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sexta-feira, 15 de julho de 2011 Isso é Brasil, Olimpíadas, Pan-Americano | 22:24

Rússia leva Mundial de Esportes Aquáticos que Brasil desejava

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Integrantes da delegação da cidade de Kazan comemoram a escolha para o Mundial de 2015

Nesta sexta-feira, a cidade de Kazan, na Rússia, foi escolhida como sede do Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos de 2015. Foi uma grande vitória para esta que é chamada de a “cidade dos esportes” russos, além de mostrar que o maior país da extinta União Soviética vive uma grande fase de conquistas de eventos esportivos: afinal, irá organizar ainda as Olimpíadas de Inverno de 2014, em Sochi, além da Copa do Mundo de 2018.

O que passou despercebido foi um “pequeno” detalhe: este deveria ser o Mundial organizado pelo Brasil!

Em 2010, ainda no clima da conquista do direito de organizar as Olimpíadas de 2016, o presidente da CBDA (Confederação Brasileira de Esportes Aquáticos), Coaracy Nunes, anunciou a intenção de colocar o Brasil como candidato a receber aquele Mundial. “Esta é a competição que nos faltava realizar e é mais um legado da incrível conquista dos Jogos Olímpicos de 2016” dizia Coaracy Nunes em 2010, todo pimpão, lançando a candidatura brasileira.

Eis que um ano depois, vem o presidente da própria Fina (Federação Internacional de Natação), o uruguaio Julio Maglione, e anuncia que o Brasil abriria mão de concorrer, pois o novo Parque Aquático, que será usado nos Jogos de 2016, não ficaria pronto a tempo. E pensar que Coaracy planejava usar este Mundial de 2015 como evento-teste para as Olimpíadas.

Bom, para um país que numa prova oficial vê o atraso de uma prova por conta de um bloco de largada que estava solto, como ocorreu no último Troféu Maria Lenk com o campeão olímpico e mundial Cesar Cielo, nada é surpreendente, certo?

Na mesma eleição, a cidade de Guadalajara, no México, foi escolhida para receber o Mundial de 2017. E provavelmente com as mesmas instalações dos próximos Jogos Pan-Americanos, marcados para outubro.

PS: É bom lembrar que os organizadores dos Jogos do Rio afirmaram que precisarão construir uma nova piscina para as provas de natação, apesar do Parque Aquático Maria Lenk, erguido para o Pan-2007, ser praticamente novo. Mas em Guadalajara isso não será necessário.

Veja também:

>>Guadalajara inaugura centro aquático para o Pan 2011

>>Natação faz aquecimento em alto estilo

>>Troféu Maria Lenk: E o bloco do Cielo estava fora do lugar…

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2 comentários | Comentar

  1. 52 Nicolau Radamés 19/07/2011 15:58

    Ah,que injustiça (rssssssss). Como alguém pode competir com a beleza do Rio? Organização, piscina, hotéis… nada disso é importante diante da praia de Copacabana e seus bueiros voadores…

  2. 51 Filipe Ribeiro 15/07/2011 22:58

    Essa história do Maria Lenk é sempre mal contada. Quando foi construído, o parque cumpria as exigências da FINA, e seria usado do jeitinho que foi projetado nos Jogos de 2016 SE, em 2009, a própria FINA não tivesse mudado a regra e passado a obrigar que os parques fossem cobertos (Roma, sede do Mundial de 2009, foi a última a usar piscinas descobertas). Tanto que no projeto de cidade aspirante (de 2008) não havia uma segunda piscina, que só foi necessária no projeto de cidade candidata (de 2009).

    Não que isso isente os organizadores de projetarem mal, apresentarem orçamentos inexplicavelmente altos ou construirem elefantes brancos, mas, NESTE CASO, não havia nada que pudesse ser feito.

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