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segunda-feira, 28 de maio de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 19:35

Brasil também terá 'reforço externo' em Londres. Vale a pena?

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A chinesa naturalizada brasileira Gui Lin, ao lado de seu 'mentor', Hugo Hoyama

E a notícia mais relevante do esporte olímpico do Brasil nesta segunda-feira foi a confirmação da primeira atleta naturalizada do tênis de mesa do Brasil na história dos Jogos Olímpicos. Gui Lin, de 18 anos, teve sua convocação anunciada pela CBTM (Confederação Brasileira de Tênis de Mesa) como uma das integrantes da delegação do país que estará em Londres, a partir de 27 de julho.

Agora, assim como já fizeram Argentina e República Dominicana em outras ocasiões, o Brasil também terá a sua “chinesa” na equipe. No caso de Gui Lin, o objetivo é mais ambicioso: conquistar uma medalha individual nas Olimpíadas do Rio, em 2016. A grande dúvida que pode surgir na cabeça de muita gente: será que esta estratégia vale a pena?

O caso de Gui Lin merece uma análise à parte, sem qualquer traço de preconceito. Traz alguma semelhança com o que ocorreu com a cubana naturalizada britânica Yamila Aldama, que aos 39 anos defenderá a Grã-Bretanha em sua terceira olimpíada por um país diferente, após morar mais de dez anos na ilha da Rainha. E ainda assim enfrentou algumas críticas da imprensa local, irritada com a enorme quantidade de atletas naturalizados, chamados jocosamente de “britânicos de plástico”.

Gui Lin está no Brasil desde os 12 anos,  quando veio participar de um programa de intercâmbio. Passou a treinar em São Bernardo do Campo, onde mora e compete, tendo sido “adotada” esportivamente por Hugo Hoyama. É considerada pelos dirigentes brasileiros da modalidade como dona de um talento excepcional. Daí o esforço da cartolagem em naturalizá-la e já integrá-la na equipe, ao menos da disputa por equipes.  Nesta caso, como o Brasil não tem atletas de nível competitivo, a presença de Gui Lin pode dar um “upgrade” no tênis de mesa do país.

E vale destacar outra coisa: Gui Lin não será a primeira atleta naturalizada que o Brasil já usou em Jogos Olímpicos. Fernando Meligeni, no tênis, e Sebastian Cuattrin, na canoagem, ambos argentinos de nascimento, estiveram representando as cores brasileiras em Olimpíadas. E Londres 2012 poderá marcar a presença do primeiro americano numa seleção masculina de basquete, Larry Taylor, já convocado pelo técnico Rubén Magnano (que por sinal é argentino…)

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10 comentários | Comentar

  1. 60 MARCIO TOVAR 02/06/2012 21:26

    A convocação de gui lin tá na cara que foi politica. não tem nem o que dicutir. Jessica Yamada no .Rio de Janeiro foi Campeã Latino Americana Individual , disputou o Mundial na Alemanha, tem mais bagagem e titulos internacionais do que a chinesa. UMAQ TREMENDA INJUSTIÇA

  2. 59 Sérgio Rossa 30/05/2012 22:38

    Na minha opinião nào precisava. A Jessica Yamada é mais experiente, embora jovem e inclusive está melhor ranqueada.

  3. 58 Nicolau 29/05/2012 17:42

    Marcelo, ela é brasileira, assim como o meu avô, que veio da Itália. O local de nascimento é só um detalhe.

  4. 57 wilton 29/05/2012 16:56

    Com certeza ajuda, mesmo porque os chineses são mestres mesatenistas, além do mais o intercâmbio é sempre importante. Boa sorte ao atletas.

  5. 56 Daniel Lara 29/05/2012 16:13

    Bom eu sou contra compra de passe de atletas seja de qual modalidade for, mas o Brasil não pratica isso, esses atletas que defendem o Brasil estão aqui desde crianças e são brasileiros já por opção e de coração e vão dar tudo pela nação, portanto nos casos aqui no Brasil não vejo problema nenhum.

  6. 55 Edival 29/05/2012 14:03

    Seria muito diferente se a naturalização fosse comercial, como aconteceu em outros países. Pelo que parece, ela optou por viver no Brasil aos 12 anos, ou seja, ela quis se tornar brasileira. Assim, se ela tem condição técnica, nada mais justo que dispute a Olimpíada por “seu” país.

  7. 54 Eduardo 29/05/2012 11:33

    Sem problema!!!
    Boa sorte a ela e a nós nas próximas Olimpiadas!

  8. 53 Jose 29/05/2012 10:10

    ola gosto da mídia,que todos estão ligados as organizações imperialista incluídos ao monopólio das informações onde uma só, controla todo e todos gostaria de ver em meu pais uma imprensa livre mais infelizmente, isto não vai acontecer pois uma só controla tudo este e o pais do capitalismo imperialista que massacra, nosso povo a décadas e não vai mudar nunca pois o massacre começa pelos políticos, incluindo os demais poderes onde a população fica desamparada com a omissa das autoridades deste nosso pais.

  9. 52 Ricardo 29/05/2012 9:21

    Cara, se ela mora no Brasil desde os 12 anos de idade ela é brasileira. Se a profissão dela é mesa tenista, ela tem o direito de exercê-la, se ela está entre as melhores brasileiras, ela tem o direito de ir para a seleção brasileira. Qual o problema? Será que o Brasil é mesmo uma democracia, um Estado livre? Porque tem alguns brasileiros com a mentalidade de quem vive em plena ditadura chinesa.

  10. 51 Alan 28/05/2012 20:16

    Laguna quando li a manchete no IG eu torci o nariz. Não gosto dessas naturalizações, acho que, olimpiada vc está ali representando um país, não é uma competição qualquer. Mas eu li a reportagem, e soube que ela está aqui desde os 12 anos, isso em um país igual a nosso, formado por migrantes de várias nacionalidades. Não é justo eu critica-la ou a confederação pela naturalização. Boa sorte a ela.

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