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sábado, 7 de setembro de 2013 Candidaturas, Olimpíadas, Política esportiva | 18:13

Tóquio 2020, uma escolha lógica e segura

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Jacques Rogge, exibe o cartaz mostrando a vitório de Tóquio para os Jogos de 2020

Minutos antes do presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), Jacques Rogge, abrir o envelope e anunciar a cidade de Tóquio como a grande vencedora na disputa pela sede dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2020, escrevi no Twitter: “Só pelo clipe, Tóquio merecia vencer”.

Estava declaradamente torcendo pela candidatura japonesa (inclusive foi a minha aposta no post anterior), por vários motivos: por ser Tóquio uma cidade sensacional, com uma atmosfera única, por sua cultura e até mesmo por uma questão sentimental. Há dois anos, o país foi devastado por um tsunami monstuoso, exibido ao vivo pelos canais de notícia, na madrugada daquele fatídico 11 de março de 2011. Não há como ficar imune diante das cenas de destruição.

Ao analisar cada candidatura, não há como não ver vantagens na escolha de Tóquio. E foi uma barbada. Na primeira rodada de votação, quando Madri foi eliminada, a capital japonesa teve 42 vontos, contra 26 de Isatambul e Madri (no desempate, os turcos ganharam por 49 a 45). Na rodada final, foi um massacre: 60 votos a Tóquio e 36 para Istambul.

Tóquio já mostra há anos competência em organizar grandes competições. Há uma tremenda valorização da cultura esportiva no povo japonês. Inclusive já realizou a edição dos Jogos Olímpicos de 1964, apenas 19 anos depois de ter sido praticamente destruído durante a 2ª Guerra Mundial, inclusive com duas bombas atômicas caindo em seu território. O Japão já organizou também duas Olimpíadas de inverno, em Sapporo 1972 e Nagano 1998, uma Copa do Mundo (em parceria com a Coreia do Sul, em 2002) e várias edições do Mundial de clubes da Fifa.

A vitória de Tóquio sinaliza, por fim, sinaliza que o COI não quis apostar numa grande novidade, como o fez com o Rio para 2016. Entre escolher uma candidatura de um país com muito a fazer em sua infraestrutura e arenas, além de estar no meio do furacão de um caldeirão geopolítico, como é o caso de Istambul, os cartolas do COI preferiam apostar em quem já está sua estrutura de transportes pronta e um plano seguro em suas arenas esportivas.

Como brincaram nas redes sociais, alguém deveria dar uma ideia ao COI e deixar os Jogos de 2016 para os japoneses e os de 2020 para o Rio de Janeiro. Galhofa à parte, como duvidar de um povo que um mês depois de um terremoto e tsunami, já conseguia reconstruir suas estradas e cidades?

Parabéns, Tóquio!

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2 comentários | Comentar

  1. 52 gerson takara 08/09/2013 10:20

    É , comecem a preparar suas poupanças, por que infraestrutura tem, e sem dúvidas é muito eficiente, porem a prestacao de servicos eh caro ao extremos, trem, metro, taxi, trem -bala, avioes, hoteis , e a comunicao kkkk, sim , aqui no Japao , costumo provocar meus amigos japas, comparando, flipinas falam tagalog e ingles, thailandia , fala tailandes e ingles, china fala mandarim e ingles, 99% da asia se fala ingles, no Japao so se fala japones, eles acham que o mundo deve ter a obrigacao de falar japones se quiserem visitar o Japao kkkkkk

  2. 51 alves filho 07/09/2013 21:30

    Escolheram Tóquio por puro preconceito contra Istambul.

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