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Arquivo de março, 2012

sexta-feira, 30 de março de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 20:12

Valores investidos no ciclo olímpico não justificam previsão do COB para Londres

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O superintendente do COB, Marcus Vinícius Freire, diz que o Brasil deve repetir em Londres 2012, em termos de resultados, o que fez em Pequim 2008

Um ciclo olímpico corresponde a um período de quatro anos, que começa no ano subsequente a uma edição dos Jogos e termina na edição seguinte do evento. Você, caro(a) internauta, sabe quanto foi investido, apenas com as verbas provenientes da Lei Agnelo/Piva, que destina 2% do que é arrecadado nas loterias brasileiras, nas confederações esportivas olímpicas do Brasil? A bagatela de R$ 207,4 milhões.

Só que para o COB (Comitê Olímpico Brasileiro), a previsão de resultados da delegação brasileira nas Olimpíadas de Londres 2012 deverá ser igual ao de Pequim 2008, ou seja 15 medalhas.

Além de mim, mais alguém aí acha que há algo errado neste discurso conservador?

Nesta semana, o COB reuniu a imprensa para detalhar os planos de ação da entidade para Londres. Perguntados a respeito de expectativa de resultados nos Jogos, que começarão no dia 27 de julho, tanto o presidente da entidade, Carlos Arthur Nuzman, quanto o superintendente executivo, Marcus Vinícius Freire, foram categóricos: a meta em terras britânicas será repetir o que foi feito quatro anos atrás, em Pequim 2008. Os dois dirigentes não especificaram qual a cor destas medalhas. Vale lembrar que na China foram conquistadas três de ouro.

A justificativa para esta previsão conservadora é que o olhar do COB, em busca de resultados mais importantes e que demonstrem a possível alteração de status olímpico brasileiro, está voltado quatro anos à frente, ou seja, nos Jogos do Rio 2016. Segundo Freire, o problema é que “faltou tempo” para que o foco fosse centralizado neste ciclo  olímpico, lembrando de dois grandes eventos, o Pan 2007, no Rio, e a campanha para ganhar a sede dos Jogos de 2016, finalizada em outubro de 2009.

O dirigente do COB tem alguma razão, mas até a página 3, como dizem por aí.

Em primeiro lugar, não me parece correto colocar nesta conta a organização do Pan 2007 (com todos os problemas, atrasos, orçamentos estourados e não aprovados pelo TCU etc), especialmente por se tratar de um ciclo olímpico anterior, que pertencia aos Jogos de Pequim.

E por mais que o foco principal da entidade estivesse voltado para a dura missão de conquistar a sede das Olimpíadas de 2016, fico pensando como não foi possível destinar dentro do COB parte desta energia para criar um mecanismo de cobrança de resultados das confederações, e não meramente ficar no papel de distribuidor de verbas públicas.

Mais de R$ 200 milhões de reais (no mínimo) investidos em um ciclo olímpico é algo que ninguém poderia jamais imaginar ocorrendo no Brasil. Mas tanto dinheiro também necessita ser justificado. E pelo que o COB já adiantou, evolução de resultados só poderá ser cobrada daqui a quatro anos, quando a entidade espera ver o Brasil entre os dez primeiros no quadro de medalhas.

Desculpem, mas com todo este dinheiro público investido, esta cobrança tem que começar agora mesmo.

Confira abaixo qual foi o investimento, ano a ano, neste ciclo olímpico, das verbas da lei Agnelo/Piva:

2012 – R$ 60,9 milhões (+ R$ 15,3 milhões Fundo Olímpico)/ Total arrecadação da loterias prevista: R$ 145 milhões
2011 – R$ 68,8 milhões (+ R$ 14 milhões Fundo Olímpico)/ Total arrecadação prevista das loterias: R$ 130 milhões
2010 – R$ 45,7 milhões (+ R$ 15 milhões Fundo Olímpico)/ Total arrecadação das loterias: R$ 142,7 milhões
2009 – R$ 32,07 milhões (+ R$ 18,7 milhões Fundo Olímpico)/Total arrecadação das loterias: R$ 113,4 milhões

Obs 1: O total arrecadado da Lei Piva de 2011 ainda depende de confirmação, após publicação do balanço do COB; o de 2012 é uma previsão

Obs 2: O Fundo Olímpico é formado a partir de uma parcela dos recursos que o COB recebe da Lei Agnelo/Piva e é destinado a atender projetos especiais apresentados por todas as confederações, cujos valores não couberem no orçamento anual aprovado pelo COB para cada Confederação, ou no orçamento disponível de outras fontes de recursos da Confederação.

