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Arquivo de maio, 2014

sexta-feira, 30 de maio de 2014 Olimpíadas | 09:32

Corrida para a Rio 2016 começa nesta sexta-feira

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Atualizado

Esta sexta-feira, 30 de maio, será um dia importante no calendário esportivo para os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Na prática, a partir deste dia está aberta a corrida oficial na classificação de diversas modalidades para as próximas Olimpíadas. Os critérios de qualificação olímpica foram definidos na última Assembleia do COI (Comitê Olímpico Internacional), realizada em Sochi, durantes os Jogos de Inverno, em fevereiro deste ano.

Na prática, cinco modalidades esportivas (atletismo, ginástica artística, ginástica rítmica, trampolim acrobático e futebol) ainda não divulgaram seus critérios de classificação, mas as demais já sabem quantas vagas estão em disputa e até quando os atletas terão tempo para garanti-las. Nesta sexta, por exemplo, começará a contar o período válido do ranking mundial do judô, que classificará 386 atletas para os Jogos Olímpicos.

Veja abaixo a tabela com as modalidades que já definiram seus critérios de classificação olímpica e o número de vagas em disputa:

Modalidade              Período de classificação               Total de vagas

Badminton                   4/5/2015 a 1/5/2016                       172 (86 masc. e 86 fem)
Basquete                      14/09/2014 a 11/7/2016               24 seleções (12 masc. e 12 fem)
Boxe                             03/2015 a 06/2016                             286 (250 masc. e 36 fem)
Canoagem slalom              07/2015 a 10/7/2016                       82 (61 masc. e 21 fem)
Canoagem velocidade      19/8/2015 a 10/7/2016             248 (158 masc., 88 fem e 2 a definir)
Ciclismo BMX                    31/5/2014 a 31/5/2016             48 (32 masc. e 16 fem)
Ciclismo estrada             2015 a 15/6/2016                            211 (144 masc. e 67 fem)
Ciclismo MTB                 05/2014 a 25/05/2016                  80 (50 masc. e 30 fem)
Ciclismo pista                 15/7/2014 a 28/2/2016                 189 (99 masc e 90 fem)
Esgrima            3/4/2015 a 24/4/2016        212 (102 masc. e 102 fem + 8 vagas Brasil a definir)
Golfe                              14/7/2014 a 11/7/2016                   120 (60 masc. e 60 fem)
Handebol                       7/12/2014 a 10/4/2016                    24 seleções (12 masc. e 12 fem)
Hipismo adestramento        24/8/2014 a 20/6/2016               60 (masc. e fem)
Hipismo CCE                        27/8/2014 a 20/6/2016               65 (masc. e fem)
Hipismo saltos               31/8/2014 a 20/6/2016                     75 (masc. e fem)
Hóquei sobre grama       18/9/2014 a 12/2015                  24 seleções (12 masc. e 12 fem,)
Judô                                30/5/2014 a 29/5/2016                    386 (221 masc + 145 fem + 20 a definir)
Levantamento de peso    4/9/2014 a 19/6/2016            260 (156 masc e 104 fem)
Luta Olímpica               7/9/2015 a 8/5/2016               344 (228 masc, 108 fem + 8 a definir)
Maratona aquática        24/7/2015 a 05/2016             50 (25 masc. e 25 fem)
Nado sincronizado        2015 a 04/2016                          104 (fem)
Natação                        1º/3/2015 a 31/5/2016               900 (máximo de 26 masc. e 26 fem por país)
Pentatlo moderno            12/6/2015 a 1º/6/2016            72 (36 masc. e 36 fem)
Polo Aquático               06/2015 a 04/2016                       20 seleções (12 masc e 8 fem)
Remo                               30/8/2015 a 25/5/2016                     550 (331 masc. e 219 fem)
Rúgbi                         1º/10/2014 a 31/12/2015                  24 seleções (12 masc. e 12 fem)
Saltos ornamentais     24/7/2015 a 15/6/2016              136 (68 masc. e 68 fem)
Taekwondo                 2015 a 04/2016                                  128 (64 masc e 64 fem)
Tênis                           até 6/6/2016                                           172 (86 masc. e 86 fem)
Tênis de mesa               1º/7/2015 a 24/4/2016              172 (86 masc. e 86 fem)
Tiro com arco                 26/7/2015 a 11/7/2016           128 (64 masc. e 64 fem)
Tiro esportivo               1º/8/2014 a 31/3/2016            390 (219 masc, 147 fem + 24 a definir)
Triatlo                           05/2015 a 05/2016                       110 (55 masc. e 55 fem)
Vela                              1º/8/2014 a 1º/6/2016                380 (217 masc. e 163 fem)
Vôlei                           21/8/2015 a 06/2016                       24 seleções (12 masc. e 12 fem)
Vôlei de praia          1º/7/2014 a 17/7/2016             96 duplas (48 masc. e 48 fem)

