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Arquivo de abril, 2014

terça-feira, 29 de abril de 2014 Com a palavra, Isso é Brasil, Olimpíadas, Política esportiva | 23:25

Rio 2016 e as verdades que incomodam

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“Acho que a situação é pior do que em Atenas [em 2004]. Nós ficamos muito preocupados. Eles não estão prontos em muitas, muitas formas. Nós temos de fazer (esse evento) acontecer e essa é a decisão do COI. Não podemos simplesmente ignorar essa situação”



Vamos combinar uma coisa: ninguém pode dizer que está surpreso com o nível das críticas de integrantes do COI (Comitê Olímpico Internacional) em relação à organização das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Desde que a entidade internacional decretou que haveria a necessidade de colocar um homem de sua confiança no cangote dos integrantes do comitê organizador – e por tabela nos governos municipal e estadual do Rio de Janeiro, bem como no governo federal – já deveria ser encarada com naturalidade a saraivada de críticas que irão aparecer aqui e ali.

John Coates criticou de forma incisiva a organização do rio 2016. Disse alguma mentira?

John Coates criticou de forma incisiva a organização do rio 2016. Disse alguma mentira?

A frase que abre este post é do australiano John  Coates, vice-presidente do COI, presidente do comitê olímpico australiano (AOC, na sigla em inglês) e integrante da comissão de avaliação da organização do Rio 2016. Ele fez as declarações durante um fórum olímpico em Sydney, nesta terça-feira, e publicadas no site do AOC.

E antes que o sentimento patriótico/pacheco comece a aflorar nos dedos de algum internauta, já me adianto a dizer que Mr. Coates está longe de ser um aventureiro ou interessado em avacalhar com a imagem do Brasil perante a comunidade esportiva mundial. Primeiro, por ser um homem extramente experiente no esporte. pois há 40 anos participa da organização de Jogos Olímpicos. Além disso, ele foi o presidente do comitê organizador dos Jogos de Sydney 2000, um dos mais eficientes e elogiados da história.

E convenhamos, Coates disse alguma mentira?

Coates simplesmente repetiu o que o seu chefe, o alemão Thomaz Bach, presidente do COI, já havia dito há 20 dias: a situação para o Rio 2016 é crítica. Quando alguém da importância do dirigente australiano diz que está pior do que em Atenas 2004, é sinal de que a intervenção chegou até com atraso. “O COI formou uma força-tarefa especial para tentar acelerar os preparativos, mas a situação é crítica. O COI adotou uma postura de ‘mãos na massa’, o que é sem precedentes, mas não há plano B. Nós estamos indo para o Rio”, disse Coates.

O que me causa espanto, porém, é que certas verdades ainda incomodem o ego das pessoas ligadas à organização das Olimpíadas do Rio. No começo da tarde, o comitê organizador soltou uma nota oficial na qual, de maneira bem sutil, criticou a cornetada do dirigente australiano. Mas será que eles estão em condições de rebater alguma coisa? Mais trabalho e menos papo, minha gente!

Confira abaixo a íntegra do comunicado do Rio 2016

“Já passamos da hora em que discussões genéricas sobre o progresso da preparação possam contribuir com a evolução da jornada rumo aos Jogos. É tempo de focarmos mais no trabalho e no engajamento. Os anúncios recentes do orçamento para os projetos de infraestrutura e legado, além do lançamento da licitação para as obras do Parque Olímpico de Deodoro são iniciativas cruciais e inequívocos sinais de avanço. O trabalho em conjunto com as três esfera do governo, federal, estadual e municipal, está funcionando. O suporte do Comitê Olímpico Internacional também.

Temos uma missão histórica: organizar os primeiros Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Brasil e da América do Sul. Vamos cumpri-la. Em 2016 o Rio organizará Jogos excelentes que serão entregues absolutamente dentro do prazo e dos orçamentos já anunciados”.

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quinta-feira, 24 de abril de 2014 Ídolos | 14:34

O mito Phelps está de volta. Isso é bom ou ruim?

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Michael Phelps comemora uma das medalhas de ouro obtidas nas Olimpíadas de Londres

Michael Phelps comemora uma das medalhas de ouro obtidas nas Olimpíadas de Londres

Menos de dois anos após ter decidido abandonar as piscinas, o americano Michael Phelps, um dos gênios do esporte mundial, retornou à natação nesta quinta-feira, competindo no Grand Prix de Mesa, no Arizona. O maior ganhador de medalhas olímpicas na história dos Jogos – foram 22, sendo 18 de ouro, divididas entre Atenas 2004, Pequim 2008 e Londres 2012 – nadou as eliminatórias dos 100 m borboleta e fez o melhor tempo da série, com 52s86, mais de três segundos acima do recorde mundial, que por acaso é dele mesmo.

