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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 17:45

Pré-Olímpico só serve de aprendizado para hóquei brasileiro

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A seleção masculina do Brasil se prepara para as Olimpíadas de 2016

Modalidade sem tradição alguma e com pouquíssimos praticantes no Brasil, o hóquei na grama tem feito um trabalho intenso de treinamento com as seleções masculina e feminina, de olho na participação nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, quando o país terá vaga garantida, por ser o anfitrião dos Jogos. Trata-se de uma estratégia correta para evitar um vexame daqui a quatro anos, diante da torcida brasileira (coisa que por sinal aconteceu no Pan do Rio, em 2007). Mas nesta segunda-feira a CBHG (Confederação Brasileira de Hóquei sobre Grama e Indoor) recebeu a notícia de que terá a chance de disputar uma vaga para as Olimpíadas de Londres 2012!

Veja também: O calendário pré-olímpico do Brasil em 2012

Como Cuba desistiu de participar de um dos Pré-Olímpicos mundiais masculinos da modalidade, a FIH (Federação Internacional de Hóquei) convidou a seleção brasileira para completar o torneio de Kakamigahara, no Japão, que será realizado entre 25 de abril e 6 de maio. Lá, a equipe terá como adversários as seleções do Japão, China, Áustria, República Tcheca e África do Sul. Apenas o campeão terá presença assegurada em Londres 2012.

Bom, agora vamos ao que interessa. Sobre a participação do Brasil, acho perfeito. O time só irá adquirir experiência internacional para poder encarar as grandes potências do hóquei na grama mundial sem risco de se tornar uma piada mundial desta forma, jogando competições de alto nível. Mas ao contrário do que o comunicado oficial da CBHG  estampou pachecamente logo na primeira linha – “O sonho olímpico pode estar próximo” -, é preciso encarar este convite como uma aula prática. Somente isso.

Leia também: Veja os atletas brasileiros classificados para as Olimpíadas de Londres 2012

Neste Pré-Olímpico, o Brasil terminará provavelmente na última colocação e a grande vitória será perder pelo menor número possível de gols em relação aos demais rivais. Vale lembrar que o time nem conseguiu se classificar para os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara 2011 e no Pan do Rio,  em 2007, perdeu as cinco partidas que disputou, marcando somente um gol e sofrendo 57. A campanha foi tão bizarra que o Brasil conseguiu perder por 8 a 0 para Antilhas Holandesas.

Mas até 2016 ainda há tempo para aprender e evitar que campanhas pífias como esta possam se repetir. Ao mesmo tempo, que seja feito um trabalho forte no desenvolvimento no hóquei de grama no Brasil, não apenas preocupado em evitar um vexame internacional nas Olimpíadas de 2016.

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