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sexta-feira, 14 de outubro de 2011 Pan-Americano | 09:06

Um Pan-Americano com cara de Pan. E isso é um elogio

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Operários trabalham firme para acertar os últimos detalhes no parque aquático de Guadalajara

Peço licença para começar este post apelando para o velho chavão, mas finalmente chegou o grande dia. Nesta sexta-feira, a partir das 22h (horário de Brasília), começa de forma oficial a 16ª edição dos Jogos Pan-Americanos, na cidade de Guadalajara, no México. Até que enfim…

E neste momento, a despeito dos enormes problemas que a capital do estado de Jalisco enfrentou – e ainda enfrenta – na preparação do evento, chegou a hora de não concentrar totalmente as atenções nos problemas de organização, nos atrasos das obras ou até mesmo na chuva que castiga a cidade mexicana. Agora, é o momento de festejar a celebração da chamada “Olimpíada das Américas”, com todo o cuidado para não esbarrar na armadilha do ufanismo bobo e sem senso crítico.

O Pan-Americano, por si só, é uma competição bacana, acredite. Claro que perdeu demais de sua importância no cenário esportivo mundial, pois as principais estrelas preferem deixá-lo de lado. O Brasil é uma exceção nesta cartilha e enviará ao México feras como Cesar Cielo (natação), Fabiana Murer e Maurren Maggi (atletismo) e Rodrigo Pessoa (hipismo), apenas para falar de quatro nomes. De modo geral, o Pan-Americano é uma grande oportunidade de preparar novos talentos para as grandes competições internacionais.

Com isso em mente, é possível curtir o Pan sem problemas. O Brasil ganhará um caminhão de medalhas, algumas em modalidades que você só irá acompanhar daqui a quatro anos. E teremos problemas, é claro. Mas no fim de tudo isso, os mexicanos terão feito um esforço monumental para realizar um evento do tamanho para o qual ele foi feito. Um “Pan com cara de Pan”, sem pretensões megalomaníacas ou superinstalações. E será legal.

Bem diferente do que ocorreu quatro anos atrás, quando o Rio de Janeio mudou o padrão dos Jogos Pan-Americanos em 2007, ao realizar uma competição com “padrões olímpicos” (pelo menos essa era a intenção). O motivo óbvio era impressionar pela capacidade de realização e conquistar a sede das Olimpíadas de 2016, como de fato conseguiu.

Mas o custo da conta foi bem alto, como as acusações de superfaturamento nas obras estão à disposição de todos, nos relatórios do TCU. E que estas mesmas pessoas envolvidas na organização do Rio-07 (e que também cuidam dos jogos Olímpicos de 2016) não caiam na armadilha de menosprezar as falhas que certamente ocorrerão em Guadalajara, da mesma forma arrogante que alguns o fizeram em Santo Domingo-03. Este é apenas um Pan-Americano, o que já significa muita coisa, goste-se ou não do evento.

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3 comentários | Comentar

  1. 53 maria rita bezerra melo 01/11/2011 18:51

    o que siguinifica panamericano

  2. 51 Alan 14/10/2011 16:47

    Gosto do Pan e me irritei bastante quando no do RJ as pessoas faziam questão de menosprezar a competição. Lamento não ter transmissão em tv fechada (exclusividade é uma m.) e pretendo me divertir com as lutas (principalmente judô) e outros esportes.

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