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quinta-feira, 4 de setembro de 2014 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas | 22:32

Rio 2016 não tem plano B para campo de golfe

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As obras do campo de golfe para os Jogos de 2016 correm o risco de não serem concluídas a tempo

As obras do campo de golfe para os Jogos de 2016 correm o risco de não serem concluídas a tempo

A organização dos Jogos Olímpicos do Rio 2016 encarou com aparente tranquilidade a decisão do juiz da 7ª Vara da Fazenda Pública do RJ, Eduardo Antonio Klausner, que na última quarta-feira determinou um prazo de 14 dias para que seja apresentada uma proposta que atenda aos desejos dos ambientalistas que questionam a instalação da sede olímpica do golfe na reserva de Marapendi, na Barra da Tijuca. Se isso não ocorrer, os organizadores precisarão refazer o projeto ou paralisar as obras, o que poderá atrasar bastante o cronograma da modalidade. Pela programação de eventos-testes divulgada pelo comitê, há uma competição de golfe prevista para ser realizada em agosto de 2015.

“Iremos apresentar nossas justificativas e analisar toda a documentação apresentada. Entendemos que está tudo certo na obra, mas se por acaso algo estiver fora dos padrões exigidos, iremos refazer.  As Olimpíadas de 2016 têm uma forte preocupação  ambiental”, afirmou ao blog nesta quinta-feira o diretor de comunicação do comitê Rio 2016,  Mário Andrada.

O Ministério Público do Rio de Janeiro entrou com uma liminar pedindo a interrupção das obras, alegando diversos danos ambientais e contando com depoimentos de biólogos e engenheiros florestais. Até 17 de setembro, a prefeitura do Rio precisará se posicionar sobre o documento assinado na quarta-feira e que fala, entre outras coisa, no redimensionamento do campo.

>>> Veja também: Rio 2016 divulga calendário de eventos-testes

Com imbróglio, já há quem fale em possíveis mudanças na sede do golfe. Fontes ligadas à IGF (Federação Internacional de Golfe), consultadas pela agência de notícia “Associated Press” chegaram a admitir que “existem planos de contingência” caso as obras não sejam concluídas a tempo. Uma das opções poderia ser o campo do Itanhagá Golf Club, que ofereceu suas instalações para os Jogos.

A informação, porém, é negada pelo comitê organizador. “Não há plano B para uma nova arena olímpica de golfe e de qualquer outra modalidade, ao menos neste momento”, disse Mário Andrada.

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1 comentário | Comentar

  1. 51 Ricardo Nogueira 05/09/2014 1:17

    COISAS QUE SÓ ACONTECEM NO BRASIL… CONSTRUÇÃO DE UM CAMPO “PUBLICO DE GOLF”… OK, BELO LEGADO EM PROL DO DESENVOLVIMENTO DO ESPORTE….
    MAS TUDO TEM UM LIMITE. USAR UMA ÁREA DE PRESERVAÇÃO AMBIENTAL???? PRECISA??? NÃO TINHA OUTRAS ÁREAS DISPONÍVEIS???? É ÓBVIO QUE O PRETEXTO DO GOLF É APENAS PARA ALAVANCAR UMA FUTURA ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA NO LOCAL… E ISSO É UMA POUCA VERGONHA.
    COM UM CLUBE MARAVILHOSO, BEM LOCALIZADO E SUPER BEM ESTRUTURADO COMO O ITANHANGÁ, QUE SE DISPOS A SEDIAR OS JOGOS, EU PERGUNTO:
    PRA QUE GASTAR RIOS DE DINHEIRO E CONSTRUIR UM NOVO CAMPO (TUDO BEM, PÚBLICO – MAS EXTREMAMENTE ELITISTA… HAJA VISTA SUA LOCALIZAÇÃO) É UMA POUCA VERGONHA. QUEREM DEIXAR UM LEGADO EM PROL DO ESPORTE???? USEM O CAMPO DO ITANHANGÁ, E COM 10% DO VALOR QUE SERIA GASTO NO NOVO CAMPO, MELHOREM A ESTRUTURA DO CAMPO PÚBLICO DE JAPERI… ESTE SIM, SERIA VERDADEIRAMENTE UM LEGADO PARA A CIDADE, PARA A POPULAÇÃO QUE DEFINITIVAMENTE NÃO TEM ACESSO AOS LUXUOSOS E CAROS CAMPOS DE GOLF DA ZONA SUL…

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