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quinta-feira, 4 de outubro de 2012 Isso é Brasil | 22:13

COB realiza eleição inútil

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Carlos Arthur Nuzman será reeleito nesta sexta-feira como presidente do COB

Apenas uma obrigatoriedade estatutária justifica a realização, nesta sexta-feira, a partir das 11h30, da eleição para escolher o novo presidente do Comitê Olímpico Brasileiro. Embora por definição seja um processo democrático, trata-se na verdade de uma eleição inútil.

Sim, inútil e de cartas marcadas,pois até as cadeiras da luxuosa sede do COB, localizada na Barra da Tijuca, no Rio (local do pleito) sabem há tempos que o vencedor será Carlos Arthur Nuzman, que assim partirá para o seu sexto mandato consecutivo, que terminará em 2016, quando então completará nada menos do que 21 anos no comando do esporte olímpico do Brasil.

E esta eleição de fachada, que acontecerá sob a benção de 29 das 30 confederações esportivas que compõe o colégio eleitoral do COB, só acontecerá desta forma porque os mesmos cartolas que votarão em Nuzman nesta sexta-feira não mostraram coragem ou competência (ou ambos) para formar uma chapa de oposição e criar, ao menos, um debate de ideias, dar uma nova opção de escolha. Algo que normalmente chamamos de democracia.

E se por conveniência ou incompetência os dirigentes esportivos brasileiros darão um novo mandato a Nuzman, é bom que se preparem para uma forte cobrança nos próximos quatro anos. A realização dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, colocará o esporte olímpico no olho do furacão cada vez mais.

E já aparecem com mais frequências vozes importantes questionando o longo tempo de permanência de dirigentes esportivos no comando de suas entidades. O maior exemplo tem sido dado pelo ex-jogador e deputado Romário, que vem batendo pesado no COB e na gestão de Nuzman. Nesta terça-feira, publicou em seu site o texto de seu discurso, que faria no plenário da Câmara dos Deputados (que não ocorreu por falta de quorum) lançando pesadas acusações envolvendo a organização dos Jogos de 2016.

Em maio, logo após  ser registrada a chapa única de Carlos Nuzman para a eleição desta sexta-feira, fiz um post onde questionava se havia alguma proibição para existir oposição no COB. Pelo visto, proibido não é, mas é muito mais cômodo deixar tudo do jeito que está.

Só como curiosidade: em seus 98 anos de existência (foi fundado em 1914), o COB teve apenas OITO presidentes ao longo de sua história. OITO, repito.

Alguma coisa está errada no esporte brasileiro, não acham?

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9 comentários | Comentar

  1. 59 A voz das urnas e a manutenção dos feudos nas entidades do esporte « Chico Maia 08/10/2012 10:23

    […] Blog Espírito Olímpico: COB realiza eleição inútil […]

  2. 58 Em discurso de posse, Nuzman ignora críticas de nova reeleição e fala em 2016 | CrystalTube 05/10/2012 18:06

    […] Espírito Olímpico: COB realiza eleição inútil […]

  3. 57 Em discurso de posse, Nuzman ignora críticas de nova reeleição e fala em 2016 05/10/2012 17:27

    […] Espírito Olímpico: COB realiza eleição inútil […]

  4. 56 ronaldo 05/10/2012 9:00

    O SALVADOR DA PÁTRIA PASSA A SER O ROMÁRIO, QUE DEVE CONTINUAR DENUNCIANDO.

    AO ROMÁRIO : SOLICITE AOS SEUS ASSESSORES QUE ENCONTREM VIAS LEGAIS PARA MUDAR A SITUAÇÃO. HÁ REPASSE DE DINHERIO PÚBLICO PARA O COB?

    CASO POSITIVO ESSE MINISTRO DE ESPORTES, PODE IMPOR CERTAS REGRAS, SUGERINDO MUDANÇAS DO ESTATUTO PARA RECEBER VERBAS PÚBLICAS ( MINIMO DE GESTÃO DO PRESIDENTE POR EXEMPLO, ETC

  5. 55 Marcio 05/10/2012 7:13

    Sempre que o assunto é abordadp e que se pede para o governo interferir, se argumenta que são entidades privadas (CBF – COB), mas o esporte recebe inúmneras benesses do governo, inclusive isenção de impostos e patrocínios.
    Por isto, mesmo que indiretamente, nosso dinheiro está lá. A sociedade precisa pressionara para que estes mandatos sejam iguais aos de prefeitos, governadores e presidente: um mandato (de no máximo 4 anos) com direito a uma só reeleição e ponto.
    Infelizmente sou obrigado a concordar com o Bruno: não temos uma democracia real. E as eleições estão aí para provar. São inúmeras as restrições em dia de eleição, que não é um direito, mas sim uma obrigação.
    O Estado acha que somos um bando de irresponsáveis que precisam ser tutelados e monitorados constantemente. Precisam aprender com os países realmente democráticos: lá eleição é um dia comum em que o sujeito sai de casa ou do trabalho para votar (se quiser) e depois volta para sua atividade normal.
    Bastaria dar ao eleitor o direito de se ausentar do trabalho por uma ou duas horas do trabalho, sem desconto em folha.

  6. 54 Rádio Povo – Sistema Pazzi de Comunicação | Em seu momento mais contestado, Nuzman será reeleito no COB nesta sexta 05/10/2012 5:07

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  7. 53 Primeira Página | Em seu momento mais contestado, Nuzman será reeleito no COB nesta sexta 05/10/2012 5:06

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  8. 52 Celso 05/10/2012 0:03

    Como só tem a chapa dele, nao tem eleiçao é aclamação com a benesse dos presidentes eleitores presentes.

  9. 51 bruno 04/10/2012 23:29

    A LONGA PERMANÊNCIA DOS DIRIGENTES NAS CONFEDERAÇÕES É UM SINAL INEQU[ÍVOCO DE QUE APROVEITAMOS DA DITADURA MILITAR O QUE ERA CONVENIENTE. NÃO TEMOS DEMOCRACIA REAL, A COMEÇAR PELO VOTO OBRIGATÓRIO. A ANESTESIA E A CUMPLICIDADE DOS DIRIGENTES DAS CONFEDERAÇÕES RECEBENDO BENESSES EM TROCA DE VOTO NÃO É NOVIDADE. VEJA O CASO DE JOÃO HAVELANGE. ISSO É UM CÂNCER QUE PRECISA SER EXTIRPADO.

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