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Arquivo da Categoria Almanaque

domingo, 26 de outubro de 2014 Almanaque, Histórias do esporte, Ídolos, Olimpíadas, Vídeos | 17:00

A medalha de ouro de uma máquina de triturar adversários

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George Foreman comemora a conquista da medalha de ouro nos pesos pesados nos Jogos do México, em 1968

George Foreman comemora a conquista da medalha de ouro nos pesos pesados nos Jogos do México, em 1968

O boxe olímpico sempre foi uma espécie de rito de passagem dos lutadores antes de tentar a sorte como profissional. Funciona assim até hoje, como ocorreu com os brasileiros irmãos Falcão, Esquiva e Yamaguchi, medalhistas nas Olimpíadas de Londres 2012. E já tinha sido assim com Muhammad Ali (então Cassius Clay), Joe Frazier, Sugar Ray Leonard, Oscar De La Hoya, Lennox Lewis e tantos outros.

E foi assim também com George Foreman. Para os mais novos, trata-se daquele senhor bonachão que tem seu nome e fotos estampados em um grill elétrico para fazer sanduíches e carnes mais saudáveis e com pouca gordura (?!?!). Ele é muito mais do que uma marca de eletrodoméstico. George Foreman foi um dos maiores pesos pesados da história do boxe, protagonizou aquela que muitos especialistas definem como a maior luta de todos os tempos, o duelo pelo título mundial no Zaire com Muhammad Ali, que impôs a ele sua primeira derrota como profissional com um nocaute inacreditável, no oitavo assalto, há quase 40 anos. Depois de anos longe dos ringues, quando virou pastor protestante, retomou a carreira, nocauteou o brasileiro Adilson Maguila Rodrigues de forma impiedosa e tornou-se novamente campeão mundial por duas entidades irrelevantes. Nada que diminuísse a importância de Foreman para a história do boxe.

Mas o assunto aqui é esporte olímpico, certo? Pois se você não sabe, Foreman também tem uma brilhante participação no boxe das Olimpíadas. Ele disputou os Jogos da Cidade do México, em 1968, na categoria peso pesado. Tinha apenas 19 anos e pouquíssima (porém vitoriosa) experiência como boxeador: disputou e venceu o campeonato da AAU (Associação Atlética Universitária), que serviu como seletiva para a equipe americana.

>>> Leia também: Relembre como o gênio Muhhamad Ali ganhou o ouro olímpico

No México, Foreman atropelou seus adversários. Com exceção da primeira luta, diante do polonês Lucjan Trela, vencida por pontos, Foreman triturou todos os demais rivais, com um nocaute, sobre o italiano Giorgio Bambini, na semifinal, e duas interrompidas pelo árbitro: contra o romeno Ion Alexe, nas quartas de final, no terceiro assalto; e na grande final, sobre o soviético Jonas Cepulis, que foi poupado pelo juiz no segundo assalto, após ser extremamente castigado pelo americano. Isso ocorreu em 26 de outubro de 1968, há exatos 46 anos.

>>> Veja ainda: A incrível campanha de Sugar Ray Leonard em Montreal 1976

O detalhe mais inusitado foi que, na hora de comemorar a vitória, Foreman sacou do calção uma pequena bandeira americana e ficou agitando-a pelos quatro cantos do ringue. Ironicamente, isso ocorreu dias depois do protesto feito por dois atletas negros dos EUA, Tommie Smith e John Carlos, que no pódio da prova dos 200 m rasos do atletismo, repetiram o gesto do grupo “Panteras Negras”, em apoio à luta pelos direitos dos negros americanos.

Abaixo, um vídeo (com a data errada) da final dos pesos pesados, mostra um pouco do talento e força de George Foreman no boxe olímpico.

