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Arquivo de janeiro, 2012

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 15:00

E o Brasil, acredite, já é considerado uma “potência esportiva”

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Cesar Cielo exibe a medalha de ouro nos 50m livre do Mundial de Xangai

A notícia chega a ser surpreendente, dada à nossa habitual monocultura esportiva, onde só o futebol costuma ser lembrado como um exemplo de sucesso internacional: dados organizados pela agência de marketing esportivo HS&E (Havas Sports & Entertainment) apontam o Brasil como uma das 20 maiores potências esportivas do mundo.

O resultado causa surpresa porque historicamente o desempenho brasileiro nos esportes olímpicos ainda é modesto, embora esta situação esteja mudando nos últimos 16 anos, mas especificamente desde as Olimpíadas de Atlanta 1996. O estudo da HS&E, chamado “Nations os Sports”, é realizado desde 2005 e avalia anualmente o desempenho de 119 países que tenham conquistado ao menos uma medalha (ouro, prata ou bronze) em esportes olímpicos, automobilísticos ou modalidades reconhecidas pelo COI (Comitê Olímpico Internacional).

No levantamento que foi divulgado em janeiro, referente ao desempenho no ano de 2011, o Brasil aparece pela primeira vez entre as 20 principais nações esportivas do planeta, ocupando a 17ª posição, com 27 ouros, 19 pratas e 29 bronzes, em todas as competições internacionais realizadas na última temporada. Em 2010, o Brasil aparecia em 26º lugar, ganhando, portanto, nove posições no ranking. Levando-se em conta somente as competições olímpicas realizadas em 2011, com objetivo de preparação para as Olimpíadas de Londres 2012, o desempenho brasileiro foi ainda melhor: 13º lugar, com 15 ouros, oito pratas e 11 bronzes (total de 34). Ficou à frente, inclusive, de outros países com mais tradição olímpica, como Espanha (14º) e Canadá (17º).

“O fato de o Brasil ter sido escolhido para sediar as Olimpíadas de 2016 é um dos motivos deste crescimento. Com a proximidade do evento, os esportes olímpicos ganham maior destaque e investimento. Além disso, os atletas apresentam motivação extra para ter um grande desempenho em casa”, afirma Eduardo Corch, diretor da HS&E.

E o grande responsável por este “salto de qualidade” do Brasil na pesquisa da HS&E foi o desempenho da natação, com 14 medalhas (oito de ouro, uma de prata e cinco de bronze), sendo que seis destas medalhas foram conquistadas somente por Cesar Cielo, grande favorito a conquistar ao menos uma medalha de ouro nas Olimpíadas de Londres 2012.

Agora, tirando o fato de que é impossível discutir contra números, faço uma provocação ao título de meu próprio post, e convido todos a uma sincera reflexão: analisando mais profundamente a realidade do esporte brasileiro, que costuma viver de esporádicos exemplos de gênios esportivos (como é Cielo, como foi Guga, Juliana/Larissa, Rodrigo Pessoa etc), será que podemos mesmo chamar o Brasil de “potência esportiva”? Dá pra falar em potência esportiva vendo tantos exemplos de confederações mal administradas neste país e que mal realizam o básico na política de descobrimento de novos talentos?

Sinceramente, o caminho do Brasil para chegar até lá ainda é muito longo.

Confira abaixo os 20 primeiros colocados no estudo da HS&E, levando-se em conta apenas as competições olímpicas de 2011:

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Almanaque, Olimpíadas | 08:22

Os cartazes olímpicos (4)

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IV Jogos Olímpicos – Londres (Ing)

Período de disputa: 27/4 a 31/10/1908
Países participantes: 22
Modalidades esportivas disputadas: 25
Total de atletas: 2008

Quadro final de medalhas (cinco primeiros colocados):


Obs: O Brasil não participou dos Jogos

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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012 Olimpíadas, Paraolimpíadas | 21:32

Os impressionantes números da Vila Olímpica de Londres 2012

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A Vila Olímpica de Londres está quase pronta para receber os 16 mil atletas

Que os britânicos costumam ser irritantemente organizados, isso todo mundo já está careca de saber. Mas beira o absurdo o nível de detalhamento do comitê organizador dos Jogos de Londres 2012, que nesta sexta-feira,  dia exato que marca seis meses para a abertura das Olimpíadas, divulgou uma série de números a respeito da estrutura disponível na Vila Olímpica durante a competição.

