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Arquivo de maio, 2012

quinta-feira, 31 de maio de 2012 Olimpíadas, Seleção brasileira | 07:31

Handebol feminino teve a melhor 'mão' entre todos os sorteios

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A seleção brasileira feminina de handebol comemorou seu grupo nas Olimpíadas

Ainda falta acontecer a definição dos grupos do torneio masculino de vôlei, mas uma coisa é certa: entre as seleções brasileiras que disputam os esportes coletivos nos Jogos Olímpicos de Londres 2012, ninguém se deu tão bem quanto as garotas do handebol, que escaparam do chamado “grupo da morte”, após o sorteio realizado nesta quarta-feira, evitando assim duelos contras as fortíssimas Noruega, França, Espanha e Dinamarca ainda na primeira fase da competição.

Duvida? Então é só relembrar o que já rolou entre os sorteios dos esportes coletivos…

Aparentemente, o futebol masculino encarou uma moleza. Mas o time de Mano Menezes terá pela frente um país africano (Egito) – e o Brasil sempre se complica com africanos em Olimpíadas – , um representante do Leste Europeu (Belarus), que costuma ser um rival difícil de ser batido, e conta somente com a Nova Zelândia como única baba genuína na chave.

No futebol feminino, fora Camarões, a pior colocada no ranking da Fifa entre as quatro integrantes da chave, o Brasil poderá ter problemas contra Grã-Bretanha (cuja base deve ser a Inglaterra, nona colocada na lista) e Nova Zelândia (24º colocado).

De volta aos Jogos Olímpicos depois de 16 anos, o basquete masculino também não encontrou nenhuma chave “mamão com açúcar”, assim podemos dizer. Terá a Espanha, atual vice-campeã olímpica, como única pedreira, mas não se pode dizer que a Austrália seja um rival fraco, pois tradicionalmente gosta de complicar o jogo para o time brasileiro, e terá um rival vindo do fortíssimo Pré-Olímpico mundial. Pode pintar, por exemplo, uma Grécia ou uma Lituânia da vida…

Em compensação, o grupo do basquete feminino foi uma autêntica roubada.  Para começar, terá a Rússia, uma das potências da modalidade; depois, terá a Austrália, três medalhas de prata olímpicas consecutivas (Sydney 2000, Atenas 2004 e Pequim 2008). E ainda virão duas equipes do Pré-Olímpico mundial, como algum time europeu chato (Rep. Tcheca) ou um asiático carne de pescoço (Japão ou Coreia do Sul).

Agora, pedreira mesmo vai encarar o vôlei feminino do Brasil. Diferentemente de outras modalidades, aqui as seleções foram divididas de acordo com critérios pelo ranking da FIVB (Federação Internacional de Vôlei). E foi por causa disso que sobrou para a seleção brasileira rivais como EUA (atuais vice-campeãs olímpicas), Sérvia (campeã europeia de 2011), China (bronze em Pequim 2008) e a surpresa Turquia, dirigida pelo  técnico brasileiro Marco Aurélio Motta.

Diante de tudo isso, a chave do handebol feminino do Brasil nas Olimpíadas é bem mais tranquila. Tem uma superpotência como a Rússia, é verdade, mas tem dois rivais fracos (Angola e Grã-Bretanha), um time “ganhável” (Croácia) e um jogo bem parelho (Montenegro).

Se a equipe comandada pelo técnico dinamarquês Morten Soubak conseguir manter a atual performance dos ultimos amistosos (e também contar com um pouquinho de sorte), terá enormes chances de brigar por uma inédita medalha para o handebol brasileiro.

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segunda-feira, 28 de maio de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 19:35

Brasil também terá 'reforço externo' em Londres. Vale a pena?

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A chinesa naturalizada brasileira Gui Lin, ao lado de seu 'mentor', Hugo Hoyama

E a notícia mais relevante do esporte olímpico do Brasil nesta segunda-feira foi a confirmação da primeira atleta naturalizada do tênis de mesa do Brasil na história dos Jogos Olímpicos. Gui Lin, de 18 anos, teve sua convocação anunciada pela CBTM (Confederação Brasileira de Tênis de Mesa) como uma das integrantes da delegação do país que estará em Londres, a partir de 27 de julho.