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terça-feira, 21 de outubro de 2014 Almanaque, Histórias do esporte, Ídolos, Imagens Olímpicas, Olimpíadas, Vídeos | 14:46

Os 50 anos do bi inédito de Bikila na maratona

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O etíope Abebe Bikila cruza a linha de chegada da maratona nas Olimpíadas de Tóquio, em 64

O etíope Abebe Bikila cruza a linha de chegada da maratona nas Olimpíadas de Tóquio, em 64

O mês de outubro tem sido rico em efemérides olímpicas. E o mais bacana de revirar o baú é poder contar para uma geração mais nova parte da história de alguns dos maiores ídolos do esporte em todos os tempos. É o caso do fundista etíope Abebe Bikila, que no dia 21 de outubro de 1964 faturou o bicampeonato olímpico da maratona, feito inédito até então.

Bikila, para quem não sabe, entrou para a história do esporte olímpico ao conquistar de forma surpreendente a maratona nos Jogos de Roma 1960. E o mais surpreendente ainda, correndo descalço! Depois do ouro inesperado, Bikila, que era um cabo da guarda do imperador Haile Selassie, venceu três maratonas consecutivas em 1961, mas ficou mais de um ano parado e só voltou a competir em 1963. Seis meses antes das Olimpíadas de Tóquio, teve uma crise de apendicite e precisou ser operado. Ainda assim, confirmou que lutaria pelo bicampeonato.

E eis que naquele 21 de outubro, ele novamente largou sem estar entre os favoritos, desta vez usando tênis, por exigência dos organizadores. O calor infernal que fazia em Tóquio naquele dia, somado ao fato de a largada ter ocorrido às 13h, tornou a prova ainda mais difícil. Os competidores, um a um, iam sucumbindo ao longo dos 42,195 km do percurso.

Menos Abebe Bikila, que chegou com passadas firmes e estabelecendo a melhor marca do mundo para a maratona (2h12min11seg). O mais surreal para os japoneses que lotavam o Estádio Nacional de Tóquio foi vê-lo saltando e fazendo exercícios de alongamento, mostrando que teria condições de correr mais dez quilômetros se precisasse.

As imagens abaixo da maratona dos Jogos de 1964 mostram que Abebe Bikila, morto em 1973, foi um gênio do esporte olímpico.

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segunda-feira, 20 de outubro de 2014 Almanaque, Histórias do esporte, Imagens Olímpicas, Olimpíadas, Vídeos | 17:36

Um salto para a história do atletismo

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Dick Fosbury executa um de seus saltos na final do salto em altura das Olimpíadas de 1968

Dick Fosbury executa um de seus saltos na final do salto em altura das Olimpíadas de 68

Bela dica do amigo e jornalista Luís Augusto Simon, o popular Menon, colega de tantas outras redações esportivas por aí: neste 20 de outubro, completam-se exatos 46 anos de um salto que mudou a história do atletismo mundial.

A imagem acima registra o americano Dick Fosbury na prova do salto em altura, em que ele levou a medalha de ouro nas Olimpíadas da Cidade do México 1968. O detalhe importante é justamente a forma com que ele executou seu salto. O que parece natural aos olhos de hoje foi revolucionário em 20/10/1968. Ele foi o primeiro atleta a ganhar um ouro olímpico saltando de costas para o sarrafo, em um estilo que foi batizado com seu nome.

O normal, até então, era que o atleta projetasse o corpo de frente para o sarrafo, o que já era uma evolução dos primeiros saltos, no início do século 20, o chamado estilo “tesoura”.

A final do salto em altura dos Jogos de 1968 não foi especial somente pelo revolucionário salto de Fosbury. A disputa entre ele, seu compatriota Ed Caruthers e o soviético Valentin Gavrilov (justamente os três que dividiram o pódio) foi extremamente apertada, sendo que Fosbury só assegurou o ouro com a marca de 2,24 m na última tentativa, após Caruthers ter queimado seus três saltos. E pensar que o inventor do salto que é adotadop por todos os atuais atletas na atualidade nem era considerado o favorito, após ter ficado em terceiro lugar na seletiva americana.

