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Arquivo de outubro, 2012

terça-feira, 30 de outubro de 2012 Seleção brasileira | 19:41

Após ressaca de Londres, chegou a hora dos Sul-Americanos

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Antoine Jaoude disputa o Sul-Americano de luta olímpica a partir desta quarta-feira

No final de um ano considerado “nobre” no calendário esportivo, com a realização das Olimpíadas de Londres 2012, as modalidades olímpicas encaram a reta final da temporada de 2012 tendo pela frente a disputa de alguns campeonatos sul-americanos. Pode parecer até broxante, afinal o nível de algumas competições no continente é baixíssimo, mas é a melhor opção para se testar atletas, pensando em competições mais importantes.

É o caso da luta olímpica, que a partir desta quarta-feira (e com encerramento no próximo domingo, dia 4) terá a disputa, em Lima, no Peru, do Sul-Americano da modalidade, com os estilos livre (masculino e feminino) e greco-romano (apenas masculino). A CBLA (Confederação Brasileira de Lutas Associadas) encara a competição como um verdadeiro laboratório para a nova geração, de olho nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016.

O Brasil será representado por 15 atletas, alguns deles veteranos conhecidos, como Aline Ferreira (estilo livre, até 72 kg) e os irmãos Adrian Jaoude (estilo livre, até 84 kg) e Antoine Jaoude (estilo livre, até 120 kg).

Recentemente, a canoagem velocidade também teve a realização de seu sul-americano, encerrado no último final de semana em Ciudad de Tigre (Argentina), onde o Brasil faturou 19 medalhas de ouro mas terminou com o vice-campeonato, ficando atrás da Argentina, que foi campeã geral da competição.

A turma da ginástica artística também está intensificando sua preparação para o Sul-Americano de Rosário (Argentina), que será realizado entre 5 e 11 de novembro. Assim como na luta olímpica, a CBG (Confederação Brasileira de Ginástica) aproveitará a competição para testar atletas de olho na participação em 2016.  No total, contando as equipes masculina e feminina, o Brasil enviará 13 atletas a Rosário.

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quinta-feira, 25 de outubro de 2012 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas | 16:43

Mais uma trapalhada no caminho do Rio 2016

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Vista do Maracanãzinho, durante a final da Superliga feminina de vôlei. Reformas previstas deixarão ginásio incapacitado para receber as partidas de vôlei durante as Olimpíadas de 2016

Quando menos se espera, eis que aparece mais uma bela dor de cabeça aos envolvidos na organização das Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. E por uma triste coincidência, esta também envolve a polêmica reforma no complexo esportivo do Maracanã, que implicará na demolição de dois equipamentos tradicionais na história do esporte brasileiro, o Estádio Célio de Barros e o Parque Aquático Júlio Delamare. Agora, se não ocorrer nenhuma alteração no edital de concessão do governo do Rio, o Ginásio do Maracanãzinho não atenderá às exigências de capacidade do COI (Comitê Olímpico Internacional) para os Jogos.

A notícia divulgada pelo jornal “O Globo” esta semana pegou inclusive os integrantes do Rio 2016 de surpresa. Isso porque segundo o estudo de viabilização feito pela empresa IMX, o ginásio (que passou por profundas reformas para receber o Pan-Americano de 2007) teria sua capacidade reduzida dos atuais 11.424 lugares para 9.914, transformando o Maracanãzinho em forma de arena e com acessos retráteis.

O único “probleminha” nesta brincadeira é que o COI exige uma capacidade mínima de 12 mil lugares para o ginásio que receber as partidas de vôlei nas próximas Olimpíadas. Obviamente ninguém se preocupou em ler o caderno de encargos dos Jogos antes de soltar o edital.

Imediatamente, o comitê organizador entrou em contato com o governo carioca e estão tentando fazer os ajustes que permitam atender tanto às exigências olímpicas quanto aos interesses da futura empresa que irá controlar o complexo do Maracanã pelos próximos 35 anos.

Na mesma semana em que decretou a morte do Célio de Barros e do Júlio Delamare, estão querendo inviabilizar o histórico Maracanãzinho para as Olimpíadas de 2016. E se bobearem, é isso mesmo que irá acontecer.

Triste semana para o esporte olímpico brasileiro.

