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terça-feira, 18 de novembro de 2014 Jogos de Inverno, Olimpíadas | 17:46

Não se engane: “pacotão” do COI veio para salvar os Jogos

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Thomas Bach conversa com um grupo de atletas olímpicos na sede do museu olímpico (Foto: Reuters)

Thomas Bach conversa com um grupo de atletas na sede do museu olímpico (Foto: Reuters)

A imagem despojada e simpática de Thomas Bach, presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), conversando ao lado de diversos atletas nesta terça-feira na sede do Museu Olímpico, antes de anunciar as propostas de mudança para a organização dos Jogos Olímpicos, é emblemática. Por trás deste ar de bate-papo em um café suíço estava a preocupação de Bach em mostrar ao seus interlocutores  a necessidade de aprovar boa parte das 40 mudanças propostas para a chamada “Agenda 20+20”, que visa modernizar e tornar mais sustentáveis os próximos Jogos Olímpicos, de verão e inverno.

Pelo teor apresentado nas propostas, o recado foi claro: ou o COI muda ou corre o sério risco de ver sua joia da coroa (as Olimpíadas) ser destruída.

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Para quem acha que isso é uma previsão exageradamente catastrofista, pego como exemplo apenas uma das recomendações anunciadas por Bach e que serão votadas na próxima Asssembleia Geral do COI, em dezembro, em Monaco: a das sedes dos Jogos compartilhadas. “Se você tem um país menor que não tem um lago para provas de vela, por que não ir a um país vizinho? Continuaria a ser uma candidatura da cidade, mas poderia ser complementada com parceiros”, disse Bach. Mais detalhes sobre as recomendações do COI você pode checar aqui e aqui (em inglês)

O sinal dado pelo COI foi claro. É preciso reduzir custos, tornar os Jogos mais sustentáveis, porque a situação caminha para ficar inviável a futuras cidades que desejem receber as Olimpíadas. Uma das frases de Thomas Bach na entrevista coletiva desta terça-feira comprova isso. “Agora chegou a hora das mudanças”.

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1 comentário | Comentar

  1. Marcelo Laguna 18/11/2014 21:38

    Concordo plenamente com você. O rio poderia muito bem dividir os Jogos com São Paulo e Belo Horizonte, por exemplo. Ou mesmo transferir a canoagem para Foz do Iguaçu, onde normalmente já ocorrem as competições nacionais e internacionais.

    Abraços

  2. 51 Francisco 18/11/2014 20:32

    Sem dúvida que dá uma pontada no coração trair algumas das marcas fundamentais na tradição Olímpica, mas o próprio êxito dos jogos lhe emprestou um gigantismo proibitivo.

    A canoagem é emblemática: como assim, “construir um rio”?

    O custo fica alto e, no caso do Brasil, por exemplo, a canoagem não tem uma tradição que justifique o investimento. Veja bem: sou entusiasta e creio que, às vezes, a criação do espaço pode induzir à prática esportiva (se não houvesse ginásios de vôlei já construidos, dificilmente o vôlei teria se tornado segundo esporte brasileiro, certo?).

    Mas há limites! Creio que duas ou três cidades próximas poderiam ser a sede dos jogos nos países “grandes”, ou até mesmo a olimpíada, no caso de um país menor, ser “do país”.

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