Abaixo, um breve filme que mostra a evolução do estilo do salto em altura na história dos Jogos Olímpicos.

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quarta-feira, 15 de outubro de 2014 Almanaque, Histórias do esporte, Ídolos, Imagens Olímpicas, Olimpíadas, Seleção brasileira, Vídeos | 09:00

Aída dos Santos, a heroína sem medalha

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Aída dos Santos completa mais um de seus saltos na final do salto em altura

Aída dos Santos completa mais um de seus saltos na final do salto em altura em Tóquio 1964

Nesta quarta-feira completam-se 50 anos de uma das passagens mais emocionantes e também emblemáticas do esporte brasileiro. Foi num mesmo 15 de outubro que Aída dos Santos, uma atleta de origem pobre, nascida em um favela de Niterói (RJ), negra e dona de um talento impressionante, entrou para a história do olimpismo do Brasil ao conseguir nos Jogos de Tóquio 1964 um feito que nenhuma mulher do país jamais havia chegado perto, ao terminar em quarto lugar a prova final do salto em altura, e por muito pouco não ficou com uma medalha. Sob a ótica de hoje, na qual o esporte feminino brasileiro é cada vez mais forte, parece algo banal. Mas há 50 anos, o resultado de Aída foi gigantesco.

Um dos capítulos do livro “100 anos de Olimpíadas – de Atenas a Atlanta”, do jornalista Maurício Cardoso (editora Scritta), retrata bem como foi extremamente complicada a heróica participação de Aída do Santos nos Jogos de Tóquio. Única mulher na delegação, única representante no atletismo, ela não tinha técnico, médico, massagista, nada. Nem mesmo uniforme de competição recebeu dos dirigentes, tendo que utilizar um antigo de sua participação no Campeonato Sul-Americano. Para os treinos, usava um de seu clube, o Botafogo. Também não tinha sapatilha e treinava com um tênis comum. Em Tóquio, ficou sabendo que em um estande na Adidas na Vila Olímpica conseguia uma sapatilha de graça, mas só conseguiu um calçado para correr a prova dos 100 metros.

O desprezo e pouco caso com Aída dos Santos dentro da delegação brasileira era tanto que na manhã daquele 15 de outubro, quando deixava a Vila para se dirigir ao Estádio Nacional, onde seriam realizadas as eliminatórias do salto em altura, foi saudada desta maneira por um cartola [segundo a descrição do livro de Cardoso]: “Te esperamos para o almoço, Aída”, disse o dirigente, contando que a atleta não passaria para as 12 finalistas entre as 27 concorrentes.. Só que ele se enganou redondamente.

Aída não apenas se classificou como na final esteve na disputa por medalhas até o último momento. Salto a salto, a brasileira sem técnico, sem apoio e que competia machucada (ela havia se contundido nas eliminatórias) resistia bravamente. Quando alcançou a marca de 1,74 m, chegou a liderar a prova. Até que quando o sarrafo chegou a 1,76 m, ela queimou as três tentativas e foi eliminada. Iolanda Balas, da Romênia, acabou levando o ouro.

A linda história de Aída dos Santos está retratada em um belíssimo documentário lançado ás vésperas dos Jogos de Londres 2012, pelo projeto Memória do Esporte Olímpico Brasileiro. “Aída dos Santos – Uma Mulher de Garra”, levou a atleta de volta ao Estádio Nacional, quase cinco décadas depois daquele 15 de outubro. Para quem não viu, vale muito a pena.

