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sexta-feira, 13 de julho de 2012 Almanaque, Olimpíadas, Seleção brasileira | 12:30

Será que quebrou o encanto do vôlei brasileiro?

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O corte de Mari na seleção feminina é mais um exemplo de que as coisas não andam bem no vôlei brasileiro

Desde 1992, o vôlei é sinônimo de sucesso no esporte olímpico brasileiro. Para aqueles de memória curta, foi a partir dos Jogos de Barcelona que o vôlei iniciou uma participação constante nos pódios olímpicos. Confira: ouro com a seleção masculina em Barcelona 1992; bronze com a feminina em Atlanta 1996 e Sydney 2000; ouro com a equipe masculina em Atenas 2004; e o ponto alto alcançado em Pequim 2008, com o ouro do time feminino e a prata do masculino.

O vôlei se transformou, nos últimos 30 anos pelo menos, no maior exemplo de sucesso de uma modalidade coletiva no universo olímpico brasileiro. Isso é indiscutível. Todo este êxito é fruto de muito trabalho, competência na formação de base e muito talento dentro de quadra. Mas se tem algo que o vôlei não se acostumou muito neste período vencedor foi conviver com crises. E quando elas chegam, sai de baixo…

O recente episódio do corte da ponteira Mari, na seleção feminina, e o fracasso da equipe masculina na Liga Mundial, quando terminou com sua pior colocação na fase final da competição, mostram bem que o momento pelo qual passa o vitorioso vôlei do Brasil é delicado. A impressão que fica para quem está de fora é que o encanto quebrou.

A entrevista de Mari nesta quinta-feira sinaliza que as coisas não andam muito bem dentro do grupo comandado pelo técnico José Roberto Guimarães. Por mais que escolhesse bem as palavras, Mari deixou no ar uma mágoa profunda com o treinador, ao dizer que ainda “tinha muita lenha para queimar”. O treinador rebateu de forma resumida, justificando como “critérios técnicos” o motivo do corte.

Embora Mari negue problemas de relacionamento dentro do grupo, essa é uma possibilidade que não pode ser descartada e por isso Zé Roberto teria optado em agir antes que o estrago fosse definitivo. De qualquer forma, Mari não vinha conseguindo render o suficiente, mesmo mudando de posição, após uma temporada repleta de lesões.

Na seleção masculina, as contusões dos principais jogadores (Giba, Dante, Murilo e Visotto), além de uma sensação de desgaste geral do grupo e do técnico Bernardinho, parecem conspirar contra a chance da equipe brigar pela terceira medalha de ouro olímpica no masculino.

Espero queimar a língua, mas há uma boa chance de que os Jogos de Londres 2012 quebrem a sequência de pódios olímpicos que o vôlei vem conquistando com competência e talento.

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12 comentários | Comentar

  1. 62 paul 17/07/2012 21:46

    -O ENCANTO NÃO ACABOU A QUESTÃO É QUE AS DUAS SELEÇÕES CHEGAVAM NAS DUAS OLIMPÍADAS ANTERIORES SEM PROBLEMAS INTERNOS, DE CONTUSÕES,INDEFINIÇÕES E TENDO ALGUÉM TITULO.

    FALTOU CITAR A PRATA NO MASCULINO DE 84 QUE COMEÇOU TUDO,
    COM EXCEÇÃO DE 88 QUE FICOU EM QUATRO LUGAR AS SELEÇÕES MASCULINA OU FEMININA SEMPRE SUBIRAM NO PÓDIO DESDE ENTÃO SE TONANDO UMA POTENCIA .

  2. 61 Diogo 13/07/2012 22:22

    Apesar de realmente haver uma queda de rendimento, acho muito difícil o Brasil ficar fora do pódio. Agora o ouro realmente me parece mais distante.
    No feminino, os EUA estão um degrau acima dos demais. Rússia e Itália jogam de igual para igual com o Brasil. Acho que o pódio fica entre esses 4.
    Já no masculino, apesar do desempenho do Brasil na Liga, há que se considerar que ele só perdeu basicamente para a Polônia e para Cuba, sendo que esta nem vai para as Olimpíadas. Eu acho que o Brasil vai conseguir medalha, mas para o ouro precisará melhorar um bocado.

