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Arquivo de agosto, 2012

segunda-feira, 27 de agosto de 2012 Imagens Olímpicas, Olimpíadas, Vídeos | 12:34

Para matar as saudades de Londres 2012

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Simplesmente incrível o vídeo lançado pelo COI (Comitê Olímpico Internacional) reunindo alguns momentos inesquecíveis dos Jogos Olímpicos de Londres 2012. Para quem ainda está curtindo aquela famosa “ressaca olímpica”, é um vídeo obrigatório!

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sexta-feira, 24 de agosto de 2012 Imagens Paraolímpicas, Paraolimpíadas, Seleção brasileira | 19:36

Londres começa a entrar no clima das Paralimpíadas

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A Tower Bridge, um dos cartões postais de Londres, enfeitada com o símbolo das Paralimpíadas

Nem bem curou a ressaca da maratona dos Jogos Olímpicos, encerrados no último dia 12, a cidade de Londres já começa a se preparar para curtir uma nova festa esportiva, desta vez com a realização das Paralimpíadas. O evento começará na próxima quarta-feira (29), mas já está, literalmente, tomando conta das ruas londrinas.

Nesta sexta-feira, por exemplo, o símbolo oficial dos Jogos Paralímpicos 2012, chamado “The Agitos”, apareceu em alguns pontos turísticos conhecidos da capital britânica, como a Tower Bridge, Trafalgar Square e Kew Gardens. O símbolo dos Jogos também foi lançado em outras cidades da Grã-Bretanha, como Cardiff (País de Gales) e Edimburgo (Escócia).

O Brasil participará da edição dos Jogos Paralímpicos de Londres 2012 com uma delegação numerosa. No total, serão 182 atletas, sendo 115 homens e 67 mulheres e 16 acompanhantes de atletas (atletas-guia, calheiro e timoneiro). Também fazem parte da delegação brasileira quatro tratadores de cavalos, 31 profissionais da área da saúde e 86 oficiais técnicos e administrativos.

Em Pequim 2008, o Brasil enviou 188 atletas e conquistou um total de 47 medalhas, sendo 16 de ouro, 14 de prata e 17 de bronze.

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quinta-feira, 23 de agosto de 2012 Ídolos, Olimpíadas | 22:56

Yohan Blake, o homem mais rápido do mundo. Entre os mortais

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Yohan Blake comemora a vitória e sua marca histórica nos 100 m em Lausanne

Atualizado

Caro(a) leitor (a), não estranhe o título do post. No mundo real, dos mortais, é o jamaicanoYohan Blake quem pode ostentar o título de homem mais rápido do mundo. Sim, porque entre os extra-terrestres, a honraria pertence ao seu compatriota Usain Bolt, seis medalhas de ouro olímpicas no currículo e bicampeão dos 100 e 200 m rasos, repetindo um feito que ninguém alcançava desde Carl Lewis. Mas é bom que Bolt coloque as barbas de molho…

Nesta quinta-feira (23), Yohan Blake venceu com sobras a prova dos 100 m rasos, válida pela etapa de Lausanne (Suíça) da Liga de Diamante. O mais importante, contudo, foi a forma com que ele conseguiu o triunfo: ao cravar o tempo de 9s69, o jamaicano tornou-se o terceiro homem mais rápido do mundo na distância. Atrás somente de duas marcas obtidas justamente por Bolt, o recorde mundial da prova (9s58), de 2009, e o tempo que lhe deu o ouro em Londres 2012 (9s63).

Detalhe bastante relevante nesta estatística: Blake também detém o quarto e quinto tempos mais rápidos nos 100 m rasos em todos os tempos, com 9s75, obtidos na seletiva olímpica jamaicana, em junho deste ano, e nos próprios Jogos de Londres, quando levou a medalha de bronze. Vale lembrar que o americano Tyson Gay também cravou um tempo de 9s69 em 2009, em Xangai, mas com ajuda do vento de 2.0 m/s, acima do limite estabelecido pela IAAF (Associação das Federações Internacionais de Atletismo).