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quarta-feira, 28 de maio de 2014 Candidaturas, Olimpíadas, Política esportiva | 23:24

Vale tanto a pena assim organizar as Olimpíadas?

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É claro que  o clima no Brasil já é de Copa do Mundo, nada mais natural que só se fale em futebol. Mas mudando rapidamente a pauta, nesta quinta-feira será alcançada uma destas marcas que fazem a alegria de todo jornalista, ainda mais quando aparece uma data redonda: neste 29/5/2014, faltarão exatamente 800 dias para a abertura das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

O prefeito de Nova York nem quis pensar em brigar para receber as Olimpíadas de 2024

O prefeito de Nova York nem quis pensar em brigar para receber as Olimpíadas de 2024

E enquanto a primeira edição dos Jogos realizada na América do Sul vai lutando contra o tempo e os atrasos nas obras – recebendo por conta disso seguidas críticas da comunidade esportiva internacional, é bom lembrar -, alguns fatos ocorridos recentemente em outros países servem de gancho para fazer uma reflexão sobre o quanto vale a pena organizar uma edição dos Jogos Olímpicos. Vamos aos tais fatos:

1) Nesta terça-feira (27), o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, descartou a possibilidade de a cidade levar adiante sua candidatura para organizar os Jogos de 2024. Após analisar os prós e contras, Blasio disse aos responsáveis pela possível candidatura que sua administração tem um número enorme de outras prioridades no momento;

2) Já nesta quarta (28), foi a vez de outra cidade americana, Filadélfia, abrir mão de concorrer a ser sede em 2024. Segundo o prefeito Michael Nutter, após estudos que demoraram um ano, ele chegou a concluisão que a cidade para concorrer aos Jogos. “Talvez no futuro”, afirmou;

3) Na segunda (26), foi a vez da polonesa Cracóvia dizer não para a possibilidade de brigar pela sede dos Jogos de Inverno de 2022. Neste caso, houve um plebiscito na cidade no qual 69,7% dos que compareceram às urnas se mostraram contrários à permanência na disputa, cujo vencedor sairá no segundo semestre de 2015;

4) Por falar em Olimpíadas de Inverno, em janeiro deste ano Estocolmo decidiu que não iria mais concorrer para receber os Jogos de 2022.   O governo sueco achou que nçao teria cabimento gastar rios de dinheiro para organizar a competição e eventuais prejuízos precisariam ser cobertos com dinheiro dos contribuintes;

5) Após sofrer a terceira derrota consecutiva, desta vez para Tóquio na briga pelos Jogos de 2020 – já havia sido preterida para 2012 e 2016 – a prefeita de Madri, Ana Botella, anunciou que não irá lançar candidatura para 2024. Para ela, a corrida olímpica já deu à cidades “todos os benefícios que poderíamos esperar”, afirmou.

Cinco cidades, algumas com mais apelo esportivo, outras em países com economias mais consolidadas, uma outra cujo país está saindo de uma grave crise econômica e ainda outra de um paíse em desenvolvimento e certamente com outras prioridades. Todas elas disseram NÃO aos Jogos Olímpicos.

É um caso para se pensar com muita atenção.

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sexta-feira, 23 de maio de 2014 Mundiais | 19:17

Na estreia do Mundial de revezamento de atletismo, Brasil pode ser uma das surpresas

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Revezamento feminino do Brasil tem boa chance de ganhar medalha no Mundial

Revezamento feminino do Brasil tem boa chance de ganhar medalha no Mundial nas Bahamas

Um novo evento no calendário pode reservar uma surpresa ao atletismo brasileiro neste final de semana. Em Paradise Island, nas Bahamas, será realizado neste sábado (24) e domingo (25) a primeira edição do Campeonato Mundial de revezamentos de atletismo, organizado pela Iaaf (Associação Internacional de Federações de Atletismo). Em dois dias, cerca de 500 atletas, representando 48 países, disputarão provas olímpicas – 4 x 100 m e 4 x 400 m – e também que não constam no programa dos Jogos, como o 4 x 200 m , 4 x 800 m e 4x 1.500 m. E tem ainda uma graninha boa em disputa: a Iaaf distribuirá US$ 1,4 milhão (cerca de R$ 3,1 milhões) aos campeões, além de assegurar vaga no Mundial de 2015, marcado para a China.

