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domingo, 3 de abril de 2011 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 20:22

Final feliz na ginástica artística

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Reunião entre representantes do governo do Paraná e do grupo empresarial que salvou o Cegin de fechar as portas


Depois de estar ameaçado de fechar as portas
, por conta do final de repasse de verba de patrocínio da Caixa Econômica Federal pela CBG (Confederação Brasileira de Ginástica), houve um final feliz para as meninas que treinam no Centro de Excelência de Ginástica (Cegin), em Curitiba. O local, que durante o último ciclo olímpico foi base para a preparação da seleção brasileira permanente da modalidade, e que acabou tendo fundamental importância nos resultados internacionais obtidos por Daniele Hypólito e Daiane dos Santos, entre outras ginastas, estava ameaçado de fechar, por não contar mais com os cerca de R$ 400 mil necessários para sua manutenção. Mas uma reunião na última semana conseguiu evitar o pior.

De acordo com reportagem publicada pelo jornal “Gazeta do Povo”, de Curitiba, um acordo firmado entre o governo do Paraná e o grupo privado LiveWright, que tem o empresário João Paulo Diniz como um de seus sócios, acertaram a parceria, cujos valores não foram divulgados, mas que devem girar em torno de pelo menos R$ 400 mil anuais, tomando-se por base os valores que os dirigentes do Cegin divulgaram para a manutenção do centro de treinamento.

Vale lembrar que treinam em Curitiba quatro integrantes da seleção brasileira: Harumy de Freitas, Priscila Coelho, Bruna Leal e Ethiene Franco, que estariam seriamente prejudicadas para manter sua carreira em alto nível no caso de fechamento do Cegin.

O objetivo, além de manter o que já existe, é investir pesado na formação de novos atletas, de olho nas Olimpíadas de 2020, ainda sem local definido. Enquanto o governo estadual se comprometeu a melhorar a atual estrutura do Cegin, o grupo LiveWright irá investir na contratação de profissionais especializados para o desenvolvimento da ginástica artística e criar novos centros de excelência para descobrir talentos. Há planos de investir também em outras modalidades, como ciclismo e canoagem. O projeto completo será anunciado em maio.

Cada vez mais me convenço que o caminho para o desenvolvimento do esporte brasileiro de base – e como consequência de alto rendimento -passa pela necessidade da criação de projetos como este, sem a tutela de confederações, onde os interesses políticos falam mais alto do que os esportivos, na grande maioria dos casos.

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3 comentários | Comentar

  1. 53 fabiana das neves 17/05/2011 23:44

    estou anciosa para saber se realmente esse patrocinio vai sair, pois todas as meninas e a equipe que estão lá treinando merecem esse envestimento que certamente se transformara em OURO para o Brasil!!!

  2. 52 Cleuza Alves da Silva 09/04/2011 15:24

    Moro em São Paulo. Estou acompanhando as notícias sobre o corte do patrocínio que era repassado a ginástica artística do Paraná. Gostaria de saber o motivo que levou a confederação brasileira de ginástica a tomar esta decisão? Sabemos da dificuldade que é formar uma ginasta. Como pode agir desta maneira? E a frustração dessas jovens diante da notícia repentina? Acho que faltou responsabilidade para com o esporte.

  3. 51 Nicolau Radamés Creti 04/04/2011 12:42

    Boa notícia. A ginástica é sempre um dos principais investimentos em qq país que sonhe em se tornar uma referência esportiva. E que as confederações aprendam: está na hora de se gastar menos dinheiro com a parte administrativa e mais com a estrutura esportiva e com os atletas

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