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Arquivo de julho, 2013

quarta-feira, 31 de julho de 2013 Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas | 18:33

TCU indica irregularidades em obras para os Jogos de 2016

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Imagem do projeto final do Ladetec, laboratório no Rio de Janeiro que realizará todos os exames antidoping das Olimpíadas e Paraolimpíadas de 2016

Muito se fala sobre gastos excessivos e problemas para a Copa do Mundo de 2014, mas tem gente de olho aberto na organização dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. O TCU (Tribunal de Contas da União) publicou em seu site dois comunicados que expressam de forma preocuopante como as coisas estão caminhando na organização das próximas Olimpíadas.

Em uma das notas à imprensa, a fiscalização do TCU identificou encontrou irregularidades no orçamento e contrato das obras na reforma do Ladetec, laboratório oficial que será usado durante o evento e que fará todos os controles antidopagem das Olimpíadas e Paraolimpíadas. Entre os problemas encontrados, a análise do TCU mostrou “quantitativos subestimados na planilha orçamentária em comparação com o projeto executivo, além de execução da obra em dois turnos ao invés de três, como previsto em contrato”. Segundo o TCU, a diferença nestes quantitativos permitiria a solicitação de aditivos no contrato, o que poderia ocasionar sobrepreço (em bom português, superfaturamento).

>>> Veja também: Parque Olímpico 2016, presente e futuro

Para o relator do processo, ministro Raimundo Carneiro, a isso chama-se de “jogo de planilha”, que diminui o desconto global obtido inicialmente na licitação da obra.

A outra reclamação do TCU tem como alvo as obras no Complexo Esportivo de Deodoro, que abrigará as modalidades de hipismo, tiro, esgrima, pentatlo moderno, canoagem, ciclismo e hóquei sobre grama. Para o órgão fiscalizador, os atrasos nas obras são injustificáveis.

>>> Leia também: Rio 2016 já tem prejuízo acumulado de R$ 149 milhões

Se os prazos iniciais forem mantidos, de acordo com a análise do TCU, algumas destas obras terão conclusão posterior a da realização dos eventos-testes previstos pelo COI (Comitê Olímpico Internacional). Para o ministro Raimundo Carneiro, “os riscos potenciais identificados nas atividades de implantação do complexo esportivo são deveras danosos à administração, podendo levar a práticas emergenciais que resultam em majoração dos gastos públicos, a fim de concluir as obras no prazo necessário”.

>>> E mais: A “cidade olímpica” e o choro de Monica

Para quem quiser mais detalhes sobre o processo, basta clicar aqui.

Com a palavra, o Comitê Rio 2016…

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terça-feira, 30 de julho de 2013 Isso é Brasil, Olimpíadas | 22:08

Apesar de apelo, Celio de Barros deverá ser demolido

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Toninho Fernandes, da CBAt, sonha com a salvação do Celio de Barros. Missão impossível?

A não ser que ocorra uma reviravolta de última hora, será inútil a reunião desta quarta-feira entre o governador Sérgio Cabral ( PMDB-RJ) e o presidente da CBAt, Toninho Fernandes.  Embora tenha declarado que espera uma revisão no processo de demolição do Estádio Celio de Barros,  o dirigente deverá deixar o encontro consciente de que se trata de uma batalha perdida

O atletismo não receberá o mesmo tratamento dado à natação,  conforme o próprio Toninho pediu na coletiva desta terça-feira,  na sede da CBAt, em São Paulo.  E o motivo é simples: Cabral está atrelado ao acordo da cidade com o consórcio que administra o complexo do Maracanã.

Ao reconsiderar a decisão de demolir o Julio Delamare – causada em boa parte pelos fortes protestos dos últimos meses e da queda brusca nos índices de popularidade – Cabral acabou sem ter “moeda de troca” com os administradores do Maracanã. Afinal,  para que manter um estádio velho (na visão dos burocratas,  é claro) se no lugar dele é possível erguer estacionamentos e lojas?

