Publicidade

terça-feira, 12 de junho de 2012 Ídolos, Imprensa, Olimpíadas, Vídeos | 07:45

O gigante cubano que esnobou US$ 1 milhão

Compartilhe: Twitter

O jovem Teófilo Stevenson, aos 14 anos, quando começou sua carreira no boxe

O destino gosta de aprontar algumas travessuras. A última destas pegadinhas fora de hora veio no final da noite desta segunda-feira, com a notícia da morte do ex-boxeador cubano Teófilo Stevenson, que não resistiu a um infarto fulminante, aos 60 anos, em Havana.

Não há exagero algum quando dizem que Teófilo Stevenson foi o maior lutador amador de todos os tempos. Até porque ele era muito grande mesmo: 1,90 m e 95 kg, que assustavam qualquer adversário. Lembro-me que ter ficado impressionado ao ler sobre os feitos deste cubano fantástico nas páginas da revista “Placar”, em textos saborosos escritos por José Maria de Aquino e Michel Laurence, relatando as conquistas de Stevenson nos Jogos Olímpicos de Munique 1972, Montreal 1976 e Moscou 1980.

Foram três Olimpíadas e três medalhas de ouro nos pesos pesados. No total, ele precisou de 13 lutas e 13 vitórias quatro por nocaute) para escrever seu nome na história dos Jogos. E não foram poucos os que queriam ver um duelo que tinha tudo para ser a verdadeira luta do século: o combate entre o americano Muhammad Ali e o comunista Teófilo Stevenson.

Só que nem mesmo uma bolsa de US$ 1 milhão de dólares seduziu o gigante cubano, que não deu bola para a oferta milionária para enfrentar Ali. A “luta do século” jamais aconteceu e Stevenson preferiu continuar como herói em sua pequena ilha, tornando-se uma lenda do esporte olímpico cubano e mundial.

Abaixo, veja a luta que deu a Teófilo Stevenson sua terceira medalha de ouro, quando venceu o soviético Pyotr Zayev, por pontos:

Autor: Tags: , , , , , ,

3 comentários | Comentar

  1. 53 Nilton 18/06/2012 18:16

    realmente stevenson foi grande no amadorismo , mas recusou a tal “luta do século” pois não era bobo …preferiu continuar idolo cubano e se transformar numa lenda olimpica do que levar uma surra do muhamed ali.

  2. Marcelo Laguna 12/06/2012 17:48

    Valeu pelas palavras, Nico. O Teófilo Stevenson é um mito do esporte, destes que você admira independentemente do país de origem
    Abs

  3. 52 Nicolau 12/06/2012 15:20

    Estava esperando pelo seu texto, Marcelo. Belo texto, como sempre. Stevenson foi um marco para todos que gostam de esportes e para quem, como eu, admira o modelo de esporte cubano. Homens como ele não existem mais. Hoje o atleta já vende seu passe antes mesmo de subir no ringue. Todos nós que amamos o esporte estamos de luto!

  4. 51 teres 12/06/2012 10:48

    Stevenson é um marco, um exemplo de patriotismo. A importância da educação em Cuba gerou muitos heróis desse tope. Aqui no Brasil, se tu ofereceres essa grana para qualquer um ele se bandeia e vende até a mãe. A Dilma quer implementar esse espírito na consciência de nossos compatriotas. É uma tarefa árdua, difícil, complicada. Nosso judiciário está apodrecido; o legislativo fedendo e o executivo ainda exibe as marcas da epidemia de corrupção que o assolou desde que Cabral aportou por aqui. Os setores periféricos, que deveriam ajudar nesta tarefa, como a imprensa e a PGR, estão ardendo em febre. Tentam influenciar os juízes do STF, de qualquer maneira, no julgamento político dos envolvidos no escândalo do mensalão. Coisa muito pior, como a tentativa de levar vantagem desonesta em contratos no GDF, através de chantagem da revista VEja, Época e o Jornal Nacional, são deixados de lado. Até o procurador geral está na gaveta do Demóstenes e do Carlinhos Cachoeira. Para se defender das acusações e para não dar explicações desse enorme mal feito (ele e a mulher paralisaram as investigações da PF) partiu para o ataque, ameaçando os réus desse julgamento no STF. Pouca Vergonha.

  1. ver todos os comentários

Os comentários do texto estão encerrados.