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quarta-feira, 28 de março de 2012 Olimpíadas, Seleção brasileira | 23:35

Brasileiros farão aclimatação em dez países antes de Londres

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Foto com ilustração da piscina do Crystal Palace, que será o CT brasileiro em Londres

Nesta quarta-feira, o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) detalhou os planos da preparação do Brasil para as Olimpíadas de Londres 2012. Plano bastante minucioso e repleto de detalhes, pelo que foi visto na apresentação do superintendente executivo da entidade, Marcus Vinícius Freire. O cartola, por sinal, fez questão de não criar expectativa para resultados extraordinários em Londres, dizendo inclusive que espera um número total de medalhas idêntico ao de Pequim 2008 (15 no total).

Mas a principal novidade na apresentação do dirigente foi a confirmação dos locais de aclimatação de algumas modalidades, antes da abertura oficial dos jogos, dia 27 de julho. No total, os atletas brasileiros passarão por 10 países antes de entrarem na Vila Olímpica de Londres.

Confira abaixo o local de aclimatação de algumas modalidades, já definido pelo COB (lembrando que em Londres, a delegação brasileira contará com um centro de treinamento exclusivo, em Crystal Palace):

  • Judô e boxe – Sheffield (Inglaterra)
  • Ginástica artística feminina – Ipswich (Inglaterra)
  • Ginástica artística masculina – Ghent (Bélgica)
  • Basquete – EUA (cidade a definir) e Europa (país a definir)
  • Handebol feminino – Holanda (cidade a definir)
  • Atletismo/saltos verticais – Fórnia (Itália); saltos horizontais – Madri (Espanha)
  • Triatlo – Portugal (cidade a definir)
  • Pentatlo moderno – Itália (cidade a definir)
  • Tiro esportivo – França (cidade a definir)
  • Taekwondo – Croácia (cidade a definir)
  • Vôlei masculino – França (cidade a definir)
  • Tênis de mesa – França (cidade a definir)
  • Hipismo adestramento – Alemanha (cidade a definir)
  • Hipismo saltos – Bélgica (cidade a definir)
  • Esgrima – Itália (cidade a definir)
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terça-feira, 27 de março de 2012 Olimpíadas, Seleção brasileira | 23:07

Handebol feminino merece um olhar mais atento

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A armadora brasileira Duda foi o principal destaque no empate de 25 a 25 diante da Noruega

O fato passou meio despercebido neste final de semana, com tantos pré-olímpicos sendo disputados por aí, mas ainda merece ser destacado. A seleção brasileira feminina de handebol cumpriu uma série de três amistosos preparatórios para as Olimpíadas de Londres 2012. A vitória sobre a pouco experiente seleção da Grã-Bretanha, por 30 a 18, nem merece ser tão festejada assim. As britânicas só estão nos Jogos por ser o país-sede, não tem tradição alguma no handebol.

Em compensação, é necessário dedicar um olhar mais atento aos dois empates obtidos diante da Noruega, simplesmente a atual campeã mundial da modalidade, título obtido no recente torneio realizado em dezembro de 2011, no Brasil.

No primeiro jogo, na última quinta (22), houve um empate em 29 gols. No sábado, atuando nas instalações do Olympic Park, mesmo local que receberá as partidas nas Olimpíadas, as brasileiras arrancaram novo empate, desta vez por 25 a 25, depois de estarem perdendo por quatro gols de diferença no final da etapa final.

Sem pachequismo – e quem me conhece sabe o quanto este traço do torcedor brasileiro padrão me irrita -, é preciso admitir que algo muito positivo vem ocorrendo com a seleção feminina de handebol, sob o comando do sério e competente dinamarquês Morten Soubak. A participação no Mundial do Brasil, quando terminou em quinto lugar, poderia até iludir, não fossem vitórias históricas sobre França e a Rússia.

