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domingo, 19 de abril de 2015 Ídolos, Isso é Brasil, Olimpíadas, Pan-Americano, Seleção brasileira | 12:52

Um adeus sem pompas para Maurren Maggi

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Maurren anunciou seu adeus do atletismo, mas tem índice para brigar pelo tetra no Pan de Toronto

Maurren anunciou seu adeus do atletismo, mas tem índice para brigar pelo tetra no Pan de Toronto

A notícia veio assim, de repente, no meio da transmissão da TV Globo do evento “Mano a Mano”, que contou com a presença do superstro Usain Bolt: o narrador Alex Escobar chamou a saltadora Maurreen Maggi, campeã olímpica em Pequim 2008, para fazer um comentário específico a respeito de atletas com mais de 30 anos e deu a deixa. Foi então que Maurren disse com todas as letras que “esse é o último ano da minha carreira (…), Esse ano é o último meu, e ano que vem é só a Rede Globo, e a gente trabalha com qualidade, um time campeão com a gente”.

Para quem não sabe, Maurren é uma das integrantes da badalada equipe de comentaristas que a emissora montou para a cobertura dos Jogos do Rio 2016, que conta com nomes como Guga (tênis), Giba (vôlei), Daiane dos Santos (ginástica artística), Gustavo Borges (natação), entre outros.

Nada contra a opção de um atleta decidir quando é a hora de abandonar a carreira. Isso é algo de cunho pessoal, cada um sabe o momento certo de parar. O que fica de questionamento é sobre a forma abrupta e porque não dizer um tanto inesperada que o fato ocorreu.

Na prática, o atletismo já vinha ensaiando o adeus a Maurren Maggi desde o final das Olimpíadas de Londres 2012, quando não conseguiu passar pelas eliminatórias do salto em distância, prova na qual ela tornou-se a primeira mulher campeã olímpica do Brasil no atletismo. De lá para cá, passou por problemas físicos, encarou dificuldades de patrocínio e até mesmo encarou uma vaquinha virtual para custear seus treinamentos. Tudo por conta do sonho de fazer uma despedida em alto estilo, nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016.

+ Relembre: O drama de Maurren e a “vida real” do esporte brasileiro

Em todas as suas entrevistas nos últimos tempos, Maurren sempre repetia que desejava fazer sua retirada do esporte diante da torcida. Começou a temporada 2015 e ela obteve o índice para os Jogos Pan-Americanos de Toronto, ao saltar 6m51 em uma competição na cidade de Campinas. Ainda tentava alcançar a marca para o Mundial de Pequim, que será realizado no mesmo Ninho do Pássaro, de tão doces lembranças para ela.

Só que talvez o bom senso tenha falado mais alto e a própria Maurren viu que o sonho para fazer seu adeus diante da torcida brasileira estava longe demais. E a confirmação veio no meio de uma transmissão de TV, quase como um pronunciamento um tanto perdido, no meio do belo evento feito neste domingo, no Jockey Club Brasileiro, no Rio, e cuja estrela maior obviamente era Bolt.

O certo seria que ela fosse levada para o meio da pista, e de microfone em punho, diante do público, anunciasse sua decisão, para receber os merecidos aplausos que uma campeã olímpica merece. A forma como o anúncio ocorreu, sem pompas, foi frustante.

Maurren Maggi poderá marcar sua despedida com um tetracampeonato pan-americano em Toronto, coincidentemente no mesmo país que viu seu primeiro ouro no salto em distância na competição, em Winnipeg 1999. Depois, venceu no Rio 2007 e em Guadalajara 2011. Só não brigará pelo penta por conta do caso de doping às vésperas de Santo Domingo 2003, que a deixou dois anos fora das competições. Uma carreira brilhante, coroada pelo ouro olímpico em Pequim 2008 e que merece muitas homenagens.

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4 comentários | Comentar

  1. 54 aguinaldo cardoso 23/04/2015 16:16

    melhor atleta brasileira de todos os tempos

  2. 53 TatiAne Gonçalves 19/04/2015 20:25

    Sentiremos falta vc é uma pessoa iluminada que fez bem ao atletismo e em minoria predominante como o futebol ganhar um ouro olímpico é mais que um sonho. É muito trabalho dedicação e muito Deus presente em sua vida nossa heroína perna que o BrAsil da mais audiência pro assassino do que para seus heróis.-

  3. 52 David Dias 19/04/2015 15:55

    O mundo gira e a Lusitana roda. Tudo na Terra tem inicio, meio e fim. Eternos somente DEUS e o UNIVERSO, e tudo no Universo, afora DEUS evolui e se renova, há a dinâmica caso assim não fosse ainda estaríamos andando de quatro. E, nada é insubstituível. Ela fez a parte dela e teve a dignidade para o fazer bem e tem o direito de tomar a decisão que assim o desejar.

  4. 51 Ronaldo 19/04/2015 14:37

    Campeã olímpica em país que protege mais o bandido que o atleta amador, é a essência do heroísmo. Essa senhora e todos ou outros que dedicaram os melhores e mais produtivos anos de suas vidas, a promover o país no exterior, sem o menor apoio, por meio da prática esportiva, apresentando resultados que demonstraram seu empenho, deveriam no mínimo ser nomeadas para cargo de assessoria no Ministério do Esporte, como compensação por sua dedicação e utilidade na preparação de futuros atletas e eventos esportivos. Infelizmente, este deve estar entre os mais injustos países do planeta, pois aqui safados enriquecem, acomodados sobrevivem e trabalhadores, os verdadeiros patriotas são aviltados e menosprezados.

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