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sexta-feira, 17 de junho de 2011 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 18:46

Era uma vez o basquete do Brasil…

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O americano Larry (à esq) e Nezinho: futuros companheiros de seleção?

Antes de mais nada, devo informar que não tenho absolutamente nada contra o distinto armador americano Larry Tayler, titular do Bauru no último campeonato do NBB (Novo Basquete Brasil) e um dos destaques da competição. Mas é duro aceitar que este jogador, que no máximo integraria a seleção C dos EUA (e estou sendo benevolente) integre uma lista de convocados da seleção brasileira masculina de basquete para a disputa do Pré-Olímpico de Mar del Plata, em setembro.

Não é xenofobismo, racismo ou qualquer outro “ismo”. Mas será mesmo que o Brasil precisa esperar pela naturalização de um jogador nota 6,5, no máximo? Se fosse tão bom assim, ele não estaria jogando na própria NBA ou nas ligas de acesso? Ou até mesmo no forte basquete europeu, que está anos-luz à frente do Brasil em termos de organização, estrutura e condições financeiras?

No mais, a opção em tentar emplacar Larry Taylor na seleção brasileira, uma decisão polêmica e sem sentido do técnico argentino Rubén Magnano – com anuência da direção da CBB (Confederação Brasileira de Basquete) – só comprova que o basquete brasileiro continua mais perdido que cachorro em dia de mudança! Lamentável…

Prefiro assinar embaixo da opinião do ex-ala Marcel, medalha de bronze no Mundial de 1978 e medalha de ouro no Pan-Americano de Indianápolis, em 1987, ao iG Esporte: ““Acontecem tantas coisas no basquete brasileiro que eu não me surpreendo com mais nada. Não é possível que não haja um jogador brasileiro para ser chamado. Se o Larry fosse tão bom assim, Bauru já tinha sido campeão, pois armador ganha campeonato”.

Cesta de três pontos de Marcel!

PS: o companheiro José Antônio Lima, um dos editores do ótimo blog “Esporte Fino”, fez um post tratando sobre este mesmo tema e discorda 100% em relação a este blogueiro. Vale a leitura!

Veja também:

>>O calendário pré-olímpico do basquete

>>Os uniformes do Brasil para o Pré-Olímpico de basquete

>>Greve na NBA já afetou um Mundial de basquete

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5 comentários | Comentar

  1. 55 marcelo domingos 22/06/2011 19:02

    se o melhor jogador da NBB é nota 6,5, o que dizer dos outros então. os brasileiros são ainda piores

  2. Marcelo Laguna 19/06/2011 20:05

    Se ser o melhor do NBB é o único argumento que você tem para justificar a presença de um estrangeiro NOTA 6,5 na seleção brasileira, então estamos perdidos, caro Lucas.
    Obrigado pela visita

  3. 54 lucas 19/06/2011 12:44

    esse jogador 6,5 só foi o melhor armador do nbb, ridiculo tudo o que vc disse.

  4. 53 Bocarra 18/06/2011 16:57

    A grande questão aqui é “O que pode ser feito para voltar à atenção da mídia e do público em geral, para o Basquete Brasileiro?”
    Mais do que representar o País através do seu povo, o que se espera com essa ação é chamar a atenção do povo para o Basquete.
    Com o povo interessado novamente no Basquete, teremos os campeonatos transmitidos nas tvs, patrocinadores interessados em investir/aparecer e conseqüentemente novos ídolos revelados.
    Na minha época de estudante, quando os professores de educação física perguntavam a um grupo de dez crianças quem elas queriam ser. Pra cada 6 Zico, Careca,Bebeto, Dinamite(futebol) existiam 2 Oscar, Marcel(basquete) e 2 Bernard, Pampa(volley).
    O Basquete tinha seu espaço na mídia e no coração dos Brasileiros na mesma proporção do Vollley.
    Não vou falar aqui das causas que nos fizeram perder esse espaço, mas agora somos obrigados a reagir. Alguma coisa tem q ser feita pra chamar a atenção das pessoas para o Basquete. Toda ajuda é válida. Toda iniciativa é louvável. O estado de inanição que se encontra nosso tão amado esporte deve ser combatido de todas as maneiras possíveis. Eu apóio o técnico argentino e o jogador americano. Se essa iniciativa não der certo, procuremos outra, mas parados não podemos ficar. VAMOS BRASIL(GO GO BRAZIL) HEHEHE

  5. 52 João Batista Jr 18/06/2011 2:14

    Fiz uma postagem sobre o tema também.

    Pra mim, a questão vai além da qualidade do jogador.

    O problema, me parece, é a opção por naturalizar alguém em vez de investir nas categorias de base.

    http://pontogol.blogspot.com/2011/06/dois-passos-para-tras.html

    Um abraço.

  6. 51 Juliano 17/06/2011 19:30

    Tive o mesmo sentimento quando vi a lista de convocados.
    Mesmo não acompanhando o basquete brasileiro, penso que o Magnano poderia dar uma chance pra algum jogador novo, ou sei lá o quê!

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