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Arquivo da Categoria Histórias do esporte

quinta-feira, 25 de setembro de 2014 Histórias do esporte, Isso é Brasil, Mundiais, Seleção brasileira | 13:15

‘Noivo-sparring’ ajudou brasileira a ganhar medalha inédita

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Aline Silva comemora vitória na semifinal do Mundial, sobre Burmaa Ochirbat, da Mongólia

Aline Silva comemora vitória na semifinal do Campeonato Mundial de luta olímpica sobre Burmaa Ochirbat, da Mongólia

Em reportagem publicada nesta quinta-feira no iG Esporte, a falante e sempre sorridente Aline Silva, dona da primeira medalha do Brasil em Campeonatos Mundiais na história da luta olímpica (prata na categoria 75 kg em Tashkent, no Uzbequistão) contou, entre outras coisas, um dos segredos que a levou a conquistar o vice-campeonato mundial: o trabalho de sparring do noivo, Flavio Ramos.

“Ele foi fundamental para essa minha conquista”, disse Aline, lembrando que o noivo é judoca e a ajuda muito nos treinos. “Como eu mudei de categoria, fica complicado fazer lutas com as meninas aqui no Sesi. Ele abandonou o emprego dele este ano e passou a atuar como atleta-voluntário apenas para ajudar nos meus treinos. É meu grande parceiro”, derrete-se a lutadora brasileira.

>>> Veja ainda: Esporte brasileiro tem semana de feitos inéditos

Os dois se conhecem há mais de dez anos, quando treinaram juntos judô no Centro Olímpico. Se separaram e muitos anos depois acabaram se reencontrando, por meio da rede social Orkut, em 2010. Estão juntos desde então e já até marcaram a data do casamento: será no próximo dia 6 de dezembro.

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quarta-feira, 6 de agosto de 2014 Histórias do esporte, Ídolos, Imprensa, Olimpíadas, Seleção brasileira, Vídeos | 09:00

Joaquim, um herói brasileiro

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Joaquim Cruz comemora a histórica vitória nos 800 m nos Jogos de Los Angeles, há exatos 30 anos

Joaquim Cruz comemora a histórica vitória nos 800 m nos Jogos de Los Angeles, há exatos 30 anos

Fosse o Brasil um país que tivesse de fato uma cultura olímpica enraizada na população e soubesse preservar de forma decente a memória do esporte, este 6 de agosto seria saudado com amplas reportagens nas páginas de jornais, TVs e sites especializados. E ainda seria pouco.

A correria dos tempos atuais, que reserva uma relevância cada vez menor à informação que realmente importa e onde ídolos de barro são criados a cada hora, provavelmente não permitirá que sejam prestadas as justas homenagens ao atleta que marcou para sempre na história do esporte brasileiro a data de 6 de agosto. Porque o feito de Joaquim Cruz, o único atleta deste país campeão olímpico em provas de pistas do atletismo, merece ser lembrado eternamente.

Felizmente, nem todos deixaram passaram a data de 30 anos da conquista da medalha de ouro nos 800 m, nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em branco. O programa Esporte Espetacular, da TV Globo, exibiu no último domingo, uma linda homenagem, em reportagem de autoria de Cesar Augusto. Foi emocionante ver o choro do próprio Joaquim ao entrar no Memorial Coliseum pela primeira vez desde aquela tarde inesquecível de 1984. Material de primeira qualidade e que ainda por cima trouxe de volta a narração do igualmente genial Osmar Santos.

Vale especialmente para as gerações mais novas, que não sabem ou fazem ideia do feito de Joaquim Cruz, então um garoto de 21 anos, nascido em Taguatinga (DF) e que desbancou um monstro das pistas chamado Sebastian Coe. De uma forma inteligente, controlando a prova o tempo todo, ficando sempre em segundo lugar, na cola do queniano Edwin Koech, durante 600 metros, para então fazer uma disparada incrível nos últimos 200m, em uma arrancada que vista ainda hoje é impressionante, deixando Coe, que levou a prata, no chinelo . O tempo de 1min43s00 tornou-se recorde olímpico.

