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sábado, 7 de janeiro de 2012 Almanaque, Olimpíadas | 08:01

Advogado faz o Haiti sonhar com medalha em Londres

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O haitiano Samyr Laine sonha em dar uma medalha ao Haiti em Londres 2012

Você sabe quantas medalhas o Haiti, um dos países mais miseráveis do mundo, conquistou na história dos Jogos Olímpicos? Duas míseras medalhinhas, uma de prata em Amsterdã-1928 e uma de bronze em Paris-1924. Este jejum olímpico, contudo, não é nada comparado ao dramático estado de desolação que assola o país, especialmente após o terrível terremoto de 2010.

Mas se nada indica que a situação na pequena ilha da América Central irá mudar em curto prazo, há uma pequena esperança de que pelo menos uma medalha olímpica volte a ser conquistada pelo país nos Jogos de Londres 2012. E o responsável por alimentar este sonho é o advogado Samyr Laine, de 27 anos, que compete no salto triplo.

Filho de pais haitianos e criado em Nova York, Laine poderia perfeitamente ter optado pela cidadania americana quando começou a participar de competições, nas Universidades de Harvard e do Texas, onde cursava direito. Mas preferiu defender a terra natal dos pais. “Eu me sinto como um embaixador do Haiti. Usar aquele uniforme azul e vermelho é algo que faço com muito prazer”, disse Laine à BBC.

Por enquanto, a melhor coisa que Samyr Laine tem feito dentro das pistas é a parte de relações públicas. No último Campeonato Mundial de Daegu, na Coreia do Sul, Laine ficou apenas em 10º lugar, saltando 16,38 m. Nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, melhorou somente um centímetro e ficou em um modesto quinto lugar. Resultados muito distantes dos 17m39 alcançados em uma prova em Bogotá (Colômbia), em 2009.

O currículo modesto não impede o haitiano de sonhar com um bom resultado nas Olimpíadas de Londres. “Sinto que tenho condições de fazer algum barulho por lá. Não importa se for como finalista, terminando entre os cinco primeiros ou saltando o mais longe que puder, suficiente para chamar a atenção de todos. Sinto que Londres será marcante para a história do atletismo do Haiti”, explicou Laine à BBC.

Sonhar, definitivamente, não faz mal a ninguém.

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3 comentários | Comentar

  1. 53 Oscar walter anderson filho 07/01/2012 18:59

    Samyr Laine, vai meu filho! Isso aí é para humano, e você é! Muitos menos já conseguiram o máximo! Porque você não?

  2. 52 COUTINHO 07/01/2012 15:45

    Eu participei da MINUSTAH – Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti em 2006. Pude presenciar o sofrimento daquele povo e também a esperança em cada olhar.

    Agora vendo SAMYR LAINE defendendo as cores daquele país fico muito contente, pois ainda h[a esperança de que algo a mais possa ser feito pelo Haiti.

    Boa sorte nas olimpiadas e que o Haiti seja relembrado e ajudado novamente.

  3. 51 Jean Philippe Tassy 07/01/2012 11:15

    Sou haitiano e moro há 43 anos no Brasil, me apaixonei por esta terra mas sei exatamente o que se passa no coração deste haitiano. Mesmo que o nosso “Haiti chéri” tenha enormes problemas(outros países, principalmene na Africa,também passam por isto) a nossa história de independência(fomos os primeiros a serem independents na América) e a alegria do nosso povo, nos fazem bater no peito e dizer: TENHO ORGULHO DE SER HAITIANO, POR MAIS QUE AS PESSOAS GOSTASSEM QUE EU TIVESSE VERGONHA!

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