Agora, assim como já fizeram Argentina e República Dominicana em outras ocasiões, o Brasil também terá a sua “chinesa” na equipe. No caso de Gui Lin, o objetivo é mais ambicioso: conquistar uma medalha individual nas Olimpíadas do Rio, em 2016. A grande dúvida que pode surgir na cabeça de muita gente: será que esta estratégia vale a pena?

O caso de Gui Lin merece uma análise à parte, sem qualquer traço de preconceito. Traz alguma semelhança com o que ocorreu com a cubana naturalizada britânica Yamila Aldama, que aos 39 anos defenderá a Grã-Bretanha em sua terceira olimpíada por um país diferente, após morar mais de dez anos na ilha da Rainha. E ainda assim enfrentou algumas críticas da imprensa local, irritada com a enorme quantidade de atletas naturalizados, chamados jocosamente de “britânicos de plástico”.

Gui Lin está no Brasil desde os 12 anos,  quando veio participar de um programa de intercâmbio. Passou a treinar em São Bernardo do Campo, onde mora e compete, tendo sido “adotada” esportivamente por Hugo Hoyama. É considerada pelos dirigentes brasileiros da modalidade como dona de um talento excepcional. Daí o esforço da cartolagem em naturalizá-la e já integrá-la na equipe, ao menos da disputa por equipes.  Nesta caso, como o Brasil não tem atletas de nível competitivo, a presença de Gui Lin pode dar um “upgrade” no tênis de mesa do país.

E vale destacar outra coisa: Gui Lin não será a primeira atleta naturalizada que o Brasil já usou em Jogos Olímpicos. Fernando Meligeni, no tênis, e Sebastian Cuattrin, na canoagem, ambos argentinos de nascimento, estiveram representando as cores brasileiras em Olimpíadas. E Londres 2012 poderá marcar a presença do primeiro americano numa seleção masculina de basquete, Larry Taylor, já convocado pelo técnico Rubén Magnano (que por sinal é argentino…)

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sábado, 26 de maio de 2012 Olimpíadas, Seleção brasileira | 14:55

No top 10, Yane Marques vai para Londres brigar por medalha

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Yane Marques participa da prova de corrida, na final da Copa do Mundo de pentatlo moderno

Há pouco menos de um ano, em agosto de 2011, escrevi um post enaltecendo a boa fase vivida pela pernambucana Yane Marques, que na ocasião ocupava o terceiro lugar no ranking mundial da UIPM (União Internacional de Pentatlo Moderno). Um feito notável para quem disputa uma modalidade praticamente desconhecida no Brasil e que havia começado a praticar a modalidade somente oito anos antes.

Bem, passados nove meses, a atleta nascida em Afogados da Ingazeira mostra que não é fogo de palha, ao terminar neste sábado na terceira colocação da final da Copa do Mundo de pentatlo moderno, realizada na cidade de Chengdu, na China. Será a última competição da brasileira antes de participar dos Jogos Olímpicos de Londres 2012. Por sinal, Yane Marques é a única atleta do país classificada para as Olimpíadas na modalidade.

O brilhante resultado na China colocará a brasileira na sexta colocação do ranking mundial. Não é pouca coisa. Mesmo sabendo que algumas favoritas ao ouro em Londres não competiram na China, Yane Marques mostra justamente na fase final de sua preparação olímpica uma consistência de resultados notável.

Não é possível cravar que a brasileira voltará da Inglaterra com uma medalha na bagagem, mas é certeza afirmar que ela estará brigando por medalhas. Para um esporte praticamente fantasma no universo olímpico brasileiro, é um grande feito.

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quarta-feira, 23 de maio de 2012 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 11:53

Segredos e mentiras

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Leandro Vissotto se recupera de um cateterismo. Mas quase que ninguém ficou sabendo

Caiu como uma bomba entre os fãs do vôlei e do esporte olímpico brasileiro a notícia, nesta última terça-feira, que o oposto Leandro Vissoto, da seleção brasileira masculina, precisou passar por um cateterismo para tratar uma arritimia cardíaca, ocorrida durante uma partida pelo Campeonato Italiano. A cirurgia foi um sucesso e o jogador já está recuperado, concentrado no CT de Saquarema e treinando para recuperar a forma. Tudo normal, se não fosse um pequeno detalhe:  tanto o jogador quanto a própria CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) fizeram o possível para esconder a informação.

