não mudam também a data da São Silvestre?

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Corredores anônimos da São Silvestre fazem a festa na Consolação. Pelo menos aí não irão mais festejar

Desculpem os (raros) leitores deste espaço pela insistência no tema, mas é que não dá para deixar passar batido mais um duro golpe (quantos mais ainda virão?) na tradicional Corrida Internacional de São Silvestre. Eis que navegando pelas páginas do iG Esporte e lendo o caderno de esportes da “Folha de S. Paulo”, descubro que a organização divulgou mais uma mudança no trajeto da prova deste ano – isso porque só faltam pouco mais de 30 dias para a realização da corrida.

Agora, os “gênios” que organizam a prova anunciaram que a rua da Consolação, local da primeira grande descida no percurso de 15 km da São Silvestre, foi simplesmente deletada do trajeto. No lugar, eles passarão pela Av. Dr. Arnaldo, Estádio do Pacaembu, Av. Pacaembu e por fim seguindo no trajeto previamente divulgado.

Para os que não dão bola para a história ou para a tradição – essas coisas chatas, de quem não está aberto à evolução das coisas, como dizem alguns formadores de opinião bem conhecidos – foi na Consolação, quando era percorrida no sentido inverso, ou seja, subindo, que várias e várias provas foram decididas. No sentido atual, a descida famosa pode não ter decidido nenhuma prova, mas com certeza ajudou a minar as forças de muitos competidores, que depois ficaram sem gás em partes mais decisivas do percurso.

De acordo com os “geniais” organizadores, não haverá perda nenhuma na qualidade do trajeto, inclusive argumentam que ficará menos difícil que o percurso anterior.

Como a palavra “tradição” nada vale para as pessoas que organizam a São Silvestre, eu resolvi deixar aqui minha singela contribuição: porque não mudar a data da prova para 30 de dezembro? Assim, todo mundo pode curtir a passagem de ano no “empolgante” Reveillón da Paulista…

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quarta-feira, 2 de novembro de 2011 Com a palavra, Ídolos, Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Pan-Americano | 20:58

Recado para os que adoram detonar o esporte de Cuba…

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O cubano Omar Cisneros, ouro nos 400 m com barreira nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara: o objetivo do esporte cubano não é ganhar medalhas

Sempre que termina um evento esportivo como Jogos Olímpicos ou Pan-Americanos, a “pachecada de direita” – uma sub-divisão da famosa turma que reúne os torcedores fanáticos pelo Brasil-sil-sil e que também não suportam uma visão progressista do mundo – adora detornar Cuba. “Ah, eles estão em decadência”, dizem uns. “De que adiante ter medalha se vivem debaixo de uma ditadura sangrenta”, gritam outros. “Quero ver em Londres como eles vão se sair”, provocam mais alguns.

Sem entrar no mérito da questão de como Fidel Castro e seus amigos controlam as coisas lá na ilha, não há como negar o sucesso da política esportiva de Cuba. E não se trata de algo que começou do dia pra noite e sim fruto de uma visão a longo prazo, e que começou a ser tratada assim que Fidel chegou ao poder, em 1959.

Para esta turma que adora detonar o regime de Cuba e torcem para seu fiasco olímpico, achando que o Brasil está pronto para ocupar seu lugar como segunda potência esportiva das Américas, deixo estas palavras de Alberto Juantorena, ex-campeão olímpico dos 400 e 800 m nas Olimpíadas de Montreal 1976, para reflexão da pachecada.

“O mais importante para nós não são as medalhas, mas o ser humano e o melhoramento da qualidade de vida e que o esporte possa ser algo importante na educação das novas gerações de cubanos”

*Trecho acima extraído de post do ótimo blog do jornalista José Cruz

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terça-feira, 1 de novembro de 2011 Histórias do esporte, Isso é Brasil | 22:19

Nem Cásper Líbero iria engolir a desculpa para a mudança no percurso da São Silvestre

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Marilson dos Santos cruza a linha de chegada da São Silvestre de 2010 e comemora sua terceira vitória. A partir deste ano, nunca mais veremos esta cena na Paulista

Demorou, mas a direção da Fundação Cásper Líbero, uma das organizadoras da Corrida Internacional de São Silvestre, emitiu um comunicado oficial nesta terça-feira para justificar o verdadeiro absurdo que foi a mudança no percurso da prova pedestre mais importante do Brasil, realizada desde 1924. Mas cá entre nós, seria melhor que não tivesse dito nada.

Segundo Julio Deodoro, diretor geral da São Silvestre, o maior problema foi conciliar a chegada da prova, que há anos ocorre na Avenida Paulista e agora será em frente ao Obelisco do Ibirapuera, com a festa do Reveillón da Paulista. “Os eventos na Paulista chegaram ao seu limite de capacidade física, é impossível manter a chegada da Corrida na Paulista junto com o inicio do Reveillón e manter todos os serviços ativos como hidratação, devolução de chip, entrega de lanches e medalhas e área de apoio a equipes”, explicou Deodoro.

Pior ainda foi o trecho do comunicado em que se tenta justificar o local da chegada e que resultará no maior estupro que a tradição esportiva brasileira sofreu nos últimos anos. “…Os atletas cruzarão a Avenida Paulista pela Avenida Brigadeiro Luiz Antônio e finalizarão o percurso em frente ao Mausoléu dos Revolucionários de 1932, local onde se encontram depositados os restos mortais de Cásper Libero e onde haverá, a partir deste ano, um evento em homenagem ao idealizador da Corrida Internacional de São Silvestre.”

Na boa, nem o coitado do Cásper Líbero engoliria uma cascata dessas…

Como já escrevi em um post, há exatos dois meses, as tradições no Brasil são jogadas no lixo sem a menor cerimônia. Mas que mal tem em mudar a chegada da prova mais tradicional do Brasil, e uma das mais importantes do mundo, se o objetivo é aumentar ainda mais o faturamento nas inscrições e não mexer no local da festa meia-boca de fim de ano da emissora de TV que transmite a própria prova, não é mesmo?

Ah, para quem não concorda com este verdadeiro assassinato às tradições da Corrida de São Silvestre, neste feriado de Finados, um grupo de corredores que estão se mobilizando na internet e em redes sociais contra a mudança do local da chegada da prova fará um treino-protesto saindo e chegando na Paulista, no percurso antigo, a partir das 7 horas da manhã.

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