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domingo, 8 de abril de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 22:28

Crônica de duas derrotas mais do que esperadas

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Jogadores da seleção brasileira de handebol festejam a vitória sobre a Macedônia, no Pré-Olímpico da Suécia. Mas ficaram sem a vaga em Londres

A foto que abre este post registra o momento de alegria dos jogadores da seleção brasileira masculina de handebol, após derrotarem a Macedônia, neste domingo, por 28 a 27, no encerramento do Pré-Olímpico de Gotemburgo, na Suécia. Detalhe é que foi a chamada vitória inútil, pois o Brasil já estava sem chance de classificação para as Olimpíadas de Londres 2012, após a derrota ocorrida um dia antes, para a Hungria.

Ainda neste domingo, do outro lado do mundo, a seleção masculina de polo aquático encerrava sua participação no Pré-Olímpico de Edmonton (Canadá) com uma derrota para a Turquia por 16 a 12 e terminando a competição em oitavo lugar. A chance de vaga olímpica já tinha ido para o vinagre dois dias antes, quando o Brasil levou uma surra da Romênia por 19 a 8.

Sem querer bancar o sabichão, sou obrigado a dizer que estes resultados já tinham sido previstos neste blog. Mas isso não chega a ser nenhum mérito, muito pelo contrário. Há tempos que prever fracassos em algumas modalidades olímpicas brasileiras é uma tarefa das mais fáceis. A diferença é que não há mais a velha desculpa, muito comum 20 ou 25 anos atrás, da falta de dinheiro e apoio do governo.

Nunca se investiu tanto no esporte olímpico brasileiro como nos últimos quatro anos. Mais de R$ 200 milhões no último ciclo olímpico, para ser mais específico. Porém, ainda esbarramos nos antigos problemas da falta de melhor material humano, experiência em competições internacionais e de melhores treinadores, a despeito de existir uma importação cada vez maior de técnicos estrangeiros, em todas as modalidades.

O que existe, me parece, é uma aplicação errada do dinheiro público proveniente das verbas da Lei Agnelo/Piva, sem falar nos velhos problemas estruturais do esporte brasileiro, onde nada se investe na formação de talentos e busca-se resultados às vezes sem qualquer preparo. De repente, por causa de talentos esporádicos, pode-se até conquistar uma coisa aqui, outra ali, mas isso está longe de ser a regra.

Enquanto esta realidade não mudar, continuaremos a festejar isoladas vitórias que nada valem, e ver os adversários comemorando classificações  para as Olimpíadas.

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