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sexta-feira, 10 de outubro de 2014 Almanaque, Histórias do esporte, Imagens Olímpicas, Olimpíadas, Vídeos | 15:28

O dia em que o Japão renasceu para o esporte mundial

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O jovem Yoshinori Sakai, que nasceu no dia em que a bomba nuclear destruiu Hiroshima, sobe a arquibancada para acender a pira olímpica em 1964

Yoshinori Sakai, que nasceu no dia em que a bomba nuclear destruiu Hiroshima, sobe para acender a pira olímpica

O dia 10 de outubro tem uma importância especial para o povo japonês. Há exatos 50 anos, menos de duas décadas após ter sido praticamente destruído por duas bombas atômicas que definiram o final da Segunda Guerra Mundial, a cidade de Tóquio celebrava em festa a cerimônia de abertura da 18ª edição dos Jogos Olímpicos. Se existe uma Olimpíada que merece  ser lembrada para sempre, a de Tóquio 1964 sem dúvida é a minha preferida. Simplesmente pelo fato de um país que havia sido efetivamente reconstruído ter conseguido fazer os Jogos de forma irretocável.

O renascimento do Japão para o esporte mundial também trouxe fatos marcantes na história olímpica. Foi nos Jogos de Tóquio que o judô e o vôlei passaram a integrar o programa esportivo; Tóquio recebeu a primeira edição das Olimpíadas na Ásia; as ruas da capital japonesa viram também o primeiro bicampeão olímpico da maratona, o etíope Abebe Bikila; e a ginasta soviética Larysa Latynina tornou-se a maior ganhadora individual de medalhas, 12 no total (incluindo as que havia conquistado em Roma 1960).

Mas talvez nada tenha sido mais marcante nos Jogos de 1964 do que a cerimônia de abertura e o momento em que a pira olímpica foi acesa. Diante de um Estádio Nacional lotado e com muitos torcedores chorando, o jovem Yoshinori Sakai, nascido exatamente no dia em que a bomba destruiu a cidade de Hiroshima, entrou correndo na pista de atletismo, carregando a tocha olímpica. Com aquele gesto, ele homenageava às vítimas do holocausto nuclear e um apelo à paz mundial.

A foto que abre o post e o vídeo abaixo ajudam a explicar porque aquele 10 de outubro de 1964 foi tão especial:

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domingo, 31 de agosto de 2014 Almanaque, Ídolos, Mundiais, Seleção brasileira | 00:55

As medalhas do Brasil nos Mundiais de judô

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A brasileira Mariua Suelen Altheman não conseguiu superar a cubana Idalys Ortiz na final da categoria acima de 78 kg

A brasileira Maria Suelen Altheman (à esquerdas) não conseguiu superar a cubana Idalys Ortiz na final da categoria acima de 78 kg

No último dia de disputas individuais do Campeonato Mundial de judô, que está sendo realizado na cidade russa de Chelyabinsk, na Rússia, o Brasil ampliou seu número de medalhas na competição. O melhor resultado foi obtido por Maria Suelen Altheman, na categoria acima de 78 kg, que acabou repetindo o desempenho do Mundial do ano passado, realizado no Brasil, e ficou com a medalha de prata. Novamente derrotada pela forte cubana  Idalys Ortiz, por ippon, em uma luta na qual ela saiu com uma contusão no joelho.

Depois, foi a vez de Rafael Silva, na categoria acima de 100 kg, que não repetiu o vice-campeonato de 2013 mas não deixou a Rússia com as mãos abanando, ao levar o bronze após derrotar o alemão Roy Meier. Neste domingo, o Mundial de Chelyabinsk se encerra com a disputa do torneio por equipes.

No geral, o Brasil soma um total de 38 medalhas em Mundiais de judô ao longo da história.