Mas por que o Brasil, que há anos não tem obtido resultados relevantes em provas individuais, surge como candidato a fazer uma boa campanha nas Bahamas? Simplesmente porque nos revezamentos, os brasileiros vem mostrando competência e colecionando bons resultados. E se vier uma medalha, são as mulheres as maiores candidatas.

Para refrescar a memória do leitor, no Mundial de atletismo de Moscou, no ano passado, a maior chance que o Brasil teve de conquistar uma medalha foi justamente na final do 4 x 100 m feminino. Mas um erro inacreditável na passagem do último bastão entre Franciela Krasucki e Vanda Gomes custou a eliminação da equipe brasileira. Ainda assim, o Brasil terminou a temporada entre as dez melhores equipes de 2013, graças ao recorde sul-americano cravado nas semifinais (42s29).

As eliminatórias nas Bahamas do 4 x 100 m feminino acontecerão a partir das 18h49min deste sábado, com a final marcada para começar às 21h42, sempre no horário de Brasília. O quarteto brasileiro na prova foi definido, com Vanusa Santos, Franciela Krasucki, Evelyn Santos e Rosângela Santos.

Outro revezamento no qual o Brasil aparece com chance de ao menos brigar por lugar na final é no 4 x 400 m masculino. Após terminar 2013 também entre os dez melhores do mundo e aparecer nesta temporada com o terceiro melhor tempo do ano (3min03s32), os brasileiros chegam confiantes em Paradise Island. O quarteto definido para a semifinal de sábado é formado por Pedro Burmann, Wagner Cardoso, Anderson Henriques e Hugo Balduíno. A final será no domingo.

O 1º Mundial de revezamento também contará com algumas estrelas do atletismo internacional, com destaque para os jamaicanos Yohan Blake (campeão mundial  e prata olímpico nos 100 m) e Shelly-Ann Frase-Pryce (campeã mundial e olímpica nos 100 m) , além do americano LaShaw Merrit, duas vezes campeão mundial nos 400 m.

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segunda-feira, 19 de maio de 2014 Imagens Olímpicas | 22:45

Exposição em SP traz duas mil peças ligadas ao esporte

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Tocha das Olimpíadas de Moscou 1980, que estará exposta na mostra "Esporte Movimento"

Tocha das Olimpíadas de Moscou 1980

Começa nesta terça-feira, na sede da Caixa Cultural São Paulo, na capital paulista, a exposição “Esporte Movimento”. A mostra é um prato cheio para quem é fanático por esportes, trazendo mais de duas mil peças ligadas às mais variadas competições e modalidades esportivas.

Com itens do acervo particular do ex-presidente da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo), Roberto Gesta de Melo, a exposição mostrará selos, moedas, troféus, tochas, fotografias, vídeos, medalhas e demais objetos ligados ao esporte. Uma das tochas utilizadas no revezamento da tocha das Olimpíadas de Moscou faz parte da mostra.

Nesta terça, apenas para convidados, a exposição estará aberta entre 11h e 13h30. Depois, irá funcionar de terça a domingo, das 9h às 19h, até o dia 20 de julho. A Caixa Cultural São Paulo fica na Praça da Sé 111, centro de São Paulo.

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domingo, 18 de maio de 2014 Imagens Olímpicas, Olimpíadas, Política esportiva | 13:04

Londres 2010 x Rio 2014: semelhanças e diferenças

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Um dos pontos abordados pela polêmica reportagem do diário londrino London Evening Standard no último dia 9, quando trouxe a informação de que o COI (Comitê Olímpico Internacional) estudava levar os Jogos de 2016 de volta a Londres, era a questão dos atrasos em várias obras de arenas esportivas do Rio de Janeiro para receber as Olimpíadas. Negada pelo próprio COI, a reportagem do jornal afirmava que a entidade mostrava temor pelo fato de apenas 10% da infraestrutura dos Jogos do Rio estaria pronta, faltando dois anos para o evento. Como comparação, o London Evenig Standard citava que Londres tinha a marca de 60% de obras finalizadas no mesmo período anterior às Olimpíadas de 2012.

