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segunda-feira, 17 de março de 2014 Ídolos, Isso é Brasil, Jogos de Inverno, Olimpíadas, Política esportiva, Seleção brasileira | 21:56

Laís Souza merecia mais do que uma ‘vaquinha virtual’

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Laís Souza se preparava para competir pelo Brasil quando sofreu o acidente

Laís Souza se preparava para competir pelo Brasil quando sofreu o acidente antes dos Jogos de Sochi

Neste último domingo, tão logo foi exibida no programa Esporte Espetacular, da TV Globo, uma reportagem sobre o lançamento de uma campanha de arrecadação de recursos pela internet para a atleta Laís Souza – que se recupera de grave acidente de esqui enquanto se preparava para os Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi – enviei um email para a assessoria de imprensa do COB (Comitê Olímpico Brasileiro). Afinal, segundo a reportagem, a entidade era a responsável pela criação da campanha.

À tarde, a assessoria do COB respondeu todas as perguntas, com bastante agilidade, diga-se de passagem. Mas como eu ainda tinha algumas dúvidas, fiz novos questionamentos nesta segunda-feira, que foram devidamente esclarecidos.

Tudo bem que no início da noite de hoje, a entidade soltou uma nota oficial contendo exatamente todos os pontos que eu havia levantado, mas isso é outra história…

Para conhecer o conteúdo completo da nota oficial do COB, clique aqui.

Em relação a todo este caso, que tem como pano de fundo a dramática batalha de uma jovem atleta de 25 anos para voltar a recuperar os movimentos das pernas e braços, creio que algumas considerações merecem ser feitas.

Louve-se que o COB esteja pagando todas as despesas do tratamento de Laís Souza no Jackson Memorial Hospital, em Miami, embora, segundo a entidade, não fosse sua obrigação, pois a então esquiadora ainda não fazia parte de uma delegação olímpica brasileira de fato; compreende-se a intenção do COB em arrecadar fundos para ajudar Laís a se autofinanciar em um futuro próximo, para que possa estudar e trabalhar; por fim, nada mais natural a preocupação da entidade em adquirir equipamentos que a atleta precisará para sua nova rotina, como cadeira de rodas especial, equipamento para comunicação sem digitação e adaptação de sua residência.

O problema é que pega mal, muito mal, uma entidade com os recursos que possuí o COB apelar para uma campanha de arrecadação pela internet para cobrir todas estas despesas. Muito mal mesmo. Ainda mais em um período de escândalos no esporte olímpico brasileiro.

Não levanto aqui a bandeira do assistencialismo populista. Mas é que não dá para aceitar que com os recursos que estão à disposição atualmente, especialmente oriundos da Lei Agnelo/Piva, o COB não consiga destinar uma parte para custear não apenas o caro tratamento, mas esta importante fase de adaptação que Laís terá pela frente nos próximos anos. E que mais breve que do que possamos imaginar, ela esteja de volta à rotina, independentemente de sua condição física.

O fato é que Laís Souza merecia dos dirigentes brasileiros muito mais de uma ‘vaquinha virtual’.

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4 comentários | Comentar

  1. 54 Fatima 28/03/2014 15:23

    Acho que independente de ter seguro ou não; Em virtude de elevar o nome do País, pôxa merece todos cuidados, carinhos, atenção de Federação, Governo Brasileiro, etc e tal; Aí que se conhece o outro lado da moeda,; Se com a querida Laís tá sendo assim???????? Imaginem só, um de nós; Onde vai parar o ser humano; A bíblia diz que o amor de muitos esfriariam, é verdade!!!!!!!!!!!!
    Laís fica com Deus, vou orar por você e lembre – se: O único amigo fiel que está do nosso lado, quando todos nos esquecem nos momentos mais difíceis; É o nosso Deus de Abraão, Isaac e Israel,
    Boa sorte querida, se pega com Deus.

  2. 53 Vitor luide 20/03/2014 23:33

    Concordo inteiramente, Belisssímo comentario

  3. 52 Julian Romero 18/03/2014 12:51

    Dúvida: se você viaja para o exterior, é prudente realizar um seguro-viagem. Se não me engano, a Laís era coberta pela seguradora do COB já que era uma atleta de seleção permanente da ginástica. Então essas despesas médicas não foram cobertas pela seguradora? Potencializa-se o fato de que praticava um esporte de alto risco de acidente, logo o seguro deveria ser obrigatório durante seu treinamento… E eu suspeito de que todo seguro tem uma cláusula sobre invalidez.

  4. 51 Tânia G. de Oliveira 17/03/2014 23:15

    Quando um funcionário sofre um acidente de trabalho ( durante horário de trabalho, indo ou saindo do trabalho – até duas horas antes da entrada ou duas após a saída) a instituição arca com as despesas. No caso de atletas não há nada que regulamente esses casos?
    O funcionário representa uma instituição o atleta o País… para o bem ou para o mal e quando depois de uma vida sacrificada sofre um acidente grave ninguém se responsabiliza?

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