A notícia só não passou batida graças a uma reportagem do jornal “Folha de S. Paulo”, de autoria do repórter Danieel Brito, publicada na edição desta terça. Ao procurar Vissotto para repercutir a história, a repórter Aretha Martins, do iG, ouviu do oposto a justificativa do mistério. “Não queria burbuirinho”.

Ninguém é obrigado a sair por aí expondo sua vida particular, seus problemas ou dramas pessoais. Talvez essa seja a maior crítica que se faça a estes tempos nos quais Twitter e Facebook tomaram o lugar das velhas e boas relações humanas. Todo mundo acha que pode falar sobre tudo, a internet virou um baú virtual de críticas e lamentações, sem censura. Mas duas coisas não me parecem corretas neste caso.

Primeiro, o fato da assessoria da CBV mentir (ou omitir) neste caso, ao divulgar que o jogador não tinha viajado com o grupo para a primeira rodada da Liga Mundial para se recuperar de uma lesão. Caramba, o cara passa por um procedimento cirúrgico no coração e divulgam algo como se fossem dores na panturrilha? Não dá, não pode ser assim. Isso é o que eu chamo de desinformação, no mínimo.

Outra coisa é a postura do jogador. Ele é uma figura pública, quer goste ou não. Provavelmente é ídolo para muitas pessoas, que certamente ficaram preocupadas com a notícia e o risco que ele correu, tanto de vida quanto para o prosseguimento de sua carreira. Tem que dar satisfação, sim! De uma forma simples, através de comunicado, claro e sem rodeios, e ponto final.

Talvez o maior exemplo de como se lidar diante de uma situação dramática como essa tenha sido dada por Magic Johnson, então astro do Los Angeles lakers, da NBA, quando em 1991 descobriu ser portador do vírus HIV e reuniu a imprensa, em uma coletiva, para divulgar o fato e anunciar que estava abandonando as quadras.

Tudo feito às claras, de forma honesta e respeitando seu drama.

Não se defende o sensacionalismo em casos como este vivido por Leandro Vissotto. Somente se pede que a verdade, mais do que qualquer coisa, seja preservada.

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segunda-feira, 21 de maio de 2012 Imagens Olímpicas, Olimpíadas | 23:46

Patriotismo canino para a tocha olímpica

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Os cães Alice e Hugn aguardam a passagem da tocha olímpica, vestidos com ass cores britânicas

No dia em que o Barão de Coubertin provavelmente se revirou no túmulo, com a notícia que alguns carregadores do fogo olímpico resolveram colocar em um site de leilão virtual as tochas usadas neste começo de revezamento por até R$ 480 mil, uma trivial e até singela imagem marcou o terceiro dia da viagem da tocha pelo território britânico.

Alice e Hugh, dois simpáticos buldogs vestidos com as cores da “Union Jack”, como é conhecida a bandeira britânica, aguardavam pacientemente a passagem dos transpostadores da tocha pelas ruas de Bideford, uma pequena cidade portuária, localizada no condado de Devon.

Alice e Hugh certamente não sabiam que algumas pessoas estavam tentando faturar uns bons trocados vendendo um símbolo que muitos adorariam ver de perto. Na realidade, como a crise econômica na Europa anda brava, nem é o caso de se recriminar tanto a atitude dos carregadores que resolveram colocar suas tochas à venda num site. Cada um sabe onde aperta o calo.

Da mesma maneira, não se deve achar brega ou bobo quem resolve colocar uma roupa com as cores de seu país nos animais de estimação.  O importante é curtir a festa olímpica da melhor maneira possível.

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domingo, 20 de maio de 2012 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 13:31

Rio de Janeiro celebra novas vagas no atletismo

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Rosângela Santos assegurou sua vaga para Londres nos 100 m rasos

Depois de uma prova gelada (literalmente) na última quarta-feira, quando os termômetros não passaram dos 16° durante o Grande Prêmio São Paulo, no Ibirapuera, eis que o domingo foi mais generoso com os atletas, no GP Brasil, realizado neste domingo, no Estádio do Engenhão, no Rio. E com agradáveis 23° de média de temperatura, vieram melhores resultados e, consequentemente, índices para os atletas brasileiros aos Jogos Olímpicos de Londres 2012.

