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quinta-feira, 1 de novembro de 2012 Isso é Brasil, Política esportiva | 23:30

Eis que surge uma oposição na natação brasileira

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O logotipo do movimento "Muda CBDA"

Demorou, mas finalmente alguém criou coragem em tentar dar novos ares à natação do Brasil, após 24 anos de comando de Coaracy Nunes. Criado por Julian Aoki Romero, ex-nadador e irmão mais novo do atleta olímpico Rogério Romero, o movimento Muda CBDA surge com o objetivo de criar uma chapa de oposição na próxima eleição da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos), que a princípio está marcada para março de 2013. Mas que ninguém se espante se Coaracy, com medo que o movimento oposicionista fique mais forte, resolva antecipar o pleito.

“Os atletas das 5 modalidades aquáticas estão reféns de uma gestão que se preocupa em atender muitos interesses privados, internos ou próximos da Confederação, além de gastar muito dinheiro – em sua grande maioria proveniente de leis de incentivo – sem dar qualquer satisfação àqueles que tornaram a CBDA naquilo que é hoje: uma instituição que lucra – e muito – na base dos pouquíssimos talentosos atletas que surgem anualmente e espontaneamente dentro de clubes, academias, escolas de natação, sustentados pelo apoio interminável de seus pais e de uma motivação incrível para superar as dificuldades de infra-estrutura diárias com que convivem”, disse Julian Romero, em carta publicada no blog de Alberto Murray.

O movimento “Muda CBDA” já conta com uma página no Facebook, bem como outra no Twitter. Um site está sendo construído, ainda sem data para ir ao ar.

Pelos resultados decepcionantes da natação brasileira nas Olimpíadas de Londres, não será surpresa se realmente surgir um nome com força o bastante para destronar Coaracy Nunes da presidência da CBDA.

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2 comentários | Comentar

  1. 52 Sérgio 02/11/2012 12:25

    Se fossemos um país sério, nós não teriamos a frente de uma confederação tão importante para o esporte, por mais de 24 anos esse senhor. Por todo investimento feito nesses últimos anos, nosso resultado foi pífio em Londres, apenas Cielo e Pereira, nadadores que se formaram nos EUA, conquistaram medalhas. Não tivemos nenhum destaque que desponta para a Rio 2016, ao contrário, tivemos sim, como parte de um esquema para perpetuação no poder feudal, uma enorme delegação de dirigentes de federações nacionais e parente com tudo pago pelo erário em Londres, superior ao número de atletas, o que explica como o dinheiro investido vai pelo ralo.
    Brasil muda sua cara.

  2. 51 jose aparecido 02/11/2012 11:58

    QUE EU SABIA A CBF FICA NO RIO DE JANEIRO E FOI COMANDO POR DECADAS POR UM TAL QUE RICARDO TEIXEIRA, EU ACHO QUE ESSES PRESIDENTES DE FEDERAÇÕES, CONFEDERAÇÕES E DE CLUBES DEVERIA TER NO MAXIMO TER 4 ANOS DE MANDADO DIVIDIDOS EM 2 PERIODO DE 2 ANOS E PRONTO E DAVA PASSAGEM PRA OUTRO. A GENTE VE ESSE SRº CARLOS GUSMAN JA FEZ MUITO PELO EVOLUÇÃO DO ESPORTE( PRINCIPALMENTE PRO VOLEI), SÓ QUE AGORA PAROU NO TEMPO, TRAVOU A EVOLUÇÃO, NÃO TEM IDEIAS NOVAS, ESTAMOS VIVENDO DE ALGUNS ATLETAS ESTAREM EM UM BOM DIA PARA GANHAMOS MEDALHA, TA FICANDO RIDICULO

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