Esta decisão de Phelps em dar um bico na aposentadoria é excelente para o torcedor brasileiro, que pode sonhar com a chance de ver o americano de perto daqui a dois anos, no Rio de Janeiro, durante as Olimpíadas de 2016, tentando ampliar seus recordes. Mas terá sido esta uma boa decisão para o próprio Phelps?

A tomar pelo exemplo das duas últimas grandes estrelas da natação que também tentaram retomar o caminho das glórias esportivas após um período de inatividade, pode ter sido uma fria. Tanto o americano Mark Spitz, estrela nos Jogos Olímpicos de Munique 1972, quanto o australiano Ian Thorpe, que foi “o cara” das Olimpíadas de Sydney 2000, fracassaram.

É verdade que a questão do tempo pesa a favor de Phelps nesta sessão nostalgia. Spitz tentou se classificar para as Olimpíadas de Barcelona 1992, ou seja, 20 anos depois de se aposentar. Thorpe fracassou na seletiva para os Jogos de Londres, 12 anos após ter brilhado na Austrália. O americano tem menos de dois anos longe das competições. O efeito certamente terá sido menos penoso.

A volta de Michael Phelps já deixou as estrelas da natação brasileira animados, como Cesar Cielo e Thiago Pereira, que projetam possíveis duelos com ele em 2016, pois o americano planeja nadar distâncias mais curtas e até mesmo provas de velocidade, especialidade de Cielo. Que a volta às piscinas não abale parte da vitoriosa imagem que Phelps construiu nos últimos dez anos.

 

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quarta-feira, 16 de abril de 2014 Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Política esportiva | 18:41

Jogos de 2016 já estão R$ 5,4 bi mais caros que Londres 2012

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Imagem do projeto final do Parque Olímpico da Barra da Tijuca

Imagem do projeto final do Parque Olímpico da Barra da Tijuca para as Olimpíadas de 2016

Demorou, mas saiu! Depois de um atraso absurdo, que acabou culminando em uma intervenção do COI (Comitê Olímpico Internacional) na própria organização dos Jogos Olímpicos de 2016, finalmente nesta quarta-feira foram divulgados os custos totais das Olimpíadas do Rio de Janeiro. E a conta ficará salgada. Os governos Municipal, Estadual e Federal anunciaram o Plano de Políticas Públicas – Legado dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio 2016, que contém 27 projetos, dos quais 24 custarão R$ 24,1 bilhões.

Somado aos valores já anunciados no início do ano de R$ 7 bilhões, por parte do comitê organizador Rio 2016, e mais R$ 5,6 bilhões provenientes da Matriz de Responsabilidades, com obras ligadas diretamente ao evento, como a construção do Parque Olímpico, por exemplo, o custo total dos das Olimpíadas do Rio de Janeiro está em R$ 36,7 bilhões, por enquanto – o orçamento na construção das arenas olímpicas ainda pode mudar, especialmente no Complexo de Deodoro, cuja licitação ainda não saiu.

Só a título de comparação, vale citar aqui o custo total dos Jogos Olímpicos de Londres 2012: R$ 31,3 bilhões. São R$ 5,4 bilhões a menos do que o que será gasto no Brasil.

>>> E mais: COI fará um plano de ação para salvar o Rio 2016

É claro que os políticos e dirigentes responsáveis pela organização dos Jogos poderão argumentar que a maior parte do custo diz respeito à obras que não têm ligação direta com as Olimpíadas e que poderiam ser feita a qualquer momento. O sistema de transporte público de Londres, um dos mais amplos do mundo, consumiu muito menos dinheiro do que o Rio está gastando para facilitar o acesso do público às instalações olímpicas, por exemplo. Isso é indiscutível.

Mas vale lembrar ainda que o custo apresentado no dossiê de candidatura brasileira, em 2009, era de R$28,8 bilhões, cerca de 28% a menos

Custos divulgados, os dirigentes brasileiros precisam agora é arregaçar as mangas e tentar descontar o atraso vergonhoso na finalização das obras olímpicas. Chegou o momento de falar menos e trabalhar mais.