Destaque maior para os dois índices “A” que foram assinalados. Primeiro, com Rosângela Santos, nos 100 m livre, que venceu a prova com 11s21, um centésimo abaixo do mínimo exigido pela CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo). A outra marca foi obtida por Ronald Julião, no lançamento de disco, que marcou 65,41m, novo recorde brasileiro. Ele já tinha o índice B, mas agora assegura definitivamente lugar na delegação do Brasil que vai a Londres.

Veja a relação dos atletas brasileiros já classsificados para os Jogos Olímpicos

Outros dois atletas também deixaram o Rio de Janeiro com marcas olímpicas, porém sem lugar garantido. Caso de Diego Gomes, segundo colocado nos 800 m rasos, com 1min45s62. Esta marca representa o índice B, com a qual somente um atleta se classifica. No caso desta prova, Diomar Noêmio de Souza tem exatamente o mesmo tempo. Se ninguém correr mais rápido até o dia 1º de julho (limite para obtenção de índices), a vaga ficará entre eles.

O outro índice B veio no lançamento de dardo feminino, após a vitória de Laila Ferrer e Silva, que ficou com o ouro no GP Brasil ao marcar 60,21m. Com dificilmente alguma outra atleta conseguirá superar esta marca até 1º de julho, ela deve carimbar seu passaporte às Olimpíadas 2012.

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sexta-feira, 18 de maio de 2012 Imagens Olímpicas, Olimpíadas | 20:13

E o clima olímpico vai esquentando…

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Foi apenas um aquecimento, mas que baita aquecimento! Uma cerimônia em alto estilo, que contou com presenças ilustres, como a de David Bckham, ídolo do futebol inglês, a princesa Anne e o presidente do LOCOG (Comitê Organizador dos Jogos), Sebastian Coe, o fogo olímpico chegou à Grã-Bretanha de avião nesta sexta-feira, desembarcando na base aérea de Culdrose, em Cornwall.

O revezamento da tocha olímpica começará oficialmente neste sábado, às 7h locais (3h pelo horário de Brasília) em Land’s End, o ponto mais ocidental do Reino Unido, localizado na cidade de Cornwall. Será o início de uma maratona que irá durar até o dia 27 de julho, data da abertura dos Jogos Olímpicos reunindo oito mil pessoas neste trajeto de quase 13 mil quilômetros.

Mais detalhes sobre o revezamento da tocha olímpica você pode conferir aqui. Também você pode rever o trajeto virtual da tocha até o Estádio Olímpico de Londres, clicando aqui.Além disso, reveja o uniforme que será usado pelos carregadores da tocha, aqui.

Aos poucos, o clima olímpico vai esquentando. Dia 27 de julho está logo aí…

Confira as fotos  da chegada do fogo olímpico ao território britânico nesta sexta-feira:

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Olimpíadas | 13:00

As Olimpíadas de Londres 2012 na palma da mão

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Aplicativo para smartphone e iPhone dos Jogos Olímpicos 2012 já está disponível

Eis que surge uma dica imperdível para aqueles amantes de tecnologia e que ao mesmo tempo não querem perder nada a respeito dos Jogos Olímpicos de Londres, que começarão no próximo dia 27 de julho. Já pode ser baixado o aplicativo oficial olímpico, o Official London 2012 Mobile Apps, para aparelhos com sistema operacional Android e iOS.

Trata-se de um verdadeiro guia móvel para a pessoa baixar em seu smartphone, iPhone ou tablet. Pelo aplicativo, é possível acompanhar a programação completa dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, poderá ter uma cobertura completa do revezamento da tocha olímpica ao longo da Grã-Bretanha, detalhes sobre cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos e dicas culturais na cidade que receberá a 30ª edição dos Jogos da Era Moderna.

