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domingo, 25 de setembro de 2011 Isso é Brasil, Mundiais, Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 08:04

Eliminação da ginástica rítmica das Olimpíadas merece reflexão

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Terminou neste sábado o sonho da seleção brasileira de ginástica rítmica em garantir um lugar nas Olimpíadas de Londres, no ano que vem. Ao ficar em 22º (entre 24 participantes) a competição por equipes do Campeonato Mundial da modalidade, em Montpellier (FRA), o Brasil ficou sem qualquer chance de participar dos Jogos de 2012. Isso porque garantiam vaga direta os seis primeiros colocados (a Itália foi a campeã), enquanto outros seis países seguintes asseguravam presença no Pré-Olímpico no ano que vem.

Para piorar, nem mesmo a vaga única por continente para este Pré-Olímpico as meninas brasileiras conseguiram asseguram, pois ficaram atrás do Canadá, melhor equipe das Américas, 17º colocado no Mundial.

Mais do que lamentar o fiasco brasileiro nesta campanha do Mundial, é necessário que se faça uma bela reflexão sobre este resultado. Para isso, vamos trabalhar com um número: o orçamento recebido este ano pela CBG (Confederação Brasileira de Ginástica), com recursos da Lei Agnelo/Piva, provenientes das verbas das loterias, é de R$ 2,8 milhões. Sem contar o valor que a entidade recebe da Caixa Econômica Federal, principal patrocinadora da ginástica brasileira.

Não se sabe o quanto a CBG investe especificamente na preparação da seleção de GRD (ginástica rítmica desportiva). Mas é possível concluir que o dinheiro não está sendo muito bem investido, tomando-se em conta os resultados obtidos.

Só para lembrar, a seleção brasileira só disputou as Olimpíadas de Pequim, em 2008, em razão de um convite da FIG (Federação Internacional de Ginástica), que ficou impressionada com o desempenho da equipe no Pan-Americano do Rio, em 2007, quando ficou com o ouro.

O problema é que não basta um brilhareco aqui ou ali. Com tanto dinheiro investido nos últimos anos, era de se esperar que resultados melhores surgissem. Ou então saber usar melhor o dinheiro para fazer intercâmbios mais eficientes, trazer técnicos do exterior, investir fundo no descobrimento de novos talentos.

Do contrário, ficaremos fazendo reflexões sobre fracassos brasileiros em Mundiais e competições do gênero, nas mais variadas modalidades, entra ano, sai ano.

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3 comentários | Comentar

  1. 53 Alan 28/09/2011 0:23

    Olá Cruz (jornalista que eu respeito o trabalho e eventualmente também aborreço no seu blog… rs). Esse descontrole dos recursos públicos empregados no esporte me chateia porque tenho certeza está premiando gestores incompetentes (para não dizer coisa pior). O dinheiro vai pelo ralo e muitas vezes continuamos vendo o esporte alcançando resultados ruins e sem nenhum progresso.

    Abs nos dois.

  2. 52 José Cruz 27/09/2011 23:16

    Alan, segundo informação da Caixa Econômica Federal, a CBGinástica recebeu R$ 9,5 milhões para o biênio 2011/12. Esse valor acaba sendo por 12 meses, pois a parceria normalmente é de maio a maio, entendes?Vou levantar quanto saiu do MEsporte. Abç e parabéns pelo artigo. José Cruz

  3. Marcelo Laguna 27/09/2011 22:31

    Alan, você não falou besteira não. A maioria absoluta das confederações não sabe administrar o dinheiro que recebem da lei ce incentivo (fora o de patrocínio das estatais, como é o caso da ginástica). O dinheiro é mal empregado por falta absoluta de comptência de gestão. Aí, os resultados não aparecem mesmo!

    Abs

  4. 51 Alan 27/09/2011 18:33

    Laguna, se eu escrever besteiras por favor me corrija. Eu sempre escutei que o esporte brasileiro carecia de investimentos (principalmente do governo) e por isso os resultados não apareciam. Aí veio a Lei Piva e eu percebo que muitas confederações simplesmente não mostram resultados para o investimento feito.
    Não estou falando da babaquice brasileira de só dá valor as medalhas de ouro e desvalorizar boas colocações mesmo em esporte que não temos tradições e sim de não perceber progressos em vários esporte.
    Estão despejando dinheiro público sem cobranças de metas, fiscalização, como se apenas dinheiro resolvesse todos os problemas do nosso esporte.
    Esse Brasil as vezes me desanima.

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