Confira abaixo todas as medalhas brasileiras

Medalha de ouro

João Derly – 66 kg – Cairo (Egito)/2005
João Derly – 66 kg – Rio de Janeiro (Brasil)/2007
Tiago Camilo – 81 kg – Rio der Janeiro (Brasil)/2007
Luciano Corrêa (100 kg) – Rio de Janeiro (Brasil)/2007
Rafaela Silva (57 kg) – Rio de Janeiro (Brasil)/2013
Mayra Aguiar (78 kg) – Chelyabinsk (Rússia)/2014

Medalha de prata

Aurélio Miguel – 95 kg – Hamilton (Canadá)/1993
Aurélio Miguel – 95 kg – Paris (França)/1997
Mayra Aguiar – 78 kg – Tóquio (Japão)/2010
Leandro Guilheiro – 81 kg -Tóquio (Japão)/2010
Leandro Cunha – 66 kg – Tóquio (Japão)/2010
Leandro Cunha – 66 kg – Paris (França)/2011
Rafaela Silva – 57 kg – Paris (França)/2011
Érika Miranda – 52 kg – Rio de Janeiro (Brasil)/2013
Maria Suelen Altheman – + 78 kg – Rio de Janeiro (Brasil)/2013
Rafael Silva – + 100 kg – Rio de Janeiro (Brasil)/2013
Maria Suelen Altheman – + 78 kg – Chelyabinsk (Rússia)/2014

Medalha de bronze

Chiaki Ishii – 93 kg – Ludwigshafen (Alemanha)/1971
Walter Carmona – 86 kg – Paris (França)/1979
Aurélio Miguel – 95 kg – Essen (Alemanha)/1987
Rogério Sampaio – 73 kg – Hamilton (Canadá)/1993
Daniele Zangrando – 56 kg – Tóquio (Japão)/1995
Edinanci Silva – 72 kg – Paris (França)/1997
Fúlvio Myata – 60 kg – Paris (França)/1997
Sebastian Pereira – 73 kg – Birmingham (Inglaterra)/1999
Mario Sabino – 100 kg – Osaka (Japão)/2003
Edinanci Silva – 78 kg – Osaka (Japão)/2003
Carlos Honoraro – 90 kg – Osaka (Japão)/2003
Luciano Correa – 100 kg – Cairo (Egito)/2005
João Gabriel Schilittler – + de 100 kg – Rio de Janeiro (Brasil)/2007
Sarah Menezes – 48 kg – Tóquio (Japão)/2010
Sarah Menezes – 48 kg – Paris (França)/2011
Leandro Guilheiro – 81 kg – Paris (França)/2011
Mayra Aguiar – 78 kg – Paris (França)/2011
Sarah Menezes – 48 kg – Rio de Janeiro (Brasil)/2013
Mayra Aguiar – 78 kg – Rio de Janeiro (Brasil)/2013
Érika Miranda – 52 kg – Chelyabinsk (Rússia)/2014
Rafael Silva – + 100 kg – Chelyabinsk (Rússia)/2014

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sábado, 8 de março de 2014 Almanaque, Ídolos, Listas, Mundiais, Seleção brasileira | 17:41

Duda, um bicampeão que gosta de fortes emoções

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Duda assegurou o bicampeonato mundial apenas no último salto

Duda assegurou o bicampeonato mundial apenas no último salto na Polônia

O paulista Mauro Vinícius da Silva, o Duda, que entrou para a história do atletismo do Brasil ao tornar-se neste sábado o primeiro bicampeão mundial indoor (pista coberta), na prova do salto em distância, em Sopot (Polônia), certamente deve apreciar aqueles passeios “com emoção”, que são feitos nas dunas de Natal e Fortaleza, com os carros descendo em alta velocidade, para desespero dos turistas. Brincadeira à parte, só isso explica o que esse rapaz fez no Campeonato Mundial de Sopot, na Polônia, tanta na qualificação quanto na final.

Veja também sobre o Mundial indoor

>>> De olho no Mundial, atletismo do Brasil larga bem em 2014

Na sexta-feira, ele passou no sufoco, ao cravar o salto de 8,02 m na terceira e última tentativa. Parecia estar sofrendo os efeitos das lesões que o atormentaram no ano passado e no início deste ano, como revelou ao iG Esporte. Quase ficou fora da final. E neste sábado, quando ocupava apenas o quinto lugar, partiu para o último salto tendo como melhor marca 8,06 m e cravou o incrível salto dse 8,28 m, superando o chinês Jinzhe Li, que liderava a prova até então e que tinha 8,23 m como melhor marca.

