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domingo, 8 de junho de 2014 Imprensa, Isso é Brasil, Mundiais | 00:07

Falta pouco para o mundo (e o blog) ver a bola rolar no Brasil

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Escultura em areia, na praia de Copacabana, no Rio, representando os craques Neymar (Brasil) e Messi (Argentina)

Escultura em areia, na praia de Copacabana, no Rio, representando os craques Neymar (Brasil) e Messi (Argentina)

Era um mês de junho, só que naquela oportunidade, a festa começou num dia 13. Lembro-me que rolava um feriado qualquer, pois estava de carro com meus pais fazendo um passeio e a Avenida Santo Amaro, uma das principais da Zona Sul de São Paulo, estava praticamente às moscas. Lembro-me também que meu pai já sintonizava o rádio do carro, em busca de preciosas informações e acelerava um pouco acima do normal, pois queria chegar logo em casa. O motivo: ver o jogo de abertura da Copa do Mundo de 1974, na Alemanha  Ocidental, entre Brasil e Iugoslávia.

Para um moleque de 10 anos e que não fazia outra coisa na vida que não fosse pensar em futebol, aquele foi um período inesquecível. Era a primeira Copa que eu iria acompanhar tendo a consciência plena da grandeza do evento. E vivi aquela Copa com uma intensidade que só um moleque de 10 anos apaixonado por futebol consegue fazer.

Lia todas as reportagens nas quais os enviados especiais do já extinto “Jornal da Tarde”, que meu pai comprava todos os dias, contavam as histórias lá da Alemanha; assistia a todas as partidas possíveis que a tevê transmitia (e que o horário da escola permitia); e preenchia, cuidadosamente, a tabela do Mundial, anotando resultados e pontos, além de bater ponto semanalmente na banca de jornais ao lado de casa, para comprar a “Placar”, com aquelas lindas fotos coloridas e seu precioso “Tabelão”, que me abastecia de informações para montar meus próprios campeonatos de futebol de botão.

Se todo este clima já bastaria para me fazer ficar apaixonado pela Copa do Mundo, o que dizer da sensação de ver aquela incrível Holanda e suas camisas laranjas (quem é que usava camisa laranja naquela época para jogar futebol?) derrubando quem tivesse pela frente, inclusive a própria seleção brasileira? Ou a Alemanha, dona da casa e que me impressionou logo em sua estreia, com um golaço de um barbudo bom de bola, autor de um golaço no Chile, Paul Breitner? E ver times exóticos que jamais imaginei que jogassem bola, como Hait, Austrália e Zaire (que deu uma bela força para o time do Zagallo avançar para a segunda fase)?

Costumo dizer que nenhum evento do mundo se compara em grandeza e beleza esportiva aos Jogos Olímpicos. Nenhum. Mas da mesma forma, não existe uma competição neste planeta que supere a Copa do Mundo em emoção e paixão. Por isso, será muito bacana, a despeito de todos os problemas nos atrasos das obras dos estádios e de infraestrutura em todas as sedes, ver uma Copa aqui em nosso país. Não se confunda, por favor, o senso crítico contra todos os problemas que envolveram esta confusa (des)organização brasileira com o espírito da Copa.

Por isso, para entrar de vez no clima do Mundial, o blog entra em ritmo de “férias forçadas”, voltando em edições extraordinárias sempre que necessário. Enquanto isso, aquele moleque que há muito deixou de ter 10 anos, realizará um sonho de infância: cobrir uma Copa do Mundo ao vivo e a cores. E em seu próprio país.

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1 comentário | Comentar

  1. 51 josimar 10/06/2014 16:25

    A COPA DA DESGRAÇA PRA O POVO GRANDES ELEFANTES BRANCOS FORAM CONSTRUIDOS PARA NAO TER FUTEBOL DEPOIS DA COPA MANAUS CUIABA E OUTRAS FALEM SÉRIO SE GASTA TANTO E A FIFA NAO VAI PAGAR NENHUM REAL DE IMPOSTO SÓ NO BRASIL MESMO KKKK.

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