Com o Julio Delamare salvo, o destino Célio de Barros ficou praticamente selado. E de forma inconsciente (ou não), o próprio Toninho Fernandes já deixava claro que um plano B não estava descartado. “O Rio de Janeiro, por ser a cidade olímpica, tem que oferecer o melhor equipamento possível. Ou seja, o Célio de Barros ou algo equivalente”, disse o dirigente na coletiva desta terça.  Para bom entendedor…

Só uma coisa me intriga em toda esta história: se a CBAt dizia ter o apoio “incondicional” do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e de seu presidente, Carlos Arthur Nuzman em toda essa briga, creio que faltou um pouco mais de empennho da entidade que comanda o esporte brasileiro e do comitê organizador dos Jogos de 2016 para tentar salvar o mais tradicional palco do atletismo do Brasil.

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segunda-feira, 29 de julho de 2013 Ídolos, Mundiais, Seleção brasileira | 23:06

Cesar Cielo e a arte de se reinventar

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Cesar Cielo comemora a conquista da medalha de ouro nos 50 m borboleta

Existem alguns fenômenos no esporte brasileiro que por mais brilhantes que sejam, estão sempre nos surpreendendo. Nesta segunda-feira, Cesar Cielo, o maior nadador que já apareceu neste país, mais uma vez mostrou que não carrega todos os adjetivos em torno de seu nome à toa. A conquista da medalha de ouro nos 50 m borboleta pelo nadador brasileiro, no Mundial de esportes aquáticos em Barcelona, foi monstruosa, para dizer o mínimo.

Em uma prova que não faz parte do programa olímpico, é bom ressaltar – na qual o nadador mal tem tempo de tirar a cabeça da água para respirar -, Cielo ficou praticamente metade da piscina na segunda posição. Mas numa distância ínfima de outro brasileiro, Nicholas Santos, campeão mundial nesta distância em piscina curta (25 m) e tendo ainda a concorrência pesada do francês Frederick Bousquet e do americano Eugene Godsoe.

>>> Veja também: As medalhas do Brasil nos mundiais de esportes aquáticos

Difícil dizer, mas se fosse um simples mortal, Cielo teria ficado para trás nos metros finais da prova. Seria quase impossível buscar uma reação. Nicholas Santos, que foi para Barcelona apenas para disputar os 50 m borboleta, chegou ao seu limite, liderou boa parte da prova, mas terminou somente em quarto lugar. Cielo não faz parte do rol dos meros mortais, temos que admitir.

Ao ganhar o bicampeonato mundial na prova por QUATRO CENTÉSIMOS de vantagem (o tempo final do brasileiro foi de 23s01 contra 23s05 de Godsoe), Cesar Cielo mostrou também que sabe como poucos a arte de se reinventar. Velocista por natureza, ele abriu mão de nadar os 100 m livre para participar apenas dos 50 m (livre e borboleta). Nem participar do revezamento 4 x 100 m livre ele participou. Parte disso em razão de ter passar por uma cirurgia de joelho no ano passado, parte também pela decepção que carregou com o bronze olímpico em Londres 2012 nos 50 m livre.

>>> Leia também: Um ouro para lavar a alma de Poliana

A reinvenção de Cielo passa também pela própria reformulação em sua preparação. Frustrado com seu próprio desempenho nas últimas Olimpíadas, resolveu deixar o projeto P.R.O. 16, criado por ele mesmo, sob orientação de Alberto Silva, o Albertinho, e passou a treinar com o desconhecido americano Scott Goodrich, em fevereiro deste ano. Uma aposta arriscada, mas com Cielo, agora dono de cinco medalhas de ouro em Mundiais, nada pode ser descartado. E vem aí os 50 m livre…

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quarta-feira, 24 de julho de 2013 Olimpíadas, Paraolimpíadas, Política esportiva | 13:06

Parque Olímpico de 2016, presente e futuro

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Primeiros blocos de estacas são instalados no terreno onde será erguido o Parque Olímpico de 2016