Agora, com estes dois empates diante da atual campeã mundial (e também última campeã olímpica, em Pequim 2008, é bom ressaltar), é preciso que se olhe o handebol feminino com mais atenção. Para mim, a coisa está longe de ser somente uma feliz conjunção de astros e estrelas. Alguma coisa boa pode estar pintando por aí. De repente, até mesmo em Londres 2012.

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segunda-feira, 26 de março de 2012 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 09:00

Luta olímpica brasileira numa sinuca de bico

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Joice Silva ficou com a medalha de bronze na categoria 48 kg

Normalmente, ganhar quatro medalhas de bronze em um pan-americano de lutas olímpicas seria uma boa notícia para qualquer seleção brasileira. Mas o resultado teve um gosto de pão embolorado na boca dos integrantes da equipe nacional que participou do do último Pré-Olímpico de luta olímpica. Apesar do pódio, nenhum dos dez lutadores do Brasil atingiu o principal objetivo, que era o de conseguir uma vaga nas Olimpíadas de Londres 2012.

Pior do que não conseguir melhorar seu saldo negativo na história olímpica das lutas – até hoje, somente quatro brasileiros participaram de três edições dos Jogos – é saber que para o Brasil conseguir emplacar alguém nas próximas Olimpíadas, será preciso obter esta vaga em um dos dois próximos Pré-Olímpicos mundiais, marcados para Taiyuan, na China (entre os dias 27 e 29 de abril) e Helsinque, na Finlândia (entre 4 e 6 de maio).

E justamente aí que se concentra a maior parte do problema. Como serão as duas últimas competições classificatórias para Londres, terá poucas vagas em disputa. E se já foi impossível para os brasileiros superar rivais latino-americanos no torneio realizado em Orlando, o que dirá numa competição de nível próximo a um Campeonato Mundial…

Sei não, mas pelo jeito o saldo brasileiro continuará negativo em Londres.

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domingo, 25 de março de 2012 Almanaque, Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 19:38

Mulheres do remo brasileiro serão maioria em Londres 2012

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Fabiana Beltrame e Luana Bartholo participam da regata que rendeu a vaga olímpica em Londres

Tudo bem que ainda resta a regata pré-olímpica mundial, prevista para acontecer entre 20 e 23 de maio em Lucerne (Suíça), mas é praticamente certo que pela primeira vez na história olímpica da modalidade, as mulheres serão maioria na delegação do remo do Brasil nos Jogos de Londres 2012.

A constatação desta superioridade numérica ocorre justamente diante dos resultados ocorridos no Pré-Olímpico Latino-Americano de Tigre (Argentina), onde neste domingo três “meninas superpoderosas” do remo nacional carimbaram o passaporte olímpico: no double skiff light, Fabiana Beltrame (campeã mundial em 2011 no single skiff light, prova não olímpica) e Luana Bartholo; eno single skiff, com Kissya Cataldo.

Confira a lista completa de atletas brasileiros classificados para os Jogos de Londres

Somado às três, aparece Anderson Nocetti, que garantiu sua classificação no single skiff no último sábado (quarta olimpíada consecutiva, é bom lembrar), como solitário representante masculino do remo brasileiro em Londres, ao menos por enquanto.

Ainda não se sabe exatamente quantos barcos a CBR (Confederação Brasileira de Remo) enviará à Lucerne, mas se somente participar o double skiff light que esteve em Tigre, formado por Diogo Nazário e Emanuel Borges, será bem complicado aumentar a cota masculina do remo em Londres. Na Argentina, o barco brasileiro ficou em sexto e último lugar na final. Em Lucerne, estarão classificados para os Jogos somente os dois primeiros nesta prova.

O remo brasileiro disputa os Jogos Olímpicos desde a estreia participação brasileira na competição, em 1920, na Antuérpia (Bélgica). Ao todo, 120 atletas (sem contar os quatro classificados deste final de semana) estiveram representando o remo do Brasil nas Olimpíadas, com exceção de duas edições: Tóquio 1964 e Los Angeles 1984.

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sábado, 24 de março de 2012 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 15:20

Nocetti garante vaga em Londres e faz a quadra olímpica

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Anderson Nocetti comemora a classificação para sua quarta Olimpíada

O catarinense Anderson Nocetti conseguiu um feito que poucos atletas brasileiros podem ostentar. Neste sábado, ao se classificar para a final do single skiff no Pré-Olímpico Latino-Americano de Tigre (Argentina), Nocetti assegurou sua vaga nas Olimpíadas de Londres 2012. Será a quarta olimpíada seguida de Nocetti, sem dúvida uma conquista digna de comemoração, ainda mais para um esporte que está muito longe de ser popular no Brasil, como o remo.