Com apenas 22 anos, Yohan Blake deu o azar de ter nascido na mesma época de Usain Bolt. O próprio colega de equipe costuma brincar sobre isso em entrevistas, quando deseja ressaltar sua supremacia nos 100 m. Mas acho que até mesmo Bolt já sentiu que não irá demorar muito tempo para que Blake o deixe para trás.

Vale lembrar que no Mundial de Daegu, no ano passado, Blake levou o título, beneficiado pela desclassificação de Bolt, após queimar a largada. E na seletiva jamaicana, Blake ficou em primeiro e Bolt, em terceiro. O bicampeão olímpico reconheceu em Londres que o desempenho do rival serviu para “acordá-lo” antes das Olimpíadas.

Portanto, se o trono de Usain Bolt continua inatingível por enquanto, é conveniente que ninguém se espante com o dia em que ele passar a ser ocupado por Yohan Blake. E pode ter certeza que este dia irá chegar.

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terça-feira, 21 de agosto de 2012 Ídolos, Imprensa, Olimpíadas, Seleção brasileira | 23:18

Hora de reflexão, mas sem caça às bruxas

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Cesar Cielo cura sua ressaca olímpica vencendo nos 50 m livres do Troféu José Finkel

Bem, chega de ressaca olímpica, inclusive para este blogueiro, que volta à labuta nesta quarta-feira, após uma pausa para recarregar as baterias, zeradas com a extenuante maratona olímpica em Londres. Mas é inevitável que ainda se fale (por um bom tempo, presumo) sobre a recém-encerrada edição dos Jogos Olímpicos 2012, em especial comentando a participação brasileira.

Mesmo nesta semana de descanso, pude acompanhar um pouco da repercussão dos resultados obtidos pelos atletas do Brasil, seja nas redes sociais, reportagens de jornal, colunas, blogs de especialistas que respeito muito e de outros que aproveitaram a ocasião para dar uma de “gato mestre”, como dizem alguns amigos meus cariocas. E diante de tudo que ouvi e li, é necessário fazer uma boa peneira e realizar uma reflexão cuidadosa sobre este “decepcionante” desempenho brasileiro.

Em primeiro lugar, uma coisa precisa ficar bem clara em relação ao adjetivo que encerra o parágrafo acima. Com exceção de cartolas que querem tapar o sol com a peneira e de alguns pachecos mais animadinhos (inclusive dentro da imprensa), o Brasil fez exatamente o que dele se esperava, com uma bela surpresa aqui, um vexame ali. Mas a realidade olímpica brasileira é exatamente este 22º lugar no quadro geral de medalhas em Londres. Por isso, soa como piada o sonho do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) em ver o Brasil terminar no Top 10 nos Jogos do Rio 2016, faturando pelo menos 30 medalhas.

É estranho ver cobranças sobre alguns atletas e modalidades esportivas nas quais não deveriam jamais ter criado falsas expectativas. É o tal efeito Pan, tão nocivo por mascarar o real potencial que estes mesmo atletas terão pela frente, quando confrontados com a elite do esporte mundial. O atletismo e a natação, por exemplo, foram grandes decepções, mas dentro da delegação brasileira, raros eram os atletas com chances reais de conseguir algum grande resultado, A maioria absoluta fez o que estava dentro de sua possibilidade.

Muito mais importante, e isso tenho visto com frequência, é uma forte cobrança ao trabalho do COB, que nunca teve tanto dinheiro público (via Lei Agnelo/Piva) para distribuir às confederações nacionais em sua preparação olímpica, mas novamente não conseguiu fazer uma gestão correta desta trabalho e transformá-lo em um resultado proporcional ao que foi investido. Não se enganem: duas míseras medalhas a mais do que foi obtido quatro anos atrás, em Pequim 2008 (17 a 15), é um resultado pífio.

