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Arquivo de novembro, 2012

terça-feira, 27 de novembro de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Política esportiva, Seleção brasileira | 23:21

A 'terceira via' para o esporte brasileiro está aberta

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Alguns dos integrantes do Time Nissan, projeto apresentado nesta terça-feira, no Rio

Esta terça-feira foi particularmente especial para o esporte olímpico e paraolímpico do Brasil, com o anúncio do início do projeto de patrocínio da montadora de carros japonesa Nissan. A empresa apoiará 30 atletas de 12 modalidades olímpicas e cinco paralímpicas, de olho na preparação para os Jogos do Rio 2016.

Este é o segundo projeto que nasce na iniciativa privada, com o objetivo de ajudar no desenvolvimento e preparação de atletas brasileiros para as próximas Olimpíadas. O primeiro foi o Esporte e Cidadania, da Petrobras, comandado pela ex-armadora da seleção de basquete Magic Paula, que investe R$ 256 milhões em cinco modalidades (remo, boxe, taekwondo, esgrima e levantamento de peso), que inclusive já obteve resultados expressivos, como os títulos mundiais de Everton Lopes, no boxe, e Fabiana Beltrame, no remo, ambos obtidos em 2011.

O projeto do Time Nissan, como foi batizado, é um pouco diferente, pois não envolve apoio financeiro direto. Porém, os 30 atletas terão à disposição uma equipe multidisciplinar, envolvendo áreas de gestão de carreira, psicologia e media training (preparação de pessoas para lidar com a imprensa). Além disso, a Nissan fornecerá a cada integrante da equipe um carro zero quilômetro até 2016, sem custos adicionais.

Pode parecer pouca coisa, mas são em pequenos detalhes,  como ter uma orientação correta para administrar sua carreira ou um meio mais rápido de locomoção para chegar a seu local de treinamento, que acabam fazendo a diferença na hora de se preparar para uma grande competição.

E soa como um alívio que novas empresas se interessem em patrocinar o esporte brasileiro e acabar com aquela dependência quase doentia que a Lei Agnelo/Piva traz para as confederações nacionais, através da distribuição das verbas das loterias. E como sabemos que o COB (Comitê Olímpico Brasileiro), o responsável pela divisão do bolo, tem uma estranha “meritocracia” para decidir os critérios desta divisão, o surgimento desta que pode ser chamada de “terceira via olímpica” é algo que precisa ser bastante comemorado.

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sexta-feira, 23 de novembro de 2012 Histórias do esporte, Ídolos | 12:36

O professor Nelson vai fazer falta

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Nelson Prudêncio em ação numa clínica de atletismo, realizada no Sesc Pompéia, em fevereiro deste ano

A esta altura, todo mundo já recebeu a triste notícia desta sexta-feira, sobre a morte do medalhista olímpico Nelson Prudêncio, que morreu aos 68 anos, em São Carlos, vítima de um câncer fulminante, descoberto há cerca de um mês. Da mesma forma, já foi relembrada – pena que isso só ocorre em ocasiões como esta -, com muita justiça, as duas medalhas conquistadas por Prudêncio no salto triplo em Jogos Olímpicos, a de prata na edição de 1968, na Cidade do México, e em 1972, em Munique.

Com a morte de Nelson Prudêncio, o Brasil perde definitivamente seus representantes da chamada “geração de ouro” do triplo, que foi formada por Adhemar Ferreira da Silva (morto em 2001) e João Carlos de Oliveira, o João do Pulo (que foi o primeiro a morrer, em 1999). Todos os três medalhistas olímpicos (no caso de Adhemar, bicampeão olímpico) e recordistas mundiais, em algum determinado momento de suas carreiras.

Por tudo isso, prefiro falar aqui do outro lado de Nelson Prudêncio, o do homem que se dedicou, após o encerramento de sua carreira, a ensinar e transmitir seus conhecimentos como professor doutor da Universidade Federal de São Carlos, cidade onde vivia.

