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segunda-feira, 15 de julho de 2013 Ídolos, Política esportiva | 15:06

O doping continua ganhando de goleada do esporte

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Asafa Powell comemora vitória nos 100 m no Meeting de Ostrava, na República Checa, no mês de junho

Certa vez, ao participar de uma entrevista coletiva, o médico brasileiro Eduardo de Rose, integrante da Wada (sigla em inglês para Agência Mundial Antidoping) foi bastante sincero ao dizer para os jornalistas presentes que o doping sempre estará à frente da luta contra as entidades que combatem as substâncias proibidas no esporte. Eu iria mais além: acho que esta vitória vem ocorrendo por ampla goleada, sem perspectivas de mudança a médio prazo, no mínimo.

É claro que a discussão a respeito do doping no esporte voltou com mais força neste final de semana, após a divulgação dos casos positivos de duas estrelas de primeira grandeza do atletismo mundial: o americano Tyson Gay e o jamaicano Asafa Powell, ambos campeões mundiais e medalhistas olímpicos nos 100 m rasos e revezamento 4 x 100 m. Além deles, a jamaicana Sherone  Simpson, também medalhista olímpica, foi flagrada por uso de substância proibida, durante a seletiva de seu país para o Mundial de atletismo de Moscou, marcado para o mês de agosto. E pelo que consta, outros jamaicanos podem estar envolvidos neste escândalo.

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O mais alarmante, contudo, é ver outros exemplos de casos de doping, sem a mesma repercussão, pipocando aqui ou ali. Como o divulgado pelo jornal inglês “The Telegraph”, que publicou reportagem mostrando que a Turquia pode ser banida do Mundial de atletismo, pois 30 atletas teriam sido flagrados em exames recentes. Ou então na natação, com o caso de um jovem atleta russo de apenas 17 anos, Nikita Maksimov, que testou positivo para uma substância utilizada pela extinta Alemanha Oriental em seus atletas nas décadas de 70 e 80.

Quer mais um exemplo: o dinamarquês Mads Glaesner, campeão mundial dos 1.500 m em piscina curta no último Mundial de Istambul (Turquia), em 2012, também foi flagrado, por uso de substância estimulante. Só nesta temporada, a natação mundial contabiliza 14 casos anunciados, entre eles um brasileiro – Hugo Parisi, nos saltos ornamentais, após punição anunciada em junho.

Ao flagrar estrelas utilizando substâncias proibidas, o esporte mundial perde um pouco de sua credibilidade. Mas só assim, pegando os peixes grandes, é que será possível diminuir a vantagem do doping na luta por um esporte limpo.

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8 comentários | Comentar

  1. 58 Vanderli jose Rabelo 16/07/2013 9:48

    Não é sómente no atletismo,no futebol tambem,é que não fiscalizam,tem jogador que só falta bater escanteio e ele mesmo cabecear para o gol

  2. 57 Xuxuxu 16/07/2013 0:36

    O doping deveria ser totalmente liberado e entrar na parte tática do esporte! Doping traz excelentes resultados e com a modernidade os efeitos colaterais sao bem menores, mas isso é o de menos, os atletas sao máquinas para testar os limites humanos e a ajuda de doping é mais uma vitória da humanidade, do gênio humano de manipular o próprio corpo. Parem de limitar os humanos!

  3. 56 Alan 15/07/2013 18:19

    Como eu disse no tuiter. Vou acabar vendo atletismo da vila olímpica e só. É mais honesto.

    O irmão citou algo interessante no comentário dele. Sendo espionados, as táticas do Bernardinho podem ter sido vistas também.

  4. 55 teres virmond 15/07/2013 16:40

    Nas décadas de 50/60/70/80/90 nós , os brasileiros, íamos para as olimpíadas com a cara e a coragem. Os atletas dos paises da cortina de ferro e dos EEUU iam cheio de bomba, no sangue. Era a guerra fria onde tudo valia. Hoje não mudou nada. Eles continuam a nos enganar, de todas as maneiras. Hoje sabem tudo sobre o que o Bernardinho, por exemplo,combina via internet com seus camaradas mais íntimos. Acha que está sob sigilo total, quando suas táticas e iniciativas são passadas para os técnicos americanos. Foi assim nas últimas olimpíadas, onde as anotações no laptop de seu assistente, que pensava sob sigilo, iam sendo vistas, on line, pelos assistentes americanos e todas as iniciativas sendo barradas. Mesmo assim só conseguiram reverter o jogo depois de estarem perdendo por dois sets a zero. O Brasil precisa voltar a investir em softwares públicos e internet pública. Os arquivos, os dados tem que ficar no país de origem e não nos EEUU. Já imaginaram as informações dos militares, que também, ingenuamente se utilizam da internet para se comunicar, nas mãos deles?? É por isso que essa licitação dos aviões não sai nunca. Todos os passos do governo brasileiro e das autoridades militares da AERONAUTICA ESTÃO SENDO MONITORADOS.

  5. 54 teres virmond 15/07/2013 16:31

    Nas décadas de 50/60/70/80/90 nós , os brasileiros, íamos para as olimpíadas com a cara e a coragem. Os atletas dos paises da cortina de ferro e dos EEUU iam cheio de bomba, no sangue. Era a gujerra fria onde tudo valia. Hoje não mudou nada. Eles continuama nos enganar, de todas as maneiras. Hoje sabem tudo sobre o que o Bernardiho, por exemplo,copmbina via inrternet com seus camaradas mais íntimos. Acha que está sob sigilo toital, quando suas t[aticas e iniciativas são passadas para os técnicos americanos. Foi assim nas últimas olimpíadas, onde as anotações no laptop de seu assistente, q

  6. 53 Rodrigo 15/07/2013 16:30

    O mundo é assim mesmo.

  7. 52 ANIBAL DOS SANTOS FILHO 15/07/2013 15:42

    De que adianta ter fama, com a moral na lama!

  8. 51 Bruno Favoretto 15/07/2013 15:30

    Triste demais. No documentário dedicado a Uzain Bolt na série “Grandes Nomes do Esporte”, da ESPN, lembro que fiquei admirado com Tyson Gay. A forma como ele tratava a rivalidade com Bolt era bacana, elegante. Respeitava muito o jamaicano e parecia estar trabalhando duro para, quem sabe, um dia conseguir superá-lo (vinha melhorando os números e tudo mais). Rivalidade no esporte é sensacional e fundamental. Decepcionante, enfim…

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