Para quem curte “numeralha”, é um prato cheio:

1) A Vila Olímpica será capaz de receber 16 mil atletas e oficiais de todos os países durante os Jogos Olímpicos, e 6.200 atletas e mais de 1.000 árbitros durante os Jogos Paraolímpicos de 2012;

2) Serão instalados na Vila Olímpica 16 mil leitos, 64 mil jogos de lençóis e 21 mil travesseiros;

3) No total, serão colocados nos quartos 9.000 armários e 170 mil cabides;

4) As habitações terão 11 mil sofás, 5 mil caixas e 5 mil escovas de banheiro;

5) Todos os apartamentos terão à disposição um aparelho de televisão e serviço de internet gratuita wi-fi;

6) Está sendo construído um restaurante com capacidade de 5 mil assentos, que ao lado do Village Plaza Cafe, será responsável em preparar 60 mil refeições diárias;

7) O cardápio incluirá alimentos de origem sustentável provenientes do mundo inteiro, entre eles 25 mil pães, 232 toneladas de batata, 75 mil litros de leite e mais de 330 toneladas de frutas e legumes;

Como parte do Legado Olímpico, os organizadores dos Jogos prometem deixar à população um total de 2.818 novas residências divididas em 11 lotes individuais, criando um novo bairro que será chamado de East Village.

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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012 Olimpíadas, Vídeos | 18:04

Veja com foi erguido o Estádio Olímpico de Londres

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Uma obra que demorou cerca de cinco anos e meio para ficar pronta, desde a sua fase de licitação até o término da pista de atletismo e da colocação das torres de iluminação. O Estádio Olímpico de Londres, principal obra para os Jogos de 2012 – e que é objeto de disputa entre clubes ingleses interessados em arrendá-lo após as Olimpíadas – teve sua construção cuidadosamente registrada.

Durante o dia a dia das obras, câmeras instaladas pelo comitê organizador dos Jogos filmaram cada tijolo sendo colocado. Agora, foi preparado um vídeo, de pouco menos de dois minutos de duração, em velocidade acelerada, mostrando todos os passos do nascimento do palco que receberá a chama olímpica, a partir do dia 27 de julho.

Confira:

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terça-feira, 24 de janeiro de 2012 Ídolos, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 21:49

Daniele Hypólito e o dilema dos atletas que querem curtir a vida

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Daniele Hypólito foi pega sem sua carteira de habilitação

Atleta também é gente. Mais do que óbvia, a frase anterior serve para humanizar aqueles personagens que fazem a alegria de torcedores, seja em um campo de futebol, numa piscina, numa pista de atletismo, numa quadra de basquete ou de vôlei.

Acredito, portanto, que todo mundo é livre para fazer o que quiser, desde que isso não implique em prejuízo a terceiros. Cada um tem que ser totalmente livre para curtir a vida na hora de folga, desde que esteja pronto para assumir as consequências de seus atos. Por isso, longe de defender um discurso moralista, entendo que a ginasta Daniele Hypólito pisou na bola ao ser flagrada dirigindo sem habilitação durante uma blitz da Lei Seca, na madrugada desta terça-feira, no Rio.

A questão nem é estar guiando um veículo sem habilitação. Todo mundo um dia pode esquecer a carteira em casa, caramba. O problema foi a recusa em fazer o teste do bafômetro, coisa que aliás a lei permite a todos nós. A recusa de Daniele, contudo, dá margem para  imaginarem que a atleta estava numa balada e bebeu um um pouco além da conta. Do contrário, por que não fez o raio do exame?

O grande dilema que Daniele pode estar passando agora, porém, não é uma coisa inédita: como conseguir aproveitar os prazeres da vida, tendo que conciliar com a dura rotina da vida de um atleta? As pessoas talvez não façam ideia das altas doses de sacrifício que um atleta de alta performance precisa se submeter. São baladas deixadas de lado, namoros que ficam em um segundo plano, jantares que são abdicados pelo sonho de um título mundial ou de uma medalha olímpica.