    Abs

  3. 60 Neco 13/07/2012 17:34

    Melhor o Ricardinho ficar em casa, do que ficar na quadra desconcentrado e nervoso por
    causa dos Ricardões.

  4. Marcelo Laguna 13/07/2012 20:01

    Caro João, não me parece que o básico do problema esteja numa análise de resultados ou se o Brasil vem jogando com A ou B. Fica claro que há problemas de relacionamento, que jogadores estão muito abaixo de seu potencial e que as contusões estão sendo o principal vilão nesta preparação olímpica. Com isso, creio ser bastante natural imaginar que uma sequência vitoriosa corre o risco de ser quebrada agora. Se vale a pena ou não trocar treinadores, só o tempo irá dizer.

    Abraços

  5. 59 João Sequeiros 13/07/2012 16:59

    Falar sobre a óptica dos resultados recentes é chover no molhado. A análise tem e deve ser mais profunda senhor Marcelo Laguna. O Volei brasileiro vem jogando com sua equipe B ou no máximo um “mistão” nesses eventos preliminares e mesmo assim chegou as fases finais. E eles não são status definitivo, no máximo referência. O Ouro olimpico nunca foi facil ganhar, esses jogos de Londres será ainda mais dificil, pois outras seleções seguindo o padrão brasileiro reforçaram sua forma de jogar e principalmente de treinar seus ciclos. Desta forma a diferença antes visível, agora é tênue. Os paises do leste europeu não são mais somente torres intransponiveis. são velozes e a agilidade antes requisito nulo agora é evidente. Os norte americanos que na década de 90 e anos “2000” deixaram de lado o esporte coletivo para brigar contra a China no quadro de medalhas nos esportes individuais, voltaram a incentivar seus grandes atletas dos esportes verdadeiramente profissional de calendário completo. O que houve não foi a quebra do encanto. No máximo uma acomodação pelos resultados obtidos. Faltou talves uma mudança de comando, pois Benardinho e o Zé roberto estão lá a muito tempo. Mas fica dificil mudar dois técnicos que colocaram nosso Brasil no pódio olimpico no ciclo passado. Vamos esperar e ver o que acontece nesse ciclo, mas independente dos resultados vejo com muita naturalidade a saida dos dois comandantes do cargo de técnicos. Temos uma série de técnicos que podem dar um UP no que já foi conquistado, ou seja, acrescentar o que já foi feito, não necessáriamente mudar tudo!!!

  6. 58 Nicolau 13/07/2012 16:51

    Acho que a situação do masculino está muito pior que a do feminino. sem renovaçao, com um monte de velho. e para 2016?? como é que vai ser??

  7. 57 João Aberto Afonso 13/07/2012 14:53

    Entendo que o desgaste vem do fato de que o grupo está junto quase que o tempo todo e, em sendo assim, atritos advêm dai. Espero que a motivação vença tudo isso.

  8. 56 Fernando Basto 13/07/2012 14:48

    A convocação do tal do Ricardinho, pra mim, foi uma bola-fora ! Esse cara tem pinta de desagregador e o sonho da medalha de ouro olímpica, pelo visto, vai ficar para o RIO 2016.

  9. 55 geraldo 13/07/2012 14:38

    Minha visão é de que o Bernardinho fez asneira ao convocar o Ricardinho. O volei masculino já provou que pode muito bem se virar sem esse cara. Enfiando goela abaixo, a digestão será muito difícil pois ele – Ricardinho, já provou que não é de grupo. Quando as meninas, haja motivação para conviverem esse tempo todo sem ter nenhum problema de convivência. Nós todos temos problemas de convivência, porque é que essas meninas, exigidas em seu máximo o tempo todo, não teriam problemas. Quanto a Mari, assisti alguns jogos do Grand Prix. Me parecia muito desligada, meio desmotivada e até isolada mentalmente das partidas de que participou. É claro que tem potencial para disputar uma olimpíada, só que somente 12 podem ser convocadas. E antes que digam, qualquer previsão de que os times do volei podem não conseguir repetir os bons resultados tem 50% de chance de serem as corretas…….