Joaquim Cruz ainda conquistaria uma outra medalha olímpica – prata nos 800 m em Seul 1988 -, mas seu lugar na história do esporte brasileiro já estaria assegurado com a fenomenal vitória em Los Angeles. Hoje, se passar por qualquer rua em nossas grandes cidades, poucos serão os que o reconhecerão ou lhe darão o devido mérito. Para esses, eu deixo abaixo as imagens de um verdadeiro herói olímpico brasileiro.

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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014 Histórias do esporte, Ídolos, Vídeos | 19:25

Há 21 anos, Serguei Bubka deixava a Ucrânia mais feliz

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Momento em que Serguei Bubka se preparava para o salto que lhe deu seu último recorde mundial indoor

Momento em que Serguei Bubka se preparava para o salto que lhe deu seu último recorde mundial indoor

São impressionantes e tristes as imagens dos jornais e portais de internet, mostrando o clima de tensão e violência em Kiev, capital da Ucrânia. Mas enquanto o mundo todo fica apreensivo com os desdobramentos da crise política que atinge o país, eis que apareceu um vídeo de um período em que os ucranianos estavam mais felizes.

Nesta sexta-feira, há exatamente 21 anos, Serguei Bubka, um dos maiores ídolos do esporte mundial e herói nacional na ucrânia, quebrava de maneira espetacular o recorde mundial do salto com vara em pista coberta (indoor), durante um meeting em Donetsk, alcançando a espetacular marca de 6,15 m.

Ironicamente, este recorde não lhe pertence mais: na mesma Donetsk, o francês Renaud Lavillenie saltou no último sábado 6,16 m, durante o Pole Vault Stars. Bubka ainda detém o recorde do salto com vara ao ar livre, com 6,14 m, desde 1994.

Reveja a imagem da marca histórica obtida por Bubka em 1993, há exatos 21 anos:

 

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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014 Histórias do esporte, Jogos de Inverno, Olimpíadas | 17:45

O dia em que um 20º lugar valeu mais do que o 1º

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A brasileira Josi Santos cai no choro após completar sua prova no esqui aerials

A brasileira Josi Santos cai no choro após completar sua prova no esqui aerials

O salto foi dado na rampa mais baixa da Rosa Khutor Extreme Park, em Sochi. O grau de dificuldade, portanto, o mais fraco entre todas as concorrentes. Ou seja, era natural esperar que o resultado fosse muito ruim. Ainda assim, a última coisa em que a brasileira Josi Santos estava preocupada nesta sexta-feira era com sua performance na prova do esqui estilo livre, modalidade aerials, pelas Olimpíadas de Inverno. O que ela queria mesmo era homenagear a amiga e companheira de treinos Laís Souza.

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Se não tivesse sofrido o trágico acidente no dia 27 de janeiro, quando esquiava livremente em um intervalo dos treinos, em Salt Lake City (EUA), era Laís quem provavelmente estaria no lugar de Josi na prova desta sexta. No acidente, Laís teve uma fratura na terceira vértebra da coluna e está sem movimentos nos braços e pernas. A ex-ginasta olímpica, que desde maio de 2013 integrava um projeto da CBDN (Confederação Brasileira de Desportos na Neve) para buscar novos atletas, já passou por três cirurgias e segue internada no Hospital da Universidade de Miami.

Josi Santos, também ex-ginasta, era companheira de treinos de Laís e estava com ela na hora do acidente. Acabou herdando a vaga da amiga, mas chegou a Sochi consciente de que não teria nenhuma chance de brigar por uma medalha. Por isso, sua única preocupação era não cair na hora do salto. Ao completar a aterrissagem, mostrou a letra “L” com os dedos, em homenagem à Laís, caindo no choro em seguida.

A classificação final das eliminatórias do esqui aerials apontou Josi Santos em 20º lugar, com a nota 49,60, tendo ficado à frente ainda de uma suíça e de uma bielorussa. No fundo, isso pouco importa. Ao conseguir superar um drama pessoal sem tamanho, homenagear a amiga que luta por uma recuperação quase impossível e também completar com dignidade sua participação olímpica, Josi Santos conquistou sua medalha pessoal em Sochi.