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terça-feira, 23 de outubro de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas | 23:07

Está para acontecer mais um duro golpe no esporte do Brasil

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Prefeito Eduardo Paes imita gesto de Usain Bolt, em visita do astro jamaicano ao Rio

O prefeito Eduardo Paes, do Rio de Janeiro, recentemente reeleito para mais um mandato, que adora sair bem nas fotografias (vide o vasto e sempre presente material que sua atenta assessoria envia às redações), bem que poderia deixar o marketing um pouco de lado e tentar evitar um verdadeiro assassinato à história do esporte olímpico brasileiro: a demolição do conjunto esportivo localizado ao lado do Estádio do Maracanã, formado pelo Parque Aquático Júlio Delamare e o Estádio de atletismo Célio de Barros.

Por causa das reformas exigidas pela Fifa no Maracanã, visando a Copa do Mundo de 2014 (e que consumirão quase R$ 1 bilhão), tanto o conjunto aquático quanto o estádio de atletismo precisarão ser demolidos, para que a empresa que vencer o edital de concessão possa criar  uma estrutura mais rentável, com a instalação de lojas, restaurantes temáticos etc.

A velha desculpa, já usada no “estupro” ao Autódromo de Jacarepaguá na época do Pan 2007, é que as duas instalações passarão a funcionar em outro bairro do Rio de Janeiro.

Desculpem a expressão popular, mas isso é pura cascata!

Assim como o novo terreno do autódromo, que seria na região de Deodoro, jamais saiu do papel, podem ter certeza que atletas e nadadores que utilizam a estrutura do complexo poliesportivo do Maracanã, inaugurado na década de 70, ficarão na mão. A CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) já emitiu uma nota oficial protestando contra a decisão e exigindo a construção de um novo local primeiro.

O histórico Ginásio do Maracanãzinho só sobreviveu porque foi modernizado para o Pan 2007 e já está programado para receber os jogos de vôlei nos Jogos de 2016. Do contrário…

Por isso, caro prefeito Eduardo Paes, antes de ficar posando para fotos engraçadinhas ao lado de estrelas do esporte como Usain Bolt, seria bom ouvir as comunidades do atletismo e da natação. Como pelo jeito a demolição do Célio de Barros e do Júlio Delamare é inevitável, firme um compromisso público, registrado em cartório, que serão realmente construídos um novo estádio de atletismo e um de natação. Que tudo isso não vire conversa de político.

Que tal, senhor prefeito? Topa o desafio?

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domingo, 21 de outubro de 2012 Ídolos, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 14:52

Fabiana Murer e a intolerância dos pachecos

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Fabiana Murer já começa a treinar forte, de olho na disputa do Mundial da Rússia, em 2013

Pouco mais de dois meses foram necessários para que Fabiana Murer curasse suas feriadas e falasse sobre seu fiasco nas Olimpíadas de Londres 2012, quando nem conseguiu passar pela qualificação do salto com vara, mesmo tendo chegado à competição com o status de campeã mundial e uma das favoritas a brigar pela medalha de ouro. Você pode conferir aqui a entrevista que fiz com Fabiana na semana passada e que está no iG Esporte.

E diante do que falou a atleta e seu técnico/marido Elson Miranda, a impressão que saí do centro de treinamento do Clube BM&F Bovespa, em São Caetano do Sul, pelo qual compete Fabiana e onde foi feita a entrevista, é que se o tal “vento contra” no Estádio Olímpico de Londres teve uma influência decisiva em sua performance (e acho que teve mesmo!),  mais uma vez Fabiana Murer foi vítima de uma palavrinha de quatro letras e que muitos entendem que se trata de uma bela desculpa esfarrapada: azar.

Sim, azar, por que não? Assim como em Pequim, quando deu um baita azara de terem perdido suas varas, em Londres, se o vento prejudicava todas as atletas – e para evitar isso poderiam ter mudado a posição do colchão do salto com vara, como sugeriu Elson Miranda -, com certeza em alguns momentos prejudicou mais umas do que outras, como foi o caso de Fabiana. Por ter um porte físico mais leve, ela sentiu mais este problema do que outras, como a favorita russa Yelena Isinbayeva, que foi bronze nestas Olimpíadas, é bom lembrar.

Mas o que me deixa estupefato é que dois meses depois, o processo de linchamento virtual na brasileira continua a todo vapor. Alguns comentários da reportagem que está no ar no iG Esporte demonstra o quanto os pachecos não se conformam com a falha de Fabiana Murer. “Uma boa terapia vai resolver”, “Hoje está confirmado que amarelou”, “Toda vez uma desculpa: em Londres foi o vento, na China foi a vara e no Rio, qual será?”, foram alguns dos comentários publicados.