Duda, vai gostar de emoção forte assim lá em Sopot!

Confira abaixo todas as 15 medalhas do Brasil na história dos Mundiais indoor de atletismo:

Medalha de Ouro

José Luiz Barbosa (800 m) – 1min47s49 – Indianápolis 1987, Estados Unidos
Fabiana Murer (salto com vara) – 4,80 m – Doha 2010, Catar
Mauro Vinícius da Silva (salto em distância) – 8,23 m – Istambul 2012, Turquia
Mauro Vinícius da Silva (salto em distância) – 8,28 m – Sopot 2014, Polônia

 Medalha de Prata

José Luiz Barbosa (800 m) 1min45s55 – Budapeste 1989, Hungria
Jadel Gregório (salto triplo) 17,43 m – Budapeste 2004, Hungria
Jadel Gregório (salto triplo) 17,56 m – Moscou 2006, Rússia
Maurren Maggi (salto em distância) 6,89 m – Valência 2008, Espanha
Revezamento Masculino* (Medley) 3min16s11 – Toronto, Canadá

Medalha de Bronze

João Batista Eugênio da Silva (200 m) 21s19 – Paris 1985, França
Robson Caetano da Silva (200 m) 20.92 – Indianápolis 1987, Estados Unidos
Maurren Maggi (salto em distância) 6,70 m – Birmingham 2003, Grã-Bretanha
Osmar Barbosa dos Santos (800 m) 1min46s26 – Budapeste 2004, Hungria
Fabiana Murer (salto com vara) 4,70 m – Valência 2008, Espanha
Keila Costa (salto em distância) 6,63 m – Doha 2010, Catar

*Gilmar da Silva Santos (800 m), André Domingos da Silva (200 m), Sidnei Teles de Souza (200 m), Eronilde Nunes de Araújo (400 m)

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segunda-feira, 30 de setembro de 2013 Almanaque, Histórias do esporte, Ídolos, Olimpíadas, Seleção brasileira | 23:01

Os 25 anos da primeira grande glória do judô brasileiro

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Aurélio Miguel comemora a conquista da medalha de ouro nas Olímpíadas de Seul

Aurélio Miguel comemora a medalha de ouro nas Olímpíadas de Seul, ao derrotar o alemão Marc Meiling

Bom, sejamos justos, tudo começou de fato lá no distante 1972, com o japonês naturalizado brasileiro Chiaki Ishii ganhando a primeira medalha nos Jogos de Munique, um bronze, na categoria até 93 kg. Depois de 12 anos, Douglas Vieira (prata), Walter Carmona e Luiz Onmura (ambos bronze) voltaram a subir no pódio, numa brilhante participação do país nos Jogos de Los Angeles.

Mas a primeira grande glória só veio há exatos 25 anos, mais precisamente num 30 de setembro de 1988. Para encerrar o mês de setembro em grande estilo, o blog relembra o aniversário da primeira medalha de ouro do judô brasileiro, que veio com Aurélio Miguel, na categoria até 95 kg (meio-pesado), nas Olimpíadas de Seul, derrotando na final o alemão Marc Meiling de maneira incontestável.

Veja também: A maior vergonha da história das Olimpíadas

Uma medalha que veio com quatro anos de atraso, é bom lembrar, pois já se esperava que Aurélio participasse em Los Angeles, mas uma briga com o então presidente da CBJ (Confederação Brasileira de Judô), Joaquim Mamede (sempre ele), acabou adiando a conquista. Em seu lugar, acabou sendo convocado Douglas Vieira, que faturou a prata na ocasião.