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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014 Histórias do esporte, Ídolos, Isso é Brasil, Listas, Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 19:03

Uma breve reflexão sobre números e medalhas

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Seleção feminina de handebol comemora a conquista do inédito título mundial na Sérvia

Seleção feminina de handebol comemora o inédito título mundial na Sérvia

Neste primeiro post de 2014, creio ser ainda ser necessário comentar sobre um fato que acabou passando batido por aqui no final do ano recém-encerrado: a campanha dos esportes olímpicos do Brasil em 2013, que cravaram o melhor desempenho do país no primeiro ano pós-olímpico desde 2000. Graças aos diversos mundiais que estiveram em disputa na última temporada, o Brasil conseguiu um total de 27 medalhas em modalidades presentes no programa olímpico, feito nunca antes alcançado. Antes disso, a melhor marca havia sido alcançada em 2005, um ano após as Olimpíadas de Atenas 2004, com 11 medalhas.

Destas 27 medalhas, oito delas foram de ouro, a última delas conquistada de forma brilhante pela seleção feminina de handebol, campeã mundial diante da Sérvia, em dezembro. Os demais ouros de 2013 vieram com César Cielo (natação – 50 m livre); Arthur Zanetti (ginástica artística – argolas); Rafaela Silva (judô – 57 kg); Jorge Zarif (vela – classe Finn); Robert Scheidt (vela – classe Laser); Poliana Okimoto (maratonas aquáticas – 10 km); e vôlei feminino (Grand Prix).

Diante do ótimo resultado, tanto o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) quanto o Ministério do Esporte – um dos principais financiadores do esporte olímpico nacional, através do Bolsa Atleta e Bolsa Pódio, entre outros convênios – trataram de enaltecer o feito, lembrando em comunicados à imprensa que o Brasil terminou 2013 no oitavo lugar em um hipotético quadro de medalhas envolvendo as competições olímpicas no ano passado. Coincidentemente, o resultado está dentro da meta estabelecida, tanto pelo COB como pelo Ministério, para as Olimpíadas de 2016, no Rio, quando se espera que o país termine os Jogos entre os dez primeiros.

>>> Leia ainda: O dia em que o handebol deixou de ser ‘pé de página’ no Brasil

Mas por uma questão de padronização, esse 8º lugar deveria ser tratado como um 10º lugar. Antes da minha justificativa, uma rápida historinha olímpica…

A extinta União Soviética fez sua estreia em Olimpíadas nos Jogos de Helsinque, em 1952. Em plena Guerra Fria com os Estados Unidos, os soviéticos queriam aproveitar sua primeira participação olímpica para também fazer propaganda do regime comunista. E em sua Vila Olímpica particular (a delegação não quis se misturar com os demais atletas) os dirigentes da URSS instalaram na entrada um quadro onde computava as medalhas que eram conquistadas por seus atletas, em comparação às dos americanos. Era o primeiro quadro de medalhas da história das Olimpíadas. A partir de então, a imprensa passou a publicar listas com o total de medalhas conquistadas a cada edição dos Jogos. Mas essa é uma classificação extra-oficial.

Se você procurar no site do COI (Comitê Olímpico Internacional), não irá encontrar qualquer quadro de medalhas, pois a entidade considera apenas os campeões olímpicos de cada prova. Não sou hipocritamente purista como os nobres membros do COI e considero natural que a imprensa crie uma forma de classificar os ganhadores de medalhas nos Jogos Olímpicos. Porém, é bom deixar claro que oficialmente essa classificação não existe.

>>> Veja também: Mundial de Barcelona coinsagra Cielo, Thiago e Poliana, mas também merece uma reflexão

Os quadros de medalha olímpicos têm em geral sua classificação feita pelo tipo de medalha conquistada: primeiro, ouro, depois a prata, em seguida o bronze e por fim o total de medalhas. Mas é claro que os critérios mudam de acordo com o gosto do freguês. Assim ocorreu com vários veículos de comunicação dos EUA, que começaram a fazer a classificação de seus quadros pelo total de medalhas de Pequim 2008, justamente quando os ouros chineses deixaram as conquistas americanas para trás. No final, a China teve 51 ouros (100 no total) e os EUA faturaram 36 ouros (e 110 no total).