É incrível que a intolerância da pachecada ainda apareça com tanta energia. Fabiana Murer fracassou em Londres? Claro que sim, ninguém nega isso. Mas quando o atleta mostra, com argumentos coerentes, as razões que explicam suas falhas, o mínimo que podemos fazer é refletir.

Tentar segurar um pouco a corneta e conhecer mais detalhes de outras modalidades seriam outras coisas importantes a se fazer neste Brasil, onde impera a monocultura esportiva e sofre com a infestação crescente de pachecos intolerantes.

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segunda-feira, 15 de outubro de 2012 Histórias do esporte, Ídolos, Imprensa, Olimpíadas, Pan-Americano, Seleção brasileira | 23:48

As belas lembranças de outubro no esporte brasileiro

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João Carlos de Oliveira bateu o recorde mundial no Pan de 1975

A memória sempre foi boa, mas é claro que às vezes falha. E a ajuda para estas recordações vieram em posts oportunos publicados pelas assessorias da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) e CBB (Confederação Brasileira de Basquete) nesta segunda-feira, mostrando  o quanto especial é o mês de outubro para o esporte olímpico brasileiro.

Primeiro, foi a CBAt, que lembrou o feito histórico alcançado por João Carlos de Oliveira, o João do Pulo, que em 15 de outubro de 1975, na Cidade do México, durante os Jogos Pan-Americanos, bateu no recorde mundial do salto triplo. A marca foi assombrosa: 17,89 m, transformando o então desconhecido sargento do Exército no João do Pulo, que ainda alcançaria duas medalhas de bronze olímpicas em Montreal 1976 e Moscou 1980.

O salto foi tão impressionante que o recorde demorou dez anos para ser batido, em 1985, quando João do Pulo já havia encerrado a carreira, após perder uma perna em um acidente automobilístico.

As outras imagens marcantes do mês de outubro para o esporte brasileiro vieram das quadras de basquete e vôlei. No dia 13 de outubro de 2002, um saque perfeito de Giovani deu à seleção masculina seu primeiro título mundial, ao vencer a Rússia por 3 a 2, na Argentina.

E foi num 14 de outubro, mas do distante ano de 1978, que a seleção brasileira masculina de basquete subiu pela última vez num pódio em um Campeonato Mundial, ao ficar em terceiro lugar no Mundial das Filipinas. No jogo decisivo, uma cesta incrível do ala Marcel de Souza, praticamente do meio da quadra, quando faltava somente um segundo para o final da partida, deu a vitória diante da Itália por 86 a 85 e a conquista da medalha de bronze.

A lembrança feita pela CBB, acompanhada por um histórico vídeo da Rede Globo, que transmitiu aquele jogo, na voz do locutor Luciano do Valle, trouxe para mim uma bela lembrança e a certeza que outubro é um mês especial para o esporte olímpico brasileiro.

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quinta-feira, 11 de outubro de 2012 Imprensa, Olimpíadas | 11:50

Farra espanhola destruiu apartamentos na Vila de Londres 2012

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Quarto da Vila Olímpica de Londres. Jogadores da Espanha destruíram um deles

O fato ocorreu há dois meses, mas só veio a público agora. Reportagem do jornal espanhol “El Pais” informou que jogadores da seleção espanhola masculina de basquete destruíram seus apartamentos na Vila Olímpica em Londres 2012, logo após ficarem com a medalha de prata, com a derrota para os EUA, por 107 a 100, no dia 12 de agosto.

Normalmente a Vila Olímpica é palco de muitas festas e baladas em todas as Olimpíadas. A goleira da seleção dos EUA de futebol, Hope Solo, confessou que houve uma festa de arromba após a conquista do ouro nos Jogos de Pequim. O supercampeão Usain Bolt postou no Twitter fotos dele acompanhado de lindas atletas loiras da Noruega, depois de sua vitória nos 100 m. E com os espanhóis da seleção de basquete, não foi diferente.

Segundo o “El País”, o estrago nos apartamentos da equipe de basquete foi descoberta pelo jornal inglês “The Guardian”, que obteve a revelação com um funcionário da empresa que cuida da venda dos imóveis da Vila Olímpica, que irá se transformar em um condomínio residencial. O chefe de missão espanhola pagou pelos prejuízos no momento em que tratava dos procedimentos de saída da delegação espanhola.

