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segunda-feira, 9 de setembro de 2013 Candidaturas, Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas | 15:33

COI admite que falta de patrocinadores preocupa para 2016

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Gerhard Heiberg é diretor de marketing do COI

Aos poucos começam a ficar mais claros os motivos para o surgimento do tal “documento sigiloso”  que estaria circulando dentro do COI (Comitê Olímpico Internacional), demonstrando preocupação com a organização das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.  Nesta segunda-feira, em entrevista à agência AP em Buenos Aires, onde acontece a Assembleia Geral do COI, o diretor de marketing da entidade, Gerhard Heiberg, afirmou que os organizadores dos Jogos do Rio enfrentam dificuldades na captação de patrocínios que ajudem a bancar o evento.

Para Heiberg, houve uma mudança nos rumos da economia brasileira, que passa por um momento de desaceleração, tornando as empresas privadas menos dispostas a investir como patrocinadoras do evento. Coincidentemente, no começo de agosto, em um evento que marcou os três anos para o início dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos, o diretor de operações do Rio 2016, Leonardo Gryner, falou que haveria um aporte de US$ 700 milhões (R$ cerca de 1,4 bi) de recursos públicos para equilibrar o orçamento dos Jogos.

Logo em seguida o prefeito do Rio, Eduardo Paes, interrompeu o discurso de Gryner para dizer que a ideia é não repassar este valor.  “Nossa intenção é que o comitê organizador custeie toda sua operação e não precise de dinheiro público”, disse Paes na ocasião, causando um certo clima de constrangimento na cerimônia.

Por mais que o próprio COI tenha dito que o tal “relatório secreto” é um documento padrão em organização de grandes eventos, a verdade é que existe uma preocupação dos prazos para os Jogos de 2016. Alguns esportes ainda não sabem como e onde disputarão as Olimpíadas, além de atrasos em licitação de obras importantes, como o do complexo de Deodoro, sede prevista para as disputas do pentatlo moderno, hipismo, tiro esportivo, canoagem e hóquei sobre grama.

Até mesmo Jacques Rogge, que nesta terça-feira deixará a presidência do COI, deixou o seu recado. “Muitas obras de infraestrutura deveriam ser aceleradas. Os prazos estão apertados e têm que ser respeitados. Mas estamos otimistas”, afirmou.

Enquanto isso, Carlos Arthur Nuzman, presidente do Rio 2016 e também do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), ao ser questionado durante uma sabatina por integrantes do COI sobre os problemas de transporte público do Rio de Janeiro, tranquilizou-os dizendo que “quase todos os taxistas da cidade sabem falar inglês”.

Então tá, né?

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