  10. 54 Sidnei 13/07/2012 14:21

    Acho que na verdade tudo começou com a Prata em 84. Depois disso o Brasil foi quarto lugar em 88 e ouro em 92. Teve um período de pequena decadência na segunda metade da década de 90 e voltou a dominar a partir do Bernardinho. Já entre as mulheres talvez possamos colocar a era em que Bernardinho era técnico do feminino como ponto de partida e depois disso a escalada.

  11. 53 Adriano 13/07/2012 13:43

    O ‘INSTRUSO’ RICARDINHO É MELHOR QUE O LEVANTADOR “FILHO” DO TÉCNICO E DAQUELE CHORÃO QUE SAIU RECLAMANDO QUE SERIA MELHOR QUE RICARDINHO.
    NO CASO DA MARI CONCORDO QUE ELA ESTÁ EM MÁ FASE E NÃO ESTÁ NO MESMO NÍVEL TÉCNICO DAS COMPANHEIRAS.

  12. 52 mano 13/07/2012 13:36

    Com relação ao corte da Mari, nada de novo; quem já foi atleta sabe que os cortes devem ser feitos e o Zé Roberto não é nenhum amador para não levar os critérios técnicos em conta, principalmente pq foi ele quem mais apoiou a Mari no período pós olímpico de 2004 quando ela foi considerada umas das maiores culpadas pela derrota. E tem mais, faz algumas temporadas que ela não rende nada, ou melhor, pouco pelo que ela representa. Já no masculino a coisa está complicada mesmo, acho que o bernardinho errou ao chamar ricardinho, já que ele não participou do processo todo de formação da equipe. É nítido o desconforto no relacionamento da equipe em quadra. Outro problema que vejo é a insistência com jogadores que já estão no declínio técnico e físico com a alegação de que são experientes. Muitos desses jogadores só estão ali por insistência do bernardo, pq não rendem na seleção e nem em seus clubes a muito tempo.

  13. 51 ZÉ DA PRAIA 13/07/2012 12:53

    UÉ, PRA MIM QUE JÁ ESTIVE DENTRO DE QUADRA A COISA PARECE BEM CLARA, O “INTRUSO” QUE DEPOIS DE ANOS VOLTOU A SER CONVOCADO (PELO JEITO ORDEM DO PATROINADOR) DEIXA BEM CLARO AO ENTRAR QUE O GRUPO NÃO O ACEITOU COMO DIZ NAS ENTREVISTAS). O CARA SE ACHA O REI DA COCADA COM O RETORNO, SO PRESTAR ATENÇÃO NOS PEDIDOS DE TEMPO E PARADAS PRA VER A CARA DE INSATISFAÇÃO TODOS. QUANDO ELE ESTA NA QUADRA A VIBRAÇÃO NÃO É A MESMA A QUE ESTAMOS ACOSTUMADOS A VER. JÁ A MARI QUEM ACOMPANHOU OS ULTIMOS JOGOS PERCEBEU O QUANDO ELA NÃO TAVA “LIGADA” NAS PARTIDAS E QUE SEU RENDIMENTO NÃ ESTA NO NIVEL D RESTO DA EQUIPE NÃO É DE HOJE. CLARO QUE NINGUEM QUER SER CORTADO MAS SE REALMENTE QUER AJUDAR AS VEZES É MELHOR FICAR DE FORA POIS EXISTE UM LIMITE DE ATLETAS A IREM PRAS COMPETIÇÕES. E DE FORA TORCER E CONTINUAR A TREINAR FORTE PRA IR NAS PROXIMAS, MENOS O “ENCRENQUEIRO” É CLARO.

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