Segundo os ingleses, este foi o único incidente deste tipo ocorrido nas instalações do Parque Olímpico. Não se sabe quais atletas estiveram envolvidos nos atos de vandalismo, mas todos foram repreendidos pelo “excesso de alegria” nas comemorações após a participação olímpica da seleção masculina de basquete.

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terça-feira, 9 de outubro de 2012 Olimpíadas, Seleção brasileira | 21:14

Antes da alta, Dani Piedade vira 'Banana de Pijama'

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Dani Piedade recebe a visita de Duda Amorim no hospital, antes de receber alta

A melhor notícia para o esporte olímpico brasileiro nesta terça-feira foi a alta hospitalar da pivô da seleção brasileira feminina de handebol, Dani Piedade, internada há dez dias em um hospital da Eslovênia, após ter sofrido um AVCI (Acidente Vascular Cerebral Isquêmico), ainda quando fazia o aquecimento para disputar um amistoso.

E enquanto os médicos anunciam que ainda irão fazer uma investigação mais detalhada para saber as causas do incidente que afetou a pivô, Dani Piedade já mostrava sinais de plena recuperação antes mesmo de deixar o hospital. Sua colega de seleção, Duda Amorim, postou uma foto em sua página do Twitter. “Visita para tia Dani, uma verdadeira banana de pijama :)))”.

Não se sabe ainda quando e se Dani Piedade, de 33 anos e que integrou a seleção feminina nas Olimpíadas de Londres 2012, voltará a jogar após este pequeno derrame. Tudo indica que sim. O mais importante é ela estar bem e podendo brincar com suas companheiras de seleção brasileira.

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quinta-feira, 4 de outubro de 2012 Isso é Brasil | 22:13

COB realiza eleição inútil

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Carlos Arthur Nuzman será reeleito nesta sexta-feira como presidente do COB

Apenas uma obrigatoriedade estatutária justifica a realização, nesta sexta-feira, a partir das 11h30, da eleição para escolher o novo presidente do Comitê Olímpico Brasileiro. Embora por definição seja um processo democrático, trata-se na verdade de uma eleição inútil.

Sim, inútil e de cartas marcadas,pois até as cadeiras da luxuosa sede do COB, localizada na Barra da Tijuca, no Rio (local do pleito) sabem há tempos que o vencedor será Carlos Arthur Nuzman, que assim partirá para o seu sexto mandato consecutivo, que terminará em 2016, quando então completará nada menos do que 21 anos no comando do esporte olímpico do Brasil.

E esta eleição de fachada, que acontecerá sob a benção de 29 das 30 confederações esportivas que compõe o colégio eleitoral do COB, só acontecerá desta forma porque os mesmos cartolas que votarão em Nuzman nesta sexta-feira não mostraram coragem ou competência (ou ambos) para formar uma chapa de oposição e criar, ao menos, um debate de ideias, dar uma nova opção de escolha. Algo que normalmente chamamos de democracia.

E se por conveniência ou incompetência os dirigentes esportivos brasileiros darão um novo mandato a Nuzman, é bom que se preparem para uma forte cobrança nos próximos quatro anos. A realização dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, colocará o esporte olímpico no olho do furacão cada vez mais.

E já aparecem com mais frequências vozes importantes questionando o longo tempo de permanência de dirigentes esportivos no comando de suas entidades. O maior exemplo tem sido dado pelo ex-jogador e deputado Romário, que vem batendo pesado no COB e na gestão de Nuzman. Nesta terça-feira, publicou em seu site o texto de seu discurso, que faria no plenário da Câmara dos Deputados (que não ocorreu por falta de quorum) lançando pesadas acusações envolvendo a organização dos Jogos de 2016.

Em maio, logo após  ser registrada a chapa única de Carlos Nuzman para a eleição desta sexta-feira, fiz um post onde questionava se havia alguma proibição para existir oposição no COB. Pelo visto, proibido não é, mas é muito mais cômodo deixar tudo do jeito que está.

Só como curiosidade: em seus 98 anos de existência (foi fundado em 1914), o COB teve apenas OITO presidentes ao longo de sua história. OITO, repito.

Alguma coisa está errada no esporte brasileiro, não acham?