Duas fotos abaixo retratam bem o momento do estágio de obras em Londres, em 2010, e no Rio, em 2014. É claro que apenas duas fotos não servem como parâmetro total de comparação – vale lembrar que a infraestrutura de transporte londrina ganha de goleada da que existe no Rio, e isso não é mostrado nas fotos. Da mesma forma, não é exibido o maior gargalo das Olimpíadas de 2016, o Complexo de Deodoro, que receberá nove modalidades e com licitações em andamento, mas cujas obras só deverão começar até o final do ano. Não foi à toa, portanto, a reclamação dos presidentes de federações internacionais e que motivaram uma espécie de intervenção do COI no comitê do Rio 2016.

De qualquer forma, a título de curiosidade, vale o registro: como estava o Parque Olímpico de Londres em 2010 e como está o Parque Olímpico do Rio de Janeiro, em 2014? Veja e tire suas conclusões.

Parque Olímpico de Londres – julho de 2010

 

Parte do Parque Olímpico de Londres, ainda em obras, há exatos dois anos antes das Olimpíadas

Parte do Parque Olímpico de Londres, ainda em obras, há exatos dois anos antes das Olimpíadas

Parque Olímpico do Rio de Janeiro – maio de 2014

 

Visão aéra do Parque Olímpico do Rio, em Jacarepaguá, feita em maio

Visão aéra do Parque Olímpico do Rio, em Jacarepaguá, em maio deste ano. Há muito o que fazer

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sexta-feira, 16 de maio de 2014 Com a palavra, Isso é Brasil, Olimpíadas, Política esportiva | 16:22

O ‘inesperado’ elogio da federação de hóquei ao Rio 2016

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“No geral, a mensagem que estamos passando é bastante positiva. Vimos um senso de urgência e uma dinâmica aqui, o que é bastante reconfortante. Acredito que nos foi demonstrado muito progresso e isso foi realmente positivo para nós”



Diante da enxurrada de críticas e cornetadas públicas que vários dirigentes de federações internacionais têm feito nas últimas semanas aos atrasos nas obras das Olimpíadas do Rio 2016 – a ponto de obrigar o COI a fazer uma espécie de intervenção no comitê organizador, colocando uma pessoa de sua confiança praticamente morando na capital carioca – causa espanto um comunicado emitido nesta sexta-feira pelo comitê Rio 2016 trazendo elogios dos representantes da IHF (sigla em inglês para Federação Internacional de Hóquei), elogiando os preparativos para as próximas Olimpíadas.

Projeção da arena de hóquei sobre grama que será construída em Deodoro para o Rio 2016

Projeção da arena de hóquei sobre grama que será construída em Deodoro para o Rio 2016

De acordo com o comunicado, o executivo-chefe da IHF, Kelly Fairweather, disse ter ficado bastante aliviado a respeito de uma atualização de informações a respeito das obras no Complexo de Deodoro, principal ponto de atraso nas obras para 2016 e que receberá as competições de hóquei durante os Jogos. “Tínhamos muitas perguntas, abordamos uma a uma e 95% delas foram respondidas, então eu considero que avançamos bem”, afirmou o dirigente.

É de fato espantoso que justamente o hóquei sobre grama, uma das modalidades que integra o complexo esportivo mais atraso para as Olimpíadas – a ponto de atrapalhar a programação de eventos-testes destes esportes – tenha feito tantos elogios a Deodoro. Mas justiça seja feita, após a definição das licitações no local, a tendência é que as obras comecem a correr de fato a partir de agora.

Só que dando uma pesquisada nos arquivos do blog, desconfio ter encontrado aqui uma das razões para que a IHF fizesse elogios às atrasadas obras olímpicas.

 

 

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quinta-feira, 15 de maio de 2014 Olimpíadas, Política esportiva | 15:49

Fiscalize os Jogos de 2016 em um clique

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Foi lançado nesta quinta-feira um portal que irá acompanhar todos os passos dos gastos das obras previstas para os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016. Iniciativa dos tribunais de contas dos três poderes (União, Estado e Município), o Fiscaliza Rio 2016 (www.fiscalizario2016.gov.br) irá permitir que qualquer pessoa, inclusive no exterior (o portal tem versões em inglês e espanhol),  possa ficar por dentro dos gastos, execução de projetos, legado e notícias referentes aos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. O site pode ser acessado neste link.