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sexta-feira, 11 de abril de 2014 Isso é Brasil, Olimpíadas, Política esportiva | 12:56

Ainda há tempo para salvar as Olimpíadas de 2016. Já a imagem do Brasil, não

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Canteiro de obras do Parque Olímpico da Barra da Tijuca, em Jacarepagua: COI resolveu por a mão na massa de vez

Canteiro de obras do Parque Olímpico da Barra da Tijuca, em imagem de abril: COI resolveu por a mão na massa de vez

Antes de mais nada, é importante esclarecer que este blogueiro não defende partido A, B ou C. Ou seja, as críticas deste post dizem respeito apenas à maneira desastrada como os governantes deste país lidam e maltratam o esporte brasileiro e com tudo o que o cerca.

A atitude tomada pelo COI (Comitê Olímpico Internacional) nesta quinta-feira, dia 10, quando decretou uma intervenção na organização das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, significa, em poucas e duras palavras, no maior vexame do Brasil desde que foi eleito para receber o mega evento, no já distante 2009.

Nunca, veja bem, nunca na história dos Jogos Olímpicos o COI precisou entrar em cena desta forma para assegurar que sua maior e mais badalada competição pudesse ser realizada. Nem Atenas e os conturbados Jogos de 2004 viveram algo semelhante.

>>> Relembre: Eduardo Paes diz que Rio 2016 deixará Barcelona “no chinelo”

O que o COI colocou perante à comunidade esportiva internacional foi a incompetência e falta de maturidade de dirigentes e políticos brasileiros para administrar e organizar um evento da magnitude dos Jogos Olímpicos.

Fique claro também que esta análise não está contaminadas pelo famoso “Complexo de Vira-Latas” – argumento frequente daqueles que estão sempre vendo uma teoria da conspiração atrás de tudo -, mas apenas constata o quanto ainda somos despreparados para encarar uma tarefa complexa, extremamente cara e que precisa ser tocada desprovida de vaidades.

Por tudo isso, é de causar espanto as palavras do diretor-geral do Rio 2016, Sidney Levy, em entrevista à Folha de S. Paulo desta última quinta, quando disse que as federações internacionais que reclamam dos atrasos às vezes exageram em suas solicitações. Como assim? É só dar uma rápida olhada no Complexo Esportivo de Deodoro, que receberá 11 modalidades esportivas e cuja licitação das obras nem foi aprovada? E o que dizer da não divulgação da Matriz de Responsabilidade, que estipula as obrigações de cada um dos seus signatários (leia-se poderes Federal, Estadual e Municipal) para com a organização e realização dos Jogos, a pouco mais de dois anos para a abertura do evento?

Embora com palavras amáveis, o recado passado nesta quinta-feira por Thomas Bach, presidente do COI,  a Carlos Arthur Nuzman, presidente do Rio 2016, Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, e até mesmo à presidente Dilma Roussef foi simples e direto: estamos assumindo para evitar um fiasco!

Não acredito em risco de mudança de sede. Os Jogos Olímpicos de 2016 acontecerão no Rio de Janeiro, sem dúvida. Mas ocorrerão com tudo feito às pressas e o sob vigilância constante do COI, com medo de novos atrasos. Se ainda há como salvar as Olimpíadas de um fracasso retumbante, o mesmo não se pode dizer da imagem do Brasil como organizador de um grande evento esportivo, irremediavelmente destruída depois deste 10 de abril.

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quarta-feira, 9 de abril de 2014 Isso é Brasil, Olimpíadas, Política esportiva | 15:05

COI fará um plano de ação para salvar o Rio 2016

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A situação dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, marcados para 2016, atingiu um ponto crítico para a cúpula do COI (Comitê Olímpico Internacional). Depois de um dos integrantes da entidade, o italiano Francesco Ritti Bicci, ter declarado na terça-feira, em uma reunião de dirigentes esportivos na Turquia, que já seria o momento de pensar em um plano B para as próximas Olimpíadas, o próprio COI resolveu agir.

Carlos Nuzman, Nawal El Moutawakel, Gilbert Felli e Eduardo Paes visitam as obras do Parque Olímpico da Barra da Tijuca: na última visita de inspeção do COI, em março

Carlos Nuzman, Nawal El Moutawakel, Gilbert Felli e Eduardo Paes visitam as obras do Parque Olímpico da Barra da Tijuca, na última visita de inspeção do COI, em março

De acordo com a assessoria de imprensa do COI, em contato com o blog, diversas reuniões foram feitas nesta quarta-feira para buscar soluções em relação aos incontáveis atrasos nas obras de arenas e de infraestrutura para o Rio 2016. Para piorar, desde a última quinta-feira (3), uma greve no canteiro de obras do Parque Olímpico paralisa o andamento daquilo que já está muito atrasado.