Com pouco mais de três anos para a cerimônia de abertura, os primeiros blocos dos três pavilhões esportivos começaram a ser instalados no Parque Olímpico do Rio de Janeiro, que receberá boa parte das competições das Olimpíadas e Paraolimpíadas de 2016. Os primeiros trabalhos nas fundações começaram no último dia 1º de julho e 310 estacas foram concretadas, sendo 237 no pavilhão 3 e 73 no pavilhão 2. Esses números representam 16,85% de um total de 1.839 estacas. Todos estes números foram divulgados pela Empresa Olímpico Municipal, do Rio.

LEIA MAIS SOBRE AS OLIMPÍADAS DE 2016

>>> As lições que os protestos no Brasil deixam para 2016
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>>> Confira as novas imagens do Parque Olímpico de 2016

Os pavilhões esportivos do Parque Olímpico receberão as competições de basquete, taekwondo, judô (olímpico e paraolímpico), luta greco-romana, luta livre, basquete em cadeira de rodas, bocha paraolímpica, vôlei sentado e rúgbi em cadeira de rodas.

Abaixo, a imagem projetada do Parque Olímpico de 2016, quando ficar pronto. Muito bonito, em teoria. Mas cabe a todos nós ficarmos de olho e fiscalizarmos atentamente como serão os gastos destas obras, tendo como base os astronômicos custos da Copa do Mundo de 2014.

Imagem do projeto final do Parque Olímpico do Rio de Janeiro. Será que vai ficar assim mesmo?

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terça-feira, 23 de julho de 2013 Ídolos, Mundiais, Seleção brasileira | 14:08

Um ouro para lavar a alma de Poliana

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Poliana Okimoto festeja sua vitória na proava de 10 km da maratona aquática do Mundial de Barcelona

Simplesmente histórico o resultado alcançado pela natação feminina do Brasil nesta terça-feira, com as medalhas obtidas por Poliana Okimoto (ouro) e Ana Marcela Cunha (prata) na prova de 10 km da maratona aquática no Mundial de esportes aquáticos de Barcelona. Nunca as mulheres brasileiras conseguiram ocupar os dois principais lugares no pódio de uma competição internacional de grande porte. E numa prova que faz parte do programa olímpico, é bom lembrar. Sem contar que as duas já tinham obtido prata e bronze, respectivamente, na prova de 5 km, no sábado. Um feito notável que estamos testemunhando em águas espanholas, portanto.

Mas quero fazer uma referência especial ao título de Poliana Okimoto. Acredito que ninguém mais na delegação do Brasil que está em Barcelona mereça tanto essa medalha do que ela. O drama passado por Poliana em Londres, durante as Olimpíadas de 2012, foi assustador. O relato que ela fez ao programa “Histórias do Esporte”, da ESPN Brasil, no ano passado, foi assustador, relatando que praticamente desmaiou em plena raia do Hyde Park, quando decidiu abandonar a prova, chegou a ter hipotermia, além de ter ocorrido uma demora no atendimento dos paramédicos londrinos.

LEIA MAIS SOBRE O MUNDIAL DE ESPORTES AQUÁTICOS

>>> O Mundial de esportes aquáticos em números
>>> As medalhas do Brasil nos mundiais de esportes aquáticos
>>> Conheça as medalhas do Mundial de Barcelona

Por tudo isso, perfeitamente normal a crise de choro de Poliana Okimoto ao falar com os jornalistas após a chegada, quando desabafou e lembrou que muitos quiseram “aposentá-la” após os Jogos Olímpicos.  “Esse ouro nos 10 quilômetros é um recomeço”, disse Poliana. Na verdade, esta medalha de ouro lavou sua alma.