Por fim, vale um alerta sobre a tentação de se começar uma espécie de “caça às bruxas” em relação aos grandes fiascos brasileiros em Londres. Sim, ocorreram decepções: ainda está mal digerida a desistência de Fabiana Murer em tentar seu último salto e terminar eliminada na qualificação do salto com vara; Cesar Cielo ficou devendo, ao terminar em sexto lugar nos 100 m livre e com o bronze nos 50 m livre, prova na qual defendia o título olímpico de 2008; Leandro Guilheiro e Tiago Camilo, que apesar de favoritos nem chegaram ao pódio no judô;  as inesperadas derrotas no vôlei de praia, com os favoritos Alison/Emanuel e Juliana/Larissa levando prata e bronze, respectivamente; e o futebol, onde nem mesmo todo o talento de Neymar foi capaz de dar à seleção brasileira uma medalha de ouro que insiste em escapar.

Todos estes atletas merecem, é claro,  serem questionados pelo desempenho abaixo do esperado, mas nunca perdendo a perspectiva do que eles já fizeram e conquistaram em suas respectivas modalidades. Ou pode-se simplesmente jogar no lixo o título mundial de Fabiana Murer e Cielo, além das medalhas olímpicas de Guilheiro e Camilo?

Um país monoglota esportivo como o Brasil ainda precisa aprender muito sobre esportes olímpicos antes de sair por aí cobrando resultados sem qualquer parâmetro.

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segunda-feira, 13 de agosto de 2012 Diário de viagem, Isso é Brasil, Olimpíadas | 07:00

Agora a bola está com a gente. Vamos fazer o dever de casa?

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Prefeito do Rio, Eduardo Paes, agita a bandeira olímpica, na cerimônia de encerramento em Londres

E terminou com uma belíssima festa uma das edições mais fantásticas já realizadas dos Jogos Olímpicos. A cidade de Londres deu um verdadeiro show dentro de pistas, quadras, campos, piscinas, os atletas não decepcionaram, conquistando resultados históricos e que ficarão marcados para a história. Mas agora que tudo acabou, chegou o momento de voltar os olhos para o maior desafio já enfrentado pelo esporte olímpico do Brasil: organizar as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

E uma pergunta que era recorrente  aqui em Londres, entre os jornalistas brasileiros, diante da quase perfeição de organização que os britânicos fizeram, era a seguinte: como vamos conseguir chegar perto disso?

Talvez a melhor resposta seja exatamente fugir da premissa da pergunta. É impossível copiar tudo o que Londres realizou simplesmente porque são cidades diferentes, com histórias diferentes, orçamentos diferentes, riqueza cultural, educacional e financeira totalmente opostas ao que temos no Rio de Janeiro.

Mas isso não é necessariamente uma coisa ruim.

Se havia algo irritante nestas Olimpíadas, era que esta organização impecável dos britânicos também esbarra em um traço cultural do próprio povo, que faz tudo “certinho”, não abre brechas para algo que fuja do script. Se um caminho mostra que você precisa dar a volta na esquina para chegar a uma entrada de metrô, não adiantava você tentar explicar para o segurança que bastava você atravessar aquela bendita calçada que chegaria no mesmo lugar, mais rápido. O sujeito não iria concordar com você e certamente começaria uma bela discussão caso você insistisse. Com risco até de chamar a polícia.

Se o Rio de Janeiro não terá a menor condição de copiar este sistema secular e fantástico do transporte público londrino, que te leva para absolutamente todos os lugares da cidade, tem ao menos a obrigação de fazer algo que tenha capacidade de atender uma demanda que promete ser gigantesca de pessoas e jornalistas. Se falhar nisso, será meio caminho para o fracasso.