Segundo o COI, foi definido um plano de ação para ajudar na organização dos Jogos, cujos princípios gerais constam o monitoramento e geração de relatórios de todos os andamentos da organização do evento, entre outros detalhes. “O COI tem delineado a sua preocupação com os atrasos há algum tempo e declarou em várias ocasiões que o tempo está se esgotando. No entanto, acreditamos que o Rio 2016 ainda pode entregar uma boa edição dos Jogos, se ações apropriadas forem tomadas imediatamente”, disse o COI em contato com o blog.

Os dirigentes da entidade estão em contato com os integrantes do comitê organizador do Rio 2016, “para informa-los deste plano de ação”. Na prática, convenhamos, o que está acontecendo é uma intervenção do COI para salvar as Olimpíadas do Rio!

E o maior sinal de que a situação é grave está no fato de que o próprio presidente do COI, Thomas Bach, dar uma entrevista coletiva nesta quinta-feira, a partir das 11h (horário de Brasília), na sede da entidade, na Suíça, para dar mais detalhes sobre o tal “plano de ação”. E o próprio dirigente demonstrou mais uma vez sua preocupação com o sucesso dos próximos Jogos Olímpicos nesta quarta-feira. “É tempo de agir. Compartilho das mesmas preocupações que eles. Faremos de tudo para que estas Olimpíadas sejam um sucesso”, afirmou Bach.

Como diria um amigo meu, o gato está subindo no telhado do Rio 2016 sem a menor cerimônia.

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sexta-feira, 4 de abril de 2014 Ídolos, Isso é Brasil, Paraolimpíadas, Política esportiva | 18:10

Petrobras assume projeto olímpico que era tocado por Paula

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De forma surpreendente, até pelo sucesso que a iniciativa vinha proporcionando, a Petrobras tomou para si a gestão de seu projeto olímpico, lançado em 2011 e que vinha sendo administrado pelo Instituto Passe de Mágica, comandado pelo ex-armadora da seleção feminina de basquete Paula Gonçalves.

Everton Lopes foi campeão mundial de boxe em 2011

O brasileiro Everton Lopes conquistou um inédito título mundial de boxe em 2011, quando o Projeto Petrobras era administrado pelo Instituto Passe de Mágica

A surpresa pela decisão da estatal se dá pelo fato de que desde o seu lançamento, quando mostrou-se uma alternativa interessante para o esporte olímpico brasileiro, com sua proposta de apoio a cinco modalidades como poucos recursos financeiros (esgrima, taekwondo, levantamento de peso, boxe e remo) até os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Seria uma forma de não depender exclusivamente dos critérios às vezes discutíveis do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) para a distribuição das verbas da Lei Agnelo/Piva.

A decisão surpreende porque os resultados apareceram, mesmo em somente três anos de implantação. Seja pelos títulos mundiais de Everton Lopes, no boxe, ou de Fabiana Beltrame, no remo, seja pelos ótimos resultados de Fernando Reis no Mundial de levantamento de peso no ano passado. Ou seja, não se pode acusar o instituto comandado por Magic Paula de incompetência.

O problema é que a própria Paula não quer se manifestar sobre o assunto. Por email, ela me confirmou que a gestão do projeto será tocada agora pela Petrobras, restando a seu instituto apenas prestar “uma assessoria técnica.”

Já a estatal, por meio de sua assessoria de imprensa, disse que “a companhia passou a patrocinar diretamente as Confederações, tendo em vista o objetivo principal do Programa Petrobras Esporte e Cidadania, que é oferecer aos atletas as melhores condições de treinamento para a melhoria do desempenho técnico, conforme a melhor utilização possível dos recursos disponíveis”. Ainda de acordo com a Petrobras, “não houve qualquer problema contratual ou de relacionamento com o Instituto Passe de Mágica, que continua dando assessoria técnica-desportiva no que diz respeito às cinco modalidades que fazem parte do programa.”

>>> RELEMBRE: Crise põe em risco projeto olímpico da Petrobras

A assessoria da estatal lembrou, por fim, que os valores repassados às cinco modalidades em 2014 são os seguintes: boxe = R$ 3,42 milhões; esgrima = R$ 2,41 milhões; levantamento de peso = R$ 1,78 milhão; remo = R$ 2,10 milhões; e taekwondo = R$ 2,69 milhões.