Situação no canteiro de obras da Vila dos Atletas, em Jacarepaguá, em fevereiro de 2014

Situação no canteiro de obras da Vila dos Atletas, em Jacarepaguá, em fevereiro de 2014

E logo em seu lançamento, já traz alertas importantes. Chama a atenção, por exemplo, um dos artigos publicados, no qual o TCU “constatou riscos para a governança dos Jogos Rio 2016, após verificação da estrutura dos agentes envolvidos na gestão dos eventos”. Segundo o texto, entre os riscos encontrados na auditoria, está o de “após o fechamento das operações do Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016, os governos terem de realizar aportes significativos a fim de cobrir as obrigações assumidas pela entidade, com as conhecidas limitações do controle a posteriori, sobretudo em se tratando de empreendimentos temporários, os quais não deixam vestígios para aferição da sua efetiva realização”. O texto completo pode ser visto aqui.

O portal permitirá que o internauta acompanhe a atuação dos três Tribunais. O TCE-RJ (Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro), por exemplo, é o órgão responsável por fiscalizar ações que envolvem recursos estaduais, como por exemplo, as obras de mobilidade urbana de trem e metrô e da adequação do Parque Aquático Júlio Delamare.

Já o TCU (Tribunal de Contas da União) está centrado para ações realizadas com recursos da União e de instituições financeiras federais, como BNDES e CEF, acompanhando as obras de energia elétrica, as do Complexo Esportivo de Deodoro e do velódromo. O TCMRJ fiscaliza projetos executados com recursos dos cofres municipais, ou através de parcerias público-privadas, tais como as de insfraestrutura do Parque Olímpico.

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terça-feira, 13 de maio de 2014 Olimpíadas | 13:46

Com data provisória, federação de tiro confirma evento-teste no Sambódromo para setembro de 2015

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Enquanto segue a guerra fria entre dirigentes de federações internacionais e integrantes do comitê do Rio 2016 a respeito dos atrasos na entrega das instalações para as próximas Olimpíadas, existe quem esteja pensando de forma prática e divulgando seu planejamento até os Jogos. Este foi o caso da Fita (Federação Internacional de Tiro com Arco), que anunciou na última sexta-feira seu calendário de competições internacionais para a temporada de 2015 e nele consta a data do evento-teste da modalidade para o Rio de Janeiro em setembro do ano que vem, ainda com data a ser confirmada.

O sambódromo receberá as provas do tiro com arco nas Olimpíadas de 2016

O sambódromo carioca receberá as provas do tiro com arco nas Olimpíadas de 2016

Nos Jogos do Rio, as provas do tiro com arco irão acontecer no Sambódromo, na prática uma das poucas instalações olímpicas que já estão prontas. No calendário da Fita, foi reservada a data do evento-teste para o período de 17 a 24 de setembro de 2015. A data, contudo, ainda precisa ser oficializada pelo comitê do Rio 2016.

Outras modalidades esportivas já começam a se mexer para marcar eventos que irão testar as instalações olímpicas, mas a maioria depende do cronograma de obras (que está muito atrasado) no Rio de Janeiro. O primeiro evento-teste do Rio 2016 ocorrerá entre 2 a 9 de agosto deste ano, com a disputa de uma competição de vela na Baia da Guanabara. Até maio de 2016, os organizadores programam organizar 45 eventos que irão testar as instalações dos Jogos.

Entre os meses de julho a outubro de 2015, estão previstas competições ao ar livre, como triatlo, maratona e vôlei de praia. De novembro de 2015 a janeiro de 2016, a previsão é que se realizem eventos nos ginásios que já estiverem prontos. O último período de competições será entre março e maio de 2016, quando acontecerão alguns dos maiores eventos-teste, como atletismo e natação, quando todas as operações envolvendo os Jogos serão avaliadas. O Rio 2016 pretende divulgar o calendário completo ao longo deste ano. A conferir.