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quarta-feira, 3 de outubro de 2012 Ídolos, Olimpíadas, Seleção brasileira | 19:39

Uma noite de prêmios, emoção e piadas

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Os atletas e ex-atletas olímpicos que foram premiados pela revista Sport Life nesta terça-feira

Muito bacana a cerimônia do 3º Prêmio Sport Life, ocorrida na noite desta última terça-feira, no Centro de Cultura Judaica, em São Paulo (SP). Os melhores atletas olímpicos e paralímpicos de 2012 foram escolhidos por leitores da revista Sport Life e também por uma comissão de jornalistas especializados. Tive o prazer de participar do evento, tendo sido escolhido para entregar uma homenagem a José Roberto Guimarães, treinador da seleção brasileira feminina de vôlei e único técnico tricampeão olímpico da história (Barcelona 1992, com o masculino, e Pequim 2008 e Londres 2012, comandando o time feminino).

A eleição deste ano escolheu Arthur Zanetti, da ginástica artística, e Sarah Menezes, do judô, como os melhores atletas olímpicos do ano, após terem levado o ouro em suas modalidades nos Jogos de Londres. O boxeador Esquiva Falcão e a pentatleta Yane Marques ficaram em segundo lugar na premiação. Foram eleitos como revelação do ano Bruno Fratus, da natação, e Adriana Araújo, do boxe feminino.

No esporte paralímpico, um dos momentos mais emocionantes da noite foi quando o nadador Daniel Dias, dono de seis medalhas de ouro nos Jogos de Londres, subiu ao palco para ganhar o prêmio de atleta do ano. Terezinha Guilhermina, que é deficiente visual e foi representada por seu guia, Guilherme Santana.

Mas coube ao boxe dois dos momentos mais engraçados da noite. Primeiro, foi com Esquiva Falcão, ao receber o troféu de prata, após perder o de atleta do ano para Zanetti. “Até aqui eu sou segundo”, brincou Esquiva, que cumpriu brilhante campanha em Londres, quando ficou com a medalha de prata na categoria médio.

Já o ex-boxeador Servílio de Oliveira, bronze nos Jogos do México 1968, após receber sua homenagem, foi convidado a falar sobre o que levou o boxe brasileiro a ter uma campanha tão positiva em Londres. Talvez empolgado pelo prêmio que acabara de receber, Servílio começou seu discurso lembrando dos primórdios do boxe na história olímpica. Quando ainda falava sobre a participação da modalidade nos Jogos de 1904, ele foi “gentilmente’ cortado pelo mestre de cerimônias, para que o cronograma da premiação não fosse para o espaço.

Meio a contragosto e resmungando de forma bem-humorada, Servílio desceu do palco, sem poder fazer todo o seu discurso. Mas devidamente homenageado.

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terça-feira, 2 de outubro de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas | 16:45

Denúncias de Romário contra Rio 2016 precisam ser apuradas

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Mal se recuperou do vexame de ver denunciado o escândalo da cópia ilegal de documentos dos Jogos Olímpicos de Londres 2012, eis que o comitê organizador do Rio 2016 sofreu um novo golpe nesta terça-feira. O deputado federal Romário, que vem se destacando como um crítico feroz da gestão de Carlos Arthur Nuzman à frente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e também do Rio 2016. divulgou novas denúncias, bem sérias por sinal.

Romário iria fazer um pronunciamento no plenário da Câmara, que obviamente por falta de quorum, foi cancelado. Mas o ex-jogador publicou em seu site oficial a versão integral de seu discurso, onde traz como principal revelação que um dos integrantes da direção executiva do Rio 2016, o irlandês Patrick Hickey, teria um conflito de interesses, pois seu filho trabalha em uma empresa que ganhou o direito de vender os ingressos para os Jogos do Rio. A íntegra do discurso de Romário pode ser lida aqui.

Sinceramente, é bom o governo brasileiro, de modo geral, e o ministério do Esporte, na figura de Aldo Rebelo, especificamente, comecem a agir rápido. Se no caso do roubo dos documentos ingleses houve uma estratégia para tratar o caso como “assunto resolvido”, após a demissão de nove funcionários, agora a coisa remete a tráfico de influência. Não é possível que o Brasil vá conviver, nos próximos quatro anos, com denúncias em cima de denúncias, até os Jogos de 2016, e que nada seja apurado. E vejam que ainda não se falou nada em superfaturamento de obras, coisa que por sinal ocorreu no Pan-Americano do Rio, em 2007.

Ah, só para lembrar: na próxima sexta-feira, dia 5, Carlos Nuzman será novamente reeleito para a presidência do COB, cargo que ocupa ininterruptamente desde 1995. E lá ficará até 2016, completando 21 anos no poder. Precisava ficar tanto tempo assim?

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