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sexta-feira, 22 de abril de 2011 Olimpíadas, Pan-Americano | 23:50

Juliana e Larissa brilharam. Mas calma lá, pachecos!

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A dupla Juliana e Larissa saiu na frente por uma vaga para as Olimpíadas de Londres

Está certo que eu já esperava por isso, mas a coisa começou mais cedo do que imaginava. Em ano de Pan-Americano, era natural aguardar doses cavalares de pachequismo da mídia brasileria (em especial a televisão), que adora tirar uma casquinha dos feitos dos atletas brasucas, enaltecendo as diversas medalhas de ouro que o Brasil ganha no Pan, cujo nível técnico há muitos anos deixou de ser forte. Aí, no ano seguinte, quando chegam as Olimpíadas, é aquela decepção…

Os exageros começaram nesta sexta-feira, com a conquista da primeira etapa do Circuito Mundial de vôlei de praia, disputa em Brasília, e que teve a dupla brasileira Juliana e Larissa campeã, após derrotar na final as fortes americanas Walsh e May, bicampeãs olímpicas, por 2 sets a 1. Foi uma bela vitória, sem dúvida, quebrando uma série de 80 jogos de invencibilidade das americanas no torneio, que disatribuirá 16 vagas para as Olimpíadas de Londres, no ano que vem.

Com transmissão ao vivo pela Globo numa ensolarada Sexta-feira Santa, o triunfo das brasileiras logo despertou uma série de comentários, em redes sociais, sites etc, dizendo que as brasileiras já pintam como favoritas para a medalha de ouro em Londres. Calma lá, pachecada!

Juliana e Larissa são, de fato, uma das melhores duplas do mundo. Talvez, neste momento, sejam mesmo as melhores. Mas precisamos contextualizar o momento das americanas. Elas voltam a atuar juntas após dois anos separadas, quando Walsh paralisou a carreira para ser mãe e May se aventurava no reality show “Dançando com as Estrelas”, quando inclusive sofreu uma ruptura no tendão de Aquiles esquerdo.

Por isso, ainda é muito cedo para eleger qualquer favorito ao ouro olímpico. Duro é fazer os pachecos sossegarem na cadeira.

PS: para os mais novos, uma explicação: “pacheco” era um personagem criado pela Gillette, na Copa do Mundo de 82, na Espanha, representando aquele torcedor fanático, doente pela seleção brasileira. O Brasil não ganhou nada naquele Mundial, mas a figura do pacheco ficou eternizada. Cuidado, pode ter um pacheco sentado bem ao seu lado…

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