Confira tudo sobre as Olimpíadas de Londres 2012 no iG Esporte

A trajetória olímpica de Nocetti começou em Sydney 2000, tendo em seguida participado de Atenas 2004 e Pequim 2008. Em termos de resultado, contudo, jamais passou da Final C e sua melhor colocação geral foi um 13º lugar, em Atenas. Aos 38 anos, já veterano, provavelmente voltará a fazer figuração nos Jogos de Londres.

Neste domingo, mais brasileiros poderão assegurar clasasificação para as Olimpíadas. É o caso de Fabiana Beltrame e Luana Bartholo, na final do skiff duplo light feminino (os três primeiros garantem classificação); Kyssia Cataldo, na final do single skiff feminino (os cinco primeiros vão a Londres); e Diogo Nazário e Emanuel Borges, na decisão do skiff duplo light masculino (os três primeiros colocados irão aos Jogos Olímpicos).

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quinta-feira, 22 de março de 2012 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 19:04

Brasil busca vaga olímpica nas lutas e tenta diminuir saldo negativo da modalidade

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No Pan-Americano de Guadalajara, Aline Ferreira ficou com o bronze na categoria 72 kg

Não é segredo para ninguém que a tradição do Brasil nas lutas olímpícas é pífia. Embora a modalidade seja uma das mais tradicionais do programa olímpica, apenas quatro brasileiros (três homens e uma mulher) participaram das Olimpíadas: Seul 1988, Atenas 2004 e Pequim 2008. Para tentar diminuir um pouco este saldo negativo, a seleção brasileira da modalidade participa, a partir desta sexta-feira, do Torneio Pré-Olímpico Pan-Americano, na cidade de Orlando (EUA).

No total, serão 10 brasileiros competindo nas categorias livre (masculina e feminina) e greco-romana (apenas masculina), justamente a modalidade que abrirá a competição nesta sexta-feira. No sábado, acontecerá a disputa da luta livre feminina e no domingo, no encerramento do Pré-Olímpico, haverá a luta livre masculina. Ao todo, estarão em jogo 36 vagas para os Jogos de Londres,  sendo que os dois primeiros de cada categoria por peso carimbam o passaporte.

A equipe brasileira em Orlando será formada por Diego Romanelli (60 Kg), Ângelo Moreira (66 Kg) e Davi Albino (96 Kg), na greco romana;  Susana Almeida (48 Kg), Joice Silva (55 Kg), Dailane Gomes (63 Kg) e Aline Ferreira (72 Kg), na livre feminino; e Daniel Malvino (74 Kg), Adrian Jaoude (84 Kg) e Antoine Jaoude (120 Kg) na livre masculino. Destes, o único que já tem experiência olímpica é Antoine Jaoude, que disputou os Jogos de Atenas.

No feminino, as maiores chances estão com Aline Ferreira, que foi medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara.  Joice Silva foi bronze em sua categoria no Pan mexicano.

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terça-feira, 20 de março de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Vídeos | 21:19

Documentário serve de alerta para Londres 2012 e Rio 2016

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Visão geral do Parque Olímpico de Londres em janeiro, ainda em obras

Uma forma diferente de se encarar os Jogos Olímpicos. Esta foi a sensação que tive ao assistir o documentário “London, 1 year to go”, de Kleber Mazziero e produzido pela ESPM-SP (Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo). Disponível no YouTube e dividido em cinco blocos, este interessante documentário tem como maior mérito, ao meu ver, desmistificar um pouco a realização das Olimpíadas de Londres, que começarão no próximo dia 27 de julho. E serve como importante ensinamento para o show de pachequismo explícito que teremos daqui a quatro anos, com a realização dos Jogos do Rio, em 2016.

Em julho de 2011, quando faltava um ano para a abertura das Olimpíadas, a equipe do documentário chegou a Londres com a ideia de mostrar a cidade, entrevistar autoridades e responsáveis pela organização do evento. E dos cinco blocos , o que me chamou mais a atenção foi justamente o primeiro, quando o diretor Mazziero contou como mudou a concepção do roteiro do documentário, ao ser impedido de filmar uma das principais estações de metrô de Londres lotada, com enormes filas para o atendimento na compra dos bilhetes.

