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domingo, 1 de julho de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 19:22

Vaga olímpica não é ação entre amigos

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Jadel Gregório não obteve a vaga olímpica no salto triplo. Fica pra 2016?

Ponto positivo para o conselho técnico da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo), que estabeleceu índices mais fortes até do que os implantados pela IAAF (Associação das Federações Internacionais de Atletismo) para definir sua equipe nos Jogos Olímpicos de Londres 2012. Neste domingo, com o encerramento do Troféu Brasil, no Estádio do Ibirapuera, foi fechado o time brasileiro que irá às Olimpíadas, com um total de 35 atletas, menos do que o enviado para Pequim 2008, quando 45 competidores estiveram presentes.

E o que me agradou especialmente nesta decisão da CBAt foi uma declaração de Ricardo D’Angelo, treinador-chefe da entidade, em reportagem publicada pelo iG Esporte e de autoria de Ana Carolina Cordovano e Antonio Kurazumi. D’Angelo foi de uma precisão cirúrgica em sua justificativa para os índices considerados “fortes demais” por alguns atletas. “Não se ganha experiência em Olimpíadas. Quem vai para pegar experiência pode atrapalhar os que estão competindo por medalha”, afirmou.

Perfeita avaliação, no meu ponto de vista. Ir às Olimpíadas não pode ser somente considerado um prêmio por si só, ou até mesmo uma ação entre amigos – na base do “sempre cabe mais um”. Gigantismo em uma delegação olímpica só vale a pena se você tem uma quantidade (e qualidade, principalmente!) de atletas grande o suficiente para justificar isso.

Ao longo dos quatro dias deste Troféu Brasil, pude ouvir, em uma entrevista ou outra, sinais de chiadeira de atletas,. logicamente aqueles que fracassaram na tentativa de assegurar sua vaga. Choradeira pura, pode acreditar.

Um destes chorões, embora de forma disfarçada, foi Jadel Gregório. “Após as cirurgias nos dois joelhos, voltei a competir em maio, com um mês e meio de treinamento. Saltei bem, fiz o índice B pedido pela IAAF”, disse o atleta do salto triplo, que no entanto disse também que não queria ir a Londres “apenas para tirar fotografia”. Agora, fica para 2016.

Mas o Troféu “Sem Noção” tem que ser entregue para Lucimara Silvestre, do heptatlo. No ano passado, após retornar do Pan-Americano de Guadalajara, quando conquistou a medalha de ouro, talvez inebriada pelo feito, chegou a dizer, de forma absurda, que brigaria por medalhas em Londres. Pois bem, chegou 2012 e ela não conseguiu o índice necessário no Troféu Brasil. E ainda cornetou (sem razão) a CBAt.  “É um absurdo a CBAt pedir essa marca”, disse ao iG.

Ainda bem que eram índices fortes. Porque já posso imaginar o nível das desculpas que iríamos escutar em Londres de atletas que pensam desta forma.

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4 comentários | Comentar

  1. 54 jadel 01/08/2012 7:03

    Queridos , nao queria nada a nao ser representar minha nacao, familia ,amigos e patrocinadores … Tento e sempre tentei representar minha nacao com o melhor que posso !!! Mas , nao conseguimos agradar a todos nao eh!!! Espero que o Brasil tenha representante na final olimpica , Pois agradando ou nao fui a 2 olimpiadas e fui finalista nas duas certo .
    Tentem ser bons amigos , bons filhos , bons Pais , bons visinhos e boas pessoas e deixem de escrever besteiras , vcs sabem quantas noites ficamos acordados com dores ? vcs sabem quanto tempo nos dedicamos ? quanto recebemos por mes? quanto pagamos de impostos ? quantas regalias temos ? entao !!! Tente Fazer o melhor que vc pode e nao critique o que nao sabe …
    Digo mais foram 10 anos de resultados a nivel internacional ok !!! Vcs no minimo devem ser os melhores no que fazem neh !!!

  2. 53 Mauricio 04/07/2012 11:41

    O Sr. Jadel fez um salto/ marca de expressão se achou “o rei da cocada”.. depois não pulou e nem ganhou mais nada.
    Será que ele não analisa o quanto está fora da realidade.

  3. 52 Nicolau 03/07/2012 15:26

    Jadel quem? Esse cara já deu faz tempo! E queria ir às Olimpíadas com índice B…

  4. 51 fabio 02/07/2012 6:16

    O Brasil sempre é uma das maiores delegações nas olimpiadas( em quantidade) e no final volta com oito ou nove medalhas no máximo. A verdade é que a maioria vai para passear, enquanto não dermos estrutura para os esportes “amadores” e aumentarmos o nivel das competições regionais não seremos potência olimpica.

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