Quando parou de competir, o nadador brasileiro Ricardo Prado, prata nos Jogos de Los Angeles 1984, confessou que não via a hora de ter uma vida normal, cansado de tantas privações.  E quem não se lembra do caso do americano Michael Phelps, que após tornar-se o maior recordista de medalhas em Pequim 2008, teve uma foto sua vazada na internet, curtindo uma balada com, digamos, alguns “cigarros artesanais”?

Como eu disse no começo deste post, atleta é gente, como eu e você. O problema é que nossa vida não é patrulhada a cada besteira que a gente cometa por aí (e podem ter certeza que fazemos muitas besteiras).  Daniele Hypólito errou, mas nem por isso merece ser sacrificada.

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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012 Almanaque, Olimpíadas | 08:30

Os cartazes olímpicos (3)

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III Jogos Olímpicos – St. Louis (EUA)

Período de disputa: 1º/7 a 23/11/1904
Países participantes: 12
Modalidades esportivas disputadas: 19
Total de atletas: 651

Quadro final de medalhas (cinco primeiros colocados):

Obs: O Brasil não participou dos Jogos

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sábado, 21 de janeiro de 2012 Ídolos, Olimpíadas | 09:16

Deu a louca na Etiópia!

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Kenenisa Bekele comemora a medalha de ouro nos 5.000 m em Pequim 2008

Imagine a seguinte cena: vamos supor que num belo dia, Cesar Cielo ou Fabiana Murer acordem com um mau humor daqueles e decidam que não atenderão a uma convocação de suas respectivas confederações para participarem de um período de treinamento em conjunto, ao lado de outros atletas. Como reação, as confederações resolvem simplesmente banir suas estrelas das competições futuras, incluindo neste balaio aí até mesmo Jogos Olímpicos, a menos que eles revejam a decisão de não participar do “camping” de treinamento.

Pois esta situação aparentemente surreal ocorreu de verdade, com algumas das estrelas da equipe de fundistas da Etiópia, uma das grandes forças das corridas de longa distância no atletismo mundial.  Por não atenderem a uma convocação de treinamento feita pela EAF (Federação Etíope de Atletismo), 35 atletas foram banidos por tempo indeterminado das competições. Até mesmo dos Jogos Olímpicos de Londres. E na lista dos punidos estão simplesmente Kenenisa Bekele, campeão olímpico dos 5.000 m e 10.000 m em Pequim 2008, e Tirunesh Dibaba, vencedora nas mesmas distâncias nas últimas Olimpíadas.

Os dirigentes da EFA estão irredutíveis da decisão, que só será revogada se estes atletas decidirem se juntar a outros 200 em um local determinado pela entidade, como forma de preparação para o Mundial indoor de atletismo, marcado para março, em Instambul, e também para Londres 2012. “Temos que avaliar a forma de todos os atletas. Esta atitude é falta de comprometimento”, disse Dube Jilo, diretor-técnico da EFA.

O empresário de Bekele, Jos Hermens, aposta que tudo não passa de pressão da EFA e que os dirigentes irão recuar. Mas não seria estranho imaginar que os dirigentes não voltem atrás nesta decisão aparentemente maluca. No Mundial de Daegu (Coreia do Sul), em 2011, Bekele – que também detém os recordes mundiais e olímpicos dos 5.000 m e 10.000 m – retornou às competições após ficar um ano e meio parado, devido a uma contusão, mas não aguentou o ritmo e abandonou a prova dos 10.000 m após dez voltas.

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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 21:05

O doping burro de Fabíola Molina, parte 2

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Fabíola Molina só poderá voltar a competir em abril. Vaga olímpica ficou mais difícil

E o currículo nada exemplar do esporte brasileiro em relação ao doping já dá o ar da graça em 2012, com a notícia da suspensão da nadadora Fabíola Molina, que nesta quinta-feira pegou seis meses de gancho após julgamento da CAS (Corte Arbitral do Esporte). O caso era referente ao exame positivo da nadadora, ocorrido em maio de 2011, durante a prova dos 100 m costa realizada na Tentativa de Índice do Mundial de Xangai.