Do ponto de vista das arenas, a melhor lição de Londres é aquela que costuma ser o nosso calcanhar de Aquiles: o gasto desenfreado com estádios que depois irão virar elefantes brancos. A Copa do Mundo de 2014 está aí para confirmar isso. Quantas arenas estão sendo construídas e ficarão praticamente ociosas após o Mundial?

No caso das Olimpíadas, Londres mostrou que instalações provisórias podem ser extremamente funcionais. Evitando problemas como os pontos cegos do Aquatics Centre, não é necessário se gastar milhões. E felizmente parece que o comitê organizador da Rio 2016 está sinalizando que esse deverá ser o caminho a ser adotado.

O Rio de Janeiro, se não tiver sonhos de megalomania, utilizar recursos públicos e privados com inteligência e, fundamentalmente, se organizar, poderá fazer uma edição de Jogos Olímpicos muito boa. Basta fazer o dever de casa. E a hora para isso já começou.

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quinta-feira, 9 de agosto de 2012 Diário de viagem, Imagens Olímpicas, Olimpíadas | 09:26

O clima 'contagiante' da maratona aquática em Londres

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O torcedor não resistiu a tanta emoção na maratona aquática... e caiu no sono

A combinação maratona aquática de 10 km + sol forte do verão londrino pode produzir danos irreparáveis ao sono do torcedor que acompanha a prova no Hyde Park. Com duração prevista para cerca de duas horas, a competição dos Jogos Olímpicos de Londres e que conta com a participação da brasileira Poliana Okimoto tem sido uma prova de resistência até para os mais fanáticos.

Que o diga o torcedor da foto acima.

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terça-feira, 7 de agosto de 2012 Com a palavra, Imprensa, Olimpíadas, Pan-Americano, Seleção brasileira | 15:15

Até quando o brasileiro será iludido pelas glórias do Pan?

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Goleira Chana é consolada pela companheira Deonise, após a eliminação do Brasil no handebol feminino

“A gente fez um trabalho maravilhoso,  só que ainda ficamos nos detalhes. Falta de experiência em decisão também pesou. Por que decidir Pan-Americano ou Sul-Americano não tem comparação com jogo decisivo numa Olimpíada”



Declaração da pivô Dani Piedade, da seleção brasileira feminina de handebol, após a eliminação ocorrida nesta terça-feira para a Noruega, pelas quartas de final dos Jogos Olímpicos de Londres. A despeito da tristeza que a derrota causou, as palavras de Dani merecem uma profunda reflexão de todos nós, jornalistas e torcedores, que acompanham e curtem esportes olímpicos.

Nesta terça-feira, vimos dois brasileiros competindo no triatlo, Reinaldo Colucci e Diogo Sclebin, chegarem longe do pódio; no levantamento de peso, Fernando Reis não conseguiu repetir sua melhor marca e não passou das eliminatórias; na vela, Ricardo Winicki, o Bimba, encerrou sua participação em nono lugar, sem nunca ter chegado perto da zona de medalha.

O que eu quero com tudo isso não é colocar estes atletas no paredão e mandar o pelotão de fuzilamento abrir fogo. Eles certamente fizeram o que estava dentro do possível, para a condição deles.

O que merece ser analisado é que, para uma parcela absoluta do público que não acompanha o dia a dia das modalidades olímpicas, a impressão que fica é que, sempre no ano seguinte após uma disputa de Jogos Pan-Americanos, o Brasil chegará às Olimpíadas e conseguirá repetir o desempenho. Pode ter certeza que essa é a imagem que fica.

E a culpa é de quem? Bem, algumas vezes do próprio atleta, que inebriado pela conquista de uma competição continental de nível mais fraco, acaba criando ele mesmo falsas expectativas; outra parcela cabe à própria imprensa, que por necessidade de audiência ou para vender mais jornais, acaba “bombando” demais um evento sem as necessárias ponderações críticas.