De forma tranquila e didática, sem ser pedante, o “professor” Nelson falava de atletismo com naturalidade, explicando calmamente ao seu interlocutor sua visão do esporte brasileiro e como ajudar na massificação, na busca de novos talentos.

Fui testemunha de um exemplo deste trabalho educativo de Prudêncio este ano, numa clínica de atletismo promovida pelo Sesc Pompéia, em fevereiro. Era um atividade voltada para crianças, portanto sem nenhuma pretensão de tirar de lá um atleta olímpico. Mas foi incrível ver a paciência com a qual ele tentava ensinar aos pequenos a forma correta de correr, saltar ou mesmo fazer um simples alongamento.

Minha filha pediu para se juntar à turma. Depois, quis tirar uma foto com aquele senhor, que ela não sabia quem era. Foi então que eu lhe respondi: “Você conheceu um dos poucos heróis olímpicos brasileiros”.

Sim, o professor Nelson irá fazer muita falta.

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quarta-feira, 21 de novembro de 2012 Ídolos, Olimpíadas, Seleção brasileira | 19:09

Escolha o melhor atleta do Brasil

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Os candidatos ao Prêmio Brasil Olímpico 2012 foram anunciados nesta quarta-feira

Já são conhecidos os candidatos ao prêmio de Melhor Atleta de 2012, categoria masculina e feminina, do Prêmio Brasil Olímpico, organizado pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro). Nesta quarta-feira, a entidade anunciou os três atletas na categoria masculina e os três na feminina que estarão na disputa, escolhidos pelo público através da internet a partir desta quinta-feira, no site do próprio COB (www.cob.org.br). A festa de premiação está marcada para o dia 18 de dezembro, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Na verdade, não houve surpresa nas indicações, tendo sido escolhidos os destaques individuais do Brasil nos Jogos de Londres 2012. Entre as mulheres, estão concorrendo a judoca Sarah Menezes, medalha de ouro no judô; Sheilla Castro, integrante da seleção brasileira feminina de vôlei que faturou o bicampeonato olímpico; e Yane Marques, a melhor  surpresa em Londres, com medalha de bronze no pentatlo moderno.

Na categoria masculina, os escolhidos para concorrer ao prêmio são Arthur Zanetti, ouro na prova das argolas na ginástica artística masculina; Thiago Pereira, prata nos 200 m medley da natação em Londres; e Esquiva Falcão, também prata no boxe masculino olímpico.

Segundo o COB, a escolha dos três indicados ao prêmio em cada categoria foi feita por um juri composto por jornalistas, dirigentes, ex-atletas e personalidades do esporte. Estes votos terão 50% de peso na eleição final, após serem computados os votos na internet. Em 2011, os escolhidos foram Cesar Cielo (natação) e Fabiana Murer (atletismo).

O blogueiro não fica em cima do muro e declara que seus votos foram para Arthur Zanetti e Sarah Menezes.

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terça-feira, 20 de novembro de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira, Vídeos | 11:27

Feito histórico pode reerguer o beisebol do Brasil

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Jogadores brasileiros comemoram o feito inédito, após vencerem o Panamá

Jogadores brasileiros comemoram feito inédito, após vencerem o Panamá

Relegado à condição de primo pobre entre os esportes olímpicos, após ser excluído do programa das Olimpíadas a partir de Londres 2012, o beisebol brasileiro conseguiu na madrugada desta terça-feira um feito histórico que pode significar seu renascimento. A seleção do Brasil bateu o Panamá por 1 a 0 e assegurou uma vaga no World Baseball Classic 2013, que vale como Mundial da modalidade. O torneio conta com atletas que participam da badalada MLB (Major League Baseball).