Aurélio ainda participaria de mais dois Jogos, em Barcelona 92 (quando teve sua participação confirmada apenas meses antes, após novo embate com a CBJ) e em Atlanta 1996, ocasião em que levou o bronze. Mas é inegável que a conquista de Aurélio Miguel, há 25 anos, abriu o caminho para tornar o judô, com suas 19 medalhas, em um dos pilares do esporte olímpico brasileiro.

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sexta-feira, 27 de setembro de 2013 Almanaque, Imagens Olímpicas, Olimpíadas, Vídeos | 18:58

Tocha olímpica dos Jogos de Inverno 2014 será acesa domingo

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Pdestal com a chama olímpica, localizado na cidade de Olympia, na Grécia

Pedstal com a chama olímpica, localizado na cidade de Olympia, na Grécia. Neste domingo, será a vez das Olimpíadas de Inverno

O primeiro evento oficial das Olimpíadas de Inverno de 2014, que serão realizadas na cidade de Sochi, na Rússia, acontece neste domingo. Em cerimônia marcada para a cidade de Olympia, na Grécia, a tocha olímpica será acesa e iniciará sua trajetória até a Rússia, onde o revezamento oficial da tocha olímpica em terrítório russo, no dia 5 de outubro, iniciando sua viagem no dia 6. O final da jornada está previsto para o dia 7 de fevereiro de 2014, quando a tocha entrará no Estádio Fisht, em Sochi, no dia da cerimônia de abertura dos Jogos de Inverno.

O site oficial de Sochi 2014 promete transmitir ao vivo a cerimônia neste domingo. Clique aqui para acompanhar.

O COI (Comitê Olímpico Internacional) preparou um vídeo especial que conta um pouco da história dos revezamentos da tocha olímpica dos Jogos de Inverno. Embora seja uma competição sem muito apelo para o público brasileiro, sempre traz belas imagens. Veja e curta:

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segunda-feira, 23 de setembro de 2013 Almanaque, Histórias do esporte, Ídolos, Olimpíadas | 17:42

A maior vergonha da história das Olimpíadas

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O canadense Ben Johnson chega comemorando sua vitória nos 100 m rasos nos Jogos de Seul. Dois dias depois, a confirmação de que correra dopado

Ben Johnson chega comemorando sua vitória nos 100 m rasos nos Jogos de Seul. Dois dias depois, a confirmação de que correra dopado

Há 25 anos, as Olimpíadas viram cair por terra o pouco que restava de seu romantismo e espírito esportivo, graças ao maior escândalo da história dos Jogos.  No dia 24 de setembro de 1988, o canadense Ben Johson assombrava o mundo, ao derrotar com extrema facilidade seus adversários na final dos 100 m rasos dos Jogos de Seul, entre eles o astro americano Carl Lewis, e ainda por cima quebrando o recorde mundial na prova, com a absurda marca de 9s79.

Dois dias depois, a humilhação suprema: a divulgação do resultado do teste antidoping mostrou que graças ao anabolizante estanozolol, Johnson havia vencido dopado a prova mais nobre do mais nobre das modalidades olímpicas. Uma vergonha para ele, para o Canadá e para todo o esporte. Pior ainda foi que o próprio técnico de Johnson, Charles Francis, admitiu que ministrava ao atleta, desde 1981, doses periódicas de anabolizantes, para que ele conseguisse superar os rivais.

Suspenso por dois anos, Ben Johnson voltou a competir em 1991, sem conseguir resultados expressivos. Em 93, teve um novo teste positivo, em uma prova no Canadá, sendo banido definitivamente do esporte.

Nesta terça-feira, Johnson, atualmente com 51 anos, estará de volta ao mesmo Estádio Olímpico de Seul, no 25º aniversário de sua triste vitória. Ele participará de mais uma etapa de uma campanha mundial contro o doping no esporte, depois de ter passado pelos EUA, Grã-Bretanha, Austrália e Japão.

Duro mesmo é que para o ex-velocista, nada mudou nos últimos 25 anos. “As pessoas ainda estão testando positivo para as mesmas substâncias da época em que eu corria”.

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