Por fim, cabe ao COB (Comitê Olímpico Brasileiro), que também ajuda a criar esta onda de oba-oba, ao sempre levar suas estrelas para competir, em muitas modalidades, com atletas de equipes “B” dos EUA ou Canadá.

Por isso, antes de procurar a primeira rede social para xingar aquele atleta que deu “vexame”, pense duas vezes. Talvez você também seja um destes iludidos do Pan.

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sábado, 4 de agosto de 2012 Ídolos, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 16:55

A diferença de postura que separa o campeão do atleta comum

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Faniana Murer tenta passar o sarrafo, na prova deste sábado pelo salto com vara nos Jogos de Londres

Ninguém gosta de perder. Eu mesmo odeio perder até quando jogo Playstation com meu filho. Imagine então o que sente um atleta que se prepara durante quatro anos, passa por uma série incalculável de sacrifícios e não consegue o resultado almejado. Com certeza, o sujeito vai ficar frustrado, irritado, injuriado. Em resumo, p…

Mesmo com todos estes atenuantes, é inacreditável ver a postura de alguns atletas brasileiros que estão competindo nas Olimpíadas de Londres. Por um questão de direitos de transmissão adquiridos, as televisões têm a preferência para realizar as entrevistas com os atletas que participam de uma prova, a chamada zona mista. Só depois, eles se encaminham à área destinada aos jornalistas de outros veículos.

E o que dizer quando um atleta, que ainda não ganhou nada na vida, simplesmente passa batido sem explicar os motivos pelo qual fracassou ou não conseguiu o  resultado que sonhava? Por que, no final, ele não está falando com com um ou outro repórter e sim com os próprios torcedores brasileiros.

A diferença de postura é evidente quando se compara o que ocorreu com Fabiana Murer e Rosângela Santos, duas das eliminadas do atletismo brasileiro neste sábado. O peso da derrota da Fabiana é incontavelmente maior do que o de Rosângela. Fabiana chegou a Londres cotada para brigar com a russa Elena Isinbaeva pela medalha de ouro no salto com vara, vinha com o status de campeã do mundo e voltará para casa como a atleta que foi prejudicada pelo vento. Mas ainda assim, ela não se escondeu, falou mais de meia hora com os jornalistas e, só depois, escondida de todos, caiu no choro com os integrantes da comissão técnica do Brasil.

E Rosângela Santos, que ainda está construindo sua história, tem como glória maior um ouro no Pan-Americano de Guadalajara nos 100 m, passou batido, só falando com a TV, após ser eliminada na semifinal dos 10o m, mesmo tendo feito o seu melhor tempo pessoal (11s17).

Na sexta-feira, o mesmo ocorreu na final dos 50 m nado livre. Favoritíssimo para o ouro, Cesar Cielo amargou o bronze, mas não se escondeu, falou com todos, mostrou postura de campeão. Em compensação, Bruno Fratus, que conseguiu um ótimo quarto lugar em sua primeira Olimpíada, passou mudo, ainda dando murros na porta. Só voltou por insistência da assessoria do COB, e com muita má vontade.

São estas atitudes  como estas que mostram a diferença entre um campeão e um atleta comum.

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quinta-feira, 2 de agosto de 2012 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 10:45

Sonho do COB em ver Brasil como potência olímpica nos Jogos de 2016 ainda é utopia

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Ana Luiza Ferrão ficou em último na pistola 25 m em Londres. Será que a situação mudará em apenas quatro anos?

Eis que ao começar o dia e navegar pelos diversos portais de internet do Brasil, vejo que um dos assuntos mais comentados em relação aos Jogos Olímpicos de Londres 2012 tem a ver com um entrevero entre os jornalistas Galvão Bueno e Renato Maurício Prado, durante o programa “Conexão Sportv”, na última quarta-feira. Bem, respeitando todas as convicções editoriais de todos estes veículos, sinceramente acho que isso não passa de bobagem. Muito mais importante é analisar as palavras do superintendente do COB, Marcus Vinícius Freire, um dos entrevistados do programa.