Volto a reforçar: para o COI, essa classificação não tem a menor importância!

No quadro de medalhas olímpicas de 2013 do COB, o critério usado é pelo total de medalhas obtidas. Assim, Japão (dez ouros), Coréia do Sul e Hungria (nove ouros cada um) aparecem atrás do Brasil, que levando em conta a classificação habitualmente adotada pela mídia, ficaria atrás destes três países, mas ainda assim estaria à frente da Austrália ( sete ouros no ano passado), que no quadro original ficou à frente do Brasil.

>>> E mais: O esporte do Brasil merece um campeão como Arthur Zanetti?

Como diz o título do post, o objetivo foi fazer com que uma pequena reflexão seja feita diante dos excelentes resultados obtidos pelos atletas brasileiros no ano que passou. Estamos no caminho certo, mas muito longe ainda de poder apontar o país como uma “potência olímpica”, como alguns mais fanáticos podem pensar.

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quinta-feira, 17 de outubro de 2013 Histórias do esporte, Ídolos, Olimpíadas, Seleção brasileira, Vídeos | 21:59

Há 45 anos, uma final histórica no atletismo olímpico

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Nelson Prudêncio era recordista mundial e medalha de ouro em 68, até o último salto de Saneyev

Nelson Prudêncio era recordista mundial e medalha de ouro em 68, até o último salto de Saneyev

Os Jogos Olímpicos da Cidade do México, em 1968, foram especiais. Provas e personagens inesquecíveis ficaram marcados para sempre na história do esporte. Entre estes momentos especiais, um deles ocorreu há exatos 45 anos. Em 17 de outubro de 1968, uma final histórica marcou o atletismo daqueles Jogos, a do salto triplo masculino. Uma prova que até hoje ainda impressiona.

O que dizer de uma competição na qual o recorde mundial foi quebrado nada menos do que nove vezes, desde a prova de qualificação, realizada um dia antes? A disputa pela medalha de ouro naquele 17 de outubro de 68, no Estádio Olímpico, ficou marcada para sempre pelo duelo entre o soviético Viktor Saneyev, o brasileiro Nelson Prudêncio e o italiano Giuseppe Gentile, que foi quem inaugurou a série de recordes quebrados, saltando 17m22, melhorando a própria marca de 17m10, que havia estabelecido menos de 24 horas antes.

A seguir, Saneyev (um engenheiro agrônomo de origem georgiana) assumiu a liderança, com 17m23. Ele só não esperava que Prudêncio, que não estava entre os favoritos da prova, conseguisse um salto incrível, com 17m27. Seria o salto da medalha de ouro, ninguém no Estádio Olímpico duvidava disso. Até que Saneyev, em sua última tentativa, alcançou a marca de 17m39, que lhe deu o título olímpico e também a condição de recordista mundial. A medalha de prata foi para Prudêncio e a de bronze, para Giuseppe Gentile.

Nelson Prudêncio, que morreu há cerca de um ano, vítima de câncer, disse que jamais conseguiu esquecer aquele momento, mas que só pôde ter a real dimensão do feito daquele 17 de outubro muito tempo depois. Ele tinha razão. Não deve ser fácil você perceber que ajudou a escrever a própria história do esporte, como eles a fizeram na Cidade do México.

Relembre alguns dos momentos inesquecíveis da final do salto trplo nas Olimpíadas de 1968, na Cidade do México

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segunda-feira, 30 de setembro de 2013 Almanaque, Histórias do esporte, Ídolos, Olimpíadas, Seleção brasileira | 23:01

Os 25 anos da primeira grande glória do judô brasileiro

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Aurélio Miguel comemora a conquista da medalha de ouro nas Olímpíadas de Seul

Aurélio Miguel comemora a medalha de ouro nas Olímpíadas de Seul, ao derrotar o alemão Marc Meiling

Bom, sejamos justos, tudo começou de fato lá no distante 1972, com o japonês naturalizado brasileiro Chiaki Ishii ganhando a primeira medalha nos Jogos de Munique, um bronze, na categoria até 93 kg. Depois de 12 anos, Douglas Vieira (prata), Walter Carmona e Luiz Onmura (ambos bronze) voltaram a subir no pódio, numa brilhante participação do país nos Jogos de Los Angeles.