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sábado, 10 de maio de 2014 Imprensa, Olimpíadas, Política esportiva | 16:47

Só medo de um vexame histórico impede COI de pensar em Plano B ou C para o Rio 2016

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Canteiro de obras do Parque Olímpico da Barra da Tijuca, em Jacarepagua: COI resolveu por a mão na massa de vez

Canteiro de obras do Parque Olímpico da Barra da Tijuca, em Jacarepaguá

Como tem se tornado rotina, a última sexta-feira (9) acabou marcada por mais uma notícia negativa a respeito dos Jogos Olímpicos de 2016, que ocorrerão no Rio de Janeiro. E a cacetada veio da imprensa inglesa, com a publicação de uma reportagem do jornal London Evening Standard mostrando que um dirigente do COI (Comitê Olímpico Internacional) teria feito contatos com representantes ligados ao governo de Londres para saber se a cidade teria condições de receber as Olimpíadas de 2016, por causa do grande atraso nas obras das principais arenas e instalações cariocas.

Na mesma reportagem, o tal dirigente do COI teria dito ao London Evening Standard que em Atenas 2004, a infraestrutura pronta a dois anos do evento alcançava a marca de 40%, contra 60% de Londres no mesmo período, antes dos Jogos de 2012. O Rio de Janeiro, de acordo com o jornal, está com somente 10% de sua infraestrutura do evento construída. Obviamente, a notícia foi desqualificada ontem mesmo pelo comitê do Rio 2016, que disse não comentar “uma obra de ficção”. O próprio COI tratou também de desmentir a informação, ao dizer à agência Reuters que “não há um pingo de verdade nisso”.

Particularmente, a menos que ocorra um desastre natural sem proporções na história deste país, ou que os próprios governantes brasileiros decidam abrir mão, não vejo como os Jogos de 2016 saiam do Rio de Janeiro, apesar de todos os atrasos que ocorreram até agora. Primeiro, pela questão do dano de imagem que isso traria, não apenas ao Brasil, mas ao próprio COI, é bom ficar claro. Pois caberia à entidade ficar com o ônus de ter escolhido como sede uma cidade sem competência para organizar um evento da magnitude como são as Olimpíadas.

Há ainda a questão política, essa sim de grande importância neste jogo de interesses. Após a intervenção declarada que o COI fez no Rio 2016 em abril, tem sido corriqueiro ataques e críticas de entidades internacionais e dirigentes à organização das próximas Olimpíadas, como os feitos por um vice-presidente do Comitê Olímpico, John Coates, que precisou se retratar depois. Como bem me disse ontem um jornalista amigo que mora em Londres, estratégia semelhante feita pela imprensa inglesa durante os preparativos para a Copa do Mundo deste ano.

Outro ponto que deixa a história do London Evening Standard – um jornal de distribuição gratuíta nos metrôs londrinos, com tiragem de dois milhões de exemplares – improvável é a questão logística. Boa parte das instalações de Londres 2012 era provisória, como os ginásios de handebol e basquete, além das arquibancadas móveis do parque aquático. Tudo isso não existe mais. O estádio olímpico está em obras, terá sua capacidade reduzida de 80 mil para 55 mil pessoas e passará a ser usado West Ham, além de abrigar o centro de treinamento da federação inglesa de atletismo. A própria Vila Olímpica já começou a ter seus apartamentos ocupados por moradores e o Parque Olímpico foi aberto à utilização pública.

Mas segundo afirmou uma outra jornalista amiga minha, que também reside em Londres, o diário britâncio não tem fama de inventar histórias e a manchete pode ter vindo com dois anos de atraso. Em 2012, segundo ela, a possibilidade de se manter os Jogos de 2016 em Londres, por causa da inoperância brasileira, era comentada com certa naturalidade entre alguns dirigentes locais.

Para aumentar a pressão sobre o Rio 2016, eis que surge no horizonte um “Plano C”. O  advogado paulista Alberto Murray, que foi membro da Assembleia do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e é opositor declarado à gestão de Carlos Arthur Nuzman na entidade, publicou em seu blog que a China ofereceu-se ao COI para receber os Jogos, caso o Rio não tenha condições de cumprir as obrigações. Clique aqui para ver o post de Murray.

Com muitas fontes no Comitê Olímpico, por conta da convivência que teve com alguns integrantes no período em que seu avô, Sylvio de Magalhães Padilha, foi presidente do COB, Murray ouviu de seu interlocutor que a China teria condições, mesmo com apenas dois anos, de se preparar para o evento, graças ao dinheiro e à extrama disciplina existentes no país. Outro detalhe importante: a cidade de Nanjing receberá os Jogos Olímpicos da Juventude, em agosto deste ano, podendo usar parte desta infraestrutura para receber os Jogos de 2016.