A inspiração para o título deste post veio graças  a um outro publicado na época em que o caso explodiu, quando comentei a grande burrada cometida por Fabíola, uma nadadora experiente, de 36 anos, que por um descuido infantil tomou um suplemento alimentar contaminado e viu seu índice olímpico de Londres 2012 e vaga para o Mundial de Xangai irem para o lixo.

A burrice do doping de Fabíola – que acredito sinceramente não ter tomado o suplemento contaminado com a intenção de obter um ganho esportivo em relação às adversárias – ficou ainda maior com esta  decisão da CAS. Na época, a CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos), em sua política de “passar a mão” na cabeça dos nadadores que lhe interessam, deu uma suspensão bem leve para ela, somente dois meses. Com isso, em julho ela já estava livre para representar o Brasil nos  “incríveis” Jogos Mundiais Militares e também no Pan de Guadalajara.

Veja também: Até quando o doping vai levar a melhor sobre o esporte?

Porém, se tivesse recebido uma pena decente logo de cara, talvez a mesma aplicada no tribunal da Suíça nesta quinta-feira, Fabíola teria ficado de fora dos Jogos Mundiais (não iria perder nada, diga-se de passagem) e do Pan-Americano. Com isso, chegaria em dezembro com sua pena já cumprida e estaria livre para se preparar para buscar a vaga olímpica em Londres nos vários eventos que a CBDA irá promover nos próximos meses.

Agora, como a CAS considerou como data inicial da suspensão a partir de 20 de dezembro de 2011, Fabíola Molina só estará liberada para competir em 20 de abril, quando terá somente duas competições para cravar o índice olímpico: o Troféu Maria Lenk (a partir de 24/4) e a Tentativa Olímpica (em maio).

Foi ou não um doping burro, este da nossa estimada Fabíola Molina?

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terça-feira, 17 de janeiro de 2012 Almanaque, Histórias do esporte, Ídolos, Imprensa, Olimpíadas, Vídeos | 10:37

Relembre como o gênio Muhammad Ali ganhou o ouro olímpico

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Muhammad Ali, então chamado Cassius Clay, no ponto mais alto do pódio em Roma 1960

Maior nome do boxe em todos os tempos, Muhammad Ali, que completa 70 anos nesta terça-feira e cuja brilhante carreira foi relembrada no iG Esporte – onde você pode conferir as grandes frases ditas por Ali, momentos marcantes de sua carreira e imagens de suas principais lutas – também teve seu nome marcado na história dos Jogos Olímpicos.

Para início de conversa, Ali sagrou-se campeão olímpico dos Jogos de Roma 1960 ainda com seu nome de batismo, Cassius Marcellus Clay Jr (ele só adotaria o nome de Muhammad Ali após se converter ao islamismo, em 1964). A outra curiosidade é que Ali não foi campeão atuando como peso pesado, onde imortalizou seu nome na história do boxe. Ele lutou em Roma na categoria meio pesado (com limite de peso até 81 kg).

A campanha olímpica de Ali foi absoluta e sem contestação. Disputou quatro lutas, vencendo três delas por decisão unânime dos jurados e em uma delas obrigou o árbitro a interromper o combate, tamanho o castigo que o jovem americano, então com 18 anos, impunha a seu adversário.

Eis a campanha de Cassius Clay/Muhammad Ali nos Jogos de Roma 1960, na categoria meio pesado:

Primeira rodada

Classificado automaticamente

Segunda rodada

Cassius Clay (EUA) venceu Yvon Becot (BEL) por decisão do árbitro no 2º assalto

Quartas de final

Cassius Clay (EUA) venceu Gennadiy Shatkov (URSS), 5:0

Semifinal

Cassius Clay (EUA) venceu Anthony Madigan (AUS), 5:0

Final

Cassius Clay (EUA) venceu Zbigniew Pietrzykowski (POL), 5:0

Confira as imagens da luta final em que Cassius Clay garantiu sua medalha de ouro em 1960:

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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012 Almanaque, Olimpíadas | 10:17

Os cartazes olímpicos (2)

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II Jogos Olímpicos – Paris (Fra)

Período de disputa: 14/5 a 28/10/1900
Países participantes: 24
Modalidades esportivas disputadas: 20
Total de atletas: 997

Quadro final de medalhas (cinco primeiros colocados):

Obs: O Brasil não participou dos Jogos

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