Mas a primeira grande glória só veio há exatos 25 anos, mais precisamente num 30 de setembro de 1988. Para encerrar o mês de setembro em grande estilo, o blog relembra o aniversário da primeira medalha de ouro do judô brasileiro, que veio com Aurélio Miguel, na categoria até 95 kg (meio-pesado), nas Olimpíadas de Seul, derrotando na final o alemão Marc Meiling de maneira incontestável.

Veja também: A maior vergonha da história das Olimpíadas

Uma medalha que veio com quatro anos de atraso, é bom lembrar, pois já se esperava que Aurélio participasse em Los Angeles, mas uma briga com o então presidente da CBJ (Confederação Brasileira de Judô), Joaquim Mamede (sempre ele), acabou adiando a conquista. Em seu lugar, acabou sendo convocado Douglas Vieira, que faturou a prata na ocasião.

Aurélio ainda participaria de mais dois Jogos, em Barcelona 92 (quando teve sua participação confirmada apenas meses antes, após novo embate com a CBJ) e em Atlanta 1996, ocasião em que levou o bronze. Mas é inegável que a conquista de Aurélio Miguel, há 25 anos, abriu o caminho para tornar o judô, com suas 19 medalhas, em um dos pilares do esporte olímpico brasileiro.

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segunda-feira, 23 de setembro de 2013 Almanaque, Histórias do esporte, Ídolos, Olimpíadas | 17:42

A maior vergonha da história das Olimpíadas

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O canadense Ben Johnson chega comemorando sua vitória nos 100 m rasos nos Jogos de Seul. Dois dias depois, a confirmação de que correra dopado

Ben Johnson chega comemorando sua vitória nos 100 m rasos nos Jogos de Seul. Dois dias depois, a confirmação de que correra dopado

Há 25 anos, as Olimpíadas viram cair por terra o pouco que restava de seu romantismo e espírito esportivo, graças ao maior escândalo da história dos Jogos.  No dia 24 de setembro de 1988, o canadense Ben Johson assombrava o mundo, ao derrotar com extrema facilidade seus adversários na final dos 100 m rasos dos Jogos de Seul, entre eles o astro americano Carl Lewis, e ainda por cima quebrando o recorde mundial na prova, com a absurda marca de 9s79.

Dois dias depois, a humilhação suprema: a divulgação do resultado do teste antidoping mostrou que graças ao anabolizante estanozolol, Johnson havia vencido dopado a prova mais nobre do mais nobre das modalidades olímpicas. Uma vergonha para ele, para o Canadá e para todo o esporte. Pior ainda foi que o próprio técnico de Johnson, Charles Francis, admitiu que ministrava ao atleta, desde 1981, doses periódicas de anabolizantes, para que ele conseguisse superar os rivais.

Suspenso por dois anos, Ben Johnson voltou a competir em 1991, sem conseguir resultados expressivos. Em 93, teve um novo teste positivo, em uma prova no Canadá, sendo banido definitivamente do esporte.

Nesta terça-feira, Johnson, atualmente com 51 anos, estará de volta ao mesmo Estádio Olímpico de Seul, no 25º aniversário de sua triste vitória. Ele participará de mais uma etapa de uma campanha mundial contro o doping no esporte, depois de ter passado pelos EUA, Grã-Bretanha, Austrália e Japão.

Duro mesmo é que para o ex-velocista, nada mudou nos últimos 25 anos. “As pessoas ainda estão testando positivo para as mesmas substâncias da época em que eu corria”.

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quinta-feira, 12 de setembro de 2013 Histórias do esporte, Ídolos, Olimpíadas | 19:01

Os 100 anos do primeiro grande herói olímpico

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Jesse Owens competiu em quatro provas nos Jogos de Berlim e conquistou quatro medalhas de ouro

A esta altura, muito já se falou sobre o centenário de nascimento de um dos maiores atletas olímpicos da história moderna, o americano Jesse Owens, que está sendo comemorado nesta quinta-feira, 12 de setembro. Na verdade, tudo o que se falar sobre ele ainda será pouco. Se existe alguém que pode carregar com orgulho o adjetivo “herói”, é justamente Owens.