Notícias furadas ou reclamações de cartolas à parte, o fato é que a pressão sobre as Olimpíadas do Rio está cada vez maior. Aos organizadores, a única alternativa é correr contra o relógio para deioxar tudo pronto a tempo, antes que alguém queira colocar os tais “Plano B” ou “C” em ação.

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sexta-feira, 2 de maio de 2014 Olimpíadas | 16:56

Programa obrigatório para quem gosta de atletismo em SP

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O panamenho Irwing Saladino é a maior atração do Grande Prêmio São Paulo de atletismo

O panamenho Irwing Saladino é a maior atração do Grande Prêmio São Paulo de atletismo

Se você não tiver programa definido para a manhã do próximo domingo, estiver em São Paulo e for fã de atletismo, já tem o que fazer. A pista do Estádio Ícaro de Castro Mello, no Ibirapuera, receberá a partir das 8h30, a edição do Grande Prêmio Caixa São Paulo de atletismo, um dos dois eventos internacionais da modalidade previstos para ocorrer no Brasil neste mês (o outro é o GP Caixa Sesi, que acontecerá em Uberlândia no dia 7, quarta).

Serão 20 provas, 11 masculinas e nove femininas, que contará com a presença de 141 atletas (80 homens e 61 mulheres), representando 17 países das Américas do Sul, Central, Europa e África. A entrada ao público é gratuita e o acesso pode ser feito por dois locais: Rua Marechal Estênio Albuquerque Lima, 82, ou pela Rua Abílio Soares, 1215.

É claro que para os saudosistas, o nível do torneio não se compara ao que ocorreu em São Paulo nos anos 80 e início dos 90, quando o GP paulistano chegou a fazer parte do calendário principal de provas da Iaaf (Associação das Federações Internacionais de Atletismo, na sigla em inglês). Foi um período áureo, com gordos cachês que atraíram algumas das maiores estrelas do esporte, como Carl Lewis, Serguei Bubka, Steve Ovett, Michael Johnson e até mesmo Ben Johnson, aquele mesmo do doping nas Olimpíadas de Seul, em 1988.

Ainda assim, será uma ótima oportunidade para ver como estão alguns dos atletas que poderão brilhar no Rio de Janeiro em 2016, na disputa dos Jogos Olímpicos. Individualmente, o nome mais forte que estará competindo no Ibirapuera é o do panamenho Irwing Saladino, campeão olímpico do salto em distância nas Olimpíadas de Pequim 2008, e que busca retomar a velha forma, após fracassar em Londres 2012 e de nem ter disputado o Mundial de Moscou, no ano passado. Ele ocupa atualmente o quinto lugar no ranking mundial da prova (8m16 foi sua melhor marca neste ano).

Entre os brasileiros, chama a atenção a participação de Aldemir Gomes, sétimo melhor tempo do ano até agora nos 200 m, com  20s32; Hugo de Sousa, oitavo mais rápido de 2014 nos 400 m (45s09); Thiago Braz, no salto com vara, que foi quarto colocado no Mundial indoor de Sopot (Polônia); no feminino, Franciela Krasucki, nos 200 m, e Keila Costa, no salto em distância.

Confira abaixo a programação completa do Grande Prêmio São Paulo de atletismo

8h30  – CERIMÔNIA DE ABERTURA
8h45 –  Salto com Vara Masculino (mas)
9h –  400m c/barreiras (fem)
9h03 –  Salto em Distância (mas)
9h10 – Lançamento do Disco (mas)
9h15 – 400 m c/barreiras (mas)
9h18h – Arremesso do Peso (fem)
9h25 – Salto em Altura (mas)
9h30 – 3.000 m (fem)
9h45 – 3.000 m (mas)
10h –  400 m (mas)
10h15 – 400 m (fem)
10h30 – 800 m (fem)
10h35 – Lançamento do Disco (fem)
10h40 – Arremesso do Peso (mas)
10h42 – Salto em Distância (fem)
10h45 – 800 m (mas)
11h –  200 m (fem)
11h15 – 200 m (mas)
11h30 – 100 m c/barreiras (fem)
11h45 – 110m c/barreiras (mas)

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