Independentemente da competência que a Petrobras – que cá entre nós, está às voltas com problemas bem mais complicados atualmente – terá para tocar seu projeto olímpico, acho que o esporte brasileiro, mais uma vez, sairá perdendo com essa decisão.

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quarta-feira, 2 de abril de 2014 Imprensa, Isso é Brasil | 17:35

Por favor, sigam o exemplo de Bebeto de Freitas!

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Bebeto de Freitas vem sendo um crítico feroz da estrutura do esporte brasileiro

Bebeto de Freitas vem sendo um crítico feroz da estrutura do esporte brasileiro

Comecei a semana no blog exaltando a surpreendente veemência e firmeza com que vários ídolos do esporte brasileiro se posicionaram em relação ao caso dramático da ex-ginasta Laís Souza, cobrando no iG Esporte uma ampla discussão a respeito até da profissionalização do atleta olímpico do Brasil. Mas cá entre nós, eles ainda têm muito a aprender em combatividade com o ex-técnico da seleção masculina de vôlei, Bebeto de Freitas, que ocupou também a presidência do Botafogo

Há algumas semanas, Bebeto vem mostrando toda a sua indignação contra a frágil estrutura do esporte brasileiro, que beneficia poucos em detrimento da maioria. Primeiro, em entrevista ao jornal “O Globo”, colocando o dedo na ferida a respeito da vergonhosa crise no vôlei do Brasil, que culminou com a queda do presidente licenciado Ary Graça, após o mal-explicado caso das comissões a diretores da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei).

Bebeto de Freitas demonstra a mesma coragem ao criticar, sem papas na língua, o chamado legado do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), classificado por ele como “um caos”, em entrevista ao site “Esporte Essencial”, para a jornalista Fabiana Bentes. Em um dos trechos, ao comentar o habitual discurso de Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB, que adora exaltar as medalhas conquistadas pelo Brasil em sua gestão, ele foi cirúrgico.

“Mas qual é o legado dessas medalhas? Nenhum. Construímos um velódromo e depois destruímos. Construímos uma piscina que não serve para a Olimpíada. O Pan-Americano foi o maior engodo que se vendeu no Brasil. Do ponto de vista esportivo, o Pan-Americano não representa mais nada, porque pouquíssimos esportes se classificam nessa competição para a Olimpíada.”

O esporte brasileiro precisa de mais pessoas com coragem e personalidade como Bebeto de Freitas.

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terça-feira, 1 de abril de 2014 Olimpíadas, Política esportiva | 14:25

Saída de Maria Silvia Bastos ocorre após nova bronca do COI

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Maria Silvia Bastos estava no comando da EOM desde agosto de 2011

Maria Silvia Bastos estava no comando da EOM desde agosto de 2011

O anúncio feito nesta terça-feira da saída de Maria Silvia Bastos da presidência da EOM (Empresa Olímpica Municipal) representa um duro golpe na organização dos Jogos Olímpicos do Rio 2016. A EOM é a empresa responsável simplesmente pela coordenação e execução de todos os projetos e atividades municipais relativas às Olimpíadas e Paraolimpíadas do Rio, e a saída de Maria Silvia ocorre coincidentemente dez dias depois da última visita de avaliação do COI (Comitê Olímpico Internacional) à cidade-sede.

Como se sabe, novamente os integrantes da comissão do COI deixaram o Brasil extremamente preocupados com os atrasos em diversas obras de arenas esportivas e de mobilidade urbana, além da indefinição da matriz de responsabilidade dos três poderes (municipal, estadual e federal), que deveria ter sido fechada em reunião na última semana, em Brasília, com a presença da própria presidente Dilma Rousseff. O encontro ficou agendado para ocorrer ainda esta semana.

Maria Silvia ocupava um cargo importantíssimo na engrenagem da organização dos Jogos do Rio. Ela alegou razões pessoais para deixar o cargo, que ocupava desde 2011 e será agora ocupado por Joaquim Monteiro de Carvalho, que já trabalhava na prefeitura do Rio, como chefe-executivo do Imagem Rio.

Maria Silvia Bastos foi a segunda baixa importante na organização do Rio 2016. Em agosto do ano passado, Marcio Fortes já havia pedido demissão da presidência da APO (Autoridade Pública Olímpica), cargo que é ocupado agora pelo general Fernando Azevedo e Silva.

 

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