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quinta-feira, 18 de julho de 2013 Almanaque, Mundiais | 13:39

O Mundial de esportes aquáticos em números

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A piscina do Palau Sant Jordi, que receberá as provas de natação e nado sincronizado

Com abertura marcada para esta sexta-feira, dia 19 (na verdade neste dia haverá apenas a cerimônia de abertura, sendo que as disputam começam pra valer mesmo no sábado, dia 20), o Mundial de esportes aquáticos de Barcelona – que reunirá competições nas modalidades natação, maratona aquática, saltos ornamentais, polo aquático e nado sincronizado – é uma das competições mais importantes do ano entre os esportes olímpicos. Tanto é que será realizado em quatro instalações, algumas delas que foram utilizadas nas Olimpíadas de Barcelona 1992.

A competição começa neste sábado, com maratonas aquáticas, nado sincronizado e saltos ornamentais. As competições de polo aquático terão início na segunda-feira (22), mas a natação, principal estrela da festa, terá a largada no dia 28. O encerramento está previsto para 4 de agosto.

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>>> Conheça as medalhas do Mundial de natação de Barcelona
>>> O calendário 2013 do esporte olímpico

E o evento que reunirá as principais estrelas das piscinas do planeta conta também com números bastante expressivos. Um dos mais curiosos é que a competição terá quase a mesma quantidade de voluntários e de atletas! Confira:

  1. Total de atletas participantes: 2.500
  2. Número de países participantes: 180
  3. Número de voluntários: 2.400
  4. Número de jornalistas credenciados: 2.200
  5. Total de audiência global: 510,8 milhões de pessoas*
  6. Total de países que compraram direitos de transmissão: 209

* Número com base nos dados obtidos nos últimos mundiais

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segunda-feira, 15 de julho de 2013 Ídolos, Política esportiva | 15:06

O doping continua ganhando de goleada do esporte

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Asafa Powell comemora vitória nos 100 m no Meeting de Ostrava, na República Checa, no mês de junho

Certa vez, ao participar de uma entrevista coletiva, o médico brasileiro Eduardo de Rose, integrante da Wada (sigla em inglês para Agência Mundial Antidoping) foi bastante sincero ao dizer para os jornalistas presentes que o doping sempre estará à frente da luta contra as entidades que combatem as substâncias proibidas no esporte. Eu iria mais além: acho que esta vitória vem ocorrendo por ampla goleada, sem perspectivas de mudança a médio prazo, no mínimo.

É claro que a discussão a respeito do doping no esporte voltou com mais força neste final de semana, após a divulgação dos casos positivos de duas estrelas de primeira grandeza do atletismo mundial: o americano Tyson Gay e o jamaicano Asafa Powell, ambos campeões mundiais e medalhistas olímpicos nos 100 m rasos e revezamento 4 x 100 m. Além deles, a jamaicana Sherone  Simpson, também medalhista olímpica, foi flagrada por uso de substância proibida, durante a seletiva de seu país para o Mundial de atletismo de Moscou, marcado para o mês de agosto. E pelo que consta, outros jamaicanos podem estar envolvidos neste escândalo.

LEIA MAIS SOBRE DOPING NO ESPORTE OLÍMPICO

>>> As mentiras de Armstrong e o ciclismo sob suspeita
>>> Doping volta a envergonhar o esporte brasileiro
>>> Caso Simone Alves põe controle de doping do Brasil na berlinda

O mais alarmante, contudo, é ver outros exemplos de casos de doping, sem a mesma repercussão, pipocando aqui ou ali. Como o divulgado pelo jornal inglês “The Telegraph”, que publicou reportagem mostrando que a Turquia pode ser banida do Mundial de atletismo, pois 30 atletas teriam sido flagrados em exames recentes. Ou então na natação, com o caso de um jovem atleta russo de apenas 17 anos, Nikita Maksimov, que testou positivo para uma substância utilizada pela extinta Alemanha Oriental em seus atletas nas décadas de 70 e 80.

Quer mais um exemplo: o dinamarquês Mads Glaesner, campeão mundial dos 1.500 m em piscina curta no último Mundial de Istambul (Turquia), em 2012, também foi flagrado, por uso de substância estimulante. Só nesta temporada, a natação mundial contabiliza 14 casos anunciados, entre eles um brasileiro – Hugo Parisi, nos saltos ornamentais, após punição anunciada em junho.