O dirigente do COB disse durante o programa que vê o Brasil figurando no top 10 do quadro de medalhas dos Jogos do Rio, em 2016, com algo em torno de 30 medalhas. A aposta da entidade será obter estas medalhas em pelo menos nove modalidades:  vôlei, futebol, basquete, atletismo, judô, natação, vela, hipismo e o taekwondo. Além disso, ele aponta ser necessário fazer um trabalho intenso em outras modalidades que não tem tradição de medalha.

Na teoria, tudo muito bonito. A prática, contudo, mostra uma realidade completamente diferente.

Em primeiro lugar, o que vem sendo demonstrado aqui em Londres mostra que ainda há muito trabalho a ser feito. Mesmo em modalidades consideradas nobres aos olhos do COB, o Brasil tem patinado feio nesta primeira semana dos Jogos, vide os resultados do judô, que largou com duas medalhas e depois colecionou decepções (não estou computando Mayra Aguiar nesta lista). Resultados das seleções femininas de vôlei e basquete, além da natação, têm sido decepcionantes também, com as exceções de praxe (Cesar Cielo e Thiago Pereira).

Outro ponto que o dirigente do COB deveria ter ressaltado em sua entrevista: não se faz uma potência olímpica em quatro anos. Não existe uma política de massificação esportiva, mesmo com tanto dinheiro investido da Lei Agnelo Piva nos últimos ciclos olímpicos. Muito dinheiro mesmo.

O trabalho para 2016 tinha que ser iniciado, no mínimo, em Pequim 2008. Só assim não passaremos vexame em provas como tiro com  arco, tiro esportivo, ciclismo, sem falar em modalidades que nem conseguiram vaga para Londres, como ginástica rítimica e badminton, por exemplo.

Discurso sempre é bonito. Mas é preciso que esteja de acordo com a realidade, para que não se torne apenas um amontoado de palavras vazias.

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quarta-feira, 1 de agosto de 2012 Ídolos, Imagens Olímpicas, Olimpíadas | 11:00

Phelps e o real significado da expressão 'ver a história ao vivo'

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Michael Phelps comemora a medalha de ouro no 4 x 200m medley e o recorde de medalhas olímpicas

Meu amigo e colunista do Estadão e comentarista da ESPN Brasil, Antero Greco, costuma ficar incomodado com uma expressão que virou “carne de vaca”, no jargão jornalístico: Fulano (ou Fulana) está fazendo história…De repente, qualquer feito, qualquer resultado um pouco mais expressivo, serve como desculpa para irmos às redes sociais e exaltarmos que tal fato é o maior ou mais importante de nosso tempo.

Não é bem por aí, e concordo em gênero, número e grau com o Antero. Banalizou-se o fato de alguém conquistar um grande resultado esportivo, somente com a desculpa de valorizar excessivamente este resultado.

Só que o que ocorreu nesta terça-feira no Aquatics Centre, de Londres, merece sim ser chamado de fato histórico. E nem teria como ser diferente. Ao fechar o revezamento 4 x 200 m medley, o americano Michael Phelps garantiu a medalha de ouro para os EUA e tornou-se o maior medalhista da história dos Jogos Olímpicos, comum total de 19 medalhas, superando a soviética Larissa Latynina, que entre Melbourne 1956 e Tóquio 1064 ganhou 18.

A festa que ocorreu no parque aquático e o frenesi que tomou conta da zona mista, invadida por centenas de repórteres malucos para entrevistar Phelps, são coisas que não se esquecerão tão cedo. E posso dizer que vi dois destes momentos históricos na natação. O outro deles já relatei aqui no blog:  em Sydney 2000, quando comandada por Ian Thorpe, a equipe da Austrália bateu os EUA no revezamento 4 x 100 m livre, impondo a primeira derrota aos EUA nesta prova na história olímpica

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