Ao explicar para o supervisor da estação que estava fazendo um documentário para mostrar como a cidade de Londres estava se preparando para receber os Jogos, recebeu a resposta que caiu como uma pedra em sua cabeça: para mostrar Londres, ele não precisaria mostrar as entranhas da cidade, disse o supervisor. Esta atitude, para Maziero, partindo de um funcionário público, já colocava sob suspeita a própria veracidade dos números divulgados pelos organizadores britânicos.

Se isso ocorre em Londres, o que esperar no Rio, daqui a quatro anos, com autoridades (como as do Brasil, de um modo geral) cujo histórico de maquiar os problemas mais sérios é prá lá de conhecido.

O trecho mais importante ocorre a partir de 1min10s desta primeira parte do documentário. Confira abaixo:

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segunda-feira, 19 de março de 2012 Olimpíadas, Uniformes | 23:38

Veja os uniformes dos 'carregadores da tocha' de Londres 2012

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Alguns dos "carregadores da tocha olímpica" exibem os uniformes que usarão durante o revezamento

No dia em que anunciou o roteiro oficial do trajeto do revezamento da tocha olímpica de Londres 2012, os organizadores também divulgaram qual será o uniforme que os cerca de 8.000 ingleses que transportarão a chama olímpica utilizarão no evento.

Os ‘carregadores da tocha’ usarão um uniforme basicamente branco, criado pela Adidas, com detalhes em cor dourada, acentuando a energia do fogo olímpico no ombro e no pescoço. Fragmentos de ouro estão localizados na região do cotovelo, criando um efeito especial para quem estiver assistindo o evento.

O percurso total do revezamento da tocha olímpica, que começa em 19 de maio, será de 12.875 km, englobando Grã-Bretanha e Irlanda.

Veja com mais detalhes os uniformes dos “carregadores da tocha”:

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domingo, 18 de março de 2012 Histórias do esporte, Ídolos, Olimpíadas, Pré-Olímpico | 14:21

O feito de Pistorius e a história que se repete em Londres

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O húngaro Karoly Takacs, duas vezes campeão olímpico, mesmo tendo uma mão amputada

Ainda na sequência do notável feito obtido neste sábado pelo sul-africano Oscar Pistorius – que obteve índice nos 400 m para disputar as Olimpíadas de Londres 2012 – vale destacar uma incrível coincidência que só o esporte é capaz de nos proporcionar.

Pistorius, que foi o primeiro atleta biamputado a disputar o Campeonato Mundial de Atletismo, em Daegu (Coreia do Sul), no ano passado, ainda depende de uma confirmação da federação sul-africana de atletismo para ter sua participação confirmada em Londres. Mesmo sendo um feito impressionante caso sua participação seja confirmada, Oscar Pistorius não será o primeiro atleta com deficiência física a disputar uma edição de Jogos Olímpicos.

Coincidentemente, a mesma Londres assistiu, na edição das Olimpíadas de 1948, um atleta hoje chamado de paralímpico disputar os Jogos. O húngaro Karoly Takacs, primeiro bicampeão olímpico na modalidade tiro rápido 25 metros, perdeu a mão direita, que foi decepada após a explosão de uma granada, durante a 2ª Guerra Mundial, quando integrava o exército húngaro.

Takacs, que era sargento, fez parte da equipe de seu país que foi campeã mundial em 1938. Pouco tempo depois, ocorreu o acidente. Imaginava-se que ele abandonaria o esporte, mas aconteceu justamente o contrário. Dedicou-se a aprender a atirar com a mão direita e o fez tão bem que, dez anos depois, integrou a equipe húngara de tiro em Londres. E saiu de lá com uma medalha de ouro. Feito repetido nos Jogos de Helsinque, em 1952.

O sargento húngaro que só tinha uma mão ainda disputou os Jogos de Melbourne, em 1956, mas saiu de lá sem medalhas. Isso não importa. O fato é que tanto Pistorius e suas pernas de fibra de carbono, quanto Takacs que ganhou dois ouros com apenas uma mão, merecem entrar na história dos heróis olímpicos.

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