E o melhor de tudo: o aplicativo é gratuito

Pode-se baixar o Official London 2012 Mobile Apps neste link ou então acessando o site oficial das Olimpíadas 2012.

É baixar e curtir

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quinta-feira, 17 de maio de 2012 Olimpíadas, Seleção brasileira | 19:17

A emoção de Maurren e o caráter de Fabiana

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Ainda dá tempo para dois pitacos a respeito do Grande Prêmio São Paulo de atletismo, realizado na fria noite desta quarta-feira, na pista do Estádio Ícaro de Castro Melo, no Ibirapuera. Em primeiro lugar, é preciso ressaltar a belíssima prova realizada por Maurren Maggi, nossa colega colunista aqui deste iG, que cravou em começo de temporada simplesmente o terceiro melhor resultado de 2012 no salto em distância, com 6,85 m, atrás somente de dois saltos da americana Brittney Reese.

Maurren Maggi comemora sua vitória no salto em distância do GP São Paulo

Chorona assumida, ela não conteve as lágrimas com o resultado, que lhe dá boas perspectivas para as Olimpíadas de Londres 2012. A favorita absoluta ao ouro para mim é Reese, mas é bom ninguém descartar Maurren Maggi nesta prova. Até porque trata-se da atual campeã olímpica da prova. O resultado desta quarta-feira é uma prova disso.

Outro ponto que me chamou a atenção foi a prova de Fabiana Murer no salto com vara. O resultado decepcionante precisa ser encarado de duas formas: a segunda colocação, atrás da cubana Yarisley Silva, deixou todos que foram ao Ibirapuera frustrados, especialmente a própria Fabiana. Mas por ser sua primeira prova no ano, fica a impressão que a campeã mundial de Daegu 2011 ainda tem muito a evoluir.

Fabiana Murer lamenta mais um de seus saltos errados na prova desta quarta-feira

Mas o que me deixou mais satisfeito foi mesmo a postura de Fabiana Murer. O frio cortante que fez em São Paulo na última quarta-feira foi usado por vários atletas como justificativa para modestos resultados. Menos por Fabiana. “É claro que o frio atrapalha, mas o atleta tem que estar preparado para isso. A verdade é que eu saltei muito mal e ela foi muito bem na prova.”

Simples e direta. Sem frescura e com muita sinceridade. Quem dera mais atletas tivessem o caráter de Fabiana Murer.

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terça-feira, 15 de maio de 2012 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 18:11

Boxe brasileiro vive momento histórico

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Adriana Araújo (de azul) será a primeira brasileira a disputar o boxe feminino olímpico em Londres

Nenhuma modalidade merece tanto festejar um bom resultado nas Olimpíadas de Londres 2012 quanto o boxe. Relegado à condição de “primo pobre” dos esportes de combate, perdendo longe em prestígio para o judô no terreno olímpico – nem vou citar os badalados MMA/UFC no campo profissional atualmente, porque aí a derrota é ainda mais vexatória -, o boxe olímpico brasileiro passa por um momento especialmente feliz. E ainda por cima, resolveu fazer história no esporte brasileiro.

Primeiro, veio com a conquista de Everton Lopes, campeão mundial em 2011, na categoria até 64 kg (Meio Médio Ligeiro), o primeiro obtido por um boxeador amador do Brasil. Depois, veio a brilhante participação da equipe nacional no Pré-Olímpico das Américas, realizado no Rio de Janeiro, há uma semana. No torneio, o Brasil classificou quatro pugilistas, que ao lado dos que já estavam assegurados pelo Mundial, somam um total de sete boxeadores, recorde brasileiro na história olímpica da modalidade.

Nesta terça-feira, o feito histórico coube a uma mulher, Adriana Araújo, que ao avançar para as quartas de final do Mundial de Qinhuangdao, na China, tornou-se a primeira brasileira a participar do primeiro torneio olímpico feminino de boxe na história dos Jogos. Não é pouca coisa, especialmente por se tratar de uma categoria com poucas praticantes e onde o preconceito ainda é muito forte.

Não sei se estes bons resultados irão se traduzir em medalhas em Londres. Mas é inegável que o boxe olímpico brasileiro trilha um caminho certo e que tem tudo para se transformar em importantes vitórias nos próximos anos.

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