Ao flagrar estrelas utilizando substâncias proibidas, o esporte mundial perde um pouco de sua credibilidade. Mas só assim, pegando os peixes grandes, é que será possível diminuir a vantagem do doping na luta por um esporte limpo.

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segunda-feira, 8 de julho de 2013 Seleção brasileira | 09:07

Os voos de Thiago que podem fazer o atletismo do Brasil reagir

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Thiago Braz exibe a marca de 5,83m no salto com vara, obtida no Sul-Americano de Cartagena (Col), novo recorde continental da prova

Os (raros) leitores deste blog devem ter percebido uma ausência de atualizações nos últimos dez dias. Bem, em primeiro lugar, o período coincidiu com a reta final da cobertura intensa que o iG Esporte realizou na Copa das Confederações, quando não havia tempo para se pensar em mais nada que não fosse em futebol. Somando a isso, este blogueiro, que não é de ferro, tirou alguns dias de férias assim que a turma do Felipão levantou o caneco no Maracanã, para recarregar as baterias.

Mas enquanto a velha rotina do blog não é retomada de forma total, não posso deixar passar batido um momento de esperança vivido pelo atletismo do Brasil. Depois de uma participação ridícula nas Olimpíadas de Londres 2012, quando pela primeira vez em 20 anos deixou uma edição dos Jogos sem conquistar uma medalha, a modalidade vive um momento de boas perspectivas, numa prova onde nunca teve tradição: o salto com vara.

>>> Veja também: O calendário 2013 do esporte olímpico

Desde o surgimento de Fabiana Murer, atual campeã mundial da prova, o Brasil passou a ter no salto com vara mais uma possibilidade de bons resultados em competições internacionais. Mas até então, restrito apenas às mulheres. A atual temporada, preparatória para o Mundial de Moscou, de 10 a 18 de agosto, mostrou que os homens brasileiros também sabem saltar.

Dois pupilos treinados por Elson Miranda – marido e técnico de Fabiana Murer – protagonizaram uma série de excelentes resultados nas últimas semanas. O primeiro a se destacar foi Augusto Dutra, de 22 anos (completará 23 no próximo dia 16), que quebrou o recorde sul-americano indoor e ao ar livre em um espaço de apenas quatro meses (5, 71 m e 5,82 m, respectivamente).

>>> Leia ainda: Confira os brasileiros que largaram bem para 2016

Além disso, Dutra ainda obteve uma medalha de bronze em uma etapa da forte Liga de Diamante, organizada pela Iaaf (Federação das Associações Internacionais de Atletismo), em Lausanne (Suíça), ficando logo atrás do alemão Raphael Holzdeppe, medalha de bronze em Londres e que teve a mesma marca do brasileiro (5,62 m), porém obtida num número menor de tentativas.

Só que Augusto Dutra, já garantido na equipe brasileira que irá ao Mundial de Moscou, terá um “rival” doméstico para superar. Com apenas 19 anos, o paulista Thiago Braz, também treinado por Elson Miranda, assombrou a todos ao bater o recorde sul-americano de Dutra em Cartagena (Col), durante a disputa do campeonato continental, na última quinta-feira.

A marca de 5,83 m obtida por Braz – que campeão mundial juvenil no ano passado, em Barcelona – representa a 12ª melhor da temporada. E não é de hoje que o garoto vem impressionando. Há dois anos, o ucraniano Vitaly Petrov, consultor de salto com vara da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo), e que foi técnico dos fenômenos Serguei Bubka e Elana Isinbayeva, disse durante uma clínica no Brasil que Thiago Braz tem todos os recursos necessários para um dia saltar acima dos 6 metros.

Que os voos de Thiago Braz e de Augusto Dutra ajudem a curar o atletismo da ressaca de medalhas que a modalidade passou em Londres.

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