O Brasil disputará o Grupo C do torneio, ao lado de Venezuela, República Dominicana e Porto Rico, todas equipes que estão entre as melhores do mundo. Provavelmente ficará em último lugar na chave. Mas o feito alcançado nesta madrugada, na Cidade do Panamá, vai muito além dos resultados esportivos.

Desde que foi excluído do programa olímpico, a CBBS (Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol) passou a ter um corte considerável nas verbas distribuídas pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro) referente aos recursos da Lei Agnelo/Piva. O que já era complicado para um esporte estigmatizado como “de colônia” (no Brasil, o beisebol é praticado e mantido majoritariamente pelos descendentes orientais), passou a ficar ainda mais pior sem ajuda financeira de peso.

O feito desta terça-feira pode ser um belo passo em busca do reerguimento desta modalidade no Brasil.

Veja o ponto que deu a vitória ao Brasil contra o Panamá:

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segunda-feira, 19 de novembro de 2012 Com a palavra, Isso é Brasil, Olimpíadas | 17:08

Coe diz que roubo de dados de Londres 2012 'não tem importância'. Acredite se quiser

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Sebastian Coe fala durante o Debriefing, evento que está sendo realizado no Rio de Janeiro e marca a transferência de informações entre os organizadores do Rio 2016 e Londres 2012

“Não demos muita importância ao tema e nem o consideramos muito relevante. Não se deve dar tanta importância a essa questão”


As palavras acima são do britânico Sebastian Coe, ex-presidente do Locog (sigla em inglês para Comitê Organizador Local dos Jogos de Londres) e atual comandante da BOA (Associação Olímpica Britânica), minimizando o escândalo do roubo de dados sigilosos por parte de integrantes do comitê organizador dos Jogos do Rio 2016, que trabalhavam em conjunto com seus colegas britânicos em Londres 2012. O vexame foi tamanho que culminou com a demissão de nove funcionários do comitê brasileiro. A declaração foi dada em uma entrevista coletiva durante o Debriefing, evento que marca a transferência de conhecimentos entre os organizadores de Londres 2012 e Rio 2016 e que está sendo realizado no Rio de Janeiro.

“Lord Coe”, como o britânico é chamado pela mídia de seu país (e ele é lorde mesmo, em razão de seus grandes feitos obtidos para o esporte da Grã-Bretanha) sem dúvida justificou o título de nobreza, ao mostrar bastante elegância e preferir não se estender muito sobre a polêmica que escandalizou o esporte olímpico brasileiro. Mas a verdade não é bem essa.

O episódio causou estragos na relação entre as duas entidades, tanto que o próprio Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e também do Rio 2016 precisou convocar uma entrevista coletiva para dar sua versão do caso, quando anunciou a saída dos funcionários que roubaram os tais documentos sigilosos. A repercussão foi tão ruim que o ex-jogador e deputado federal Romário andou batendo pesado em Nuzman e no COB diante da gravidade das denúncias.

As palavras contemporizadoras de Lord Coe são, literalmente, para inglês ver.

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quarta-feira, 14 de novembro de 2012 Isso é Brasil, Política esportiva | 19:13

'Burocracia' pode impedir registro de oposição na CBDA

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Uma “oportuna” questão burocrática pode impedir que finalmente prospere uma chapa de oposição aos quase 25 anos de dinastia de Coaracy Nunes à frente da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos). O movimento “Muda CBDA”, criado pelo ex-nadador Julian Romero, irmão do nadador olímpico Rogério Romero, está articulando a inscrição de uma chapa para concorrer à próxima eleição da entidade, marcada para o dia 9 de março de 2013. Mas a tentativa pode morrer antes mesmo de ser concretizada.

Isso porque nesta quarta-feira, um comunicado no site oficial da CBDA informava que o expediente na sede da entidade estará fechado nesta quinta, dia 15, feriado nacional em comemoração à proclamação da República, bem como na sexta-feira, dia 16. Confira abaixo:

Reprodução de texto publicado no site da CBDA nesta quarta-feira

O problema é que pelo edital publicado pela entidade, o prazo para a inscrição de uma chapa de oposição termina, coincidentemente, no dia 16 de novembro. Ou seja, quando o administrativo da CBDA abrir seu expediente, na próxima segunda-feira, dia 19, nenhuma chapa poderá ser inscrita para concorrer com Coaracy Nunes.

