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sexta-feira, 18 de março de 2011 Imprensa, Olimpíadas, Pan-Americano | 10:13

Um exemplo de desperdício na ginástica artística

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O Centro de Excelência de Ginástica de Curitiba corre o risco de fechar as portas

Quando se imagina que já se viu de tudo no esporte olímpico brasileiro, sempre aparece algo que te pega de surpresa. Reportagem do jornal “Gazeta do Povo”, de Curitiba, nesta semana, mostra que o Cegin (Centro de Excelência de Ginástica), local que serviu de base para a seleção olímpica permanente de ginástica artísitica nos dois últimos ciclos olímpicos, corre risco de fechar as portas. O motivo: falta de dinheiro.

A CBG (Confederação Brasileira de Ginástica), que após a eleição da atual presidente Maria Luciene Cacho Resende mudou sua sede de Curtiba para Aracaju (Sergipe), cortou uma verba de R$ 437 mil que seriam repassados ao Cegin, de acordo com a reportagem da “Gazeta do Povo”. Vale lembrar que o Cegin é comando por Vicélia Florenzano, ex-presidente da CBG. Segundo a “Gazeta”, a justificativa de Resende para cortar a verba de manutenção do Cegin é que não é possível destinar esta verba (proveniente do patrocínio da Caixa Econômica Federal de R$ 9,5 milhões) a um clube privado.

Entre as atletas que treinam no Cegin estão quatro integrantes da seleção brasileira: Harumy de Freitas, Priscila Coelho, Bruna Leal e Ethiene Franco. Todas ameaçadas de não ter onde se preparar em alto nível. Se não têm onde treinar, elas obviamente terão comprometida sua preparação para integrar a seleção brasileira.

Agora, duas observações: é importante lembrar que Maria Luciene Resende era vice-presidente de Vicélia Florenzano na gestão anterior. Só isso já causa estranheza diante de todo este imbróglio. As duas já não falam a mesma língua, para dizer o mínimo. A outra observação é, na verdade, uma pergunta: como a CBG pode desperdiçar um equipamento do nível como este de Curitiba e que serviu para preparar, entre outras atletas, Daniele Hypólito e Daiane dos Santos?

É muito desperdício.

Obs: sugestão de post do ótimo blog Alberto Murray Olímpico, mantido pelo advogado Alberto Murray, neto do ex-presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), Sylvio de Magalhães Padilha, e que nos últimos anos tornou-se  um feroz e ativo opositor à gestão de Carlos Arthur Nuzman no COB.

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5 comentários | Comentar

  1. 55 Rafael 20/03/2011 19:08

    Nossa isso é ridículo!!
    ela passou a cedo pra sergipe, pq concerteza ela é da GR.
    Eu tenho certeza que a GR tá recebendo um bom incentivo.
    Quem se presta a ser presidente da cbg, ou de qualquer coisa tem que saber fazer uma boa administração.
    Agora um centro de excelencia onde treina algumas das atletas da seleçao brasileira correr o risco de fechar, é uma vergonha nacional, isso deveria estar nas grandes midias!

  2. 54 luiz castro 18/03/2011 18:05

    É de fato lastimável ver fatos e atitudes ante gestoras e desportivas ainda acontecerem no esporte Brasileiro e principalmente na GINÁSTICA que passou décadas para um dia ser reconhecida e valorizada a altura de um esporte olímpico como os demais, tradicionais…Torço pela reversão dessa situação e acredito que as autoridades ligadas a GINÁSTICA não deixaram tamanha atrocidade acontecer…

  3. 53 Nivaldo Alberto 18/03/2011 16:26

    Um vergonha. Cadê o COB que não fala nada??

  4. 52 Nicolau Radamés 18/03/2011 16:20

    Mais um episódio vergonhoso com o dinheiro público, às custas do meu, do seu, do nosso dinheiro. E este é o país que vai organizar uma Olimpíada. Isso num esporte que precisa tanto de apoio e investimento. Para se ter uma ideia, na pequena cidade de Pirassununga, a 207 km de SP, foi construído um ginásio só para ginástica. E com todos os aparelhos. Depois dessa notícia, só espero que esse projeto dure.

  5. 51 Eliane 18/03/2011 12:49

    Ano que vem tem olimpíadas. Falam tanto do Rio 2016. Mas como será se coisas como essa acontecem todos os dias em todos os esportes? Já é um absurdo os poucos espaços disponíveis para se descobrir um atleta, esquece-se que eles começam criança. O certo era um centro desses, no mínimo, em casa capital.
    Vamos ficar, mais uma vez, orgulhosos dos sobreviventes que conseguiram contra tudo e contra todos se superar e conquistar uma medalha. Lamentável o descaso ao esporte no país.

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