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sábado, 13 de dezembro de 2014 Isso é Brasil, Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 00:11

O vôlei do Brasil não merece os cartolas que têm

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Seleção feminina comemora a medalha de ouro nas Olimpíadas de Londres, na última grande glória do vôlei brasileiro (Foto: Getty Images)

Seleção feminina comemora a medalha de ouro nas Olimpíadas de Londres, na última grande glória do vôlei brasileiro (Foto: Getty Images)

Muita atenção para estes nomes…

Willian, Montanaro, Renan, Bernard, Xandó e Amauri

Jaqueline, Isabel, Vera Mossa, Heloisa, Dulce e Ivonete

Mauricio, Marcelo Negrão, Tande, Giovanni, Paulão e Carlão

Ana Moser, Fernanda Venturini, Ana Paula, Ana Flávia, Márcia Fu e Ida

Ricardinho, Nalbert, Escadinha, Rodrigão, Giba e Dante

Dani Lins, Jaqueline, Fabiana, Fabi, Sheilla e Thaisa

Estão listados acima apenas alguns dos grandes responsáveis pelas grandes conquistas do vôlei brasileiro nos últimos 30 anos. Poderia perfeitamente preencher pelo menos mais umas 10 linhas listando alguns dos grandes times brasileiros em Campeonatos Mundiais e Jogos Olímpicos. Sem falar na turma que brilhou no vôlei de praia, o irmão mais novo porém igualmente vencedor, com Emanuel, Ricardo, Alisson, Sandra Pires, Shelda, Jaqueline Silva, Adriana Behar, Larissa, Juliana…

O fato é que todos estes nomes, que tantas glórias fizeram para tornar do vôlei o segundo esporte mais popular do Brasil, não merecem os dirigentes que jogaram a modalidade na lama neste ano de 2014, culminando com o grande vexame ocorrido nesta quinta-feira, quando o Banco do Brasil suspendeu o histórico e milionário patrocínio (estimado em R$ 70 milhões anuais) pagos à CBV (Confederação Brasileira de Vôlei). Tudo isso motivado após a divulgação de um relatório da CGU (Controladoria Geral da União), apontando diversas irregularidades em contratos firmados pela entidade, que chegam a R$ 30 milhões. No popular, dinheiro público que seria destinado ao desenvolvimento e manutenção da modalidade foi desviado, sabe-se lá para onde.

As denúncias feitas pela “ESPN”, em uma sensacional série de reportagens do jornalista Lúcio de Castro desde o início do ano, jogaram por terra a imagem de competência dos cartolas da CBV. Durante muitos anos, passou-se a imagem de que o vôlei era uma ilha de excelência no atrasado mundo olímpico brasileiro. Pelos resultados em quadra, somente das quadras de vôlei o país poderia aprender a criar um modelo vencedor. Centro de Treinamento de última geração, categorias de basa sempre revelando nomes para as seleções, o vôlei virou uma referência para as demais modalidades.

Mas o modelo vencedor, um “case” de sucesso em gestão esportiva segundo o ex-presidente Ary Graça, atual mandatário da FIVB (Federação Internacional de Vôlei), também tinha seus problemas. Basta relembrar a quantidade de equipes que fecharam as portas nos últimos anos, a despeito de ter uma liga nacional com exposição extrema nos canais de esporte a cabo (na TV aberta, apenas as finais e as seleções tinham espaço). É estranho também um esporte tão vencedor ver um êxodo de atletas nos últimos anos. Sheilla e Bruninho, que atuam na Europa. são apenas dois exemplos, enquanto Jaqueline ficou uma temporada sem clube, tendo acertado há pouco com o Minas.

Que todo este vexame que o vôlei viveu ao longo do ano, inclusive nos últimos dias de 2014, sirva para afastar todos os cartolas corruptos de uma vez. E torcer para que esta crise que parecia inimaginável até um tempo atrás não afete o desempenho das equipes nas Olimpíadas de 2016, no Rio.

 

 

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3 comentários | Comentar

  1. Marcelo Laguna 14/12/2014 16:59

    Não há e não houve nenhuma censura do iG na aprovação de comentários, Marco Galvão. O problema é que não acessei o blog sábado e quem faz a moderação sou eu mesmo. Apenas isso. Obrigado pela audiência.

    Abs

  2. 53 Marco Galvão 13/12/2014 14:57

    Esse é o “Nosso” País, chafurdado em lama por todo lado. Sem hospitais, sem escolas que funcionem de forma descente, sem segurança. Acredito inclusive que dirigentes do próprio Banco do Brasil levaram vantagem nessa história toda. Empresas públicas não fazem nada sem que alguém leve algum.

    Nossa esperança foi-se embora com o fim das manifestações havidas ano passado, era o incentivo que precisávamos para colocar deputados, senadores, vereadores, prefeitos, governadores e porque não presidente para fora do poder debaixo de tapas e expostos ao ridículo e com todos os seus bens confiscados. Somos covardes, corruptos, mesquinhos e interesseiros. O que está no poder é uma amostra tirada da nossa população. Reflete exatamente o que somos.

  3. Marcelo Laguna 14/12/2014 17:00

    Essa da Superliga já seria uma boa ideia, Denise, embora no caso do basquete, a independência do NBB não trouxe muita melhora à CBB, né? Mas acho um caminho bem válido mesmo. Beijos

  4. 52 denise 13/12/2014 13:46

    Laguna, sinceramente, acho que era o caso da Superliga se tornar independente, como no caso do basquete, baixar intervenção, como foi na vela (que está cumprindo três anos sem poder receber dinheiro público), afastar todos e começar de novo…. (aliás, era bom como exemplo para se colocarem as chamadas “barbas de molho”, como a gente lia em gibis….

  5. 51 VIANA 13/12/2014 12:22

    Isto esta cheirando a muita corrupção destes cartolas da CBV-Confederação Brasileira de Vôlei. Eles devem estar achando que 70 milhões de reais é pouco, e ai com este rompimento, vão tentar vender este patrocínio por muito mais, podendo desviar muito mais do que 30 milhões de reais. Eles não estão preocupados com o sucesso do vôlei brasileiro, isto é o que menos importa. Por outro lado, é bom que se diga, que o governo nada tem a ver com isto, visto que, tudo isto, decorre da falta de compromisso e caráter dos nossos dirigentes esportivos !!

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