Para se ter uma ideia da dimensão do feito deste negro americano, nascido na cidade de Oakville, e batizado como James Cleveland Owens, dono de quatro medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936 – nos 100 m, 200 m, revezamento 4 x 100 m e salto em distância – gosto sempre de lembrar uma pequena história que presenciei em 1998, durante a cobertura do Mundial feminino de basquete, em Berlim.

Num determinado dia, estava marcado um pequeno city tour com os jornalistas que cobriam o evento. Como a tabela de jogos só previa atividades para o final da tarde, eu e outros colegas brasileiros presente ao evento resolvemos encarar o passeio.

E depois de passar por diversos pontos turísticos da linda Berlim, na época um verdadeiro canteiro de obras que transformava a cidade, eis que chegamos ao imponente Estádio Olímpico. Por uma infeliz coincidência, o local também estava em reforma, o que impediu nossa entrada. Mas enquanto o ônibus estava estacionado na porta, o guia alemão encheu o peito e disse: ‘Neste estádio, Jesse Owens ganhou quatro medalhas de ouro e humilhou o ditador Adolf Hitler”.

>>> Leia mais sobre outros grandes ídolos olímpicos

E se apenas deixar Hitler com cara de pastel já não fosse suficiente, Jesse Owens também deu um verdadeiro tapa na cara do indecente preconceito racial (que, em menor grau, ainda existe) dos Estados Unidos. “É verdade que Hitler não me cumprimentou, mas também nunca fui convidado para almoçar na Casa Branca”, disse Owens, pelo fato de nunca ter recebido um único telegrama do então presidente americano Franklin Roosevelt, cumprimentando-o pelos feitos em Berlim.

Para mim, Jesse Owens sempre foi e será o primeiro grande herói da história olímpica moderna.

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quarta-feira, 11 de setembro de 2013 Histórias do esporte, Ídolos, Isso é Brasil, Olimpíadas, Política esportiva | 20:02

Ainda sobre a indicação de Bernard para o COI…

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Reprodução de reportagem do Globo, de janeiro de 1992, quando Aurélio Miguel e Joaquim Mamede se entenderam, graças à ajuda de Bernard

Em relação ao post anterior, no qual comento (e critico) a indicação de Bernard Rajzman como membro efetivo do COI (Comitê Olímpico Internacional), ocorrida na última terça-feira, é necessário que se faça uma importante reparação.

Dizem que o maior inimigo de um jornalista é a mémória (ou a falta da mesma). Um grande amigo, Moacir Ciro Martins Júnior, com quem trabalhei emA Gazeta EsportivaDiário de S. Paulo (hoje atuando na assessoria de imprensa do vereador Aurélio Miguel na Câmara Municipal de São Paulo), leu o post a respeito da indicação de Bernard e fez uma correção a um dos fatos apontados no texto – a de que ele nunca lutou pelos interesses dos atletas.

Ciro me lembrou do papel fundamental exercido por Bernard em 1992, quando o então secretário nacional de esportes do governo Collor trabalhou para solucionar o impasse de um grupo de judocas brigado com o então presidente da CBJ, Joaquim Mamede. Entre os rebelados, estavam Aurélio Miguel e um desconhecido judoca de Santos, chamado Rogério Sampaio. Por conta de inúmeros desentendimentos com o cartola, que comandava a CBJ com mão de ferro, numa autêntica ditadura, Aurélio estava fora da seleção brasileira não defenderia seu título olímpico nos Jogos de Barcelona.

Mas foi graças  à participação de Bernard negociando uma paz entre os dois lados, que finalmente houve o acordo, no dia 17 de janeiro de 1992, como atesta a reprodução de reportagem do jornal O Globo que ilustra o post (clique na foto para ampliar). Foi, portanto, a atuação de Bernard como intermediário que permitiu o retorno dos judocas rebeldes – entre eles Rogério Sampaio, que seria campeão olímpico naquele ano.

Quem tem amigo, não morre pagão, valeu Moacir!

PS: O esquecimento meu neste episódio não modifica uma vírgula do que eu penso a respeito da indicação de Bernard para o COI, é bom deixar claro

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