Para poder inscrever uma chapa de oposição, o interessado precisa obter o apoio oficial de, pelo menos, cinco federações estaduais. Mas mesmo que Julian Romero consiga estes apoios, parece muito difícil que ele consiga registrar sua candidatura. Graças a uma manobra burocrática.

Exemplo de democracia, a gente vê por aí nos esportes olímpicos brasileiros.

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terça-feira, 6 de novembro de 2012 Seleção brasileira | 19:34

Encontro de gerações na natação feminina

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Graciele Herrmann e Fabíola Molina serão uma atração à parte em Guaratinguetá

Começa nesta quarta-feira em Guaratinguetá (SP) a última chance para os nadadores brasileiros obterem índice ao Campeonato Mundial de piscina curta (25 m), que será disputado em Istambul, na Turquia, em dezembro. Mas o 8º Torneio Open de natação também terá como atração um verdadeiro encontro de gerações.

De um lado, com 37 anos e já ensaiando um adeus às piscinas, está a paulista Fabíola Molina, com três Olimpíadas no currículo (Sydney 2000, Pequim 2008 e Londres 2012). Tem como melhor resultado a medalha de prata no Pan-Americano de 2007, disputado no Rio, nos 100 m costa.

Do outro, com somente 20 anos, a gaúcha Graciele Herrmann, que debutou em Olimpíadas justamente esse ano, em Londres, e que é considerada como uma das grandes esperanças na natação feminina brasileira para os Jogos de 2016, no Rio. Seu principal resultado também foi uma medalha de prata pan-americana, obtida em Guadalajara, em 2011.

Fabíola nadará em Guaratinguetá os 50 e 100 m costa, 50 e 100 m borboleta, enquanto Graciele competirá nos 50, 100 e 200 m livre.

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quinta-feira, 1 de novembro de 2012 Isso é Brasil, Política esportiva | 23:30

Eis que surge uma oposição na natação brasileira

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O logotipo do movimento "Muda CBDA"

Demorou, mas finalmente alguém criou coragem em tentar dar novos ares à natação do Brasil, após 24 anos de comando de Coaracy Nunes. Criado por Julian Aoki Romero, ex-nadador e irmão mais novo do atleta olímpico Rogério Romero, o movimento Muda CBDA surge com o objetivo de criar uma chapa de oposição na próxima eleição da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos), que a princípio está marcada para março de 2013. Mas que ninguém se espante se Coaracy, com medo que o movimento oposicionista fique mais forte, resolva antecipar o pleito.

“Os atletas das 5 modalidades aquáticas estão reféns de uma gestão que se preocupa em atender muitos interesses privados, internos ou próximos da Confederação, além de gastar muito dinheiro – em sua grande maioria proveniente de leis de incentivo – sem dar qualquer satisfação àqueles que tornaram a CBDA naquilo que é hoje: uma instituição que lucra – e muito – na base dos pouquíssimos talentosos atletas que surgem anualmente e espontaneamente dentro de clubes, academias, escolas de natação, sustentados pelo apoio interminável de seus pais e de uma motivação incrível para superar as dificuldades de infra-estrutura diárias com que convivem”, disse Julian Romero, em carta publicada no blog de Alberto Murray.

O movimento “Muda CBDA” já conta com uma página no Facebook, bem como outra no Twitter. Um site está sendo construído, ainda sem data para ir ao ar.

Pelos resultados decepcionantes da natação brasileira nas Olimpíadas de Londres, não será surpresa se realmente surgir um nome com força o bastante para destronar Coaracy Nunes da presidência da CBDA.

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